07.01.2017

Bebês aprendem melhor quando mães se comunicam com voz de criança

Bebês, Cuidados Diários, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Mother with baby

Você acha engraçado quando uma mãe fala com um bebê usando voz de criança? kkkk Pois saiba que um estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriu que bebês aprendem melhor quando suas ondas cerebrais estão em sincronia com as dos pais. E ainda: quando a comunicação é feita por uma conversa com voz calma de criança ou por músicas infantis.

Interessante, né?

Os cientistas fizeram um escaneamento dos cérebros dos bebês e identificaram que, para um recém-nascido, o mundo é como diversas ondas de imagens e sons, uma sobrecarga de informações.

As primeiras descobertas mostram que as crianças não aprendem tão bem quando suas ondas cerebrais e as da mãe estão fora de sintonia. Mas, quando ambos estão plenamente sincronizados, a assimilação de informação ocorre de maneira muito eficiente.

“Pode soar estranho para nós, mas os bebês realmente amam ouvir o ‘motherese’ (linguagem de mãe, em uma tradução livre), até mais do que o estilo adulto normal de falar. Prende a atenção deles melhor e também soa mais claro. Então já sabemos que, quanto mais o bebê ouvir ‘motherese’, melhor será o desenvolvimento de sua linguagem”, explicou a pesquisadora Victoria Leong, que está liderando a pesquisa.

A pesquisa, porém, é focada apenas na interação entre mães e filhos por enquanto.

“O cérebro do bebê está programado para responder ao ‘motherese’ e é por isso que essa é uma forma muito efetiva de ensiná-los sobre coisas novas”, diz.

A pesquisa também descobriu que os bebês respondem melhor a interações quando elas são acompanhadas de um contato visual, no olhar, mais prolongado.

Mães que cantavam músicas infantis olhando diretamente nos olhos de seus bebês conseguiam a atenção deles de maneira significativamente melhor do que outras que desviavam um pouco o olhar, ainda que ocasionalmente.

 

Fonte: bbc.com

28.12.2016

Seu filho sabe que antes de vencer ele pode falhar?

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais
Como pais queremos que os nossos filhos sempre vençam e não sofram com perdas, falhas e tristezas. Mas, por outro lado, precisamos mostrar também que é possível errar e começar de novo; que não conseguir algo não significa uma derrota. Eles precisam saber que é normal cometer erros, concordam?
Mas como achar esse equilíbrio? Vejam que interessante o texto da nossa parceira psicóloga Mônica Pessanha sobre como devemos agir em situações de falhas à medida que nossos filhos crescem.
Upset problem child with head in hands sitting on staircase conc

Recentemente minha filha chegou em casa e relatou-me uma experiência que aconteceu com ela na escola. Na aula de xadrez havia uma competição, no último instante do jogo, ela foi a responsável pelo movimento estratégico da peça que poderia garantir ao grupo a vitória. Infelizmente, sua jogada não foi tão estratégica assim e o time acabou perdendo o jogo. Indignadas as amigas do time param de falar com ela. Daí perguntei para minha filha o que ela respondeu e como ela reagiu. Ela afirmou para as amigas que perder também faz parte do jogo, mas as meninas disseram que não sabiam perder.

Esse episódio nos serve de alerta para uma questão crucial na atualidade: estamos acostumados a sempre ver o sucesso das pessoas como resultado final e não como processo. Nós enxergamos o imediato, aquilo que nos olhos nos mostram no momento. Nós não queremos saber como foi o processo e se caso estivéssemos interessadas, ficaríamos surpresos de saber que houve muitas derrotas antes. O fato é que, nós, adultos e em especial, pais acabamos transmitindo essa forma de pensar a nossas crianças.

Como pais queremos que nossos filhos experimentem todas as coisas que não tivemos a oportunidade de experienciar. Ao mesmo tempo, também não queremos que nossos filhos experimente as dores, tristezas e decepções  que passamos. A pergunta é: como achar o equilíbrio entre esses dois polos?

Primeiramente, é preciso lembrar que nossos filhos precisam de altas expectativas. No entanto, tenha em mente que as crianças devem alcançar essas expectativas utilizando o máximo de sua capacidade. Nesse processo, precisamos lembrá-las de que é possível errar e começar de novo; que não alcançar uma meta agora não significa que ela jamais será alcançada. É claro, que não vamos gerar baixa expectativas para nossos filhos para que consigam alcançar o que desejam mais facilmente. Isso seria muito ruim. Mas é preciso lembrar que há uma diferença entre esperar o melhor e demandar o melhor. A diferença é a nossa reação. Seu filho sabe que é normal cometer erros? Sabe que pode corrigi-los?

Em suma, qual é a grande mensagem aqui que vocês como pais devem ter em mente? O pintinho precisa quebrar a casca do ovo sozinho. É isso que vai dar forças para ele. Mas como devemos agir como pais à medida que nossos filhos crescem? Em muitos momentos, precisamos dar um passo atrás e deixar que nossos filhos obtenham a força necessária para enfrentar os desafios da vida, mesmo que isso possa nos machucar um pouco.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

14.11.2016

“Mãe, estou falando com você!” – Saiba tudo sobre o método de Escuta Ativa

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Toda mãe conhece bem os filhos. Somos capazes de reconhecer o choro deles de longe, somos capazes de saber se o olhar caído é de tristeza ou se estão começando a ficar doentes. Também podemos saber ser nossos filhos estão mentindo. E esse dom quase que mágico faz de nós mães poderosas.

Mas à medida que as crianças vão crescendo e a correria da vida vem chegando, compreender as crianças e suas questão quase sempre se torna uma tarefa difícil.

Muito tem se falado muito do método de escuta ativa, e de fato ele pode ser um aliado perfeito na hora de educar os pequenos. Vocês conhecem esse método? A técnica chamou a atenção recentemente por ser muito usada pelo príncipe William e Kate que se abaixam sempre para falar com George.

A psicóloga Mônica Pessanha, parceira do blog, explicou tudo pra gente sobre a escuta ativa. Super interessante! Confiram!

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O método da escuta ativa pode ajudar a compreender a birra, aumentar a autoestima e estreitar laços afetivos. Por que ouvir é uma das habilidades mais importantes que se pode ter? É que essa habilidade está associada à qualidade de seu relacionamento com os outros.

Geralmente,  ouvimos para obter informações, para aprender, para compreender e para apreciar. Claramente a escuta ativa é uma habilidade da qual todos nós podemos nos beneficiar. 

Ela consiste em falar com a criança na altura dela e fazer esforço consciente para ouvir não só o que está sendo dito, mas o que não está sendo falado; tudo que está acontecendo ao redor. Na prática, você deve abaixar para falar caso a criança seja pequena, mas não é o fato de abaixar que torna o método da escuta ativa tão especial, mas o de ao se abaixar você se disponibilizar para compreender o que a criança está querendo dizer. Esse ato de disponibilizar-se para compreender a criança é um ato de generosidade, o que faz com que ela se sinta amada e compreendida.  Com a correia do dia-a-dia , quase sempre os pais apenas falam com os filhos, e falar é muito diferente de conversar. Em uma conversa em que ouvimos, compreendemos, ensinamos e educamos. Nesse método, distrair-se enquanto fala com a criança não será permitido. Você terá que ter foco, até para que se faça a pergunta certa e argumente da maneira mais eficaz. Se os pais quiserem de fato usar esse método, eles não se permitirão cansar. Parece difícil, né? Mas não, é bem simples!

Para melhorar as habilidades de escuta é importante deixar a outra pessoa saber que você está ouvindo o que ela está dizendo. Basta seguir essas dicas práticas:

1- Preste atenção 

Abaixe-se na altura da criança e olhe nos olhos dela. Ponha de lado pensamentos alheios.

Não tenha uma frase pronta ou um bronca, espere a criança falar mais.

Observe a linguagem corporal, pois as crianças quando estão com medo tendem a tentar abraçar enquanto falam com os pais. Quando estão com raiva, tendem apertar os dedos e, cansadas, fazem manha.

2- Mostre que você esta ouvindo

Use a sua própria linguagem corporal e gestos para transmitir a sua atenção.

Sorria e reforce suas expressões faciais. Se estiver brava mostre pelo olhar, deixe a ver que sua expressão muda quando algo não a agrada.

Observe sua postura e certifique-se de que você está aberta e receptiva.

Incentive a criança a transformar sentimentos em palavras, como: “me parece que você está com raiva porque não te dei o doce que você queira, é isso que vc esta sentido? Ou: “sinto que você ficou feliz por ter feito o gol no treino” .

3- Faça um feedback para a criança

Nossos filtros pessoais, suposições, julgamentos e crenças podem distorcer o que ouvimos. Como ouvintes, o seu papel é o de compreender o que está sendo dito. Isso pode exigir que você pare para refletir o que está sendo dito e fazer perguntas.

  • Refletir o que foi dito parafraseando.”O que estou ouvindo é” e “Parece que você está dizendo,” são ótimas maneiras de refletir de volta.

– Faça perguntas para esclarecer alguns pontos.”o que você quer dizer quando diz…”. “É isso que você quer dizer?”

– Sintetizar os comentários é importante, pois isso ajudar a reforça o que é necessário no diálogo. 

4- Responder adequadamente 

A escuta ativa é um modelo de respeito e compreensão, mas também  a obtenção de informações e perspectiva. 

– Seja Franco, aberto e honesto em suas respostas.

– Afirme as suas opiniões com respeito.

– Trate a criança da forma que você gostaria de ser tratada.

O ponto chave do método é lembrar que seu objetivo é ouvir o que a outra pessoa está dizendo, separando todos os pensamentos e comportamentos e concentrando-se na mensagem.

Nós compreendemos que a escuta ativa é uma habilidade muito sofisticada que pode levar anos para dominar, até porque a maioria dos pais não foram criados com esse método. No entanto, vale o esforço em tentar colocá-la em prática, pois  a transformação que ela pode levar no lar ou em qualquer outro ambiente é incrível.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

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