16.01.2017

Coração apertado nas férias

Bebês, Mamães & Papais, Saúde, Viagens, Vida de Mãe

Os dias são lindos e felizes na Disney. Mas hoje queria falar sobre os dias difíceis que vivemos lá.

Resolvi dividir com vocês porque talvez ajude alguém em alguma situação dessas. Na verdade eu espero que ninguém nunca passe por isso…mas…vamos lá.

Estávamos na primeira semana de uma viagem de férias em Orlando com os filhos. Fomos preparados para um frio enorme, afinal de contas, é inverno.

Chegamos e estava muito calor. Todos os casacos ficaram guardados na mala.

Fomos a semana toda de short e regata passear, parecia verão…

De repente de um dia pro outro, acordamos e estava 2 graus! Oi?
Isso mesmo!!!! A temperatura caiu completamente e de repente.

Se a gente sente uma coisa dessas imagina as crianças. No mesmo momento começou uma tosse e um mal-estar em todo mundo que estava na viagem com a gente.

Mas o que mais sentiu foi o Bento, nosso filho (de 10 meses).

Ele começou a respirar estranho e a tossir com um barulho que parecia um cachorro latindo. Não era uma tosse normal, seca ou com secreção…a gente conhece tosse! Era uma coisa muito estranha, um barulho que parecia aquele macaquinho que a gente tinha quando era criança, Murph, quem lembra?

Eu fiquei intrigada, mas até ai tudo bem.

Não levamos ele para passear nesse dia, pois pensei ser uma gripe e achamos melhor deixá-lo em casa.

Mas o coração de mãe não falha e eu comecei a ficar preocupada com ele e resolvi voltar pra casa.

Quando chegamos ele tinha piorado muito, a tosse aumentando e de repente começou a faltar o ar. Ele respirava e o ar não vinha!!

Que desespero!

Liguei pra uma amiga que mora em Orlando e tem dois filhos (mãe sempre lembra de outra mãe nessas horas) e ela me indicou ir num hospital de crianças. Um pouco distante, mas que seria mais eficiente.

Lá fomos nós, muito nervosos com o bichinho sem ar dentro do carro.

Chegamos no hospital 40 minutos depois (se chama Arnold Palmer Childrens Hospital) e ele já estava roxo.

Entrei desesperada com ele no colo enquanto o marido estacionava o carro.

Não vinha uma palavra em inglês na minha cabeça! Um bloqueio de nervoso que nunca imaginei ser possível!

Não falo inglês fluente, mas me viro bem! Nesse momento não vinha nenhuma palavrinha…Tilte completo no cérebro.

A moça da recepção me deu um papel e eu escrevi o nome dele e a data de nascimento. Só.

Rapidamente já fomos atendidos por uma enfermeira que começou os primeiros socorros, depois nos encaminharam pra um quarto, explicamos tudo pra médica, o Bento foi se acalmando, nós também…

A médica já no início da conversa nos disse que ele tinha “Croup” . Sem nem examinar muito. Ou seja, desde o início já descobri que era uma coisa comum aqui esse tal de “Croup”.

Fizeram uma nebulização com algum tipo de remédio, ele foi voltando ao normal, recuperando o ar e nós o nosso…

Eles nos explicaram o que seria o tal do Croup: uma inflamação nas vias respiratórias, que normalmente se dá por vírus. Isso gera uma dificuldade na laringe e traqueia de respirar, to falando de maneira bem leiga mesmo, os ternos técnicos não ser dizer, e isso também é desesperador. Eles falavam os termos em inglês e nós íamos no tradutor pra tentar entender melhor as palavras.

Se já é difícil ver seu filho nessa situação no seu país imagina num outro com as pessoas explicando as coisas em outra língua? Nossa senhora…

Continuando, eles fizeram a inalação com epinefrina e deram um remédio (que chamam de esteroide, que é a corticoide). E um pra febre, muita febre. Tipo 40 graus.

Com tudo mais calmo, umas 3 horas depois, a médica veio e disse:
“Bom pessoal, Bento já está melhor, podem voltar pra casa. Se ele tiver febre, Tylenol. Ok? Bye”

Mas….moça, pelo amor de deus! E um remédio pra isso que ele tem? Não?

E ela respondeu: “Não. Aqui não damos remédio pra dar em casa. Vai embora e coloca ele no “fresh air”, do lado de fora de casa mesmo ou abre a porta da geladeira/freezer e deixa ele respirando um pouco lá! É virose, tem um ciclo, vai passar… Se ele piorar você volta.”

Entendeu?

Gente, que desespero!!!

Fomos embora tensos com o bebê com muita dificuldade de respirar e com aquela tosse bizarra.

Sempre em contato com a pediatra no Brasil que também ficou um pouco de mãos atadas porque não pode receitar nada de longe. (aqui eles não vendem nada sem receita médica, nem soro fisiológico)

Ele ficou melhor…durante 2 horas.

À noite foi um pesadelo, acordava sem conseguir respirar direito o tempo todo.

Quando acordamos, ele estava com aquela tosse cada vez mais forte e de repente foi ficando sem respirar, o ar não entra, e ele foi ficando vermelho e roxo e…..

Saímos correndo para o hospital de novo.

Já cheguei chorando…não conseguia parar de chorar.

Ok. Atenderam a gente de novo no mesmo processo da primeira vez….

Tudo igual.

Inalação, esteroides, remédio…

Ele foi melhorando.

Passava um tempo ele ficava nervoso começava a chorar e lá vinha uma crise de falta de ar de novo.

Meu deus, que desespero gente!

Eu tava tão arrasada que a médica pediu um serviço de tradutor. É assim: você fica com um telefone no ouvido e ela também, ela fala em inglês pra um cara, ele traduz pra mim o que ela falou eu respondo em português pra ele e ele traduz pra ela em inglês. E assim conversamos durante um tempo.

Esse serviço você pode solicitar na sua entrada no hospital, mas óbvio que ninguém sabe. Só nesse caso de desespero e quando alguém tem a boa vontade de ajudar uma mãe aflita.

Entendi melhor os termos técnicos do que ele estava tendo e das medicações que ele estava tomando.

Insisti pra que ela fizesse alguma coisa que fosse mais contínua e ele melhorasse e não que ela mandasse ele pra casa daquele jeito…

Não há o q fazer. Entendi nas duas línguas isso!

Aqui eles agem de forma diferente da nossa e temos que entender isso, né?

E lá fomos nós embora pra casa de novo. Com a sensação de impotência de não poder fazer nosso filho ficar bem e ter que passar por isso sabe lá deus quanto tempo.

Comecei a falar com várias pessoas que conheço pra ver se alguém tinha um remédio que a pediatra do Brasil disse que melhoraria muito a situação. (O nome do remédio é Predsim, nunca mais viajo sem! Consulte seu médico). Uma santa alma tinha.

Até que a médica da amiga que indicou o hospital sugeriu uma pediatra brasileira.

Gente. Sério.

Meu coração se encheu de uma força saber que alguém ia fazer alguma coisa pelo meu filho.

Marcamos uma consulta no dia seguinte cedinho.

Lá fomos nós. O bichinho mal de novo.

Na consulta conhecemos Dra. Flavia Fioretti. Eu nem sei dizer o alívio que eu senti já na hora que ela abriu a porta e disse:

“Oi Bento! Vamos fazer você melhorar tá?”

Ôoooh Dra, você pegou meu coração, fez um carinho nele e colocou de volta.

Ela examinou, explicou tudinho na nossa Língua, tirou todas as nossas dúvidas e entendemos que o tratamento do hospital uma hora até ia melhorar, mas ele ia ficar sofrendo (e nós também ) alguns dias.

Então ela começou um novo tratamento. Com uma regularidade, tomando remédio de tanto em tanto tempo, nebulizando (a clinica dela emprestou o nebulizador, já que aqui eles não vendem em lugar nenhum).

Enfim, voltamos pra casa, começamos o tratamento que ela passou e assim ele foi melhorando aos poucos….

A febre foi espaçando até acabar, a respiração foi melhorando, nós fomos nós acalmando e nosso pequeno foi voltando ao normal…

Ufa. Que alívio pessoal.

Com isso adiamos nossa volta em 1 semana. Pra que ele ficasse bem pra viajar de avião, como indicou a Dra Anja.

E chegou a hora de voltar pra casa.

Com o coração calmo, com a família unida e saudável.

Tiramos várias conclusões que vou contar pra vocês.

1- Não economize no plano de saúde. Ele vai te ajudar muito numa situação como essa! Nós fizemos o April,
www.aprilbrasil.com.br e eles foram sensacionais.

2- Viajar com uma agência de viagens ajuda muito nessas horas. No perrengue o meu agente ficou resolvendo tudo pra mim! A minha é www.pride.tur.br.

3- Evite ir nessas clínicas de rua nos bairros… vá para uma emergência de hospital, de preferência especializado em crianças.

4- Procure uma pediatra brasileira aonde você estiver.

5- Leve alguns remédios importantes pra viagem. (Veja com a sua pediatra)

6- Respire fundo e seja forte. Nossos pequenos tem que nos ver fortes nas situações de dificuldade.

Queria agradecer demais as pessoas que nos ajudaram…

A Fe Pontes e o Diogo, a Dra Eliana (nossa pediatra do Brasil), a Caca e a Regina da @bibidi_boo ,a Geise, a Cris, a Brunella, a Ju Zanon, a Tathi, a Dra Wendy, o Bruno, a Tania, o Paulo Ricardo da agência de viagens que quase ficou doido rs e principalmente a Dra Flavia, que eu nunca vou conseguir agradecer o seu carinho e atenção com a gente Dra, Obrigada pra sempre.

Aos amigos, a galera no meu trabalho e nossas famílias que mandaram todas as energias possíveis pra que tudo passasse logo…

Estamos chegando tá?

Tá Tudo bem.

E pra vocês que leem o blog quero que saibam que esse post foi feito com todo meu amor pra que vocês nunca passem situações assim com os pequenos e caso aconteça,que esse texto ajude de alguma forma….

Orlando, eu te amo tá? Se decide aí se tá calor ou se tá frio e me avisa que eu já já To de volta! ❤

Saúde e amor pra vocês.

Um ano cheio de momentos de alegria!

fernanda rodrigues eua filho bento

medico orlando eua pediatra

Fernanda Rodrigues
13.10.2016

Mães Brasileiras pelo Mundo: Espanha e EUA

Mamães & Papais, Viagens

Hoje na coluna “Mães brasileiras pelo Mundo” tem a história da Carolina. Ela é uruguaia, criada e crescida em São Paulo, casada com o Manuel, expatriada pra Espanha e atualmente morando em Miami!

A Carolina é mãe da Ana Isabel de 3 anos, que nasceu na época em que ela morava na Espanha. Vejam que interessante as experiências diferentes vividas por ela ao morar fora com filho na Espanha e nos Estados Unidos.

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Parto e Gravidez
Fiquei gravida e dei a luz a Ana Isabel na Espanha. Lá o sistema de saúde é gratuito e bom, mas o meu ginecólogo só atendia particular. Então o parto foi num hospital privado.

A minha gravidez foi dessas de livro, tudo fantástico. Não tive nenhum enjoo, nenhum desejo e se não fosse pela barriga ninguém sabia que eu estava grávida. Acho que nunca tive tanta energia, quase não engordei e acho que isso ajudou bastante. Lá na Espanha os ginecologistas são bem tranquilos enquanto a dieta, mas como fiquei gravida com 35 anos decidi que melhor não exagerar e me cuidei com a alimentação. Além de continuar fazendo os exercícios que já fazia: caminhadas de 30 min a 1 hora todo dia.

O parto também foi muito tranquilo. Na Espanha, eles dão um curso de pre-parto que eu adorei. Esse curso também é gratuito e quem da são as ‘matronas’ (antiga parteira no Brasil, mas lá é uma especialidade das enfermeiras) e pra mim foi muito bom porque conheci as pessoas que estariam comigo no dia do parto. O meu trabalho de parto durou exatamente 12 horas, a 1a contração forte (que me tirou da cama) foi a 1 da manha e a Ana Isabel nasceu a 1 da tarde. Fiquei numa sala pre-parto até o momento do parto, eu cheguei no hospital às 5 da manha e passei pra sala de parto ao meio dia e meio. Na sala de pre-parto eles te dão a epidural (só se vc pedir – eh opcional) e monitoram o bebê o tempo todo. No meu caso o meu marido ficou comigo, mas podem ficar quantas pessoas quiserem, porém na sala de parto só uma pessoa. O meu parto foi normal então 48 horas depois estava caminho de casa com a minha princesinha nos bracos.

Licença Maternidade
Na Espanha a licença maternidade é de 3 meses remunerada. Depois disso a mulher pode voltar pro trabalho no horário normal ou pode escolher por fazer ‘horário intensivo’. Que significa entrar uma hora mais cedo e trabalhar até a hora do almoço (por volta das 14h ou 15h – depende da empresa). Mas, se escolher pelo ‘horário intensivo’ ganha proporcionalmente as horas trabalhadas e não salário completo.

Eu tenho a sorte de trabalhar com a mesma empresa americana desde antes de ficar grávida. Quando fiquei gravida combinei que continuaria a trabalhar mesmo depois da Ana Isabel nascer, assim não ficava sem salário, mas com menos projetos (e sem viagens). Como tem uma diferença de 6 horas entre a Espanha e os Estados Unidos conseguia conciliar as duas coisas sem problemas.

Médicos/Pediatras
Como disse antes o meu médico só atendia particular. Mas fiz todos os exames pre-parto pelo sistema público e na Espanha funciona fantasticamente.

Como a Ana Isabel nasceu num hospital particular a pediatra dela era particular. Mas o Sistema de Saúde público da Espanha também indica um, toda criança tem um médico pediatra que atende no Centro de Saúde do bairro. E no dia-a-dia acabava contando com ele. Confesso que as visitas são super rápidas, nunca mais de 15 minutos, mas eles estão tão acostumados a ver uma criança em seguida da outra que resolvem tudo. Alem do mais tem a vantagem que como são todas as crianças do bairro eles já sabe se tem uma gripe no ar, ou uma virose. Confiei um ano e meio nesse Sistema de Saúde com a Ana Isabel e agora sinto muita falta aqui nos Estados Unidos.

Aqui nos EUA o Sistema de Saúde publico não existe. Tudo é particular. Temos plano de saúde, mas não cobre tudo. Se eu precisar levar a Ana Isabel no pediatra ok, coberto. Mas se ela tiver um acidente, como cair no parquinho e abrir a cabeça (que aconteceu um mês depois que chegamos) tem que pagar uma parte do atendimento na emergência (no caso paguei o Raio X). Infelizmente o sistema aqui é assim.

Ah, as vacinas (do calendário oficial) são gratuitas nos dois países. O calendário é diferente na Espanha que aqui, mas as vacinas importante são todas antes dos 3 anos nos dois, quando chegamos o pediatra aqui nos disse que só precisava fazer uma tradução do caderninho de vacinação do Espanhol pro Inglês. Quando a Ana Isabel completou 2 anos levamos ela pra vacinas correspondentes e ela já entrou no ritmo daqui.

Creches/escolas/babás
Na Espanha babás são apenas para quem tem muito dinheiro. As creches até os 4 anos são particulares e não tem ajuda do governo.

Lá é muito comum que os avós cuidem das crianças até elas entrarem na idade escolar (4 anos) e depois também ajudam, porque muitas mães não podem se dar ao luxo de ter seu salário reduzido, e os avós cuidam delas depois da escola. A escola la é das 9h às 15h, com uma parada para um lanche. Mas geralmente as crianças chegam em casa depois das 15h para almoçar.

Aqui nos Estados Unidos é a mesma coisa. É super caro ter babá também. Nós moramos em Miami e tem muito latino (empregado e dono de multinacional) e não é difícil ver babas. Mas sabemos que não é a realidade do pais. As creches aqui são particulares até os 5 anos. Depois as crianças começam a escola, que é pública e é muito boa. Os pais podem pedir ajuda do governo pra creche e, geralmente são concedidas. Aqui se os pais não tem com quem deixar o bebe/criança então um deles deixa de trabalhar. Os avós também trabalham e dificilmente tem essa convivência com as criança como na Espanha.

Relação trabalho e qualidade de vida
A qualidade de vida na Espanha é fantástica. Mas tem que entrar no ritmo, coisa que eu nunca consegui. Na Espanha eles acordam tarde (antes das 9h no final de semana não tem ninguém na rua), almoçam tarde (não tente sentar para almoçar a 13h porque os restaurantes não tem almoço pronto essa hora), jantam muito tarde (ninguém come antes das 21s) e vão dormir num horário que pra mim é impossível (normalmente por volta da meia noite). Ah, e a ‘qualidade de vida’ é na rua. Todo mundo se encontra com os amigos na rua (restaurantes/bares) e as crianças acompanham os pais nesses encontros. Portanto é normal ver crianças correndo a 1 da manhã ao redor de mesas de restaurantes.

Como disse no começo: nunca me adaptei. Mas esses horários não são fáceis para os locais também. Todos os nossos amigos que tem filhos reclamam que passam pouquíssimo tempo com as crianças. O horário de trabalho la é das 9h as 14h, com pausa para o almoço até 16h30 (ou 17h) e vai até 20h. Se contarmos que em cidades grandes como Madrid vc tem uma hora de carro (ou metro) pra chegar em casa, eles chegam em casa para colocar as crianças na cama. Ou, como é muito comum, as crianças voltam da escola as 15h, almoçam e tiram uma ‘siesta’ (soneca) de 2 horas e dai aguentam ate umas 22h (ou 23h).

Na minha opinião aqui nos Estados Unidos a qualidade de vida é mais difícil, tem que trabalhar muito, mas mais fácil de conciliar com a vida familiar. Eu trabalho das 8h30 as 17h, demoro uns 20 minutos para chegar na creche da Ana Isabel e de la mais uns 10 minutos pra chegar em casa. Portanto as 18h estamos os três (com o meu marido) jantando tranquilamente. Depois vemos os três juntos algo na TV e a Ana Isabel as 20h esta na cama. Nós curtimos muito esses momento tranquilos com ela e faz muita diferença no nosso dia. Quando por alguma razão um de nós não pode estar nesse tempinho jantar-relax ficamos com a sensação que o dia não foi completo. Na Espanha pelo horários de trabalho do meu marido esses momentos eram impossíveis de acontecer. E a Ana Isabel acabava vendo o pai só de final de semana.

Atividades com as crianças
Na Espanha a atividade mais normal com as crianças são os parque públicos. São muito bons e modernos, além do mais em Sevilha (onde nos morávamos) o clima ajuda e se aproveita o ano todo.

Aqui em Miami a melhor atividade é praia. Como o clima aqui nunca é tão frio podemos ir o ano todo. Além disso, tem os parques públicos que são ótimos, o do nosso bairro tem quadra de tênis, um parque de água e um campo de beisebol. E os tradicionais brinquedos como balanço e escorrega.

Como eu adoro ler, incentivo essa atividade na Ana Isabel. Também aproveitamos muito aqui as livrarias infantis. Todas tem leituras para as crianças nos finais de semana.

Livros infantis
Eu leio para ela em espanhol, inglês e português. Os livros em espanhol são os das historias infantis tradicionais: Chapeuzinho Vermelho, Os três porquinhos etc. Os em português são todos do Ilan Brenman (um autor argentino-brasileiro) e a Ana Isabel adora todos eles. E os em inglês ela mesma escolhe quando vamos nas livrarias, portanto temos Princess Sofia, Doc McStuffins, etc.

Para ser sincera ela adora ler e acaba escolhendo ela mesma um (ou dois) livros toda noite. Mas acho que isso não depende tanto do livro em si e sim de que nós em casa somos ‘leitores de bula’ e para ela é normal nos ver com um livro – dai ela acaba nos copiando.

Amizades
Quando mudei para a Espanha achei que ia ser difícil me adaptar e fazer amigos. Na verdade foi super fácil fazer amigos, o povo la é muito aberto e acabei fazendo bons amigos (que conservo até hoje).

Aqui em Miami é mais complicado fazer amigos. Mas, acho que é simplesmente porque todos estamos no mesmo ritmo trabalho-crianças-casa-e começa de novo. Tenho alguns amigos brasileiros, e também argentinos. Em compensação a adaptação foi automática. Acho que com o tempo acabaremos fazendo mais amizades, faz só dois anos que estamos morando aqui.

Moda
As lojas de roupa de criança aqui em Miami são uma tentação. Tudo tao lindinho e tão barato (na Espanha as roupas de criança são lindas mas caríssimas). Confesso que quando mudamos surtei e comprei mil roupas para a Ana Isabel. Mas como ela esta na creche o dia todo acabei dando a metade nova e aprendi a lição: só compro quando a roupa não cabe mais, ou em alguma ocasião especial (Natal, Aniversario, etc).

A roupa de todo dia dela (de ‘destruir na creche’ como eu falo) é da Carter’s. Na minha opinião a relação qualidade e preço é ótima. Para o final de semana prefiro alguma coisa mais arrumadinha e compro na Old Navy, eh dos mesmos donos da GAP, tem umas roupas mais arrumadinhas e não são caras.

Comida e Restaurantes
Na Espanha é difícil achar um restaurante que tenha Menu Infantil. As crianças ou comem em casa antes de sair ou comem o que tem no menu normal. Aqui em Miami o contrário: todos os restaurantes tem Menu Infantil, papel e lápis para colorir, e tem uns que tem ate tablets com joguinhos infantis.

Agora a comida são outros quinhentos. Aqui em Miami é mais fácil achar uma comida mais parecida a brasileira, por causa dos cubanos e latinos que moram aqui. Mas em geral é muita porcaria. A fruta e verdura eh cara, por isso as pessoas apelam pros congelados e coisas prontas. Tivemos bastante trabalho para achar uma creche que tivesse uma alimentação saudável (sem fritura e congelados), mas demos sorte e hoje a Ana Isabel come de tudo….até sushi.

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08.09.2016

Mães Brasileiras pelo Mundo: Nova Zelândia

Mamães & Papais, Viagens

Hoje temos a história da Deborah no Mães Brasileiras pelo Mundo. Ela mora há 4 anos na Nova Zelândia e compartilhou com a gente informações sobre vida pessoal x trabalho, diferenças no sistema de saúde, clássicos da literatura infantil e muito mais.

Adoramos conhecer mais sobre como é criar um bebê na Nova Zelândia! Se você mora fora e tem uma experiência legal para compartilhar aqui no blog, manda um e-mail pra gente no contato@chegueiaomundo.com.br! ;-)

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História
A nossa trajetória na Nova Zelândia começou em 2012, quando surgiu a oportunidade de ser transferida a trabalho. Sempre ouvimos falar da Nova Zelândia como um país seguro, multicultural e com belíssimas paisagens naturais. Decidimos então aceitar a oportunidade. Nos adaptamos muito bem a cultura, que é mais casual, focada em programas ao ar livre e em aproveitar os momentos simples da vida. Após 2 anos morando aqui, engravidei do meu filho que hoje tem 15 meses, Benjamin.

Parto e Gravidez
Aqui na Nova Zelândia é muito comum a gravidez ser acompanhada pelas midwives (parteiras) e a recomendação é de sempre tentar o parto normal. Confesso que inicialmente fiquei com medo, afinal é bem diferente da cultura do Brasil. Decidi me informar mais sobre o assunto e apesar do sistema publico de saúde ser fantástico, decidi pagar para ter um obstetra acompanhando a gravidez e o parto. Li muito sobre as opções de parto e optei pelo parto normal. O parto aconteceu sem nenhuma complicação e 3 horas após o parto já estava saindo do hospital. Aqui existem as casas de parto, onde as mães tem direito de ter acompanhando para amamentar e fazer os primeiros testes no bebê.

Licença Maternidade
São 4 meses de licença maternidade, porém geralmente as empresas oferecem a oportunidade de ficar até 1 ano de licença com a garantia de trabalho. Optei por pegar 1 ano para curtir essa fase com meu filho. Na licença maternidade tive a sorte de ter minha mãe comigo por 3 meses e depois minha sogra por mais 3. Acredito que esse suporte foi fundamental, especialmente por ter sido meu primeiro filho e por morar em outro país. Além disso, existem os coffee groups que são encontros organizados pelas mamães. Existe também um grupo de mães brasileiras (Mamãe Brasileira Aotearoa) e estamos sempre em contato trocando informações, dividindo dúvidas e preocupações. Esse é um veículo de suporte fundamental para as mulheres que estão fora do seu país, da sua cultura.

Médicos/Pediatras
Os médicos aqui são os médicos de família e o serviço e consultas são gratuitas para menores de 18 anos. Emergências também são cobertas pelo sistema público. Pediatras necessitam encaminhamento do médico de família e são cobertos pelo sistema público/planos de saúde.

Creches/escolas/babás
Creches são caras e em média custam entre NZD 1000-2000 por mês dependendo do bairro. Após 3 anos de idade, o governo providencia uma ajuda de 20 horas por semana pagas. Aos 5 anos a criança ingressa na escola primária que é gratuita e definida pelo bairro onde você mora. Babás são caras devido ao alto salário mínimo.

Relação trabalho e qualidade de vida
A maior vantagem de morar aqui é o equilíbrio entre a vida profissional e a família. Não importa o quão sênior é o seu cargo, existe um respeito muito grande com sua vida particular. O fato do país ter muitos parques, praias e reservas perto da cidade também ajuda na qualidade de vida. Sem mencionar a segurança. A Nova Zelândia está sempre entre os primeiros países no mundo em segurança pública.

Atividades com as crianças
As crianças aqui são criadas em interação com a natureza. É muito comum ver as crianças descalças brincando com água, terra, correndo pelos parques…No verão, o principal programa e levar as crianças para as praias e reservas ecológicas. No inverno, o museu, o zoológico, as estações de esqui são algumas das opções.

Livros infantis
Os livros aqui são em sua maioria clássicos da literatura infantil inglesa como The Very Hungry Caterpillar e outras obras neozeolandezas como Hairy Maclary, entre outros. Como queremos que o Benjamin seja bilingue, sempre que vamos ao Brasil, trazemos livros em português.

Amizades
O povo neozelandês é muito amigável e multicultural o que facilitou o processo de adaptação no país. Existem também vários eventos organizados pela comunidade latina.

Moda
Confesso que quando cheguei no país senti falta das cores e da moda brasileira. Mas depois com o tempo acabei me acostumando e gostando da moda daqui. É sem dúvida menos colorida do que a do Brasil, com muito uso do preto e cinza.

Comida e Restaurantes
Os restaurantes daqui são ótimos e custam em média 30 dólares. Alguns supermercados já vendem produtos brasileiros. Sempre que temos saudades, compramos farofa e pão de queijo! Aqui se come muita carne de carneiro, fish and chips (peixe com batata frita) e a Nova Zelândia também é conhecida pela qualidade dos produtos lácteos.

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