18.04.2017

Conheça os riscos da introdução de alimentos antes da hora

Bebês, Saúde

Quando devemos introduzir os alimentos na vida do bebê? A introdução alimentar é um momento muito importante e cheio de dúvidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses. E apenas depois dessa idade que outros alimentos passam a ser necessários.

Vejam as informações da nossa parceira nutricionista materno-infantil Dra. Bruna Albuquerque, da clinica Patricia Davidson, sobre os riscos de iniciar a introdução de novos alimentos antes da hora. Confiram!

Crying baby boy refusing to eat food from spoon with hands dirty

A introdução precoce de alimentos pode influenciar na duração do aleitamento materno, interferir na absorção de nutrientes do leite e aumentar o risco de reações alérgicas. O bebê possui imaturidade renal, hepática e do sistema imunológico, sua microbiota intestinal está se formando e as enzimas que atuam na digestão ainda tem produção insuficiente.

A partir do momento que são ofertados alimentos de forma precoce, principalmente quando existe uma predisposição genética, pode ocorrer inflamação da mucosa do intestino, levando a má absorção de nutrientes e predispondo a absorção dessas macromoléculas para a corrente sanguínea. O organismo reconhece isso como “corpo estranho” (antígenos).

Tal processo pode causar sobrecarga no sistema imune e no fígado, podem ocorrer manifestações alérgicas e formação de anticorpos contra os “corpos estranhos” ao que o organismo foi apresentado.

Alguns exemplos mais comuns de manifestações são: otite, refluxo, dermatite, bronquite, constipação, diarréia, alteração de sono etc.

Além disso o consumo de alimentos antes do tempo pode desencadear doenças crônicas não transmissíveis futuramente. Por isso, somente a partir do sexto mês devem ser oferecidos outros alimentos, com essa idade o bebê já consegue ficar sentadinho e sustentar o pescoço, isso facilita a aceitação dos alimentos ofertados em pedaços ou através da colher. A criança não apresenta mais o reflexo de protusão da língua, o que favorece a ingestão de alimentos semi sólidos, já possui maturidade fisiológica e neurológica e começa a erupção dos primeiros dentes, o que facilita a mastigação.

No que consiste a alimentação complementar? 

É definida como a oferta de outros alimentos ou líquidos à criança, em adição ao leite materno, que já não supre sozinho mais todas as necessidades do bebê.

Procure um Nutricionista para te auxiliar na elaboração de um plano alimentar individualizado para a introdução alimentar do seu filho.

 

Dra. Bruna Albuquerque é nutricionista materno-infantil da Clínica Patricia Davidson Haiat.
Consultório – (21) 2239.7200 / Rua Visconde de Pirajá, 572, 6° andar, Ipanema | Av. das Américas, 3.500, Toronto 2.000, Loja C, Barra da Tijuca / atendimento@patriciadavidson.com.br

16.03.2017

Febre Amarela: Saiba tudo sobre a vacina em bebês

Bebês, Saúde

Muitas mães estão preocupadas sem saber se vacinam ou não seus filhos com o surto de febre amarela que estamos tendo em alguns estados.

Conversamos com a pediatra Dra. Danielle Negri e ela nos passou todas as informações sobre idades e dosagem recomendada da vacina.

A vacina só está disponível na rede pública e pode ser feita apenas em crianças acima de 9 meses. Post super importante! Leiam as informações abaixo!

febre amarela bebes

Assim que começou o surto de Febre Amarela no interior do Espírito Santo e Minas Gerais, a procura por vacinas nos postos de saúde tem crescido muito.  Até o momento, já foram confirmados 230 casos da doença nos principais estados acometidos. Desta forma, o Ministério da Saúde tem disponibilizado doses extras da vacina para toda a população do país e não há motivo para pânico.

A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda causada por um arbovírus transmitido através do mosquito infectado. Extremamente letal, pode matar em até 50% dos casos nas formas mais graves da doença. Como não existe tratamento para a doença, a vacinação é a maneira mais eficaz de prevenção.

Praticamente todo o território brasileiro é considerado zona de risco para a febre amarela, já que noventa por cento é composto por matas. Apenas as regiões litorâneas não são consideradas zonas endêmicas. Desta forma, todos os pacientes que irão para essas áreas de risco, devem ser vacinados contra a febre amarela.

Assim como na Dengue, Zika e Chicungunha, medidas de prevenção devem ser aplicadas como o uso de repelentes, telas para mosquito, roupas compridas para se combater o vetor que no caso da forma urbana é o Aedes Aegypti.

A vacina é composta de vírus vivos atenuados e protege em cerca de 95% dos casos. É aplicada de forma subcutânea e, assim como as outras vacinas, pode dar algumas reações como dor local, vermelhidão, um pouco de inchaço, febre, dor no corpo e cefaleia até o sétimo dia da doença.

De acordo com o calendário vacinal, a vacina está recomendada para todas as pessoas que moram em zonas endêmicas e para aqueles que viajarão para as zonas endêmicas. A vacina deve ser feita no mínimo 10 dias antes da viagem.

Número de Doses Recomendadas:

Crianças entre 6 meses e 9 meses de idade incompletos – a vacinação está indicada somente em situações de emergência epidemiológica ou viagem para área de risco.

Crianças de 9 meses a 4 anos de idade – 1 dose aos 9 meses e outra aos 4 anos de idade. Se a criança não foi vacinada aos 9 meses de idade, deve tomar a vacina e o reforço com um intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Crianças a partir de 5 anos:

Que receberam duas doses da vacina – estão imunizadas e não precisam mais se vacinar.

Que receberam uma dose única da vacina – devem tomar o reforço ainda que sejam adultos.

Que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação – administrar a primeira dose da vacina e o reforço após 10 anos.

Grávidas – a vacina é contra-indicada

Lactantes de crianças com até 6 meses de idade –a vacinação é contra-indicada até a criança completar 6 meses de idade. Caso tenham tomado a vacina, a amamentação deve ser suspensa por 28 dias após a vacina.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409 (Leblon) 2430-7109 (Barra)
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

23.01.2017

Receitas saudáveis para o lanche dos pequenos

Bebês, Saúde

É muito importante ter interesse e incentivar a educação alimentar dos nossos filhos.

A alimentação saudável não só previne contra inúmeras doenças como também aumenta a qualidade e expectativa de vida, melhora o desempenho escolar, a criança aprende com mais facilidade, tem mais resistência às doenças e quando adoece tem recuperação mais rápida.

Vejam no post de hoje dicas de comidinhas saudáveis da nossa parceira nutricionista materno-infantil Dra. Bruna Albuquerque

Happy Baby Child Eats Itself With A Spoon

A formação de hábitos saudáveis deve ser iniciada de forma precoce visando desenvolvimento e crescimento dos pequenos, além de prevenção de doenças crônicas associadas aos maus hábitos, que hoje em dia acometem bastante a nossa população, inclusive as crianças.

O consumo de uma alimentação “limpa” constituída por alimentos de verdade como: frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas, oleaginosas, ovos e carnes magras afasta dos nossos pequenos a chance de desenvolver sobrepeso/obesidade, hipertensão, alterações de glicemia, colesterol alto, compulsão alimentar, agitação, ansiedade, dificuldade de aprendizado, distúrbios de sono, câncer entre outros problemas de saúde que uma alimentação rica em industrializados pode causar.

Vejam algumas dicas de lanches saudáveis e fáceis para prepararmos para os pequenos!!

Salgadinho de painço

  • 1 xicara de painço cozido
  • 1 xicara de couve flor crua ralada
  • 250 g de frango desfiado já cozido e refogado com alho, cebola, azeite e sal rosa
  • 2 col de sopa de azeite extra virgem
  • 1 col de chá de sal rosa
  • 1 gema de ovo
  • Semente de chia ou gergelim

Modo de preparo: Bater no liquidificador ou no processador a couve, painço e o frango até formar uma massa. Enrole os salgadinhos, pincele a gema e salpique chia ou gergelim. Leve ao forno por 35 a 40 min, ou até que fique dourado.

 

Docinho da energia

  • 2 col de sopa de biomassa de banana verde
  • 2 col de sopa de farinha de coco
  • 1 col de sopa de pasta de amendoim
  • 1 col de sopa de óleo de coco
  • 1 col de sopa de cacau em pó
  • 20 g de açúcar de coco
  • Coco ralado seco sem açúcar (para empanar)

Misture os ingredientes até formar uma massa e depois enrole os docinhos. Passe os docinhos em coco seco ralado sem açúcar.

 

Pão de queijo roxo

  • 500g de batata-doce roxa  (pode ser a batata doce comum também) cozida
  • 500g de polvilho azedo
  • 1 xícara (chá) de azeite
  • Sal rosa a gosto
  • 1 colher (sopa)  de chia
  • 1 copo (100ml) de água


Modo de preparo

Cozinhe a batata-doce roxa. Depois, faça um purê com a batata já cozida. Acrescente o polvilho e os demais ingredientes ao purê até formar uma massa homogênea. Separe as bolinhas e asse em forno a 180° C por 15 minutos.

 

Dra. Bruna Albuquerque é nutricionista materno-infantil da Clínica Patricia Davidson Haiat.
Consultório – (21) 2239.7200 / Rua Visconde de Pirajá, 572, 6° andar, Ipanema | Av. das Américas, 3.500, Toronto 2.000, Loja C, Barra da Tijuca / atendimento@patriciadavidson.com.br

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