04.11.2016

6 dicas para os primeiros dias com bebê em casa

Bebês, Cuidados Diários

Chegou o momento de sair da maternidade e voltar pra casa após o parto. Você pensa que está tudo esquematizado, o quartinho está pronto, as roupinhas arrumadas, tudo preparado…

Mas ai você chega em casa com seu pacotinho, e agora??? É normal sentir que mesmo com toda felicidade e tudo organizado, o medo e a insegurança podem tomar conta nesse momento.

Nos primeiros dias nos deparamos com uma rotina intensa e situações completamente novas, e ainda estamos cansadas após o parto e as noites mal dormidas. É difícil ter ideia de como tudo vai mudar antes de viver isso de fato.

Listamos algumas dicas que podem ajudá-las a lidar melhor com esse turbilhão de emoções dos primeiros dias:

Newborn baby peacefully sleeping

1- Aceite ajuda: sua melhor amiga se ofereceu para lavar a louça e cozinhar? Ótimo! Sua mãe/sogra/tia querem ajudá-la com o bebê para você tomar um banho e tirar uma soneca? Maravilhoso! Temos a tendência a acreditar que somos super mulheres e daremos conta de tudo, mas é bem difícil e toda ajuda nessas horas pode fazer uma grande diferença.

2 – Durma quando o bebê dormir: esqueça todo o resto (deixe com o pessoal da ajuda) e aproveite o tempinho que o bebê está descansando para você descansar também. Nesses primeiros dias a adaptação de dia e noite nem sempre é simples e estar o mais descansada possível vai ajudar muito no processo.

3 –  É normal oscilar entre a alegria e momentos de choro: conte com quem estiver ao seu redor para dividir esse momento. E se sentir que a angústia está indo longe demais, procure ajuda médica. A depressão pós parto é muito mais comum do que imaginamos.

4 – Está tudo certo dizer não às visitas no primeiros dias: você e seu bebê precisam literalmente se conhecer, enfrentar os desafios da amamentação, do sono, etc.  Não fique sem graça de falar para as visitas esperarem mais um pouco.

5- Deixe suas expectativas para trás: cada bebê é único, assim como cada mãe. Procure comparar o mínimo possível. Muitas vezes não terá livro ou dica para ajudá-la porque a situação será única, de vocês.

6-  Vai ficar cada vez melhor: os primeiros dias são difíceis, mas vai ficando melhor a cada desafio vencido. Em pouco tempo você conhecerá seu bebê como ninguém e poderá realmente curtir mais os momentos juntos.

28.10.2016

A importância dos alimentos orgânicos para grávidas e crianças

Bebês, Cuidados Diários

Ter uma alimentação saudável é fundamental para qualquer pessoa. E durante a gravidez e a infância isso é ainda mais importante.

No Brasil, a busca pelos alimentos orgânicos vem crescendo a cada dia. Vejam as informações da nossa parceira nutricionista materno-infantil Dra. Bruna Albuquerque sobre a importância dos orgânicos para grávidas e crianças. Ela ainda destacou os alimentos que devem ser priorizados e que são fáceis de serem encontrados. Confiram!

alimentos organicos_Little Chef Is Making Fruit Juice

Os produtos orgânicos, tanto de origem vegetal, quanto animal, são produzidos sem a utilização de substâncias químicas, adubos químicos, sementes transgênicas, hormônios sintéticos e antibióticos que favoreçam o seu crescimento de forma não natural.

No Brasil, o consumo de orgânicos ainda é menor quando comparado aos mercados europeu e norte-americano. Entretanto, esse mercado vem crescendo graças à preocupação de consumidores com uma alimentação mais saudável e sustentável.

Estudos têm demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos, câncer dentre outros problemas de saúde. Por isso o ideal é que todas as faixas etárias consumam alimentos livres desses aditivos.

Na gestação ocorre a programação metabólica de um novo ser, sendo assim é muito importante que a mãe se alimente da maneira mais saudável e “limpa” possível, ou seja, livre dessas substâncias prejudiciais a saúde tanto dela quanto do ser que esta se formando.

A partir do 6º mês se inicia a introdução complementar dos bebês. Não expor a criança aos agrotóxicos, hormônios etc auxilia na prevenção de inúmeras doenças e atua no melhor desenvolvimento/ crescimento, uma vez que os alimentos orgânicos são mais nutritivos, por serem cultivados em solos ricos e balanceados com adubos naturais. Além disso são mais saborosos, pois não contém produtos químicos que possam alterar o sabor.

Sem contar que a utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. O cultivo dos orgânicos atua restaurando a biodiversidade, respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis.

Existem circuitos de feiras orgânicas espalhadas pelo Brasil na qual os produtores são pequenos agricultores que cobram pelos insumos valores mais justos e muitas vezes bastante parecidos com os alimentos NÃO orgânicos vendidos em hortifruttis e mercados. Consumindo esses produtos você ainda ajuda o pequeno produtor, que tem a terra como a sua única forma de sustento.

Uma dica importante: o produto orgânico é certificado, sua qualidade é assegurada por um Selo de Certificação. Esse é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização. Ele é a garantia de que você está comprando produtos mais saudáveis e isentos resíduo tóxico.

Os alimentos que mais contém agrotóxicos são: pimentão, pepino, uva, morango, alface, couve, mamão, abacaxi, tomate. Isso não quer dizer que você deve remove-los da sua alimentação, mas tente sempre buscar eles na forma orgânica. Dê preferência aos alimentos da Safra, costumam ser mais baratos e estar presente na feira orgânica.

As folhas verde-escuras (espinafre, brócolis, couve) são de fácil acesso dentre as opções de orgânicos. Elas são fontes de ácido fólico, vitamina muito importante na gestação, sua necessidade está aumentada em função da rápida divisão celular, fechamento do tubo neural e desenvolvimento fetal. Esses folhosos também são fontes de ferro, ótimo aliado na prevenção da anemia, que costuma ser frequente em gestantes e em crianças. Contém também magnésio, que ajuda a prevenir a pré-eclampsia e hipertensão gestacional.

Os ovos caipiras também são facilmente encontrados, a colina presente nesse alimento ajuda no desenvolvimento cerebral fetal e é reguladora da memória e atenção do bebê.

O arroz e feijão também achamos com facilidade. Essa dupla famosa normalmente faz sucesso entre as crianças e os papais! Ambos fontes de proteína vegetal.

O arroz integral é rico em vitaminas do complexo B, fornece energia para as crianças crescerem, é fonte de fibras que ajudam o intestino a funcionar. O feijão nos fornece ainda: ferro, manganês, cálcio, vitamina k e fibras nutrientes importantes para o desenvolvimento e crescimento saudável dos pequenos.

 

Dra. Bruna Albuquerque é nutricionista materno-infantil da Clínica Patricia Davidson Haiat.
Consultório – (21) 2239.7200 / Rua Visconde de Pirajá, 572, 6° andar, Ipanema | Av. das Américas, 3.500, Toronto 2.000, Loja C, Barra da Tijuca / atendimento@patriciadavidson.com.br

17.10.2016

Do berço para a cama: Quando saber a hora de mudar?

Bebês, Cuidados Diários

Quanto a gente menos espera, lá está a perninha pelo lado de fora do berço querendo explorar o mundo para desespero das mães. Aquele bebezinho que antes cabia no berço já está mais crescidinho.

E aquela vontade deles de escalar e pular para fora que nos apavora?

Mudar do berço para uma cama parece uma tarefa fácil, mas requer paciência e muita certeza para não gerar preocupações na criança. Vejam que interessante o texto e as dicas da nossa parceira psicóloga Mônica Pessanha, sobre a hora certa de fazer a mudança do seu pequeno do berço para a cama. Confiram!

Children Sisters Playing On The Bed Indoors

Não existe um momento certo para essa troca, mas no geral acontece a partir dos 2 anos, porque nessa idade as crianças tendem a acordar e querer explorar o mundo que as cerca. Há de se convir que ficar esperando no berço não é um comportamento fácil para uma criança.

Parece que o berço traz uma segurança para os pais. É como se a criança estivesse mais protegida nele. E de fato essa é uma vantagem ao dormir no berço. O berço oferece proteção contra alguns riscos – mantém outras crianças a distância e pode manter os animais afastados do bebê (embora gatos ainda possam conseguir entrar no berço). O berço torna-se um lugar importante para a criança – um espaço que é ‘propriedade’ dela. E no geral, o bebê percebe  o berço como um lugar reconfortante e feliz.

Ao fazer a mudança vale pensar se a criança está pronta para isso. De alguma forma ela vai mostrando sinais que indicam maturidade para sair do berço para cama. Um dos grandes sinais é se ela já sabe subir ou descer do berço. No decorrer do desenvolvimento cognitivo esse aprendizado deve ocorrer por volta dos 12 meses e meio.

Dicas importantes

  • Tente escolher um momento em que não haja muito estresse familiar. Por exemplo, evite fazer a mudança quando se mudou recentemente de uma casa para outra, pois as crianças precisam que algumas coisas na sua rotina permaneçam as mesmas, quando há um monte de outras coisas mudando.
  • Além disso, evite fazer a alteração quando um novo bebê vem para a família. Pode parecer que o novo bebê está tomando algo da criança, se o bebê é colocado no berço e ao mesmo tempo em que a criança passa a dormir na cama. A mudança da criança do berço para a cama pode ser menos complicada, se o processo acontecer várias semanas antes de o bebê novo nascer.
  • Se a criança não estiver bem ou doente, talvez seja melhor esperar até que ela se sinta bem para efetuar a mudança.

Que tipo de cama?

Muitas vezes, a criança vai ser movida para uma cama só sua, mas em algumas famílias a criança vai dividir a cama com outras crianças na família (isso pode ser uma coisa muito reconfortante para crianças pequenas, até porque elas amam compartilhar a cama).

Quando uma criança consegue fazer a transição do berço para a cama, é importante pensar sobre segurança. Assim como as crianças podem ser capazes de saltar para fora da cama (o que muito é divertido e um comportamento muito normal da criança), as crianças podem rolar para fora dela, enquanto estão dormindo. Lembre-se de que antes, no berço, o cérebro não precisava se preocupar com isso, então levará tempo para se adaptar. Para o desenvolvimento seguro, vale investir numa cama bem baixinha ou com protetores laterais. O quarto montessoriano é perfeito para essa fase de transição, pois além de estimular o desenvolvimento cognitivo é também mais seguro.

Beliches podem não ser seguras para as crianças, mesmo se a cama inferior for aquela em que eles vão dormir. As crianças vão querer subir na cama superior, o que pode ocasionar acidentes mesmo quando elas estão acordadas brincando.

Ajudar as crianças a fazerem a mudança

Muitas crianças ficam animadas com a mudança, pois é um sinal de que estão ‘crescendo’. Mas para algumas crianças a mudança pode ser estressante. Assim:

  • É bom conversar com a criança poucos dias antes da mudança (um ou dois dias é provavelmente o bastante, como as crianças têm muito pouca compreensão do tempo). Falando com muita antecedência, pode gerar ansiedade-aquela preocupação exagerada com o futuro.
  • Deixe a criança fazer parte desse processo, escolhendo a cama, lençóis e até testando colchões nas lojas. Isso poderá ajudá-la a desenvolver autonomia e a criar um vínculo com o novo quarto.
  • Algumas crianças gostam de usar os acessórios da cama antiga na nova. Isso é bem natural nesse processo de troca. Deixem-nas fazê-lo até sentirem que essa cama também é especial.
  • Continue com as mesmas rotinas ao “ir para a cama” – rituais habituais, tais como histórias de ninar, afagos e beijos.
  • Se seu filho tem um brinquedo especial ou cobertor, certifique-se de que esteja ao seu alcance em sua cama nova.
  • A meia luz (por exemplo, aquelas que encaixamos na tomada) pode ajudá-la na verificação de onde ela está, quando acordar durante a noite.

Se seu filho não está pronto para fazer a mudança, não há necessidade de persistir. Talvez você possa deixar a cama nova arrumada ao lado do berço. É bem provável que a criança brinque durante o dia na cama e à noite suba no berço, até se ver pronta para a mudança

Se, apesar de todas as suas preparações, o seu filho insistir que ele ainda quer dormir em seu berço e o choro for prolongado, vale considerar se há tensões nas emoções das crianças, tais como medo. Ai vale até buscar um profissional para ajudar nessa transição. Identificando e ajudando a criança provavelmente o problema será resolvido.

Os pequenos de 1 ano e meio à 2 anos  estão, na grande maiorias das vezes, bem dispostos a fazer essa mudança e vão gostar de fazer parte de todo esse processo. Para eles é um sinal tangível de independência e vão lutar por ela.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

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