23.11.2015

Mães Brasileiras pelo Mundo: Gana

Mamães & Papais, Viagens

Hoje na coluna “Mães Brasileiras pelo Mundo” vamos compartilhar a história da Beatriz. Ela foi morar com o marido Luis, em Gana, na África.

Um pouco antes de embarcar a Beatriz descobriu que estava grávida e, após muita pesquisa e consultas, resolveu que seu filho nasceria mesmo na África!

A Beatriz ainda contou pra gente sobre a experiência com babás, amizades, os perrengues e, claro, o lado bom de morar fora com o marido e o pequeno Matheus, de 1 ano e 8 meses. Confiram!

Se você mora fora e tem uma experiência legal pra compartilhar aqui no blog, manda um e-mail pra gente no contato@chegueiaomundo.com.br! Vamos adorar! ;-)

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História e primeiras impressões:

Resolvemos nos mudar do Brasil em busca de um futuro melhor para nossos filhos e qualidade de vida como a maioria das pessoas que deixam o Brasil, mas sobretudo para termos uma experiência inimaginável!

Um dia o Luis, meu marido foi para Gana, na África numa conferência à trabalho, e não sei porque razão, mas se encantou com o país e me ligou perguntando se eu me mudaria para lá com ele. Hesitei um pouco, mas logo concordei. Eu estudava para concurso público há 2 anos e meu marido estava muito bem no trabalho dele. Sabíamos que demoraria bastante até eu passar no concurso, esperar os 3 anos do estágio probatório, para aí sim pensarmos em ter filhos…

Apesar de todos acharem que éramos loucos, resolvemos embarcar nessa aventura! Ele conseguiu uma vaga na empresa que trabalhava no Brasil, em Gana, e só tivemos que aguardar a vaga abrir. Porém, enquanto esperávamos, eu resolvi parar de tomar pílula, com o intuito de engravidar na África, em 1 ano. Mas, inesperadamente, em 1 mês eu já estava grávida, e demorou mais 6 meses para finalmente nos mudarmos!

Gravidez e Parto

Tive menos de 1 mês para decidir aonde nosso filho nasceria. O plano de saúde da empresa do Luis é muito bom, e cobriria o parto em qualquer hospital do mundo que escolhêssemos.

Porém, como era um trabalho novo e do outro lado do oceano, não sabíamos se ele poderia vir ao Brasil para o nascimento e quanto tempo eu teria que ficar longe até poder viajar sozinha para África com um bebê.

Já na primeira semana que cheguei em Acra, a capital de Gana, comecei a pesquisar, visitando os hospitais, conversando com os médicos e com outros expatriados que optaram por ter um filho lá.

Eu precisava me certificar de todas as formas que aquilo não era uma loucura! Após muita pesquisa e consultas frequentes com 3 médicos resolvi que ele nasceria na África! Claro que a estrutura não era incrível, mas os médicos eram muito competentes e logo senti confiança na nossa decisão.

Nossos pais protestaram, mas depois de decidido eles nos apoiaram e combinaram uma mini excursão para nossa casa um pouco antes do nascimento do primeiro e tão aguardado neto e ficaram por 45 dias. Tudo correu muito bem e meu marido pôde assistir a tudo.

Creches/escolas/babás

Depois que nossos pais foram embora, eu, que estava decidida a não ter ajuda, vi que seria muito difícil fazer tudo sozinha. E como na África tudo é mais barato, ficamos com a ajuda de uma empregada e uma babá, o que foi o maior erro de todos, porque em Gana, duas mulheres não trabalham bem juntas, sempre há brigas, MUITAS brigas! Passamos os primeiros 8 meses da vidinha do meu filho num Deus nos acuda! Mas tirando isso e a saudade de nossa família e amigos, gostávamos da nossa nova vida.

Comida

Sou nutricionista, então nesse ponto, me preocupo muito! E como a higiene não é das melhores, o Matheus só come comida que eu ou a empregada fazemos. E procuro cozinhar exatamente como se estivéssemos no Brasil. Faço arroz ou macarrão, feijão, legumes e uma proteína (frango, carne ou peixe).

Nova Mudança

A empresa do meu marido resolveu transferi-lo para outro país da África, mas dessa vez, não na capital, mas numa cidadezinha do interior do Gabão chamada Port Gentil. Hoje moramos em Port Gentil há quase 1 ano, com uma vida completamente diferente de tudo o que jamais imaginamos! A meu ver tiramos a sorte grande de ter essa oportunidade. Aqui, por ser uma antiga colônia francesa, além da língua oficial ser o francês, temos muitos amigos do mundo todo, principalmente da França. E por incrível que pareça, somos os únicos brasileiros hoje, aqui!

Dia a Dia e Amizades

Meu filho tem a oportunidade de ter amigos de várias nacionalidades, como por exemplo kenyanos, franceses, dinamarqueses e holandeses, e já começar a vida dele aprendendo várias línguas e culturas. De manhã ele vai para a creche e todos falam francês, e de tarde, como aqui não tem muitas opções nos reunimos quase todos os dias na casa de alguém, ou vamos à praia, ou ao zoológico com as crianças, e nesse momento, como não falo muito bem francês, todos conversamos em inglês.

Claro que nem tudo são flores! Pelo contrário, passamos por muitos perrengues, barreiras com a língua, com a cultura e muitas outras coisas. Aqui é como se estivéssemos voltado no tempo, tudo é mais devagar, com pouquíssima tecnologia, não tem loja de roupas femininas, cabeleireiro, parquinho para as crianças, a internet é muito lenta e muitas outras coisas básicas que estamos acostumados numa cidade grande. Mas também por isso mesmo nós, que somos do Rio de Janeiro, achamos incrível essa experiência tão peculiar, em que aprendemos a dar valor a pequenas coisas. E o melhor, de tempos em tempos (no máximo 3 anos) temos que mudar de país, e assim temos a oportunidade de conhecer mais e mais países, culturas e pessoas.

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21.10.2015

Mães Brasileiras pelo Mundo: Cingapura

Mamães & Papais, To Grávida, Viagens

Hoje inauguramos uma nova coluna aqui no blog: Mães Brasileiras pelo Mundo. A ideia é através desse espaço mostrar um pouquinho das principais diferenças culturais do ponto de vista das mães, o que ajudará outras mamães que estão embarcando nesse desafio ou que sonham em morar fora.

Para começar, temos o relato da Juliana, que foi morar em Cingapura, na Ásia, com o marido e as filhas gêmeas Valentina e Maria Eduarda. Ela falou sobre a experiência de sair do Brasil com duas filhas de 1 ano de 2 meses, a qualidade de vida, os cuidados com as pequenas e as principais diferenças.

Se você mora fora e tem uma experiência legal para compartilhar aqui no blog, manda um e-mail pra gente no contato@chegueiaomundo.com.br! Vamos adorar! ;-)

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História e primeiras impressões:

Somos cariocas mas já estávamos morando fora do Rio há 2 anos antes da mudança pra Cingapura. Morávamos em Balneário Camboriú, Santa Catarina – e foi lá que as meninas nasceram. São gêmeas – Valentina e Maria Eduarda e fazem 2 anos no mês que vem.

Meu marido recebeu essa proposta profissional da empresa que ele trabalha. O que ajudou muito foi que já conhecíamos Cingapura antes, e tínhamos adorado o país! Já estávamos morando longe da família e sempre tivemos vontade de ter uma experiência de vida morando fora por um tempo. Começamos a colocar na “balança” os prós e contras da mudança e achamos que valeria muito a pena!

É verdade que Cingapura é literalmente “do outro lado do mundo”, a diferença de fuso horário é de 11 horas para o Brasil – o que restringe um pouco os horários para falar no Skype com a família e os amigos no Brasil.

Apesar de ser na Ásia, é um pais com forte influência ocidental por ter sido colônia Britânica. Há muitos estrangeiros morando aqui e todo mundo fala inglês muito bem – é obrigatório em todas as escolas!

Ou seja, há diferenças culturais, mas nada que seja um “choque cultural”.

O fato de eu e o Daniel termos recebido uma educação mais aberta em relação a morar fora – ambos fizemos intercâmbio quando mais jovens – ajudou muito! Tem gente que chega aqui e continua assistindo a novela e o Jornal Nacional todo dia, só come arroz com feijão, só faz amizade com os brasileiros – ou seja, não consegue se desligar do Brasil.

Chegamos aqui quando as meninas tinham 1 ano e 2 meses! Foi um desafio! Mas a escolha que fizemos foi também por elas – a oportunidade de morar num país que nāo existe violência, onde tudo é seguro, educação e transporte de altíssimo nível, isso não tem preço! E de brinde, temos lugares lindíssimos aqui do lado: Já viajamos com as meninas para a Tailândia, Austrália e para a Disneyland de Hong Kong :-) Isso tudo em menos de 1 ano!

Parto e Gravidez

Tive as meninas no Brasil, mas tenho amigas que tiveram os filhos aqui e adoraram! Bons médicos e o tipo de parto não é imposto  – há liberdade para fazer cesárea ou parto normal. O acompanhamento da gestação também é parecido com o do Brasil: com ultrassonografias e exames de rotina.

Licença Maternidade

A licença maternidade aqui é de somente 4 meses!

Médicos/Pediatras

Eles são ótimos, mas as consultas são muito rápidas! Eles não são de entrar muito em detalhes como no Brasil – são mais objetivos – e isso é algo que estou tendo que me adaptar. O pediatra aqui não faz o papel de “Psicólogo” que escuta o que as mães têm para desabafar! rsrs

Creches/escolas/babás

Cingapura tem muitas babás e empregadas. A maioria delas são das Filipinas. O salário delas é acessível (bem mais do que no Brasil) e elas são uns amores! Super trabalhadoras! Em compensação, aqui não é muito comum creche antes do bebê ter 18 meses! As mães que precisam voltar a trabalhar deixam os filhos com as babás e empregadas pois o preço é acessível.

As meninas já estão em uma pré-escola internacional. Fala-se inglês, mas têm aulinhas de mandarim todos os dias. Esse contato com outras culturas no dia a dia é incrível! Acho os professores no Brasil mais meigos e mais afetuosos com as crianças – isso foi uma coisa que estou tendo que me adaptar.

Relação trabalho e qualidade de vida

As pessoas aqui, no geral, trabalham muitas horas por dia! Fazem hora extra, trabalham aos sábados – é um país capitalista – não vou negar! Mas em compensação o transporte é muito eficiente (ninguém fica preso 2 horas no transito para chegar em casa), não há violência, é tudo limpo, os parques são lindíssimos! Com isso, as famílias, apesar de trabalharem muito, conseguem ter mais qualidade de vida. Eu ainda tenho a oportunidade de estar numa atividade part-time, no Museu, e consigo balancear bem minha rotina com a das meninas.

Atividades com as crianças

Nossa! São muitas! Já estamos aqui há quase 1 ano e ainda não esgotamos tudo. Temos muitos parques arborizados, aqui tem a Universal Studios, praia tranquila, e como é um país tropical – verão o ano inteiro – há muitos parques com atividades com água. Em vários shoppings há também estruturas de indoor playground. Atividades para crianças nos Museus e nas bibliotecas.

Livros infantis

Acessível em lojas, livrarias ou até bibliotecas públicas. As minhas ainda estão na fase das historinhas de animaizinhos, da Peppa, e alguns personagens da Disney.

Amizades

Cingapura é um país com muitos bebês e crianças, então tem sido fácil fazer amizades. No nosso condomínio tem playdate pelo menos 2x por semana. No último estavam 13 crianças na faixa etária entre 1 e 3 anos de idade.

Moda

Aqui tem muitas lojas grandes de bebês e crianças – Mother Care, Toys ‘r’us, Gap kids, Polo Ralph Lauren.. Cingapura é o paraíso dos shoppings! rsrsrs

Comida e Restaurantes

A comida é uma delícia e não tenho dificuldades de encontrar o que estamos acostumados a comer no Brasil, a não ser carne vermelha – que come-se menos aqui. Além dos super mercados, tem também feiras para comprar legumes, frutas e verduras mais frescas. Há opções de comida oriental e ocidental. Todo domingo escolhemos um restaurante diferente na cidade para um tradicional “Brunch” com as meninas.

 

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08.07.2015

A Primeira Viagem Sem Filho

Mamães & Papais, Viagens, Vida de Mãe

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Outro dia encontrei a Sabrina Sato no aeroporto e ela me contou que a irmã dela estava fazendo a primeira viagem sem o bebê. Ai fiquei me lembrando da minha primeira viagem sem a Luisa… Acho que esse é um momento que deixa muitas mães angustiadas, né?

Eu amo viajar e mesmo depois que a Luisa nasceu continuei viajando e levando ela comigo pra todos os lugares! Por isso, desde muito pequena a Luisa foi acostumada a viajar e se tornou uma super parceira que quase não dá trabalho… juro, gente! Claro que tenho algumas técnicas para viajar de forma mais tranquila com ela, já fiz até um post sobre isso, o Viajar com Filhos. Tem várias dicas lá!! ;-)

Mas, teve a primeira vez sem ela, quando a Luisa tinha mais ou menos 7 meses, que papai e mamãe decidiram aproveitar a oportunidade de uma viagem a dois. O que é super importante pro casal, né?

Mala prontas, partimos e a filhota ficou alguns dias com a super vovó. Ela estava em ótimas mãos, eu tinha CERTEZA disso! Mas eu sofri tanto…tanto…tanto…

Nossa era como se tivessem tirado uma parte do meu corpo! Parece exagero, né? E é!!! kkkkk Mãe é exagerada mesmo!!

Eu cheguei na viagem já sofrendo, fiquei tentando trabalhar a mente para me distrair e abstrair a situação de ter deixado a minha pequena…mas quem disse que eu conseguia!?!

Tudo que eu via lembrava dela, tudo que eu queria comprar era pra ela…Eu olhava as coisas e pensava: a Luisa ia amar isso, a Luisa ia amar aquilo! Kkkk Mãe é muito maluca…

Ligava várias vezes por dia – pra não dizer milhares!! – para saber dela. Até a minha mãe estipular um limite de ligações diárias! É sério isso, gente! hahahaha

Mas sabe qual foi o meu maior erro? No auge da viagem decidi fazer um Skype pra vê-la…Nossaaaa!! Não cometam esse erro!!! Pior coisa foi ver meu bebê ali do outro lado do computador e não poder pegar, dar um abraço, um cheirinho…e pra ela também não foi bom não! Lembro que ela esticava os bracinhos pra mim e falava: mama mama!

Que aperto no coração…Quase morri de chorar!

Nas viagens seguintes (pouquíssimas sem ela rs) eu aprendi. E depois a gente vai se acostumando também! Mas a primeira vez é duro mesmo…Coração partido! Nas outras, você sofre também, mas melhora…

E vocês? Como foi a primeira viagem sem filho?

Bjs

Fernanda Rodrigues
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