08.09.2016

Mães Brasileiras pelo Mundo: Nova Zelândia

Mamães & Papais, Viagens

Hoje temos a história da Deborah no Mães Brasileiras pelo Mundo. Ela mora há 4 anos na Nova Zelândia e compartilhou com a gente informações sobre vida pessoal x trabalho, diferenças no sistema de saúde, clássicos da literatura infantil e muito mais.

Adoramos conhecer mais sobre como é criar um bebê na Nova Zelândia! Se você mora fora e tem uma experiência legal para compartilhar aqui no blog, manda um e-mail pra gente no contato@chegueiaomundo.com.br! ;-)

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História
A nossa trajetória na Nova Zelândia começou em 2012, quando surgiu a oportunidade de ser transferida a trabalho. Sempre ouvimos falar da Nova Zelândia como um país seguro, multicultural e com belíssimas paisagens naturais. Decidimos então aceitar a oportunidade. Nos adaptamos muito bem a cultura, que é mais casual, focada em programas ao ar livre e em aproveitar os momentos simples da vida. Após 2 anos morando aqui, engravidei do meu filho que hoje tem 15 meses, Benjamin.

Parto e Gravidez
Aqui na Nova Zelândia é muito comum a gravidez ser acompanhada pelas midwives (parteiras) e a recomendação é de sempre tentar o parto normal. Confesso que inicialmente fiquei com medo, afinal é bem diferente da cultura do Brasil. Decidi me informar mais sobre o assunto e apesar do sistema publico de saúde ser fantástico, decidi pagar para ter um obstetra acompanhando a gravidez e o parto. Li muito sobre as opções de parto e optei pelo parto normal. O parto aconteceu sem nenhuma complicação e 3 horas após o parto já estava saindo do hospital. Aqui existem as casas de parto, onde as mães tem direito de ter acompanhando para amamentar e fazer os primeiros testes no bebê.

Licença Maternidade
São 4 meses de licença maternidade, porém geralmente as empresas oferecem a oportunidade de ficar até 1 ano de licença com a garantia de trabalho. Optei por pegar 1 ano para curtir essa fase com meu filho. Na licença maternidade tive a sorte de ter minha mãe comigo por 3 meses e depois minha sogra por mais 3. Acredito que esse suporte foi fundamental, especialmente por ter sido meu primeiro filho e por morar em outro país. Além disso, existem os coffee groups que são encontros organizados pelas mamães. Existe também um grupo de mães brasileiras (Mamãe Brasileira Aotearoa) e estamos sempre em contato trocando informações, dividindo dúvidas e preocupações. Esse é um veículo de suporte fundamental para as mulheres que estão fora do seu país, da sua cultura.

Médicos/Pediatras
Os médicos aqui são os médicos de família e o serviço e consultas são gratuitas para menores de 18 anos. Emergências também são cobertas pelo sistema público. Pediatras necessitam encaminhamento do médico de família e são cobertos pelo sistema público/planos de saúde.

Creches/escolas/babás
Creches são caras e em média custam entre NZD 1000-2000 por mês dependendo do bairro. Após 3 anos de idade, o governo providencia uma ajuda de 20 horas por semana pagas. Aos 5 anos a criança ingressa na escola primária que é gratuita e definida pelo bairro onde você mora. Babás são caras devido ao alto salário mínimo.

Relação trabalho e qualidade de vida
A maior vantagem de morar aqui é o equilíbrio entre a vida profissional e a família. Não importa o quão sênior é o seu cargo, existe um respeito muito grande com sua vida particular. O fato do país ter muitos parques, praias e reservas perto da cidade também ajuda na qualidade de vida. Sem mencionar a segurança. A Nova Zelândia está sempre entre os primeiros países no mundo em segurança pública.

Atividades com as crianças
As crianças aqui são criadas em interação com a natureza. É muito comum ver as crianças descalças brincando com água, terra, correndo pelos parques…No verão, o principal programa e levar as crianças para as praias e reservas ecológicas. No inverno, o museu, o zoológico, as estações de esqui são algumas das opções.

Livros infantis
Os livros aqui são em sua maioria clássicos da literatura infantil inglesa como The Very Hungry Caterpillar e outras obras neozeolandezas como Hairy Maclary, entre outros. Como queremos que o Benjamin seja bilingue, sempre que vamos ao Brasil, trazemos livros em português.

Amizades
O povo neozelandês é muito amigável e multicultural o que facilitou o processo de adaptação no país. Existem também vários eventos organizados pela comunidade latina.

Moda
Confesso que quando cheguei no país senti falta das cores e da moda brasileira. Mas depois com o tempo acabei me acostumando e gostando da moda daqui. É sem dúvida menos colorida do que a do Brasil, com muito uso do preto e cinza.

Comida e Restaurantes
Os restaurantes daqui são ótimos e custam em média 30 dólares. Alguns supermercados já vendem produtos brasileiros. Sempre que temos saudades, compramos farofa e pão de queijo! Aqui se come muita carne de carneiro, fish and chips (peixe com batata frita) e a Nova Zelândia também é conhecida pela qualidade dos produtos lácteos.

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05.08.2016

Mães Brasileiras pelo Mundo: Indiana – EUA

Mamães & Papais, Viagens

No Mães Brasileiras pelo Mundo de hoje quem conta um pouquinho do seu dia a dia com filhos em Indiana, nos EUA, é a Luciana. Ela mora há 12 anos lá nos EUA, é casada com um americano, e tem duas filhas – Isabella, que acabou de completar 10 anos, e Sophia que fará 6 anos em agosto.

Vejam que interessante o que ela conta sobre a relação mais profissional com os médicos (e não muito pessoal como vemos no Brasil), detalhes sobre como funciona o seguro saúde para eles, as atividades ao ar livre no verão, as diferenças na licença maternidade e férias. Confiram!

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Eu me formei em Engenharia Química no Brasil, e vim para os EUA 6 meses após minha formatura para fazer mestrado – em Julho de 2004. Meu plano era estudar e voltar para o Brasil depois, mas aí conheci meu marido (Chris) e fiquei por aqui! Somos pais da Isabella, que fez 10 anos em maio, e da Sophia que fará 6 anos agora em agosto.

Nós moramos atualmente em Fort Wayne, que é a segunda maior cidade do estado de Indiana, no meio-oeste americano. Meus sogros e minha cunhada moram aqui na mesma cidade, mas a nossa família morou por um tempinho em Holmen, Wisconsin. Trabalho como engenheira numa multinacional que produz fio magnético, que tem sede aqui na minha cidade. Adoro morar aqui, a cidade é muito boa para criar filhos, tem custo de vida baixo, e as minhas filhas estão tendo uma infância que para alguém como eu, que cresceu em apartamento em São Paulo, só existia em filme!

Tenho muita sorte que meus pais decidiram comprar uma casa aqui, e eles passam os verões do hemisfério norte aqui conosco, e vem com frequência o resto do ano também. Eles são super próximos das minhas filhas, e isso é algo que me deixa muito feliz, pois a parte mais difícil de morar no exterior é a saudade da família.

Parto e Gravidez
Aqui o pré-natal só começa com 10 semanas – antes disso a maioria dos médicos nem aceita marcar consulta, a não ser que a grávida esteja acompanhada por especialista particular. Ultrassom em gravidez saudável, só um – com 20 semanas, morfológico, com a opção de descobrir o sexo. Se a grávida quiser mais ultrassons, tem que pagar particular, o seguro quase nunca irá cobrir.

Com a minha primeira filha, eu não estava muito bem informada e tive um parto bem “padrão” – fui internada cedo (3cm de dilatação), médico conduziu meu parto com ocitocina sintética, e eu tomei a anestesia peridural (que aqui é oferecida a partir de 4cm de dilatação). Foi uma experiência boa, minha filha nasceu bem e o parto foi normal com uma recuperação tranquila.

Quando engravidei da Sophia, eu já tinha 4 anos de muita leitura e troca de informação sobre parto com grupos na internet que me ajudaram a ver o quanto meu parto foi desnecessariamente medicado. Então, dessa segunda vez, escolhi ser acompanhada por parteiras – que são enfermeiras com mestrado ou doutorado em obstetrícia e especialistas em partos naturais em gestações de baixo risco.

Sophia nasceu num parto natural na água, num andar do hospital que era totalmente gerenciado por parteiras – nem vi médico durante o processo todo. Foi uma experiência incrível e exatamente como eu havia idealizado! Dá até saudades daquele dia!! Minha recuperação foi fantástica, eu sentia que podia correr uma maratona logo após o parto.

O governo não paga nada do pré-natal e parto para quem tem seguro saúde. Seguro saúde aqui é um rolo… rs… O governo tem um programa de auxílio saúde chamado Medicaid/Medicare, e as regras mudam de estado pra estado. No geral, o auxílio é baseado na renda, e apenas se a pessoa não tem seguro saúde disponível com o empregador – ou seja: você pode qualificar pelo nível de renda, mas se estiver trabalhando e o seu empregador tem seguro saúde disponível, aí você não qualifica para o do governo.

Os níveis de renda para qualificar para ajuda do governo são bem baixos… a idéia é que só seja usado por quem realmente não tem condição nenhuma de pagar o próprio seguro saúde.
Eu tenho seguro saúde através do meu emprego, é excelente mas custa bem caro – o empregador paga uma parcela, mas o empregado paga uma parcela também. E aqui os seguros saúde são diferentes do que eu estava acostumada no Brasil, funciona em um modelo de “franquia” que nem seguro de carro, você paga uma quantia “x” (varia muito dependendo do plano) antes do seguro pagar qualquer coisa. Por exemplo: se a franquia do seguro é U$2,000, e uma consulta no médico custa $200, as primeiras 10 consultas o seguro não paga nada. Depois disso, o seguro paga 90% dos custos, mas o paciente continua responsável por 10%. Eu nunca vi seguro saúde que paga 100% aqui, o paciente SEMPRE tem uma contribuição… planos muito bons o seguro paga 90%, piores podem cobrir somente 70%.
A principal causa de falência pessoal aqui é por causa de contas relacionadas a hospital e tratamentos de saúde….

Licença Maternidade
Com a Isabella, eu tinha acabado de terminar meu mestrado e não estava trabalhando, então fiquei com ela em casa por 1 ano e meio.
Quando Sophia nasceu, eu trabalhava, e tirei 12 semanas de licença maternidade – 6 semanas pagas, e as outras 6 semanas não remuneradas.

Licença maternidade aqui não é regulamentada pelo governo, cada empresa dá o que decide dar – algumas não dão nenhum período de licença remunerada! A única coisa que o governo tem é um programa chamado FMLA (Family Medical Leave Act), que exige que empresas segurem a vaga de funcionários por até 12 semanas em caso de problemas de saúde – licença maternidade entra nessa categoria. Basicamente significa que você pode tirar essa licença e a empresa não pode te demitir, mas também não precisa te pagar!

Meu emprego na época era bem flexível, e eu achei uma creche perto do escritório – dava para ir a pé. Eu ordenhava leite 2x/dia numa salinha privativa, e ia amamentá-la todos os dias na hora do almoço.

Funcionou super bem, não podia ter sido melhor e mantive amamentação exclusiva até 6 meses, e ela nunca tomou outro leite que não o meu.

Médicos/Pediatras
Nas minhas duas gestações – e das minhas amigas também – o médico ou parteira que faz o pré-natal não garante que irá estar presente para assistir o parto. O esquema aqui são consultórios com vários médicos, enfermeiras obstetrizes ou parteiras, que se revezam dando plantão no hospital e assistem partos de todas as pacientes do consultório.

Pediatra é o mesmo esquema, você tem um pediatra que é o “seu” médico, mas não é garantia que ele estará disponível em caso de emergência. E nada de ter o número do celular do médico, isso aqui não existe! Os consultórios das minhas filhas sempre tiveram serviços de atendimento telefônico 24h/dia em caso de necessidade, mas quem atende são enfermeiras que respondem perguntas, ou te encaminham para o médico de plantão.

É uma relação mais profissional, não muito pessoal como vemos tanto no Brasil.

Creches/escolas/babás
Babá aqui é super caro, não conheço ninguém que tenha uma!
Creche custa bem caro – varia muito dependendo de onde você mora, mas por aqui custa em média $200-$250 por semana para período integral (e para bebês esse valor normalmente não inclui fraldas!), e depois quando vão para a escola e só precisam de algumas horas antes/depois do horário escolar o valor baixa para em média $75-$100 por semana.

As escolas públicas na minha região são excelentes!! A escola das minhas filhas tem atividades extra curriculares ótimas, professoras maravilhosas e muito envolvimento dos pais. Eu tento ir ajudar na escola sempre que possível – já fui fazer apresentações sobre o Brasil, sobre minha carreira em engenharia, e já fui também ajudar a professora em dias de festinha ou simplesmente passar a tarde fazendo cópias na sala de xerox. As famílias aqui realmente se engajam, angariam fundos para melhorias (como por exemplo novos brinquedos para o playground), e organizam atividades.

Relação trabalho e qualidade de vida
Aqui é muito tranquilo – eu sempre tive empregos flexíveis, onde eu saio mais cedo se preciso levar as crianças no médico, ou se elas ficam doentes eu fico em casa e trabalho remotamente. Trabalho das 7:30-16:30, raramente faço hora extra, e como não temos trânsito por aqui eu estou em casa às 17h com as meninas praticamente todos os dias. A única coisa ruim é que tenho poucos dias de férias por ano – esse ano troquei de emprego e é a primeira vez que terei 3 semanas de férias… até aqui eram somente 2 semanas. Mas esses dias que fico em casa por conta das meninas não contam como férias. Todo mundo entende que aqui quem cuida das crianças são os pais – quase ninguém tem babá ou qualquer outro tipo de ajuda.

Atividades com as crianças
Como o inverno aqui é bastante rigoroso, no verão tentamos aproveitar ao máximo atividades ao ar livre – andar de bicicleta, ir ao parquinho, piscina, etc. Fazemos tudo com as crianças – elas vão onde nós vamos! Quando meus pais estão aqui, eles ajudam muito e eu e meu marido saímos sozinhos, mas o resto do ano finais de semana nós quatro estamos sempre juntos. Adoramos viajar, no ano passado fomos num cruzeiro pela primeira vez e amamos!

A minha cidade tem um zoológico incrível, nós temos passes anuais e vamos sempre que possível. As bibliotecas públicas também são ótimas e elas adoram alugar livros e brincar com os brinquedos e áreas lúdicas da biblioteca.

No inverno, elas curtem muito brincar na neve – são muito mais acostumadas com o frio do que eu!

As meninas são escoteiras, eu sou líder da tropa da Isabella e ajudo na tropa da Sophia. É uma organização ótima, focada em liderança e projetos de voluntariado, e nós nos divertimos muito fazendo atividades como aulas de culinária, visitas à asilos para cantar músicas de Natal para os residentes, entre muitas outras coisas.

Livros infantis
Minhas filhas amam ler – a mais velha é fã do Harry Potter e dos livros da série “Diary of a Wimpy Kid”. Já a minha mais nova aprendeu a ler esse ano, e adora os livrinhos da coleção “Elephant and Piggie”.

Amizades
Tenho um grupo maravilhoso de amigas brasileiras aqui – conheci uma através do falecido orkut, e de lá fui conhecendo as outras.

Quase todas estão na mesma situação que eu – brasileiras casadas com americanos – e demos muita sorte de ter encontrado um grupo tão legal. Tenho amigas americanas também, que conheci no trabalho ou através das minhas filhas.

Eu sou líder da tropa de escoteiras da minha filha mais velha e fiz amizade com muitas das mães das outras meninas da tropa.

Moda
Aqui de maneira geral ninguém liga para marcas de roupa! Em termos de moda infantil, a maior diferença que eu vejo é nos biquínis – não se vê biquínis em crianças, somente maiôs ou tanquínis, tudo bem conservador. As mães também normalmente não usam biquínis muito pequenos como vemos no Brasil, é tudo bem maior!

Roupas de bebê aqui são mais práticas e sem muitos “fru frus”, sem muitos enfeites ou bordados. E tudo feito pra lavar na máquina!

Comida e Restaurantes
Os EUA não são conhecidos por sua culinária refinada! :) Mas todos os restaurantes tem menu para crianças, normalmente massa (mac’n’cheese) ou chicken nuggets ou cheeseburguer!

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15.07.2016

Mães Brasileiras pelo Mundo: Canadá

Mamães & Papais, Viagens

A coluna Mães Brasileiras pelo Mundo tem feito taaanto sucesso aqui no blog…. cada vez mais recebemos e-mails de mães querendo compartilhar suas histórias pelo mundo! Legal, né? Nós adoramos! É tão interessante conhecer outras culturas, ainda mais do ponto de vista das mães!

No post de hoje vamos para Vancouver, no Canadá, saber mais sobre as experiências da brasileira Vanessa, casada com o Ricardo, e mãe do Benjamin de 2 anos e da Melanie de 4 meses. Ela falou sobre parto, creches, a quantidade de atividades gratuitas para fazer com os pequenos por lá e muito mais!

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Parto e Gravidez

Há 3 anos me mudava para o Canadá, Vancouver. Como éramos só eu e meu marido resolvemos nos aventurar e fazer um intercâmbio deixando tudo no Brasil. A princípio fomos para estudar inglês e ficar 1 ano, mas gostamos tanto da cidade que estamos aqui até hoje.

Minha primeira gravidez foi em 2013/2014, foi tudo muito tranquilo, mesmo fazendo meu pré-natal em um hospital público. No Canadá funciona da seguinte maneira: o hospital público é gratuito para cidadãs Canadenses e quem tem visto há mais do que 6 meses pode ter o plano de saúde do governo (que em media custa 150 dólares por família).

O parto aqui também é normal, eles fizeram o que podiam para eu ter parto normal, mas infelizmente tive que fazer uma cesárea de emergência, pois o cordão umbilical estava enrolado no braço do meu filho, detalhe a cesárea foi coberta pelo MSP (Medical Service Plan) não paguei nada a mais pela cesárea.

Minha segunda gravidez 2015/2016 também foi uma gravidez tranquila e novamente cesárea. Meu sonho era ter parto normal, mas não consegui, mas meus filhos nasceram saudáveis isto que me importava.

Os quartos para aquelas que tem parto normal são enormes e privados e para aquelas que têm cesárea o quarto é privado, mas o banheiro é compartilhado. Gostei muito do tratamento que tive, sempre tinha uma enfermeira comigo me auxiliando no que eu precisasse.

Licença Maternidade

A licença maternidade é de 1 ano, podendo ser dividida com o pai, isto se você trabalha há pelo menos 6 meses em um emprego fixo.

Médicos/Pediatras

Em relação ao sistema de saúde daqui é bem diferente do Brasil, quando o bebê nasce vem uma enfermeira na sua casa verificar as condições do novo lar do bebê, eles olham o colchão, o berço se é apropriado, explica sobre amamentação, pesa o bebê, etc.

Depois de 2 semanas o bebê vai no médico, que seria um médico de família e não pediatra. Ele verifica peso, dá as vacinas e depois disso o bebê só volta quando está com 2 meses. Depois só com 4 meses, é bem diferente em relação ao Brasil, que os bebês vão todo mês ao pediatra.

Caso ocorra algo com o bebê você vai para o hospital mais próximo a sua residência, não vai nesse médico de família. O interessante é que este médico de família tem todo o histórico, sabe o dia que você passou no hospital e o que houve.

Creches/escolas e babás

As creches aqui são pagas até a criança completar 5 anos. A partir dessa idade o ensino é gratuito. O que acontece muito aqui no Canadá é que por ter muitos imigrantes as creches sempre estão lotadas, eles até dão dicas para colocar o nome das crianças quando você ainda estiver grávida, porque dependendo do local onde mora demora anos para ter uma vaga.

O legal aqui que acontece muito para imigrantes e residentes permanentes é que quando as creches estão lotadas e os pais realmente precisam trabalhar ou se tem baixa renda e não conseguem pagar,o governo ajuda a pagar a metade da creche. E no caso de a creche não ter vaga o governo paga uma babá. Aqui não é barato o trabalho de babás, mas vejo muitas crianças com babás.

As famílias de baixa renda têm uma ajuda de custo quando nascem os bebês até os 18 anos, mas se vai aumentado a renda da família vai diminuindo o valor desta ajuda.

Relação trabalho e qualidade de vida

Neste momento eu optei por cuidar das crianças e me dedicar a minha carreira quando eles estiverem maiorezinhos, mas vejo que a empresa do meu marido é super flexível. Quando meu marido precisa levar as crianças ao médico eles não criam caso, e com minhas colegas é a mesma coisa, eles fazem de tudo para você se dedicar a família.

Atividades com crianças

Tem muitas as atividades tanto no verão quanto no inverno, e tem também grupos de mães para reunirem as crianças e as mães. No verão os parques têm uma estrutura incrível para as crianças brincarem, os parques são tão enormes que dá tanto para brincar quanto para fazer um piquenique com as crianças, tem também as piscinas que são tipo um clube aí no Brasil e você paga somente 5 dólares.

No inverno tem as bibliotecas com muitas atividades como: o dia da história, o dia da música, sendo que tem a ala para bebês e para crianças maiores, e academias que oferecem atividades mães e filhos super bacanas onde você faz amizades, tanto a mãe quanto o filho.
Então atividades para as crianças não faltam.

Livros infantis

Tem muitas variedade e aqui você faz a carteirinha da biblioteca e pode pegar livros emprestados por alguns dias, sendo que a própria criança pode escolher o livro que ela quer ler. Eu estou intercalando um pouco com meu filho livros em português e inglês e, por enquanto, tem dado certo.

Amizades

Nada se compara com a amizade brasileira. Nós brasileiros abrimos a nossa casa e somos fáceis de fazer amizades, mas os Canadenses são mais fechados. Qualquer coisa que queiram fazer eles vão para restaurantes e barzinhos, nunca em suas casas.
Resumindo sinto falta destes eventos em casa.

Moda

Como no Canadá tem muitos imigrantes, a variedade de moda é muito grande. Tem para todos os gostos, tanto para nós como para as crianças. Eles se vestem não muito preocupados com que vão falar e sim se estão se sentindo bem. No começo fiquei meia assustada, porque via pessoas na rua que pareciam que tinham saído da cama e só colocado a bota e pronto, mas hoje em dia já me acostumei e me sinto mais leve e solta com a moda daqui.

Comida e Restaurante

Para criança temos em todos os restaurantes um menu kids, onde tem sempre comidas com legumes ou um fast food.

Para adultos posso dizer que tem um prato Canadense típico que se chama Poutine, que é nada mais batata frita, molho de carne e queijo. Mas o que mais tem são restaurantes de comida Japonesa, Mexicana, Persian, Coreana.

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