01.08.2016

Criança deve brincar na natureza para se preocupar em protegê-la

Brincadeiras e Passeios, Diversão, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Happy Baby And A Puppy

A falta de contato das crianças com a natureza faz com que elas não sintam a necessidade de protegê-la. Esta é a conclusão do artigo publicado pelo professor e ambientalista, George Monbiot, no jornal britânico The Guardian.

Segundo Monbiot, para entender a importância de proteger a natureza é preciso ter um sentimento pelo mundo natural e sua função, e isso começa a ser desenvolvido durante as experiências na infância.

A conclusão do artigo preocupa muito, já que crianças e adolescentes têm passado a maior parte do tempo em ambientes fechados, principalmente pela insegurança das ruas, a violência, o trânsito perigoso e também o aumento do uso de smartphones, computadores, videogames e televisão.

Além disso, de acordo com o autor, a ausência do contato com o “ar livre” também pode trazer problemas de saúde que são relacionadas à falta de atividades físicas, como diabetes, obesidade, raquitismo e queda das habilidades cardiorrespiratórias.

Interessante esse artigo, né? Temos que pensar nisso, pois de acordo com o estudo muitos pais estão transformando os filhos em pessoas que não se preocupam com a natureza.

O hábito de brincar em um ambiente aberto, natural, com muito verde, grama, árvores só traz benefícios para nossos pequenos! Estudos em muitos países mostram que as crianças são mais criativas em lugares com predominância do “verde” do que dentro de casa.

Fonte: The Guardian

26.07.2016

A importância do relacionamento de crianças com idosos

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Hoje é Dia dos Avós!!

As crianças têm o poder de iluminar o ambiente onde se encontram. E para avós e bisavós, que muitas vezes podem estar vivendo situações de perda na fase da chegada dos netos, a felicidade um nascimento traz energia para renovar a vida.

De acordo com estudo publicado na Universidade da Flórida (Developing Intergenerational Relationships), ao redor dos 60 anos nos encontramos na fase final de desenvolvimento emocional e, durante essa fase, as pessoas buscam encontrar sentido na vida e nas experiências vividas. E o relacionamento com gerações mais novas ajuda os idosos a se sentirem completos e revigorados. Interessante, né? O estudo levanta ainda 9 benefícios dessas relações. Confiram:

Grandmother Reading Book To Grandchildren Outdoors

1) Oportunidade de aprendizado para ambos;

2) Dar a criança e ao idoso um senso de propósito;

3) Ajuda a criança a entender e mais tarde aceitar sua própria idade;

4) Ajuda a aliviar possíveis medos das crianças em relação ao envelhecimento;

5) Revigora e energiza adultos;

6) Ajuda a reduzir a depressão em idosos;

7) Reduz isolamento de idosos;

8) No caso de crianças que não tem avós próximos, relacionamento com outros idosos pode ajudar a preencher esse vazio;

9) Ajuda a manter histórias de família vivas, passadas de geração em geração.

Para incentivar esse relacionamento lindo entre crianças e avós e colher esse benefício imensurável do amor entre gerações, listamos uma série de atividades que podem ser feitas em conjunto.

É possível aplicar as ideias dentro da família, mas a relação é importante independente do grau de parentesco: amigos, vizinhos e pessoas próximas de forma geral podem acrescentar muito aos nossos filhos, e eles estarão dando bastante em troca nessa bonita relação.

  • Contação de histórias
  • Ensinar habilidades: ensinar a pescar, cozinhar, fazer croche, cuidar de plantas e animais, há uma série de atividades onde as crianças podem ficar fascinadas com os novos aprendizados.
  • Ler um para o outro: cada um pode escolher uma história que goste e ler para o outro.
  • Preparar uma refeição juntos: crianças costumam adorar ajudar a fazer comidinhas, bolos e doces.
  • Elaborar uma árvore da família: avós amam contar lembranças da família e crianças têm bastante curiosidade sobre o assunto.

 

18.07.2016

Como ajudar seu filho a lidar com a mudança

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Quem viu o filme “Divertida mente” vai lembrar da angústia e tristeza da Riley com a mudança de sua família de Minnesota para São Francisco. Ao se mudar muitas coisas passam pela cabeça dos pais, mas não devemos deixar de prestar atenção nos sentimentos dos nossos filhos. Eles podem se sentir inseguros e apresentar resistências com essa mudança.

Se pensarmos um pouco sobre nós mesmos quando crianças, o que nos trazia segurança era poder contar com uma base sólida: família, amigos, professores da escola, vizinhos etc. Essa familiaridade com o ambiente ao redor proporciona autoconfiança. Então, por melhor que seja qualquer mudança, ela pode ter um impacto enorme nas crianças e precisamos atentar para algumas questões.

Family moving house with boxes full of stuff, they are painting

Pesquisamos alguns pontos importantes e também conversamos com nossa psicoterapeuta parceira, Mônica Pessanha, para entender como lidar com esse momento. Confiram!

1)Priorizar os sentimentos dos filhos: Por mais que você tenha que organizar uma série de coisas, não perca o foco e atenção nos sentimentos de seu filho. Ele irá apontar isso em detalhes, desde a negativa a arrumar seus brinquedos e roupas até mudanças pontuais de comportamento. Mantendo atenção em suas reações ele se sentirá parte do contexto da mudança.  Vale lembrar que toda mudança causa um desconforto emocional e requer tempo de adaptação.

2)Não se desfaça de objetos pessoais: De acordo com a Mônica, esse desconforto acontece devido às lembranças afetivas que se construíram no lugar onde cresceu ou passou parte da infância, e as crianças acham que ao se mudar perderão essas lembranças. Uma dica para esses casos é não se desfazer de coisas pessoais das crianças (brinquedos velhos, móveis que poderiam ser trocados, enfeites), assim elas poderão se desprender aos poucos de objetos que remetem ao ambiente anterior à mudança.

3)Deixe-o participar: Para a criança a mudança representa uma grande confusão de emoções, ora estão felizes com a possibilidade de novos amigos, mas em outros momentos ficam tristes porque deixarão amigos para traz. Uma coisa que ajuda é envolvê-los em todo o processo, tanto físico como emocional. Desde a arrumação até a chegada a nova casa, deixe-o sentir importante e participando ativamente do processo. Isso contribuirá para uma sensação de inclusão e poderá diminuir o estresse. Aproveite para envolver os amigos também, que poderão ajudar a organizar os brinquedos, por exemplo.

4)Estabeleça uma rotina: Mesmo que seja difícil e que a criança apresente um comportamento estranho na nova casa, a rotina irá trazer segurança para eles, pois saberão o que esperar e isso pode tranquilizá-los e ajudar a criar o “sentimento de estar no lar” novamente.

5)Dê tempo ao tempo (e a seu filho): Eles vão precisar de tempo para lidar com os desafios de entrar em um novo colégio, se relacionar com novos vizinhos, lidar com a saudade de relações anteriores. Mas com calma novos laços serão construídos. As amizades da infância são importantes para o desenvolvimento das crianças, convide novos amigos para conhecerem a casa de vocês, isso pode contribuir na criação de novos laços afetivos. O que também pode funcionar para ajudar nesse processo é buscar pontos de interesse da criança que estejam disponíveis no novo local: algum parque, praia, piscina, etc.

Enquanto para nós uma mudança pode ser a realização de um sonho, para nossos filhos pode ser uma ruptura muito significativa e um desafio enorme. Segundo a Mônica, muitas vezes ela pode causar o sentimento de medo nas crianças: “a criança pode até ficar com medo de andar sozinha em alguns cômodos da casa”. Nesses casos é muito importante não forçar e nem fazer piadas sobre essas situações, porque por mais fantasiosa que seja a cabeça da criança, o sentimento é real. Para ajudá-las é preciso respeito e paciência.

Certamente eles têm toda capacidade de se adaptar, mas para isso precisam do nosso apoio e tempo. E não se sinta culpada, o mais importante não é estar na mesma casa, cidade, país, e sim contar com a sua força e paciência para ajudá-los nesse processo.

 

 

Esse texto contou com a colaboração da parceira do blog, Mônica Pessanha, que é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

Page 5 of 1634567