30.03.2017

19 conselhos de Maria Montessori para educar crianças felizes

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Maria Montessori foi uma pedagoga italiana que desenvolveu um método único de ensino para educar crianças com amor e respeito.

Aqui no blog já fizemos alguns posts sobre o método Montessori no “O que é um Quarto Montessoriano?” e “Inspirações para montar um Quarto Montessoriano“.

Além disso, ela ainda escreveu 19 ensinamentos lindos para pais educarem crianças felizes. São orientações simples, mas tão importantes e atuais que toda nova mãe deveria receber assim que saísse da maternidade! Compartilhe com amigas mães e guarde esse post nos favoritos para ler pelo menos uma vez por ano para relembrar! Vale a pena!

Vejam os 19 mandamentos da pedagoga Maria Montessori que vão melhorar a sua relação com seu filho:

maria montessori metodo mandamentos

1) Crianças aprendem com aquilo que está ao seu redor.

2) Se você critica muito uma criança, ela aprenderá a julgar.

3) Se você elogia uma criança com frequência, ela aprenderá a valorizar.

4) Se a criança é tratada com hostilidade, ela aprenderá a brigar.

5) Se você for justo com a criança, ela aprenderá a ser justa.

6) Se você frequentemente ridicularizar a criança, ela se transformará em uma pessoa tímida.

7) Se a criança cresce sentindo-se segura, aprenderá a confiar nos outros.

8) Se você denigre a criança com frequência, ela desenvolverá um sentimento de culpa que não é saudável.

9) Se as ideias da criança são aceitas regularmente, ela aprenderá a se sentir bem consigo mesma.

10) Se você for condescendente com a criança, ela aprenderá a ser paciente.

11) Se você elogia o que a criança faz, ela conquistará autoconfiança.

12) Se a criança vive em uma atmosfera amigável, sentindo-se necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.

13) Não fale mal de seu filho ou filha, nem quando ele ou ela estiver por perto, nem se estiver longe.

14) Concentre-se em desenvolver o lado bom da criança, de maneira que não sobre espaço para o lado mau.

15) Escute sempre a seu filho e o responda quando ele quiser fazer uma pergunta ou comentário.

16) Respeite seu filho mesmo que ele tenha cometido um erro. Deixe para corrigi-lo depois.

17) Esteja disposto a ajudar quando seu filho estiver procurando algo, mas esteja também disposto a passar despercebido se ele já encontrou o que procurava.

18) Ajude a criança a assimilar o que ela não conseguiu. Faça isso enchendo o espaço que o rodeia com cuidado, discrição, silêncio oportuno e amor.

19) Quando se dirigir a seu filho, faça isso da melhor maneira possível. Dê a ele o melhor que há em você.

27.03.2017

Hora de fazer a adaptação na escola, e agora?

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

adaptacao escola creche fernanda rodrigues

Quando o bebê começa a crescer você já sabe que, inevitavelmente, está chegando o momento de começar na creche ou escolinha. E já começa a dar um desespero! kkkk

Nem sei se a palavra é desespero, talvez seja medo mesmo!

Nós já postamos aqui no blog dois textos legais sobre o assunto “Creche: como escolher a melhor para meu filho e “A rotina do seu bebê na creche“. Quem não leu vale a pena ler.

Eu acho super normal essa insegurança, apesar de ser obrigada a admitir que o segundo filho é bem mais fácil..rs

Tudo que eu sofri na adaptação da Luisa eu não sofri nessa do Bento. rs tá bom, tenho que admitir…. mais ou menos!

Foi chegando a hora eu só pensava: vai ser legal pra ele, ele vai conhecer pessoas, vai brincar, ouvir músicas, ser estimulado…incrível! Fiz essa mentalização com força! Kkkk

Mas quando chega a hora de verdade bate um negócio, né? O tal medo/desespero!!!

No primeiro dia ele até que ficou bem! Não chorou, achou tudo um barato… eu fiquei lá, vendo ele amarradão, brincando, se divertindo…foi ótimo.

O segundo ele já deu um reclamadinha…mas ok, fomos bem e tal…
Mas o terceiro…gente do céu…O terceiro ele ficou com uma raiva de mim! ahahahahahaha

Ele me olhava com uma cara como se dissesse: “Você vai me deixar aqui? Sozinho? Vai embora e eu vou ficar aqui abandonado com essas pessoas que conheço há dois dias?”

Eu lia esse pensamento todinho no olhar dele…

Mas dá uma aflição!!! Aff maria…

Aí você tem que ser forte! E manter aquela mentalização de que “vai ser legal pra ele”, “ele vai ficar bem…”

Que difícil, né, minha gente?!?

E aí vai indo…outro dia…e outro…e ele te olhando com aquela cara, e você se fazendo de forte….

Até que é isso! Pronto! Acabou a adaptação e ele já tá pronto pra ficar lá…

Ou não! Será?

Pronto pronto não sei se ele está….

Mas nós mães temos que estar!

E vai ficar tudo bem….

Ah vai.

Todo dia eu deixo ele lá e meu coração fica apertadiiiiinho….todo santo dia!

Mas a vida é assim, né? A vida de mãe…

Ele está ótimo lá.

Eu sei…

E vamos nos adaptando também…

Amém.

Fernanda Rodrigues
20.03.2017

Seu filho não tem amigos? Veja como ajudar!

Bebês, Cuidados Diários, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

‘Ninguém gosta de mim’ ou ‘Ninguém me deixa jogar” são frases que provavelmente você já deve ter ouvido seu filho dizer. Se você já passou por essa experiência, sabe como é doloroso para a criança sentir que não tem amigos.

A amizade é tão importante para nós, quer sejamos crianças, adolescentes ou adultos.

Conversamos com a psicoterapeuta e parceira do blog, Mônica Pessanha sobre o assunto e ela nos contou informações super importantes da relação de amizade em cada fase dos nossos filhos. Confiram!

Kids With Ball

A maneira como lidamos com aquilo que está relacionado às amizades varia de acordo com o desenvolvimento da criança. As suas concepções de amizade vão variar e assumirão outras perspectivas a medida que vão amadurecendo, pois esse amadurecimento é o que vai acrescentar maior profundidade e significado à amizade.

Uma criança entre os 3-6 anos de idade, por exemplo, vê os amigos mais como companheiros momentâneos e sua ideia de amizade resume-se no fato de ela se divertir junta com outro amiguinho. Seu ciclo de amizade são de outras crianças convenientemente mais próximas e que fazem juntas as mesmas coisas de que gostam. Para as crianças dessa faixa etária, todas as crianças pensam da mesma forma que ela. Daí as briguinhas momentâneas ao descobrir que o amiguinho pensa diferente dela. Mas não é só as crianças de acima de 3 anos que se relacionam com os outros. Os bebês também, não ficam de fora da questão.

As crianças de até 6 meses, por exemplo, ficam animados quando veem outros bebês. Eles sorriem e fazem barulhos para tentar chamar a atenção do outro bebê e podem até engatinhar para se aproximar, mas tendem a tratar os colegas como brinquedos para explorar. Já dos doze aos 18 meses podem mostrar preferências visíveis por certos pares. Já são capazes de brincar com e de jogos simples como imitar uns aos outros ou pega-pega, o que mostra que eles têm pelo menos alguma capacidade rudimentar para entender a perspectiva de outra pessoa. O período de 2-3 anos de idade traz aquela fofura em que eles são gentis uns com os outros. Por exemplo, se eles veem um amigo chorando, tentam confortar esse amigo, oferecendo um cobertor especial.

Quando estão entre os 6-9 anos de idade, a ideia de amizade toma uma outra perspectiva. Nesse período, as crianças compreendem que a amizade vai além de qualquer atividade atual, mas eles ainda pensam em termos muito pragmáticos. Elas definem os amigos como crianças que fazem coisas boas para elas – como compartilhar um doce, guardar lugar no teatro ou cinema ou dar-lhes presentes legais. No entanto, elas ainda não consegue elaborar a ideia de que elas também contribuem para a construção dessa amizade. Essa perspectiva elas só passarão a ter a entre os 9-12 anos de idade e, às vezes, um pouco antes. Nessa fase, eles tem uma preocupação genuína entre eles, embora ainda não consigam se distanciar e no papel de observador, verificar os padrões de interação em relacionamentos.

É na adolescência – entre 13-18 anos, o período que talvez mais valorize as amizades. Nesse período, em termos de amizade, a preocupação principal do adolescente é ajudar o amigo a resolver os problemas que estiver enfrentando. Ele confia aos amigos os sentimentos e preocupações que não contam mais a ninguém. Além disso, demonstram uma preocupação sincera pelos amigos.

Ajudar nossos filhos a construírem amizades passa pela compreensão dessas fases e concepções que as crianças carregam sobre amizade em cada uma delas. Além de obter essa compreensão, em termos práticos, os pais podem fazer duas coisas importantes para ajudar a criança a fazer amizades. São elas:

  1. Ensine seu filho a dizer “Oi” – ensine a seu filho que um oi amigável, com contato visual é a forma mais eficaz de ajudar uma outra criança a sentir-se segurar de se aproximar e começar uma amizade.
  2. Ajude-o a ser bondoso -A bondade por menor que seja pode ser uma outra maneira de sinalizar boas intenções. Isso poderia significar emprestar um lápis a um colega de classe, ajudando-os a carregar alguma coisa, ou compartilhar um lanche. Bondade tende a suscitar bondade, e é uma das melhores maneiras de começar uma amizade. Você pode precisar ajudar seu filho a encontrar maneiras menos intrusivas de expressar boas intenções. Para aumentar as chances de que uma amizade vai crescer, as crianças precisam estender seus convites de amizade para as crianças que são suscetíveis de querer amizade.

Agora da próxima vez em que você ouvir a queixa de seu filho sobre o fato de não ter amigos, você já não se sentirá mais perdida, mas saberá, ou pelo menos, terá uma ideia de como agir.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

 

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