24.05.2017

Como o pai pode se conectar com o recém-nascido

Bebês, Cuidados Diários

Uma palavra muito usada em inglês para definir a conexão que se estabelece com um filho recém-nascido é bonding, que na tradução seria “ligação”.

Father with his young baby cuddling and kissing him on cheek. Pa

Segundo especialistas, é possível que um pai estabeleça o bonding logo no nascimento, mas é muito normal também que esse vínculo paterno não aconteça de imediato nos primeiros dias, porque além da grande responsabilidade que é cuidar do novo bebê, o pai costuma estar as voltas com os cuidados da recém mãe.

Além disso, há ainda os casos de adoção e de afastamento por questões médicas. Por isso, o debate da ampliação da licença paternidade é de extrema importância. No Brasil, empresas enquadradas no programa Empresa Cidadã, oferecem 20 dias de licença paternidade. Para as demais empresas o prazo previsto por lei é de apenas 5 dias.

Como ter esse vínculo paterno, então? A melhor forma para criar essa forte conexão do pai com o bebê é através do tempo que eles passarão juntos. Vejam algumas dicas para os pais:

  • Valorize os momentos de toque de pele, através de muito carinho e contato físico o bebê se sentirá mais seguro com a sua presença.
  • Converse e cante para ele, de preferência olhando-o nos olhos.
  • Brinque com ele todos os dias, recém-nascidos também curtem os momentos de brincadeira.
  • Use um sling.
  • Leia para ele regularmente, com o bebê bem próximo ao corpo.
  • Repita os movimentos e sons emitidos, isso estabelecerá as primeiras comunicações.
  • Estabeleça alguns momentos “de vocês”, o banho pode ser uma hora importante e divertida. Repleto de toques, olhares e carinhos. No post “A Hora do Banho” falamos mais sobre isso.

 

10.05.2017

Dar colo ajuda no desenvolvimento cerebral do seu bebê

Bebês, Cuidados Diários

colo_bebe

Você dá colo para o seu bebê e escuta o tempo todo que ele ficará mal acostumado? Pois fique tranquila! Mais uma pesquisa veio para desmistificar que o colo estraga a criança.

Um estudo recente da Nationwide Children’s Hospital, em Ohio (EUA), comprovou que o toque entre mãe e filho é crucial para o desenvolvimento do bebê e ajuda em seu desenvolvimento cerebral, principalmente em bebês prematuros.

O estudo analisou 125 bebês, alguns deles prematuros, e viu como eles respondiam ao colo, o toque carinhoso. De acordo com a Dra. Nathalie Maitre, responsável pela pesquisa, é perceptível o quanto o contato físico ajuda no desenvolvimento da criança.

“Garantir que o bebê receba carinho, algo positivo e encorajador, é essencial para que seu cérebro responda mais rapidamente. Essa ‘coisa de pele’ dá a eles uma sensação similar ao que sentiam dentro da barriga da mãe, o que é ainda mais importante para os prematuros, caso a situação permita que eles fiquem alguns momentos fora da incubadora”, explica a especialista.

Tudo que os bebês precisam é de muito carinho e acolhimento nos primeiros meses. Não temos que ter medo de dar colo demais. Segundo especialistas, o colo oferece grandes benefícios para fortalecer os laços afetivos. E é isso que os nossos pequenos mais precisam: amor!

 

Fonte: Pais&Filhos

20.03.2017

Seu filho não tem amigos? Veja como ajudar!

Bebês, Cuidados Diários, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

‘Ninguém gosta de mim’ ou ‘Ninguém me deixa jogar” são frases que provavelmente você já deve ter ouvido seu filho dizer. Se você já passou por essa experiência, sabe como é doloroso para a criança sentir que não tem amigos.

A amizade é tão importante para nós, quer sejamos crianças, adolescentes ou adultos.

Conversamos com a psicoterapeuta e parceira do blog, Mônica Pessanha sobre o assunto e ela nos contou informações super importantes da relação de amizade em cada fase dos nossos filhos. Confiram!

Kids With Ball

A maneira como lidamos com aquilo que está relacionado às amizades varia de acordo com o desenvolvimento da criança. As suas concepções de amizade vão variar e assumirão outras perspectivas a medida que vão amadurecendo, pois esse amadurecimento é o que vai acrescentar maior profundidade e significado à amizade.

Uma criança entre os 3-6 anos de idade, por exemplo, vê os amigos mais como companheiros momentâneos e sua ideia de amizade resume-se no fato de ela se divertir junta com outro amiguinho. Seu ciclo de amizade são de outras crianças convenientemente mais próximas e que fazem juntas as mesmas coisas de que gostam. Para as crianças dessa faixa etária, todas as crianças pensam da mesma forma que ela. Daí as briguinhas momentâneas ao descobrir que o amiguinho pensa diferente dela. Mas não é só as crianças de acima de 3 anos que se relacionam com os outros. Os bebês também, não ficam de fora da questão.

As crianças de até 6 meses, por exemplo, ficam animados quando veem outros bebês. Eles sorriem e fazem barulhos para tentar chamar a atenção do outro bebê e podem até engatinhar para se aproximar, mas tendem a tratar os colegas como brinquedos para explorar. Já dos doze aos 18 meses podem mostrar preferências visíveis por certos pares. Já são capazes de brincar com e de jogos simples como imitar uns aos outros ou pega-pega, o que mostra que eles têm pelo menos alguma capacidade rudimentar para entender a perspectiva de outra pessoa. O período de 2-3 anos de idade traz aquela fofura em que eles são gentis uns com os outros. Por exemplo, se eles veem um amigo chorando, tentam confortar esse amigo, oferecendo um cobertor especial.

Quando estão entre os 6-9 anos de idade, a ideia de amizade toma uma outra perspectiva. Nesse período, as crianças compreendem que a amizade vai além de qualquer atividade atual, mas eles ainda pensam em termos muito pragmáticos. Elas definem os amigos como crianças que fazem coisas boas para elas – como compartilhar um doce, guardar lugar no teatro ou cinema ou dar-lhes presentes legais. No entanto, elas ainda não consegue elaborar a ideia de que elas também contribuem para a construção dessa amizade. Essa perspectiva elas só passarão a ter a entre os 9-12 anos de idade e, às vezes, um pouco antes. Nessa fase, eles tem uma preocupação genuína entre eles, embora ainda não consigam se distanciar e no papel de observador, verificar os padrões de interação em relacionamentos.

É na adolescência – entre 13-18 anos, o período que talvez mais valorize as amizades. Nesse período, em termos de amizade, a preocupação principal do adolescente é ajudar o amigo a resolver os problemas que estiver enfrentando. Ele confia aos amigos os sentimentos e preocupações que não contam mais a ninguém. Além disso, demonstram uma preocupação sincera pelos amigos.

Ajudar nossos filhos a construírem amizades passa pela compreensão dessas fases e concepções que as crianças carregam sobre amizade em cada uma delas. Além de obter essa compreensão, em termos práticos, os pais podem fazer duas coisas importantes para ajudar a criança a fazer amizades. São elas:

  1. Ensine seu filho a dizer “Oi” – ensine a seu filho que um oi amigável, com contato visual é a forma mais eficaz de ajudar uma outra criança a sentir-se segurar de se aproximar e começar uma amizade.
  2. Ajude-o a ser bondoso -A bondade por menor que seja pode ser uma outra maneira de sinalizar boas intenções. Isso poderia significar emprestar um lápis a um colega de classe, ajudando-os a carregar alguma coisa, ou compartilhar um lanche. Bondade tende a suscitar bondade, e é uma das melhores maneiras de começar uma amizade. Você pode precisar ajudar seu filho a encontrar maneiras menos intrusivas de expressar boas intenções. Para aumentar as chances de que uma amizade vai crescer, as crianças precisam estender seus convites de amizade para as crianças que são suscetíveis de querer amizade.

Agora da próxima vez em que você ouvir a queixa de seu filho sobre o fato de não ter amigos, você já não se sentirá mais perdida, mas saberá, ou pelo menos, terá uma ideia de como agir.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

 

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