18.07.2016

Como ajudar seu filho a lidar com a mudança

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Quem viu o filme “Divertida mente” vai lembrar da angústia e tristeza da Riley com a mudança de sua família de Minnesota para São Francisco. Ao se mudar muitas coisas passam pela cabeça dos pais, mas não devemos deixar de prestar atenção nos sentimentos dos nossos filhos. Eles podem se sentir inseguros e apresentar resistências com essa mudança.

Se pensarmos um pouco sobre nós mesmos quando crianças, o que nos trazia segurança era poder contar com uma base sólida: família, amigos, professores da escola, vizinhos etc. Essa familiaridade com o ambiente ao redor proporciona autoconfiança. Então, por melhor que seja qualquer mudança, ela pode ter um impacto enorme nas crianças e precisamos atentar para algumas questões.

Family moving house with boxes full of stuff, they are painting

Pesquisamos alguns pontos importantes e também conversamos com nossa psicoterapeuta parceira, Mônica Pessanha, para entender como lidar com esse momento. Confiram!

1)Priorizar os sentimentos dos filhos: Por mais que você tenha que organizar uma série de coisas, não perca o foco e atenção nos sentimentos de seu filho. Ele irá apontar isso em detalhes, desde a negativa a arrumar seus brinquedos e roupas até mudanças pontuais de comportamento. Mantendo atenção em suas reações ele se sentirá parte do contexto da mudança.  Vale lembrar que toda mudança causa um desconforto emocional e requer tempo de adaptação.

2)Não se desfaça de objetos pessoais: De acordo com a Mônica, esse desconforto acontece devido às lembranças afetivas que se construíram no lugar onde cresceu ou passou parte da infância, e as crianças acham que ao se mudar perderão essas lembranças. Uma dica para esses casos é não se desfazer de coisas pessoais das crianças (brinquedos velhos, móveis que poderiam ser trocados, enfeites), assim elas poderão se desprender aos poucos de objetos que remetem ao ambiente anterior à mudança.

3)Deixe-o participar: Para a criança a mudança representa uma grande confusão de emoções, ora estão felizes com a possibilidade de novos amigos, mas em outros momentos ficam tristes porque deixarão amigos para traz. Uma coisa que ajuda é envolvê-los em todo o processo, tanto físico como emocional. Desde a arrumação até a chegada a nova casa, deixe-o sentir importante e participando ativamente do processo. Isso contribuirá para uma sensação de inclusão e poderá diminuir o estresse. Aproveite para envolver os amigos também, que poderão ajudar a organizar os brinquedos, por exemplo.

4)Estabeleça uma rotina: Mesmo que seja difícil e que a criança apresente um comportamento estranho na nova casa, a rotina irá trazer segurança para eles, pois saberão o que esperar e isso pode tranquilizá-los e ajudar a criar o “sentimento de estar no lar” novamente.

5)Dê tempo ao tempo (e a seu filho): Eles vão precisar de tempo para lidar com os desafios de entrar em um novo colégio, se relacionar com novos vizinhos, lidar com a saudade de relações anteriores. Mas com calma novos laços serão construídos. As amizades da infância são importantes para o desenvolvimento das crianças, convide novos amigos para conhecerem a casa de vocês, isso pode contribuir na criação de novos laços afetivos. O que também pode funcionar para ajudar nesse processo é buscar pontos de interesse da criança que estejam disponíveis no novo local: algum parque, praia, piscina, etc.

Enquanto para nós uma mudança pode ser a realização de um sonho, para nossos filhos pode ser uma ruptura muito significativa e um desafio enorme. Segundo a Mônica, muitas vezes ela pode causar o sentimento de medo nas crianças: “a criança pode até ficar com medo de andar sozinha em alguns cômodos da casa”. Nesses casos é muito importante não forçar e nem fazer piadas sobre essas situações, porque por mais fantasiosa que seja a cabeça da criança, o sentimento é real. Para ajudá-las é preciso respeito e paciência.

Certamente eles têm toda capacidade de se adaptar, mas para isso precisam do nosso apoio e tempo. E não se sinta culpada, o mais importante não é estar na mesma casa, cidade, país, e sim contar com a sua força e paciência para ajudá-los nesse processo.

 

 

Esse texto contou com a colaboração da parceira do blog, Mônica Pessanha, que é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

13.07.2016

7 coisas que não devem ser ditas a uma mãe que trabalha fora

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Quando entramos no mundo da maternidade muitas pessoas ao nosso redor passam a dar uma dica, um pitaco… Quantos conselhos e opiniões ouvimos, né?!

Sair para trabalhar todo dia cedinho e deixar o bebê aos cuidados de terceiros – avós, babás, familiares, creche – tem suas dificuldades, assim como seus benefícios, mas cabe a cada mãe dosar a melhor maneira de conduzir isso de forma positiva.

Por isso, conversamos com algumas mães e listamos 7 frases que não devem ser faladas a uma mãe que trabalha fora. Vejam se concordam! ;-)

Parents teaching baby girl to walk

1. “Você não sente culpa de deixá-lo todos os dias? Eu me sentiria tão culpada”  – Bom, das duas uma, ou a mãe vai ficar ainda pior com a culpa, ou não se sente culpada por deixá-los (o que é super justo) e vai passar a se sentir culpada por não sentir culpa (que loucura! kkk).

2. “E quando estão doentes? Eu ficaria péssima”– Ah é uma delícia – #sóquenão. É claro que é horrível e essa pergunta só vai fazer mal, então ela deve ser sempre evitada.

3.”Está certa de colocar o trabalho em primeiro lugar” – Oi? A maioria das pessoas precisa trabalhar, ganhar dinheiro, pagar contas, mas por que motivo a pessoa tirou os filhos da prioridade ao fazer uma afirmação desta?

4.”Que pena que você tenha que voltar ao trabalho” – Talvez não seja uma pena, pode ser motivo de orgulho, conquistas, realizações, entre outros. Ou talvez seja sim apenas uma obrigação financeira, mas é a mesma história da culpa, pisar em cima só atrapalha.

5.”Mas você confia na escolinha?” – Não confio não, é que gosto de tomar riscos…kkk Se escolhemos essas educadoras é porque confiamos e estamos tranquilas com a escolha.

6.”Está com uma cara de cansada” – Nada pior do que chegar no trabalho e ouvir uma dessa! Mas nesse caso melhor manter a fina e deixar quieto rsrs. Se você trabalha com alguma mãe, por favor evite esse comentário.

7.”Eu não gosto de julgar, mas não conseguiria deixá-lo com babá/escolinha/avó” – Entre as mães que trabalham fora ainda tem as variações – as que deixam com as avós, as com babás e na escolinha…e sempre tem alguém para dizer que não conseguiria algo. A escolha não é nem um pouco simples, mas é pessoal, é de cada família, o que funciona para uma pode não funcionar para outra, então é importante focar no começo da frase: nunca julgue, olhar a vida dos outros sob seu ponto de vista é sempre delicado.

27.06.2016

A importância da educação financeira para pais e filhos

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Você já parou para pensar na origem dos seus maiores desafios em relação ao universo financeiro: dívidas, investimentos, planejamento, etc.?

A geração que hoje está começando a ter filhos vem de um histórico de pouquíssimo ou nenhum conhecimento sobre o tema. E isso se reflete diretamente no elevado número de famílias com dificuldade para organização das finanças, seja no controle de dívidas ou na escolha dos investimentos.

Vamos voltar na pergunta inicial e a resposta é simples: muitas vezes não recebemos orientação ideal dos nossos pais. Isso porque eles vieram de uma cultura financeira de hiperinflação, que estimulava o consumo imediato do salário recebido no mês em função do medo do aumento brusco dos preços.

Se em economias desenvolvidas e com estabilidade a questão da educação e consciência da importância de salvar parte de seus recebimentos já é difícil, para nós brasileiros é ainda mais complicado lidar com esse desafio.

Pensando nisso, vamos postar aqui no blog textos simples de educação financeira para pais e filhos, com foco em orientações que devem ser passadas de geração em geração, respeitando as particularidades de cada fase de nossos filhos.

E o primeiro passo para isso é ter em mente algumas premissas que precisam ser entendidas e passadas aos pequenos através do nosso exemplo.

woman with man and child choosing melon fruit during shopping at

  • O dinheiro é conquistado, não é ganho

A expressão “ganhar dinheiro” pode ser uma armadilha, pois seu salário não é algo ganho de presente, ele é conquistado pelo seu trabalho. Isso precisa estar claro para nós e para nossos filhos. É importante que entendam esse conceito desde pequenos para valorização do trabalho e do esforço para conquistar retorno financeiro.

  • Dinheiro deve ser respeitado

E isso terá um resultado final excelente para todos: poderá proporcionar alegrias. O dinheiro pode ser usado para alegrias quando gasto de forma adequada com seus valores e objetivos. Muitas pessoas quebram essa premissa quando utilizam seus recursos de forma descuidada e irresponsável, assim como outras vivem cercadas de receios e não o usam. É importante estabelecer um meio termo para que sejam tomadas decisões seguras na utilização dos recursos. Uma forma de controlar os gastos é já direcionar os recursos obtidos entre opções predeterminadas. Um sistema muito aplicado nos EUA para essa segmentação é a divisão em: salvar (economias futuras), gastar (consumo), investir e compartilhar (doações).

  • As crianças precisam aprender na prática

Eles aprendem através da observação e o exemplo familiar é a maior fonte de aprendizado das crianças. É importante para isso falar de forma aberta e envolvê-los em situações de escolhas/consumo. Mas além do aprendizado a partir da observação, eles precisam experimentar e aprender com seus próprios erros para que no futuro sejam capazes de administrar de forma responsável seus recursos.

  • Razão X Emoção

O consumo tem um forte aspecto emocional, por isso muitas vezes perde-se o controle dos gastos. Quando lidamos com ofertas para nossos filhos, a tendência é que a experiência da compra seja algo extremamente guiado pela emoção, e esse talvez seja um dos maiores desafios para nós. O grande perigo das compras por impulso e fora do orçamento são aquelas que justificamos com “eu mereço”, quando colocamos nossos filhos nessa história, ela pode ficar bem complicada. O gerenciamento dos gastos exige a predominância da razão para que seja possível manter um orçamento equilibrado, longe de dívidas e com foco no longo prazo da família.

 

Esse texto contou com a experiência em consultoria financeira de uma das sócias do blog, Julia Faria, que é administradora de empresas, mãe do Daniel, e trabalha com assessoria de investimentos para pessoa física há 9 anos. Contato para dúvidas e esclarecimentos: contato@chegueiaomundo.com.br

Page 5 of 1634567