14.11.2016

“Mãe, estou falando com você!” – Saiba tudo sobre o método de Escuta Ativa

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Toda mãe conhece bem os filhos. Somos capazes de reconhecer o choro deles de longe, somos capazes de saber se o olhar caído é de tristeza ou se estão começando a ficar doentes. Também podemos saber ser nossos filhos estão mentindo. E esse dom quase que mágico faz de nós mães poderosas.

Mas à medida que as crianças vão crescendo e a correria da vida vem chegando, compreender as crianças e suas questão quase sempre se torna uma tarefa difícil.

Muito tem se falado muito do método de escuta ativa, e de fato ele pode ser um aliado perfeito na hora de educar os pequenos. Vocês conhecem esse método? A técnica chamou a atenção recentemente por ser muito usada pelo príncipe William e Kate que se abaixam sempre para falar com George.

A psicóloga Mônica Pessanha, parceira do blog, explicou tudo pra gente sobre a escuta ativa. Super interessante! Confiram!

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O método da escuta ativa pode ajudar a compreender a birra, aumentar a autoestima e estreitar laços afetivos. Por que ouvir é uma das habilidades mais importantes que se pode ter? É que essa habilidade está associada à qualidade de seu relacionamento com os outros.

Geralmente,  ouvimos para obter informações, para aprender, para compreender e para apreciar. Claramente a escuta ativa é uma habilidade da qual todos nós podemos nos beneficiar. 

Ela consiste em falar com a criança na altura dela e fazer esforço consciente para ouvir não só o que está sendo dito, mas o que não está sendo falado; tudo que está acontecendo ao redor. Na prática, você deve abaixar para falar caso a criança seja pequena, mas não é o fato de abaixar que torna o método da escuta ativa tão especial, mas o de ao se abaixar você se disponibilizar para compreender o que a criança está querendo dizer. Esse ato de disponibilizar-se para compreender a criança é um ato de generosidade, o que faz com que ela se sinta amada e compreendida.  Com a correia do dia-a-dia , quase sempre os pais apenas falam com os filhos, e falar é muito diferente de conversar. Em uma conversa em que ouvimos, compreendemos, ensinamos e educamos. Nesse método, distrair-se enquanto fala com a criança não será permitido. Você terá que ter foco, até para que se faça a pergunta certa e argumente da maneira mais eficaz. Se os pais quiserem de fato usar esse método, eles não se permitirão cansar. Parece difícil, né? Mas não, é bem simples!

Para melhorar as habilidades de escuta é importante deixar a outra pessoa saber que você está ouvindo o que ela está dizendo. Basta seguir essas dicas práticas:

1- Preste atenção 

Abaixe-se na altura da criança e olhe nos olhos dela. Ponha de lado pensamentos alheios.

Não tenha uma frase pronta ou um bronca, espere a criança falar mais.

Observe a linguagem corporal, pois as crianças quando estão com medo tendem a tentar abraçar enquanto falam com os pais. Quando estão com raiva, tendem apertar os dedos e, cansadas, fazem manha.

2- Mostre que você esta ouvindo

Use a sua própria linguagem corporal e gestos para transmitir a sua atenção.

Sorria e reforce suas expressões faciais. Se estiver brava mostre pelo olhar, deixe a ver que sua expressão muda quando algo não a agrada.

Observe sua postura e certifique-se de que você está aberta e receptiva.

Incentive a criança a transformar sentimentos em palavras, como: “me parece que você está com raiva porque não te dei o doce que você queira, é isso que vc esta sentido? Ou: “sinto que você ficou feliz por ter feito o gol no treino” .

3- Faça um feedback para a criança

Nossos filtros pessoais, suposições, julgamentos e crenças podem distorcer o que ouvimos. Como ouvintes, o seu papel é o de compreender o que está sendo dito. Isso pode exigir que você pare para refletir o que está sendo dito e fazer perguntas.

  • Refletir o que foi dito parafraseando.”O que estou ouvindo é” e “Parece que você está dizendo,” são ótimas maneiras de refletir de volta.

– Faça perguntas para esclarecer alguns pontos.”o que você quer dizer quando diz…”. “É isso que você quer dizer?”

– Sintetizar os comentários é importante, pois isso ajudar a reforça o que é necessário no diálogo. 

4- Responder adequadamente 

A escuta ativa é um modelo de respeito e compreensão, mas também  a obtenção de informações e perspectiva. 

– Seja Franco, aberto e honesto em suas respostas.

– Afirme as suas opiniões com respeito.

– Trate a criança da forma que você gostaria de ser tratada.

O ponto chave do método é lembrar que seu objetivo é ouvir o que a outra pessoa está dizendo, separando todos os pensamentos e comportamentos e concentrando-se na mensagem.

Nós compreendemos que a escuta ativa é uma habilidade muito sofisticada que pode levar anos para dominar, até porque a maioria dos pais não foram criados com esse método. No entanto, vale o esforço em tentar colocá-la em prática, pois  a transformação que ela pode levar no lar ou em qualquer outro ambiente é incrível.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

29.08.2016

Seu filho não sabe perder? 6 dicas práticas para ajudar a criança a lidar com a perda

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

As crianças sentem muitas emoções e, muitas vezes, de um minuto para o outro vão da alegria para a frustração. A vida é muito difícil para uma criança gerir…

Sem dúvida, a frustração é inevitável, e algum dia a criança terá que enfrentá-la, mas se ocorrer em excesso pode prejudicar a auto-estima. Saber lidar com as frustrações dos pequenos é importante para ajudá-los a saber perder.

Vejam o texto de hoje super interessante da psicóloga Mônica Pessanha, parceira do blog, sobre como lidar com a frustração dos nossos filhos.

Little Child Boy Wall Corner Punishment Sitting

Mas o que é frustração? Podemos defini-la como um sentimento que ocorre quando algo esperado não se concretiza. Essa emoção é natural da vida. Ela ocorre em todas as idades, e é um aspecto importante do desenvolvimento emocional da criança. No entanto, não há passe de mágica que faça a criança lidar com a frustração de um hora para outra! Lidar com a frustração é um processo de aprendizagem contínua.

Os pais devem permitir que as crianças expressem todos os seus sentimentos, lembrando que são eles que irão mostrar às crianças as formas aceitáveis de expressar tais sentimentos.

Fortes sentimentos como a frustração e as explosões de raiva diante da perda não devem ser negados, no entanto, eles devem ser vistos como um sinal para ensinar aos pequenos a lidarem com essas emoções.

Ao jogar com crianças percebe-se rapidamente a primeira lição: para elas, ganhar é importante. Para a maioria das crianças e até para muitos adultos a questão não é ganhar a recompensa apenas, mas vencer. Isso lhe dá prazer! De algum forma ajuda a sentir-se forte em relação aos outros, e no curso natural da vida, essa sensação é essencial para a auto-estima, porque vencer envolve superação, como aprender a escalar, pular, reconhecer palavras e números, bem como conquistar amigos e influenciar os outros.

Parece que o que aperta o coração dos pais nesse jogo de ganhar e perder, é que os pequenos sentem muito mais a perda do que o ganho. Algumas pessoas podem até pensar que as crianças que não sabem lidar com a perda, são crianças mimadas, mas não são.

O que fazer então para ajudar a criança a lidar com a perda de forma prática?

1) Permita que seu filho tenha experiências de perdas 

Primeiro, os pais devem lembrar que a capacidade de aceitar a derrota, não é aprendida a partir de instruções, mas a partir de vivências. Também não ensinamos as crianças a lidarem com a frustração deixando elas ganharem nos jogos. Os pais não devem proteger os filhos da frustração, embora ver os filhos triste cause uma sensação desconfortável. Viver a frustração é um aprendizado importante para que a criança adquira novos conhecimentos e comportamentos. Assim como em diversas situações da vida, ela entenderá como terá que ser forte para superar as dificuldades.

2) Exercite com jogos de tabuleiro

Os jogos de tabuleiro são ótimos para ensinar os pequenos a lidarem com a intolerância e a frustração. Durante o jogo, as crianças aprendem a se revezar, concentram-se e lidam com os altos e baixos emocionais. E os pais tem a oportunidade de ajudá-los a processar a situação e resolver problemas em conjunto.

3) Atenção às regras 

É possível ver as crianças tentando criar novas regras para diminuir o nível de frustração, isso é natural da vida, mas vale relembrá-las que regras existem para que possamos conviver com os outros. Ajude- os a verbalizarem o que estiverem sentindo, faça pausas no jogo e pensem juntos sobre soluções para o problema.

4) A importância do espírito desportivo

Mais uma coisa bacana de ensinar as crianças é o sentimento desportivo. Os pais podem ensinar seus filhos a parabenizar o vencedor, assim ela vai criando um comportamento generoso para com os outros. Às vezes, os pais vão precisar mudar o foco, evidenciando o quanto perder também é importante, e que jogar por si só é muito divertido.  Explique que o jogo é como o bolo e ganhar é como comer o bolo com a cereja do topo. É saboroso, mas o bolo pode ser apreciado sem a cereja também. É muito importante oferecer elogios positivo sempre que a criança lidar bem com a perda, principalmente se ela tentou ganhar sem quebrar as regras.

5) Buscar entender os motivos da perda

Conversar com os pequenos sobre porque perdeu, também ajuda muito nesse processo. Em relação à perda, é importante ensiná-las que às vezes perdemos porque nossas habilidades não são tão boas quanto as de nossos adversários ou porque talvez nesse dia a sorte não estava do nosso lado. Por último, e não menos importante, às vezes porque não jogamos dando o nosso melhor. Essas formas de racionalizar a perda pode ser um grande trunfo para lidar em várias outras situações da vida, como baixo desempenho escolar, não ter o brinquedo que quer, etc.

6) Evite excessos de cobranças e expressão de raiva

Se os pais reagirem também com raiva e frustração quando seus filhos experimentarem a sua própria frustração, a situação pode ficar ainda pior. Isso funcionará como um palco para uma confusão negativa das emoções, potenciais para birras ou outro “comportamento de oposição”, terminando em desespero total. Os pais vão dar um exemplo muito mais saudável se responderem à frustração dos filhos com uma voz calma e suave, oferecendo maneiras que podem ajudá-los a lidarem com suas emoções. Esta solução pode proporcionar uma calma instantânea.

Para finalizar, gostaria de lembrar que a frustração começa como uma emoção boa, porque quando ficamos frustrados, estamos motivados para remover o obstáculo que está bloqueando o nosso caminho em direção a nossos objetivos. É como se a criança se esforçasse mais e percebesse que o esforço extra resulta na limpeza do caminho que  permite continuar a busca seus nossos objetivos.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

08.08.2016

Amigo imaginário, uma parte boa da infância!

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Infância é sinônimo de diversão, brincadeira e também imaginação. Segundo a psicóloga Mônica Pessanha, parceira do blog, é com 2 anos de idade que as crianças costumam entrar em contato com o mundo da fantasia, do “Era uma vez…” e do “faz de conta”. E é nessa fase da vida que surge o amigo imaginário e a criança vai aprender a diferenciar pessoas reais das inventadas.

Vejam que interessante o post de hoje em que a Mônica compartilhou com a gente um texto sobre os amigos imaginários dos nossos pequenos! Confiram!

Children Sisters Playing On The Bed Indoors

Para tranquilizar o coração dos pais, basta saber que é perfeitamente saudável que crianças em idade escolar tenham amigos imaginários. Algumas pesquisas científicas têm apontado que as crianças que têm amigos imaginários estão à frente na aprendizagem e desenvolvimento social.

E no fundo elas fazem isso porque é muito divertido!

Quem se lembra da música que os Backyardigans cantavam todas as vezes que ia começar o desenho? Vamos lembrar?
“Temos o mundo inteiro no nosso quintal, sempre encontrando coisas novas pra brincar. Todos os dias nós vamos contar com os amigos.”

Esse trecho diz muito de como as crianças se divertem e elaboram seus pensamentos. No desenho era possível ver que de um segundo para ou outro o quintal ganhava todos os “acessórios” necessário para a brincadeira; um tronco de árvore passava a ser uma barco. Isso é imaginar, o brincar é imaginar.

Quando as crianças criam mundos em suas cabeças, elas estão flexionando regiões vitais do cérebro. É como se elas praticassem antes de concluírem ações importantes, como respeitar as trocas de interlocutores em um diálogo e fazer amizades. Parece que as crianças se tornam amigas muito facilmente, mas essa é uma visão que os adultos têm por que já passaram por isso, mas no geral leva tempo para a criança fazer amizade. Assim, uma forma de ajudá-la a si mesmo é dialogar com os amigos imaginários, introduzindo nas brincadeiras objetos, como bonecas, carrinhos, super-heróis, lençóis, etc.

O que é bom sobre amigos imaginários?

1- Algumas crianças têm um novo amigo a cada semana, enquanto outros mantêm o mesmo – ou mais – por anos.

2-As crianças sabem que eles não são reais, existem para que possam brincar e desenvolver habilidades de linguagem e sociais.

3-Eles vêm em todas as formas e tamanhos e podem ter personalidades e comportamentos muito diferentes. Eles ajudam a consolidar a imaginação e a criatividade das crianças.

4-Eles oferecem mais do que apenas diversão e companheirismo. Eles existem na imaginação dos pequenos para trabalhar questões da vida real e proporcionar conforto em um mundo que às vezes parece ser assustador. É como se ajudasse as crianças a compreender o mundo, antes de vivenciá-lo. Amigos imaginários podem ser uma janela útil para o que seu filho está sentindo.

5-Apesar de ser uma parte natural do desenvolvimento infantil, e seja mais comum para os filhos únicos ou que nasceram primeiro, isso não significa que eles estão tentando preencher um vazio. Na verdade, muitas vezes o amigo imaginário está ajudando as crianças a se tornarem mais sociáveis e criativas, pois elas podem praticar habilidades verbais e reforçar a confiança.

Alguns pais preocupados com esse “fenômeno” tendem a tentar conhecer o amigo imaginário fazendo inúmeras perguntas,mas estudos científicos têm comprovado que quanto mais se busca saber sobre amigos imaginários, mais rápidos eles desaparecem.

Então, quando você ouvir o seu filho tagarelando no ar é melhor não intervir. É interessante para o desenvolvimento saudável da criança manter o seu companheiro imaginário vivo.

A criança por si mesma, tende a se desligar do amigo imaginário à medida que vai conquistando amigos na escola. E na fase adulta nem vão se lembrar que tinham amigos imaginários; essa memória ficará para os pais. No entanto, mesmo que os adultos não consigam se lembrar deles, o processo que usaram na infância para criá-los, são os que usam para lidar com suas relações afetivas, inclusive no campo profissional. Vale lembra que a imaginação não é algo insignificante, é uma habilidade a ser desenvolvida.

Mantenha em mente que os amigos imaginários são uma parte normal do desenvolvimento de uma crianças. Permitir que a criança viva essa fantasia, pode transformá-la em adultos mais criativos, seguros e socialmente bem relacionáveis porque será na infância que ela irá vivenciar vários papéis e experimentar vários cenários.

Abracem os amigos imaginários de seus filhos e deixe-os fazer parte da família enquanto eles durarem.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

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