21.10.2016

Amamentação: Já ouviu falar em Translactação e Relactação?

Bebês, Saúde, Saúde, To Grávida

Gravidinhas e mães recentes, esse post é pra vocês. Todas nós sabemos da importância do aleitamento materno e hoje vamos destacar aqui as vantagens das técnicas de amamentação chamadas de Relactação e Translactação.

Nunca ouviu falar? Essas técnicas são super comuns de serem feitas através de uma sondinha que ajuda – e muuuito – a amamentação, estimulando a produção do leite materno.

Conversamos com a enfermeira especialista em amamentação Paloma Brandão para entender como funciona e ela escreveu esse texto com dicas super importante pra ajudar vocês. Confiram!

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O leite humano provê ao recém‑nascido não apenas os nutrientes para o crescimento, mas uma gama de componentes moduladores do desenvolvimento neonatal, sendo amplamente recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Assim, todos os esforços devem ser feitos para garantir a produção do leite materno e o contato pele a pele da mãe com o seu bebê.

E um dos passos para alcançar o aleitamento materno caso for preciso, é usar métodos alternativos à mamadeira pelo menos até o completo estabelecimento da amamentação e somente usar bicos ou chupetas por motivos justificados.

Com isso, um método bastante utilizado para complementar o aleitamento materno é a técnica de Translactação ou Relactação, quando por algum motivo, o recém-nascido precisa ingerir uma quantidade de leite conforme prescrição do pediatra, este leite é ofertado para o bebê enquanto esta amamentando em seio materno.

Como funciona?

A translactação e a relactação são técnicas semelhantes, porém, a diferença é que a translactação usa somente o leite materno ordenhado previamente e a relactação usa o leite artificial prescrito pelo médico.

Esta técnica de ofertar o complemento consiste em colocar o bebê ao peito abocanhando mamilo e aréola para mamar e através de uma sonda que é colocada no cantinho da boca do bebê faz com que ao sugar o peito da mãe o leite da mamadeira é sugado simultaneamente. Desse jeito o bebê não larga o peito, e a sucção ajuda a estimular a produção de leite da mãe.

Como é a preparação para realizar a translactação/relactação?

Colocar o leite dentro de uma mamadeira sem a tampa, inserir uma sonda descartável de aspiração gástrica número 4 (vendido em farmácias ou em lojas de produtos hospitalares) com a extremidade mais grossa dentro da mamadeira. Caso a mãe esteja sozinha é importante fixar entre os seios uma pequena fita adesiva para segura a sonda e colocar a mamadeira entre os seios com o sutiã. A ponta mais fina da sonda é inserida no cantinho da boca do bebê enquanto ele suga no seio materno. Com isso o bebê será alimentado com a quantidade de leite necessária para o seu crescimento, seguindo as recomendações do pediatra, porém não vai ter o risco de confundir os bicos. E os estímulos da sucção, o olhar do bebê próximo ao rosto da mãe e o contato pele a pele favorecerão para a liberação dos hormônios contribuindo para a produção do leite materno.

Como retirar o leite materno? 

A técnica da ordenha manual pode ser uma opção para retirada do leite materno para utilizar na técnica da translactação. É importante sempre ordenhar a mama que não foi ofertada na mamada. Segue o passo a passo da ordenha manual:

▶ Higienizar as mãos com água e sabão antes de iniciar;

▶ Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas, iniciando ao redor de toda a aréola (parte escura da mama) e depois de forma circular, abrangendo toda mama. Massageie as mamas com as polpas de 3 dedos;

▶ Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);

▶ Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;

▶ Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;

▶ Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.

A outra opção para retirada do leite materno é através da bomba da ordenha, que também deverá passar pelo processo da massagem, e depois colocado a bomba no seio materno. Este processo com a bomba é importante não ultrapassar 20 a 30 minutos, pois pode estimular mais que o necessário a produção de leite.

Armazenamento e validade do leite ordenhado: 

O armazenamento deste leite materno, independente da forma de retirada do leite, é importante atentarmos para a validade e forma de armazenar. O leite materno na geladeira tem validade apenas de 12 horas a partir do momento da ordenha, de preferência na primeira prateleira e nunca na porta da geladeira. E o leite armazenado no congelador tem a validade de 15 dias. No frasco do leite, é preciso anotar a data e horário da primeira retirada do leite, e caso for necessário pode acrescentar no leite congelado outra quantidade de leite ordenhado em horários diferentes, porém o que estará valendo é a data/ horário da primeira vez.

No momento de oferecer este leite retirar o leite materno do congelador e descongelar na geladeira. O leite da geladeira poderá ser descongelado na temperatura ambiente ou colocar o frasco com leite, em um recipiente com água morna e deixar esquentar em banho-maria.

Independente de qual tipo de leite (fórmula artificial ou leite materno) que será utilizado na técnica, o importante é lembrarmos que estamos contribuindo para o bebê ter uma alimentação saudável e desenvolvendo o contato e afeto com a sua mãe com muito carinho e amor.

 

Paloma Brandão é enfermeira Neonatologista especialista em amamentação / palomag.brandao@gmail.com / Instagram: @amamentandobem

21.09.2016

Campanha de atualização da Caderneta de Vacinação

Bebês, Saúde

Começou nesta semana, em todo o país, a Campanha de Vacinação para crianças e adolescentes.

Mais de 200 postos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vão disponibilizar todas as vacinas do calendário básico da criança e do adolescente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

A campanha é para menores de 5 anos e de 9 a menores de 15 anos. Leve junto com a Caderneta de Vacinação dele ou algum comprovante da situação das vacinas. Os documentos serão avaliados pelas equipes de saúde e eventuais doses que não tenham sido feitas na época indicada serão aplicadas.

Para crianças menores de 5 anos que precisem completar os esquemas de imunização, estarão disponíveis as vacinas: BCG, Pentavalente, Rotavírus, Pneumo 10, Meningo C, Tríplice Viral, DTP infantil, contra varicela, contra poliomielite (VIP e VOPb), contra hepatite A, contra a hepatite B, entre outras.

Haverá também aplicação da segunda dose da vacina contra influenza para crianças que receberam a primeira dose durante a campanha de maio.

Para o grupo de adolescentes de 9 e 14 anos, estarão disponíveis Tríplice Viral, Dupla Adulto, contra hepatite B e contra HPV; esta última específica para as meninas.

O Dia D de mobilização nacional está marcado para o próximo sábado (24), quando os postos estarão abertos para atender a quem tiver dificuldade de comparecer ao local em horário comercial. A campanha de vacinação segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil.

Consulte o pediatra do seu filho e veja as vacinas que ele precisa tomar. E para mais informações acesse o site Ministério da Saúde.

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20.09.2016

Bebês aprendem a comer observando os adultos

Bebês, Saúde

Crying baby boy refusing to eat food from spoon with hands dirty

“Se você alimenta a sua criança com uma dieta perfeita, mas ela vê você, seus amigos e parentes comendo alimentos não saudáveis, ela está aprendendo sobre a comida pelas experiências sociais” disse Katherine Kinzler coautora da pesquisa publicada no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences“.

De acordo com esse estudo, novas evidências científicas mostram que bebês aprendem a comer observando o que os adultos estão comendo na mesa de jantar. Claro que há exceção, sabemos de muitos casos de mães que não comem bem com filhos super saudáveis e vice-versa, mas achamos o estudo super interessante.

Os pesquisadores também descobriram que bebês de um ano de idade conseguem traçar padrões de gosto alimentar e esperam que as pessoas devam gostar dos mesmos alimentos, a não ser que pertençam a grupos sociais ou culturais diferentes.

O estudo foi conduzido com mais de 200 bebês, que no laboratório assistiram a vídeos de pessoas expressando gostar ou não gostar de determinado alimento. Quando os bebês viam duas pessoas que falavam a mesma língua ou agiam como amigos, eles esperavam que elas gostassem das mesmas comidas. Quando as pessoas mostravam inimizade ou falavam línguas diferentes, eles esperavam que elas gostassem de comidas diferentes.

E ai? O que acharam? Qual exemplo de alimentação vocês dão para os filhos?

(Fonte: O Globo)

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