10.05.2017

Dar colo ajuda no desenvolvimento cerebral do seu bebê

Bebês, Cuidados Diários

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Você dá colo para o seu bebê e escuta o tempo todo que ele ficará mal acostumado? Pois fique tranquila! Mais uma pesquisa veio para desmistificar que o colo estraga a criança.

Um estudo recente da Nationwide Children’s Hospital, em Ohio (EUA), comprovou que o toque entre mãe e filho é crucial para o desenvolvimento do bebê e ajuda em seu desenvolvimento cerebral, principalmente em bebês prematuros.

O estudo analisou 125 bebês, alguns deles prematuros, e viu como eles respondiam ao colo, o toque carinhoso. De acordo com a Dra. Nathalie Maitre, responsável pela pesquisa, é perceptível o quanto o contato físico ajuda no desenvolvimento da criança.

“Garantir que o bebê receba carinho, algo positivo e encorajador, é essencial para que seu cérebro responda mais rapidamente. Essa ‘coisa de pele’ dá a eles uma sensação similar ao que sentiam dentro da barriga da mãe, o que é ainda mais importante para os prematuros, caso a situação permita que eles fiquem alguns momentos fora da incubadora”, explica a especialista.

Tudo que os bebês precisam é de muito carinho e acolhimento nos primeiros meses. Não temos que ter medo de dar colo demais. Segundo especialistas, o colo oferece grandes benefícios para fortalecer os laços afetivos. E é isso que os nossos pequenos mais precisam: amor!

 

Fonte: Pais&Filhos

20.03.2017

Seu filho não tem amigos? Veja como ajudar!

Bebês, Cuidados Diários, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

‘Ninguém gosta de mim’ ou ‘Ninguém me deixa jogar” são frases que provavelmente você já deve ter ouvido seu filho dizer. Se você já passou por essa experiência, sabe como é doloroso para a criança sentir que não tem amigos.

A amizade é tão importante para nós, quer sejamos crianças, adolescentes ou adultos.

Conversamos com a psicoterapeuta e parceira do blog, Mônica Pessanha sobre o assunto e ela nos contou informações super importantes da relação de amizade em cada fase dos nossos filhos. Confiram!

Kids With Ball

A maneira como lidamos com aquilo que está relacionado às amizades varia de acordo com o desenvolvimento da criança. As suas concepções de amizade vão variar e assumirão outras perspectivas a medida que vão amadurecendo, pois esse amadurecimento é o que vai acrescentar maior profundidade e significado à amizade.

Uma criança entre os 3-6 anos de idade, por exemplo, vê os amigos mais como companheiros momentâneos e sua ideia de amizade resume-se no fato de ela se divertir junta com outro amiguinho. Seu ciclo de amizade são de outras crianças convenientemente mais próximas e que fazem juntas as mesmas coisas de que gostam. Para as crianças dessa faixa etária, todas as crianças pensam da mesma forma que ela. Daí as briguinhas momentâneas ao descobrir que o amiguinho pensa diferente dela. Mas não é só as crianças de acima de 3 anos que se relacionam com os outros. Os bebês também, não ficam de fora da questão.

As crianças de até 6 meses, por exemplo, ficam animados quando veem outros bebês. Eles sorriem e fazem barulhos para tentar chamar a atenção do outro bebê e podem até engatinhar para se aproximar, mas tendem a tratar os colegas como brinquedos para explorar. Já dos doze aos 18 meses podem mostrar preferências visíveis por certos pares. Já são capazes de brincar com e de jogos simples como imitar uns aos outros ou pega-pega, o que mostra que eles têm pelo menos alguma capacidade rudimentar para entender a perspectiva de outra pessoa. O período de 2-3 anos de idade traz aquela fofura em que eles são gentis uns com os outros. Por exemplo, se eles veem um amigo chorando, tentam confortar esse amigo, oferecendo um cobertor especial.

Quando estão entre os 6-9 anos de idade, a ideia de amizade toma uma outra perspectiva. Nesse período, as crianças compreendem que a amizade vai além de qualquer atividade atual, mas eles ainda pensam em termos muito pragmáticos. Elas definem os amigos como crianças que fazem coisas boas para elas – como compartilhar um doce, guardar lugar no teatro ou cinema ou dar-lhes presentes legais. No entanto, elas ainda não consegue elaborar a ideia de que elas também contribuem para a construção dessa amizade. Essa perspectiva elas só passarão a ter a entre os 9-12 anos de idade e, às vezes, um pouco antes. Nessa fase, eles tem uma preocupação genuína entre eles, embora ainda não consigam se distanciar e no papel de observador, verificar os padrões de interação em relacionamentos.

É na adolescência – entre 13-18 anos, o período que talvez mais valorize as amizades. Nesse período, em termos de amizade, a preocupação principal do adolescente é ajudar o amigo a resolver os problemas que estiver enfrentando. Ele confia aos amigos os sentimentos e preocupações que não contam mais a ninguém. Além disso, demonstram uma preocupação sincera pelos amigos.

Ajudar nossos filhos a construírem amizades passa pela compreensão dessas fases e concepções que as crianças carregam sobre amizade em cada uma delas. Além de obter essa compreensão, em termos práticos, os pais podem fazer duas coisas importantes para ajudar a criança a fazer amizades. São elas:

  1. Ensine seu filho a dizer “Oi” – ensine a seu filho que um oi amigável, com contato visual é a forma mais eficaz de ajudar uma outra criança a sentir-se segurar de se aproximar e começar uma amizade.
  2. Ajude-o a ser bondoso -A bondade por menor que seja pode ser uma outra maneira de sinalizar boas intenções. Isso poderia significar emprestar um lápis a um colega de classe, ajudando-os a carregar alguma coisa, ou compartilhar um lanche. Bondade tende a suscitar bondade, e é uma das melhores maneiras de começar uma amizade. Você pode precisar ajudar seu filho a encontrar maneiras menos intrusivas de expressar boas intenções. Para aumentar as chances de que uma amizade vai crescer, as crianças precisam estender seus convites de amizade para as crianças que são suscetíveis de querer amizade.

Agora da próxima vez em que você ouvir a queixa de seu filho sobre o fato de não ter amigos, você já não se sentirá mais perdida, mas saberá, ou pelo menos, terá uma ideia de como agir.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

 

22.02.2017

Amamentação: Você já ouviu falar em Apojadura?

Bebês, Cuidados Diários

A amamentação é uma fase de muitas dúvidas para as novas mães. Quem vê a mulher amamentando tranquilamente seu bebê não imagina que oferecer o seio ao filho pode causar certos desconfortos, que geram dor e ansiedade. Um desses desconfortos fisiológicos é o processo da Apojadura, que é a famosa “descida do leite”.

Nome estranho esse, né? Vejam todas as informações dessa fase super importante que a enfermeira especialista em amamentação, Paloma Brandão, passou pra gente.

apojadura amamentacao

A apojadura é a fase onde ocorre o preparo da mama para o início da produção do leite. As mamas aumentam sua capacidade em armazenar o leite e começa a alteração da composição do leite, passando da fase do colostro para a fase do leite de transição.

O que é apojadura?

Apojadura é o preparo da mama para a produção de leite que, geralmente, acontece até cinco dias após o parto. Neste período, as mamas ficam maiores e bem cheias, por igual, e algumas vezes quentes, causando incomodo e dor local.

Esse desconforto pode realmente incomodar. No entanto, é fundamental não desistir de amamentar, logo a mama vai estabilizando a produção do leite com a demanda do bebê. Realmente no período da apojadura o qual tem a duração de 2 a 3 dias a mama enche de leite muito rápido logo após a mamada, e a mama fica dolorida. Porém as mães devem ficar atentas em só manipular a mama no momento da mamada do seu bebê, ou seja, no período de 3 em 3 horas ou quando o bebê solicitar. Pois caso a mama seja massageada e ordenhada em períodos aleatórios, pode causar o efeito inverso, estimulando ainda mais a mama e aumentando o risco do ingurgitamento mamário (a famosa mama empedrada).

Como podemos minimizar o incômodo da apojadura?

A melhor coisa para a mulher se sentir confortável é massagear a mama antes de colocar o bebê para mamar. Assim, facilita para o bebê fazer a pega correta e garante que o mesmo irá esvaziar a mama, contribuindo para não ficar muito tempo o leite parado.

Se acontecer da mama permanecer edemaciada (inchada) na região da aréola, mesmo após a massagem, é importante  ordenhar um pouco a mama para daí oferecê-la à criança. Assim o bebê conseguirá fazer a pega correta, prevenindo o risco da fissura mamilar e garantindo o esvaziamento da mama.

Como realizar a massagem nas mamas? 

Com a polpa de 3 dedos comece fazendo a massagem suave em movimentos circulares iniciando ao redor de toda a aréola (parte escura da mama) e depois em direção à raiz da mama (próximo ao tórax), de forma circular, abrangendo toda mama. Realizando em seguida uma pequena ordenha da aréola para que esta fique bem macia, o que facilita a pega para o bebê.

Como identificar a apojadura?

É bastante comum confundir a apojadura com outros problemas que podem ocorrer nos seios da mãe, como o ingurgitamento mamário, que surge quando a pega do bebê está errada, então o bebê não consegue sugar todo o leite, e esta retenção de leite na mama gera o que conhecemos como leite “empedrado”.

A apojadura pode causar até um estado febril na mãe, porém ela se diferencia das outras alterações, pois não há presença de áreas avermelhadas nas mamas e não há inflamação local. A mãe vai observar que o bebê mamando e ela massageando a mama, logo os sintomas vão minimizando e aliviando o incomodo local.

 

Paloma Brandão é enfermeira Neonatologista especialista em amamentação / palomag.brandao@gmail.com / Instagram: @amamentandobem

 

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