15.05.2017

Ligeiramente Grávida – Edilene

Ligeiramente Grávida, To Grávida

A Edilene é a nossa convidada de hoje no “Ligeiramente Grávida”. Ela é advogada, mãe de 3 crianças (9, 5 e 3 anos) e tem o lindo blog Etc & Mãe, focado em alimentação infantil.

Vejam que emocionante a história da gravidez de cada filho dela e dos três partos diferentes que ela vivenciou.

gravida maternidade filhos
Oi genteee! Meu nome é Edilene, sou advogada e também escrevo o Blog Etc& Mãe. Tenho 3 filhos e minha “escadinha” é composta pelo José Carlos de 9, Théo de 5 e Estela de 3 anos, que são minhas inspirações e razões de viver.

Quando mais jovem, nunca consegui imaginar que seria mãe. Filha única, meu convívio com crianças era limitado aos meus primos, e minha paciência era bem reduzida, então, como ter filhos? Mas, ao casar, parece que acendeu uma luz interna de que a nossa união tinha que ter um propósito maior.

Com um pouco mais de 3 anos de casamento, levamos um baita susto: uma gestação ectópica e um quadro de endometriose. Não planejávamos ter um filho naquele momento, mas a possibilidade de não ter (endometriose seguida de retirada de uma das trompas), causou um certo desespero.

1 ano de tratamento e veio a opção médica: engravidar em até 3 meses ou uma nova videolaparoscopia. No terceiro mês, o melhor teste que já fiz em toda minha vida acendeu 2 risquinhos: José Carlos, nome dado em homenagem ao meu pai falecido há 37 anos, estava a caminho.

Sua gestação foi muita tranquila, tive bolsa rota (rompimento da bolsa gestacional) com 39 semanas e 5 dias, e como sentia muitas dores (e tinha pouca informação), pedi a cesárea que foi supertranquila, pós-parto também, ele era um bebê dos sonhos, mas fiquei frustrada com a forma que nasceu, já que havia idealizado um parto normal.

Como filha única, o segundo filho era um caminho certo e definido entre mim e meu marido.

Adiei um pouco, mas quando o José Carlos passou dos 2 anos e meio, bateu aquela ansiedade de novo e definimos que era um bom momento (aliás, nunca sabemos quando é um bom momento, mas se está decidido, que seja feito). 3 meses de tentativa e estava grávida do Théo.

Com um pouco mais de conhecimento e determinação, Théo nasceu com 39 semanas e 2 dias de gestação, de parto normal, depois de mais de 30 horas de dores, contrações e trabalho de parto.

Nasceu APLV, vários problemas de saúde e sustos até o seu terceiro mês, problemas com a amamentação, e meu trabalho como advogada não podia parar (nunca tive licença maternidade), mesmo com praticamente 2 bebês em casa. Entrei numa confusão de sentimentos e hoje percebo que vivi uma depressão pós-parto e não sabia.

Achando que não daria conta de mais um filho, mesmo querendo muito ter uma menina, combinei com o marido que ele faria a vasectomia e entraríamos para a fila de adoção (tentar a menina, mas pulando aquela fase inicial).

Para nossa surpresa, susto, desespero e muita felicidade (são sentimentos inexplicáveis), 5 meses depois da cirurgia e já com 9 semanas de gestação, descubro que o terceiro filho estava caminho (SIM! A cirurgia não deu certo, ele ainda tem um canal e podemos ter mais filhos, mas não está nos planos).

Estela veio para completar e cobrir as brechas da casa e da minha maternidade: a menina que tanto desejávamos, o equilíbrio de cores dentro de casa, o número ímpar mais perfeito que poderia existir, mas, principalmente, minha realização de parto: nasceu num lindo parto natural humanizado domiciliar em menos de 2 horas após o início das contrações.

A vida nem sempre é como planejamos. Que bom, né?

gravida maternidade

gravida parto humanizado

06.03.2017

Ligeiramente Grávida – Kika (Promovida a mãe)

Ligeiramente Grávida, To Grávida

Hoje no “Ligeiramente Grávida” tem o relato da Kika. Ela é mãe da Laurinha e da Luisa e escreve para o blog Promovida a Mãe.

A Kika amou ficar grávida e topou dividir com a gente um pouco mais sobre as suas experiências em cada gravidez e como é ser mãe de duas meninas. Confiram!

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Oie! Sou a Kika do Blog Promovida a Mãe. Sou mãe de duas lindas princesas, a Laura hoje com 7 anos de muita travessura e a Luísa de 3 anos de grande vivacidade e inteligência.

Falar de gravidez é algo que me fascina! Como amei estar grávida e ser promovida a mãe…Sentia-me plena, bonita e poderosa gerando uma nova vida! Morro de saudades dos chutes, soluços e piruetas e não é incomum me pegar sonhando acordada com esse período!

Assim como cada filho é único, achei que as duas gestações foram únicas também! Cada uma teve a sua magia, porém foram 9 meses bem distintos… A segunda gravidez veio após um pouco mais de 3 anos do nascimento da minha primeira filha. Precisei desse tempo para realmente acreditar que poderia e deveria ser mãe novamente, pois passamos um susto com a nossa primogênita, no qual me marcou profundamente. Antes da Luísa chegar sofri um aborto espontâneo, outra marca profunda para mim e para todas as mulheres que vivenciam esse tipo de experiência! Mas como tudo na vida passa, viramos essa página e persistimos nos nossos sonhos! A nossa Luísa foi muito desejada e amada, outro presente que recebi em minha vida!

Na minha primeira gravidez, passei muito mal nos 3 primeiros meses. Já aconteceu de ter de parar o carro no meio da rua para… Vocês me entendem né? Rsrs. Porém foi uma gestação tranquila do começo ao fim. Trabalhei quase até o final da gestação, mas também tive muito tempo para curtir cada segundo. Como mãe de primeira viagem, pesquisei e li muito sobre a maternidade…

Já na segunda gravidez o inicio foi maravilhoso, mas, com 30 semanas de gestação, perdi o meu tampão mucoso e tive que encarar um repouso absoluto por 8 semanas. Esse período foi extremamente difícil, pois, já tinha a Laurinha que me demandava muita atenção! A “culpa” foi um sentimento que surgiu na segunda gestação. Pelo fato de já ter vivenciado uma gravidez, associado ao fato de ter uma criança que me tomava todo o tempo e as tarefas do dia a dia, não sobrava muito tempo para “curtir” a barriga. Lembro que na gravidez da Laurinha conseguia acariciar, cantar e me conectar mais com a barrigona! Mas como toda mãe carrega culpa, hoje entendo que isto é perfeitamente aceitável!

A decisão de ter o segundo filho foi uma das melhores da minha vida! As duas me completam, se completam e tornam a minha família, a mais feliz do mundo! Agradeço todos os dias pela oportunidade e o privilégio de ser mãe de duas meninas tão maravilhosas!

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30.01.2017

Ligeiramente Grávida – Fefa (Promovida a Mãe)

Ligeiramente Grávida, To Grávida

No Ligeiramente Grávida de hoje recebemos a Fefa, mãe do Rafael, do Felipe e uma das editoras do blog Promovida a Mãe. Ela sempre sonhou em ser mãe e teve filhos com diferença de menos de 2 anos.

A Fefa dividiu conosco as principais mudanças que sentiu durante cada gravidez e pós parto. Confiram que lindo texto!

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Olá. Meu nome é Fernanda, mas podem me chamar de Fefa. Sou uma das editoras do blog Promovida a Mãe e hoje vou contar para vocês um pouco sobre minha experiência com a maternidade.

Eu sempre sonhei em ser mãe… Quem me conhece sabe que, casando ou não, eu seria mãe de todo jeito!

Casei, e o sonho só ficou mais forte. Após um ano e meio de união engravidei do meu primeiro filho, o Rafael. Demorei quatro “eternos meses” para ficar grávida e quando o exame positivo veio foi o momento mais feliz e anestesiante da minha vida. Poxa, meu maior sonho ia finalmente se realizar. E agora? Agora vou curtir cada segundo! Fui uma grávida muito zen. A TPM foi embora, a calmaria se instalou no meu dia a dia e uma paz tomou conta de mim. Que felicidade. Que momento único.

Certo dia, ao final da gravidez, lembro-me bem de ter ido até a missa, ajoelhei-me e rezei para que meu filho chegasse com saúde. Agradeci com todo meu coração pela graça de poder gerar uma vida. Lágrimas escorriam pelo meu rosto e desciam até um largo sorriso de felicidade. Enquanto acariciava e olhava minha barriga, falei com meu bebê o quanto eu o amava e o agradeci por tê-lo em minha vida. Estava pronta para recebê-lo… E ele chegou, já no dia seguinte, dando um grande susto após um exame de rotina do pré-natal.

O início foi um sufoco. Eu que achava que ia tirar tudo de letra, tive muita dificuldade na amamentação, na adaptação da nova rotina e com a cólica exacerbada do Rafa. Por fim, sem conseguir perceber, fiquei deprimida. Achava que toda aquela dificuldade inicial era comum. Que era normal passar horas e dias sem vontade de tirar o pijama já que tinha madrugado noites a fio. Mesmo minha mãe alertando que eu não escutava ninguém, que precisava ter mais calma e tentar levar as coisas de uma forma mais leve, eu não me permitia…

Mas eu precisava perceber mais, entender mais. A maternidade é um imenso aprendizado!

Quando o primogênito tinha um ano e um mês, a rotina já estava mais tranquila e fiquei grávida do Felipe. A gestação voou! Aquele monte de foto da barriga, dos detalhes do quarto, do enxoval já não faziam parte do meu arquivo pessoal. A caminhada no parque, a yoga para ajudar no momento do parto não foram rotina. Eu tinha um pequeno pra cuidar, brincar e me ocupar. Comecei a me culpar pela falta de “atenção” com o bebê que estava por vir. Comecei a achar que seria injusta com ele, com minha entrega, com meu amor. Socorro! Seria possível? Claro que não!

No final de 2012 entrei em trabalho de parto e o Felipe chegou na madrugada seguinte enchendo ainda mais minha vida de amor.

Porque todo aquele sofrimento? Como eu pude achar que não amaria aquele bebê tanto quanto amo o outro? Só vivendo para entender…

É um amor que nasce, renasce e transborda. É transformador!

O Felipe chegou para mostrar como eu precisava levar a maternidade…Tudo ficou leve e do jeitinho que tem que ser.

A experiência de um filho é sensacional. E com todo esse aprendizado posso dizer que o segundo vale ainda mais, tanto para mim quanto para eles.

Pelo amor multiplicado, amizade entre irmãos e diversão garantida!fefa_promovidaamae

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