12.02.2018

Enjoos durante a gravidez: o que fazer para amenizá-los?

Saúde, To Grávida

Você está sentindo muitos enjoos durante a gravidez? Confira as dicas da nutricionista Paula Costa Leite e saiba que alimentos ajudam a diminuir o mal-estar típico dessa fase.

woman with a strong toxicosis

 

Assim que engravidamos, ficamos tão felizes, emocionadas, ansiosas e cheias de expectativas! Porém, logo nos deparamos com as primeiras dificuldades: os chatos enjoos e aquela vontade louca de passar mal, às vezes muito mal! Isso tudo acontece em função da progesterona, que reduz a motilidade intestinal e a comida demora mais para ser digerida.

Normalmente os enjoos são piores até o terceiro mês e são mais frequentes pela manhã.

Aqui vão algumas dicas para amenizar este problema!

  • Comer de 3/3h em pequenas quantidades, para facilitar a digestão e evitar ficar de estômago vazio;
  • Evitar alimentos com cheiro forte, como temperos picantes, industrializados, frituras e alimentos gordurosos;.
  • Usar hortelã e gengibre para temperar o alimento e para preparar molhos e sucos, pois eles são ótimos ingredientes para auxiliar na digestão;

Dica: colocar folhas de hortelã na salada, macerado com azeite. E o gengibre pode ser batido com uma fruta, no tempero de frango ou peixe.  Ex.: Suco de abacaxi com hortelã e gengibre.

  • Dar preferência a frutas com caldo para evitar desidratação. Ex.: laranja, melancia…
  • Pela manhã, assim que acordar, comer algum alimento sólido, como torradas ou biscoitos salgados, pois ficar de estômago vazio também contribui para o enjoo;
  • Beber bastante líquido ao longo do dia para evitar a desidratação;
  • Evitar deitar-se logo após as refeições, principalmente almoço e jantar.

Infelizmente não existe nada milagroso para cessar toda essa indisposição, mas com essas dicas é possível amenizar os sintomas!

Dra. Paula Costa Leite
Nutricionista Clínica Funcional
Tel: 2220—7323 (consultório)
09.12.2016

Você já ouviu falar em “Mommyrexia”?

Saúde, To Grávida

Um assunto bem delicado para algumas mulheres que estão grávidas ou planejam ter um bebê é a profunda mudança que o corpo passa quando se está gerando uma criança.

A preocupação exagerada com o peso na gravidez e no pós parto oferecem muitos riscos para a saúde da mãe e do bebê. Conversamos com nossa parceira obstetra Dra. Viviane Monteiro que nos explicou que esse assunto está sendo estudado e tratado com cuidado pelos médicos e já foi apelidado de “mommyrexia”.

Pregnant Woman In A Park

Os ponteiros da balança sobem, a barriga cresce e os seios aumentam, isso para citar apenas algumas das transformações visíveis, sem contar com as alterações no campo emocional e as muitas variações hormonais presentes nesta fase da vida da mulher. Mas a questão é preocupante porque um número cada vez maior de mulheres passa a se preocupar excessivamente com o peso e fazer de tudo para manter a silhueta magérrima durante a gestação.

A tendência, apelidada lá fora de “mommyrexia”, o que quer dizer algo como “anorexia da mamãe”, tem se espalhado em parte com base na pressão que as mulheres sofrem para se manterem magras durante toda a vida.

As mulheres comuns, com rotinas que envolvem trabalho, cuidados com o bebê, com a casa e outros afazeres, e que conseguiram manter um ganho de peso considerado normal durante a gestação, se sentem inferiores porque dificilmente conseguem voltar ao peso de antes da gravidez em tão pouco tempo quanto as celebridades. A busca pela boa forma em uma época tão delicada é extremamente perigosa para a saúde da mãe e do bebê, acrescentando que esse tipo de preocupação afeta as gestantes de todas as classes.

Muitas mulheres restringem o consumo alimentar no final da gravidez, justamente quando o bebê precisa de nutrientes para manter o ganho de peso normal. As consequências de uma dieta de poucas calorias para a criança são bastante graves. Além do risco de mortalidade após o nascimento aumentar exponencialmente, aborto, má formação fetal, diabetes gestacional, hipertensão, depressão e complicações no parto podem ocorrer se a desnutrição for extrema.

A mulher precisa ter consciência de que o ganho de peso durante a gestação não só é necessário, como inevitável. A quantidade de quilos a mais vai depender do tipo físico de cada uma, pois o organismo necessita fazer vários ajustes para dar suporte ao ser humano que vai abrigar pelos próximos meses. Placenta, bebê e líquido amniótico ajudam a empurrar os ponteiros da balança para cima e aumentar o susto ao se pesar.

Cada vez mais parece que existe uma exigência pela magreza por parte das gestantes após o parto, o que faz com que muitas pacientes que nunca tiveram histórico de transtornos alimentares passem a viver uma espécie de obsessão. A melhor forma de a grávida aproveitar a gestação e garantir sua saúde e do bebê após o parto é ficar atenta aos nutrientes e não às calorias: alguns cuidados são importantes para se assegurar um adequado estado nutricional materno durante a gestação. Uma alimentação diversificada, rica em frutas e verduras, é a melhor escolha sempre. O consumo diário de calorias pode aumentar um pouco conforme a gravidez avança, mas nada de fast food. As refeições precisam ser pensadas e equilibradas, para que se nutra o corpo e não apenas se ingira calorias. Isso se reflete na saúde da mãe e é muito importante para a correta formação do feto.

 

Dra. Viviane Monteiro é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF.
Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

21.10.2016

Amamentação: Já ouviu falar em Translactação e Relactação?

Bebês, Saúde, Saúde, To Grávida

Gravidinhas e mães recentes, esse post é pra vocês. Todas nós sabemos da importância do aleitamento materno e hoje vamos destacar aqui as vantagens das técnicas de amamentação chamadas de Relactação e Translactação.

Nunca ouviu falar? Essas técnicas são super comuns de serem feitas através de uma sondinha que ajuda – e muuuito – a amamentação, estimulando a produção do leite materno.

Conversamos com a enfermeira especialista em amamentação Paloma Brandão para entender como funciona e ela escreveu esse texto com dicas super importante pra ajudar vocês. Confiram!

translactacao_amamentacao_bomba_relactacao

O leite humano provê ao recém‑nascido não apenas os nutrientes para o crescimento, mas uma gama de componentes moduladores do desenvolvimento neonatal, sendo amplamente recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Assim, todos os esforços devem ser feitos para garantir a produção do leite materno e o contato pele a pele da mãe com o seu bebê.

E um dos passos para alcançar o aleitamento materno caso for preciso, é usar métodos alternativos à mamadeira pelo menos até o completo estabelecimento da amamentação e somente usar bicos ou chupetas por motivos justificados.

Com isso, um método bastante utilizado para complementar o aleitamento materno é a técnica de Translactação ou Relactação, quando por algum motivo, o recém-nascido precisa ingerir uma quantidade de leite conforme prescrição do pediatra, este leite é ofertado para o bebê enquanto esta amamentando em seio materno.

Como funciona?

A translactação e a relactação são técnicas semelhantes, porém, a diferença é que a translactação usa somente o leite materno ordenhado previamente e a relactação usa o leite artificial prescrito pelo médico.

Esta técnica de ofertar o complemento consiste em colocar o bebê ao peito abocanhando mamilo e aréola para mamar e através de uma sonda que é colocada no cantinho da boca do bebê faz com que ao sugar o peito da mãe o leite da mamadeira é sugado simultaneamente. Desse jeito o bebê não larga o peito, e a sucção ajuda a estimular a produção de leite da mãe.

Como é a preparação para realizar a translactação/relactação?

Colocar o leite dentro de uma mamadeira sem a tampa, inserir uma sonda descartável de aspiração gástrica número 4 (vendido em farmácias ou em lojas de produtos hospitalares) com a extremidade mais grossa dentro da mamadeira. Caso a mãe esteja sozinha é importante fixar entre os seios uma pequena fita adesiva para segura a sonda e colocar a mamadeira entre os seios com o sutiã. A ponta mais fina da sonda é inserida no cantinho da boca do bebê enquanto ele suga no seio materno. Com isso o bebê será alimentado com a quantidade de leite necessária para o seu crescimento, seguindo as recomendações do pediatra, porém não vai ter o risco de confundir os bicos. E os estímulos da sucção, o olhar do bebê próximo ao rosto da mãe e o contato pele a pele favorecerão para a liberação dos hormônios contribuindo para a produção do leite materno.

Como retirar o leite materno? 

A técnica da ordenha manual pode ser uma opção para retirada do leite materno para utilizar na técnica da translactação. É importante sempre ordenhar a mama que não foi ofertada na mamada. Segue o passo a passo da ordenha manual:

▶ Higienizar as mãos com água e sabão antes de iniciar;

▶ Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas, iniciando ao redor de toda a aréola (parte escura da mama) e depois de forma circular, abrangendo toda mama. Massageie as mamas com as polpas de 3 dedos;

▶ Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);

▶ Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;

▶ Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;

▶ Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.

A outra opção para retirada do leite materno é através da bomba da ordenha, que também deverá passar pelo processo da massagem, e depois colocado a bomba no seio materno. Este processo com a bomba é importante não ultrapassar 20 a 30 minutos, pois pode estimular mais que o necessário a produção de leite.

Armazenamento e validade do leite ordenhado: 

O armazenamento deste leite materno, independente da forma de retirada do leite, é importante atentarmos para a validade e forma de armazenar. O leite materno na geladeira tem validade apenas de 12 horas a partir do momento da ordenha, de preferência na primeira prateleira e nunca na porta da geladeira. E o leite armazenado no congelador tem a validade de 15 dias. No frasco do leite, é preciso anotar a data e horário da primeira retirada do leite, e caso for necessário pode acrescentar no leite congelado outra quantidade de leite ordenhado em horários diferentes, porém o que estará valendo é a data/ horário da primeira vez.

No momento de oferecer este leite retirar o leite materno do congelador e descongelar na geladeira. O leite da geladeira poderá ser descongelado na temperatura ambiente ou colocar o frasco com leite, em um recipiente com água morna e deixar esquentar em banho-maria.

Independente de qual tipo de leite (fórmula artificial ou leite materno) que será utilizado na técnica, o importante é lembrarmos que estamos contribuindo para o bebê ter uma alimentação saudável e desenvolvendo o contato e afeto com a sua mãe com muito carinho e amor.

 

Paloma Brandão é enfermeira Neonatologista especialista em amamentação / palomag.brandao@gmail.com / Instagram: @amamentandobem

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