21.09.2016

Campanha de atualização da Caderneta de Vacinação

Bebês, Saúde

Começou nesta semana, em todo o país, a Campanha de Vacinação para crianças e adolescentes.

Mais de 200 postos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vão disponibilizar todas as vacinas do calendário básico da criança e do adolescente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

A campanha é para menores de 5 anos e de 9 a menores de 15 anos. Leve junto com a Caderneta de Vacinação dele ou algum comprovante da situação das vacinas. Os documentos serão avaliados pelas equipes de saúde e eventuais doses que não tenham sido feitas na época indicada serão aplicadas.

Para crianças menores de 5 anos que precisem completar os esquemas de imunização, estarão disponíveis as vacinas: BCG, Pentavalente, Rotavírus, Pneumo 10, Meningo C, Tríplice Viral, DTP infantil, contra varicela, contra poliomielite (VIP e VOPb), contra hepatite A, contra a hepatite B, entre outras.

Haverá também aplicação da segunda dose da vacina contra influenza para crianças que receberam a primeira dose durante a campanha de maio.

Para o grupo de adolescentes de 9 e 14 anos, estarão disponíveis Tríplice Viral, Dupla Adulto, contra hepatite B e contra HPV; esta última específica para as meninas.

O Dia D de mobilização nacional está marcado para o próximo sábado (24), quando os postos estarão abertos para atender a quem tiver dificuldade de comparecer ao local em horário comercial. A campanha de vacinação segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil.

Consulte o pediatra do seu filho e veja as vacinas que ele precisa tomar. E para mais informações acesse o site Ministério da Saúde.

vacinacao_campanha_infantil

 

20.09.2016

Bebês aprendem a comer observando os adultos

Bebês, Saúde

Crying baby boy refusing to eat food from spoon with hands dirty

“Se você alimenta a sua criança com uma dieta perfeita, mas ela vê você, seus amigos e parentes comendo alimentos não saudáveis, ela está aprendendo sobre a comida pelas experiências sociais” disse Katherine Kinzler coautora da pesquisa publicada no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences“.

De acordo com esse estudo, novas evidências científicas mostram que bebês aprendem a comer observando o que os adultos estão comendo na mesa de jantar. Claro que há exceção, sabemos de muitos casos de mães que não comem bem com filhos super saudáveis e vice-versa, mas achamos o estudo super interessante.

Os pesquisadores também descobriram que bebês de um ano de idade conseguem traçar padrões de gosto alimentar e esperam que as pessoas devam gostar dos mesmos alimentos, a não ser que pertençam a grupos sociais ou culturais diferentes.

O estudo foi conduzido com mais de 200 bebês, que no laboratório assistiram a vídeos de pessoas expressando gostar ou não gostar de determinado alimento. Quando os bebês viam duas pessoas que falavam a mesma língua ou agiam como amigos, eles esperavam que elas gostassem das mesmas comidas. Quando as pessoas mostravam inimizade ou falavam línguas diferentes, eles esperavam que elas gostassem de comidas diferentes.

E ai? O que acharam? Qual exemplo de alimentação vocês dão para os filhos?

(Fonte: O Globo)

06.09.2016

Amamentação: Você já ouviu falar de Mastite?

Bebês, Saúde, Vida de Mãe

fernanda rodrigues_amamentacao_mastite

Eu já tinha ouvido falar em mastite, mas na verdade não sabia direito o que era. Precisei sentir na pele pra entender o que é! Ou sofrer o que é….

Achei importante dividir aqui com vocês pra quem sabe ajudar outras mamães que possam estar vivendo esse momento ou ainda vão passar por isso, né?

Vamos lá.

Quando o Bento tinha 3 meses (agora ele já tem quase 7) eu estava produzindo muito leite e ele mamando super bem, tudo correndo na mais perfeita ordem…até que de repente fui sentindo meu peito ficando duro, inchando e ficando quente.

Na hora não dei muita atenção e achei que era algo normal da amamentação, mas foi piorando, piorando e no final do dia era uma dor insuportável. Não conseguia encostar no peito que doía demais!

Comecei a passar muito mal e ter calafrios, tremedeira e uma febre como se fosse febre interna mesmo. Um horror! Nunca passei nada parecido com isso. Uma dor que nunca imaginei sentir….

Berrava de dor! Até que consegui falar com a médica que mandou eu entrar no chuveiro e deixar água quente cair nos seios e ir massageando…

Meu deus, que coisa dolorida…

Depois de um tempo sai do chuveiro e fiz compressa de água quente também! Então chegou a hora: “você precisa amamentar e fazer ele esvaziar seu peito”.

Lá fui eu sem raciocínio de tanta dor tentar amamentar meu filho…na hora que ele pegou o bico eu praticamente fui na luaaaa! Aaaahhhh que dor!!!

Ele mamava e eu berrava. Pesadelo total!

Até que foi melhorando aos poucos, minha respiração foi voltando ao normal e eu fui me acalmando…

Ainda fiquei uns dias com os seios doloridos e um certo medo de amamentar de novo! Um trauma mesmo, mas depois foi voltando tudo ao normal!

Diante disso resolvi pesquisar mais sobre o assunto e postar aqui pra vocês mais informações e dicas de Mastite que podem ser feitas caso isso aconteça.

Espero de verdade ajudar de alguma forma pra que vocês não passem por isso, ou se passarem, que pelo menos você seja mais rápida do que eu na hora de agir. Ninguém merece essa dor!

Se cuidem meninas. Vejam as informações da nossa parceira ginecologista e obstetra, Dra. Viviane Monteiro, sobre mastite.

A mastite é uma infecção aguda das glândulas mamárias no período da amamentação. O quadro clínico pode variar desde uma inflamação local até a formação de abcesso, podendo levar a septicemia. Outros sintomas também são bem frequentes, tais como mal estar, febre, fraqueza e calafrios.

Geralmente é unilateral e ocorre a partir da segunda semana de pós parto, podendo também acontecer em qualquer período da lactação. A localização na mama pode ficar restrita a aréola ou comprometer toda a mama.

A incidência é de 2 a 6% das mulheres no período de amamentação, sendo recorrente em 6,5% delas.O tratamento incorreto pode levar a complicações, tais como abcesso (5 a 11% das mastites) e sepse. A bactéria mais comum é Staphylococcus aureus (50 a 60% dos casos), mas também podem ser encontradas bactérias como Staphilococcus epidermides, Enterobacter, Klebsiella sp e E. coli.

A paciente deve ser avaliada pelo médico assistente ou em um Banco de Leite por profissionais especializados, definindo o tratamento ideal. Algumas medidas de suporte também devem estimuladas, tais como:

– Repouso para amamentar;
– Massagem local com movimentos circulares;
– Manter a amamentação, principalmente na mama acometida. Pode iniciar pela mama não afetada, podendo fazer o esvaziamento da mama acometida através da sucção do bebê ou ordenha manual;
– Variar a posição do bebê nas mamadas, objetivando o esvaziamento completo das mamas;
– Aumentar a ingestão de líquidos e alimentação adequada.

Quando as medidas de suporte não são suficientes, o uso de antibiótico se faz necessário por 10 a 14 dias. A drenagem local pode ser realizada como terapêutica invasiva em casos de abcesso.

Algumas ações podem evitar o aparecimento da mastite, tais como:

– Amamentar frequentemente;
– Prestar atenção na posição correta da pega;
– Evitar cremes e óleos nas mamilos, podendo alterar a flora local;
– Exposição das mamas ao Sol no tratamento das fissuras e
– Uso de sutiãs adequados.

Esse texto contou com a colaboração da parceira do blog, Dra. Viviane Monteiro que é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF. Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

 

Fernanda Rodrigues
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