17.10.2016

Do berço para a cama: Quando saber a hora de mudar?

Bebês, Cuidados Diários

Quanto a gente menos espera, lá está a perninha pelo lado de fora do berço querendo explorar o mundo para desespero das mães. Aquele bebezinho que antes cabia no berço já está mais crescidinho.

E aquela vontade deles de escalar e pular para fora que nos apavora?

Mudar do berço para uma cama parece uma tarefa fácil, mas requer paciência e muita certeza para não gerar preocupações na criança. Vejam que interessante o texto e as dicas da nossa parceira psicóloga Mônica Pessanha, sobre a hora certa de fazer a mudança do seu pequeno do berço para a cama. Confiram!

Children Sisters Playing On The Bed Indoors

Não existe um momento certo para essa troca, mas no geral acontece a partir dos 2 anos, porque nessa idade as crianças tendem a acordar e querer explorar o mundo que as cerca. Há de se convir que ficar esperando no berço não é um comportamento fácil para uma criança.

Parece que o berço traz uma segurança para os pais. É como se a criança estivesse mais protegida nele. E de fato essa é uma vantagem ao dormir no berço. O berço oferece proteção contra alguns riscos – mantém outras crianças a distância e pode manter os animais afastados do bebê (embora gatos ainda possam conseguir entrar no berço). O berço torna-se um lugar importante para a criança – um espaço que é ‘propriedade’ dela. E no geral, o bebê percebe  o berço como um lugar reconfortante e feliz.

Ao fazer a mudança vale pensar se a criança está pronta para isso. De alguma forma ela vai mostrando sinais que indicam maturidade para sair do berço para cama. Um dos grandes sinais é se ela já sabe subir ou descer do berço. No decorrer do desenvolvimento cognitivo esse aprendizado deve ocorrer por volta dos 12 meses e meio.

Dicas importantes

  • Tente escolher um momento em que não haja muito estresse familiar. Por exemplo, evite fazer a mudança quando se mudou recentemente de uma casa para outra, pois as crianças precisam que algumas coisas na sua rotina permaneçam as mesmas, quando há um monte de outras coisas mudando.
  • Além disso, evite fazer a alteração quando um novo bebê vem para a família. Pode parecer que o novo bebê está tomando algo da criança, se o bebê é colocado no berço e ao mesmo tempo em que a criança passa a dormir na cama. A mudança da criança do berço para a cama pode ser menos complicada, se o processo acontecer várias semanas antes de o bebê novo nascer.
  • Se a criança não estiver bem ou doente, talvez seja melhor esperar até que ela se sinta bem para efetuar a mudança.

Que tipo de cama?

Muitas vezes, a criança vai ser movida para uma cama só sua, mas em algumas famílias a criança vai dividir a cama com outras crianças na família (isso pode ser uma coisa muito reconfortante para crianças pequenas, até porque elas amam compartilhar a cama).

Quando uma criança consegue fazer a transição do berço para a cama, é importante pensar sobre segurança. Assim como as crianças podem ser capazes de saltar para fora da cama (o que muito é divertido e um comportamento muito normal da criança), as crianças podem rolar para fora dela, enquanto estão dormindo. Lembre-se de que antes, no berço, o cérebro não precisava se preocupar com isso, então levará tempo para se adaptar. Para o desenvolvimento seguro, vale investir numa cama bem baixinha ou com protetores laterais. O quarto montessoriano é perfeito para essa fase de transição, pois além de estimular o desenvolvimento cognitivo é também mais seguro.

Beliches podem não ser seguras para as crianças, mesmo se a cama inferior for aquela em que eles vão dormir. As crianças vão querer subir na cama superior, o que pode ocasionar acidentes mesmo quando elas estão acordadas brincando.

Ajudar as crianças a fazerem a mudança

Muitas crianças ficam animadas com a mudança, pois é um sinal de que estão ‘crescendo’. Mas para algumas crianças a mudança pode ser estressante. Assim:

  • É bom conversar com a criança poucos dias antes da mudança (um ou dois dias é provavelmente o bastante, como as crianças têm muito pouca compreensão do tempo). Falando com muita antecedência, pode gerar ansiedade-aquela preocupação exagerada com o futuro.
  • Deixe a criança fazer parte desse processo, escolhendo a cama, lençóis e até testando colchões nas lojas. Isso poderá ajudá-la a desenvolver autonomia e a criar um vínculo com o novo quarto.
  • Algumas crianças gostam de usar os acessórios da cama antiga na nova. Isso é bem natural nesse processo de troca. Deixem-nas fazê-lo até sentirem que essa cama também é especial.
  • Continue com as mesmas rotinas ao “ir para a cama” – rituais habituais, tais como histórias de ninar, afagos e beijos.
  • Se seu filho tem um brinquedo especial ou cobertor, certifique-se de que esteja ao seu alcance em sua cama nova.
  • A meia luz (por exemplo, aquelas que encaixamos na tomada) pode ajudá-la na verificação de onde ela está, quando acordar durante a noite.

Se seu filho não está pronto para fazer a mudança, não há necessidade de persistir. Talvez você possa deixar a cama nova arrumada ao lado do berço. É bem provável que a criança brinque durante o dia na cama e à noite suba no berço, até se ver pronta para a mudança

Se, apesar de todas as suas preparações, o seu filho insistir que ele ainda quer dormir em seu berço e o choro for prolongado, vale considerar se há tensões nas emoções das crianças, tais como medo. Ai vale até buscar um profissional para ajudar nessa transição. Identificando e ajudando a criança provavelmente o problema será resolvido.

Os pequenos de 1 ano e meio à 2 anos  estão, na grande maiorias das vezes, bem dispostos a fazer essa mudança e vão gostar de fazer parte de todo esse processo. Para eles é um sinal tangível de independência e vão lutar por ela.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

16.10.2016

“Bêbado” de leite: Quem resiste as expressões fofas dos bebês após mamar?

Bebês, Cuidados Diários, Mamães & Papais, registros especiais

Mãozinhas relaxadas, bracinhos molengos, cabeça pesada, sono profundo e expressões engraçadas no rosto.

Há poucas coisas que podem fazer a gente sorrir no meio da madrugada, na hora da amamentação, como aquelas carinhas fofas dos nossos pequenos, né? Eles ficam praticamente “desmaiados” de tanto leite depois das mamadas… É muita fofura!

Descobrimos que em inglês existem até nomes para esse momento, são chamados de: “Milk Drunk”e “Milk Coma”. Engraçado, né? kkkk Na tradução seria algo como “Bêbado de leite”. Alguém sabe se há versões em português para esse momento?

Que tal compartilharmos esse momento dos nossos pequenos para divertir? Lançamos no nosso Instagram @chegueiaomundo uma brincadeira para marcarmos nas fotos os bebês nesse momento “Milk Drunk”, bora? Use a hashtag #milkdrunkCM e convide outras mamães também para participar! ;-) Queremos ver se pequeno!

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03.10.2016

Icterícia em bebês: Saiba o que é, os riscos e como tratar

Bebês, Cuidados Diários

Já ouviu falar em Icterícia? Essa doença de nome esquisito é muito comum em recém-nascidos e deixa muitas mães assustadas quando descobrem.

Logo nos primeiros dias de vida, cerca de 60% dos bebês que nascem saudáveis (e no tempo certo) e 80% dos recém-nascidos prematuros apresentam um tom amarelo-alaranjado na pele e nos olhos. É a chamada Icterícia neonatal, uma doença benigna que não apresenta maiores riscos desde que identificada e tratada precocemente. Se isso acontecer, a primeira medida é não se apavorar e falar com o seu pediatra.

Como a Icterícia é um assunto que sempre recebemos muitas dúvidas aqui no blog, a nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri preparou esse post super importante explicando tudo. Confiram!

ictericia

A Icterícia aparece devido ao rompimento de células vermelhas no sangue que liberam a hemoglobina. Essa hemoglobina irá se transformar em bilirrubina. A bilirrubina é transportada e metabolizada no fígado para em seguida ser excretada nas fezes e na urina. Quando esse processo não ocorre adequadamente, o acúmulo de bilirrubina no sangue deixa a pele amarelada.

Na grande maioria dos casos, a icterícia desaparece espontaneamente. Após os três primeiros dias de vida o leite desce, o bebê passa a mamar um maior volume desse leite que antes era só colostro e, portanto, menor quantidade e, com isso, passa também a excretar com maior frequência a bilirrubina diminuindo, assim, os níveis sanguíneos.

A icterícia aparece em torno do segundo a terceiro dia de vida e pode durar de sete a dez dias. No caso dos prematuros, esses níveis podem ser mais altos e prolongados.

Existem causas mais sérias e mais importantes de icterícia como incompatibilidade Rh, doenças congênitas metabólicas e infecciosas e infecção urinária. Contudo, essas formas são mais raras e o aparecimento é mais tardio. Quando elas surgem, deve-se fazer uma investigação diagnóstica mais detalhada para tratamento precoce o que melhora muito o prognóstico da doença.

O diagnóstico inicial da icterícia é clínico. Ela progride de forma crânio-caudal, ou seja, se inicia na cabeça e vai descendo para os pés. Quando o bebê fica muito ictérico, porém, é necessária a leitura da bilirrubina com o bilirrubinômetro transcutâneo, um equipamento que, colocado na testa da criança, faz a leitura do nível de bilirrubina sem a necessidade de coleta de sangue. Todavia, vale ressaltar que somente pelo sangue é possível determinar com exatidão o nível de bilirrubina.

Quando os níveis estão abaixo do valor mínimo para tratamento hospitalar com fototerapia, orienta-se o banho de sol em casa só de fralda por 15 minutinhos. Porém, se o médico considerar que a icterícia não vai desaparecer espontaneamente, existe a possibilidade da fototerapia, o popular banho de luz. O bebê fica internado na maternidade e é colocado num berço sob lâmpadas especiais que irão alterar a molécula de bilirrubina ajudando a diluir e eliminar o pigmento pelas fezes e pela urina. O tempo de fototerapia depende no grau de icterícia e nível de bilirrubina no sangue. Mas em geral, dura um ou dois dias.

O processo não muda a rotina de amamentação e de cuidados com o bebê. Entretanto pode acontecer de a mãe ter alta da maternidade antes do filho, o que geralmente causa angústia e expectativa. É um processo difícil, mas necessário porque, apesar de ser uma circunstância muito simples, se não for bem cuidada, a icterícia pode se agravar e causar sérios danos, como impregnar o sistema nervoso central e causar uma encefalopatia. Além disso, no futuro a criança pode vir a sofrer de algumas complicações, como anemia falciforme. Por isso, é fundamental que o bebê continue a ter o acompanhamento médico mesmo depois de ir para casa.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
daninegri@perinatal.com.br – www.daniellenegri.com.br

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