29.05.2017

Por que crianças com menos de 1 ano não devem beber suco?

Bebês, Saúde

Strong Baby Fresh Fruit Meal And Juice Glass. Healthy Vitamin Ve

Por muitos anos o suco de frutas era a opção perfeita para a introdução alimentar dos bebês. Quem aqui não adorava tomar um suquinho quando era bebê, né? ;-) Eles seriam naturais e saudáveis! Mas, com o passar do tempo, estudos foram mostrando que os sucos naturais podem não ser tão saudáveis assim.

Na última semana, uma recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP) afirmou que crianças menores de 1 ano não devem tomar suco, sob risco de cáries e obesidade. E depois de um ano ainda devem ter quantidades regradas.

Segundo os médicos, não há benefício nutricional nenhum para o bebê ao ingerir um suco. O recomendado é que ele coma a fruta, que além das vitaminas, mantem as proteínas e fibras do alimento.

O pesquisador, pediatra e co-autor do comunicado da Academia Americana de Pediatria, Dr. Mel Heyman, reforçou “Os pais podem perceber o suco de frutas como saudável, mas não é um bom substituto para frutas frescas e embala apenas em mais açúcar e calorias”. E complementou “pequenas quantidades em moderação são boas para crianças mais velhas, mas são absolutamente desnecessárias para crianças com menos de um ano”.

A nova diretriz, que será publicada oficialmente em junho pela AAP, é diferente da que foi anteriormente publicada em 2001 e reafirmada em 2006, que previa o consumo de suco depois dos 6 meses.

Para crianças de 1 a 3 anos de idade, a ingestão deve ser limitada, no máximo, a 120 ml diários, para crianças de 4 a 6 anos de idade deve ser até 180 ml e dos 7 aos 18 anos já pode tomar 240 ml por dia, dentro da ingestão diária recomendada de 2 a 2 ½ porções de frutas por dia.

Para crianças de 2 a 3 anos, segundo orientação da AAP, não deve ser dado suco em garrafas ou copos de treinamento, que podem ser transportados facilmente, aumentando o consumo ao longo do dia. A exposição excessiva dos dentes aos carboidratos também pode levar à cárie dentária. Por isso, não deve ser dado suco na hora de dormir.

Resumindo, a fruta fresca é a melhor opção sempre para os nossos pequenos!

17.05.2017

Bronquiolite no bebê: O que é e como tratar meu filho?

Bebês, Saúde

Seu bebê já teve ou está com Bronquiolite? Com a chegada do outono chegam também as inúmeras viroses respiratórias tão comuns nessa época e que acometem adultos e, principalmente, bebês e crianças.

As emergências dos hospitais ficam cheias de crianças com sintomas de Bronquiolite. A doença, que ocorre em menores de 2 anos, é a principal causa de internação nessa idade, e é mais comum nas estações de outono e inverno.

Confiram todas as informações sobre o que é, quais os sintomas e tratamento da Bronquiolite nesse texto da nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri.

Pediatrician Doctor And Patient - Small Child

A Bronquiolite é uma doença que se caracteriza por obstrução inflamatória dos bronquíolos (pequenas vias aéreas) e é causada, principalmente, por um vírus chamado Vírus Sincicial Respiratório. Outros vírus também podem causar a doença como o Rinovírus, o Adenovírus, o Parainfluenza e o Metapneumovírus.

A transmissão do vírus se dá através de secreções respiratórias contaminadas que se propagam por tosse, espirro e através do contato. Portanto,  lugares fechados e confinados como creches, escolas, parquinhos fechados, facilitam a propagação do vírus.

Crianças que foram prematuras, que tiveram baixo peso ao nascer, portadores de doença pulmonar crônica, defeitos anatômicos das vias aéreas, doença cardíaca congênita, imunodeficiência e doenças neurológicas são mais suscetíveis.

Os sintomas clínicos se iniciam com secreção e obstrução nasal. Após um a três dias evoluem para tosse seca, febre baixa e desconforto respiratório. No terceiro a quarto dia há o pico da doença quando o estado geral da doença pode piorar muito apresentando falta de ar e tosse com chiado. Nem todos os casos são graves e muitos não evoluem com falta de ar podendo ser tratados em casa com as orientações do pediatra. Porém, nos casos graves onde há muito esforço respiratório, a internação é imprescindível para tratamento com medicamentoso, oxigenioterapia, hidratação venosa e fisioterapia respiratória. Alguns casos, precisam até de internação em UTI.

A doença tem um curso autolimitado e sua duração depende de fatores como o agente causador, a idade da criança e a existência de outras doenças associadas. Mas de maneira geral, o desconforto respiratório melhora em cinco dias e a tosse melhora com oito a quinze dias.

O tratamento da Bronquiolite é feito através de muita hidratação (se o bebê mamar peito, aumentar a oferta), elevar a cabeceira do berço ou da cama para a criança respirar melhor, inalação com soro fisiológico e lavagem das narinas com soro para soltar as secreções.

Uma adequada prevenção pode ser feita através da frequente lavagem das mãos do adulto e da criança, não compartilhar copos e talheres  em casa com as crianças e evitar lugares confinados.

A vacina da gripe é recomendada para mimetizar os casos de viroses comuns e, nos casos especiais, principalmente em prematuros, existem medicamentos feitos com anticorpos sintetizados em laboratório que protegem contra o Vírus Sincicial Respiratório, causador da doença.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409 (Leblon) 2430-7109 (Barra)
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

18.04.2017

Conheça os riscos da introdução de alimentos antes da hora

Bebês, Saúde

Quando devemos introduzir os alimentos na vida do bebê? A introdução alimentar é um momento muito importante e cheio de dúvidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses. E apenas depois dessa idade que outros alimentos passam a ser necessários.

Vejam as informações da nossa parceira nutricionista materno-infantil Dra. Bruna Albuquerque, da clinica Patricia Davidson, sobre os riscos de iniciar a introdução de novos alimentos antes da hora. Confiram!

Crying baby boy refusing to eat food from spoon with hands dirty

A introdução precoce de alimentos pode influenciar na duração do aleitamento materno, interferir na absorção de nutrientes do leite e aumentar o risco de reações alérgicas. O bebê possui imaturidade renal, hepática e do sistema imunológico, sua microbiota intestinal está se formando e as enzimas que atuam na digestão ainda tem produção insuficiente.

A partir do momento que são ofertados alimentos de forma precoce, principalmente quando existe uma predisposição genética, pode ocorrer inflamação da mucosa do intestino, levando a má absorção de nutrientes e predispondo a absorção dessas macromoléculas para a corrente sanguínea. O organismo reconhece isso como “corpo estranho” (antígenos).

Tal processo pode causar sobrecarga no sistema imune e no fígado, podem ocorrer manifestações alérgicas e formação de anticorpos contra os “corpos estranhos” ao que o organismo foi apresentado.

Alguns exemplos mais comuns de manifestações são: otite, refluxo, dermatite, bronquite, constipação, diarréia, alteração de sono etc.

Além disso o consumo de alimentos antes do tempo pode desencadear doenças crônicas não transmissíveis futuramente. Por isso, somente a partir do sexto mês devem ser oferecidos outros alimentos, com essa idade o bebê já consegue ficar sentadinho e sustentar o pescoço, isso facilita a aceitação dos alimentos ofertados em pedaços ou através da colher. A criança não apresenta mais o reflexo de protusão da língua, o que favorece a ingestão de alimentos semi sólidos, já possui maturidade fisiológica e neurológica e começa a erupção dos primeiros dentes, o que facilita a mastigação.

No que consiste a alimentação complementar? 

É definida como a oferta de outros alimentos ou líquidos à criança, em adição ao leite materno, que já não supre sozinho mais todas as necessidades do bebê.

Procure um Nutricionista para te auxiliar na elaboração de um plano alimentar individualizado para a introdução alimentar do seu filho.

 

Dra. Bruna Albuquerque é nutricionista materno-infantil da Clínica Patricia Davidson Haiat.
Consultório – (21) 2239.7200 / Rua Visconde de Pirajá, 572, 6° andar, Ipanema | Av. das Américas, 3.500, Toronto 2.000, Loja C, Barra da Tijuca / atendimento@patriciadavidson.com.br

Page 2 of 1912345