09.12.2016

Você já ouviu falar em “Mommyrexia”?

Saúde, To Grávida

Um assunto bem delicado para algumas mulheres que estão grávidas ou planejam ter um bebê é a profunda mudança que o corpo passa quando se está gerando uma criança.

A preocupação exagerada com o peso na gravidez e no pós parto oferecem muitos riscos para a saúde da mãe e do bebê. Conversamos com nossa parceira obstetra Dra. Viviane Monteiro que nos explicou que esse assunto está sendo estudado e tratado com cuidado pelos médicos e já foi apelidado de “mommyrexia”.

Pregnant Woman In A Park

Os ponteiros da balança sobem, a barriga cresce e os seios aumentam, isso para citar apenas algumas das transformações visíveis, sem contar com as alterações no campo emocional e as muitas variações hormonais presentes nesta fase da vida da mulher. Mas a questão é preocupante porque um número cada vez maior de mulheres passa a se preocupar excessivamente com o peso e fazer de tudo para manter a silhueta magérrima durante a gestação.

A tendência, apelidada lá fora de “mommyrexia”, o que quer dizer algo como “anorexia da mamãe”, tem se espalhado em parte com base na pressão que as mulheres sofrem para se manterem magras durante toda a vida.

As mulheres comuns, com rotinas que envolvem trabalho, cuidados com o bebê, com a casa e outros afazeres, e que conseguiram manter um ganho de peso considerado normal durante a gestação, se sentem inferiores porque dificilmente conseguem voltar ao peso de antes da gravidez em tão pouco tempo quanto as celebridades. A busca pela boa forma em uma época tão delicada é extremamente perigosa para a saúde da mãe e do bebê, acrescentando que esse tipo de preocupação afeta as gestantes de todas as classes.

Muitas mulheres restringem o consumo alimentar no final da gravidez, justamente quando o bebê precisa de nutrientes para manter o ganho de peso normal. As consequências de uma dieta de poucas calorias para a criança são bastante graves. Além do risco de mortalidade após o nascimento aumentar exponencialmente, aborto, má formação fetal, diabetes gestacional, hipertensão, depressão e complicações no parto podem ocorrer se a desnutrição for extrema.

A mulher precisa ter consciência de que o ganho de peso durante a gestação não só é necessário, como inevitável. A quantidade de quilos a mais vai depender do tipo físico de cada uma, pois o organismo necessita fazer vários ajustes para dar suporte ao ser humano que vai abrigar pelos próximos meses. Placenta, bebê e líquido amniótico ajudam a empurrar os ponteiros da balança para cima e aumentar o susto ao se pesar.

Cada vez mais parece que existe uma exigência pela magreza por parte das gestantes após o parto, o que faz com que muitas pacientes que nunca tiveram histórico de transtornos alimentares passem a viver uma espécie de obsessão. A melhor forma de a grávida aproveitar a gestação e garantir sua saúde e do bebê após o parto é ficar atenta aos nutrientes e não às calorias: alguns cuidados são importantes para se assegurar um adequado estado nutricional materno durante a gestação. Uma alimentação diversificada, rica em frutas e verduras, é a melhor escolha sempre. O consumo diário de calorias pode aumentar um pouco conforme a gravidez avança, mas nada de fast food. As refeições precisam ser pensadas e equilibradas, para que se nutra o corpo e não apenas se ingira calorias. Isso se reflete na saúde da mãe e é muito importante para a correta formação do feto.

 

Dra. Viviane Monteiro é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF.
Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

21.10.2016

Amamentação: Já ouviu falar em Translactação e Relactação?

Bebês, Saúde, Saúde, To Grávida

Gravidinhas e mães recentes, esse post é pra vocês. Todas nós sabemos da importância do aleitamento materno e hoje vamos destacar aqui as vantagens das técnicas de amamentação chamadas de Relactação e Translactação.

Nunca ouviu falar? Essas técnicas são super comuns de serem feitas através de uma sondinha que ajuda – e muuuito – a amamentação, estimulando a produção do leite materno.

Conversamos com a enfermeira especialista em amamentação Paloma Brandão para entender como funciona e ela escreveu esse texto com dicas super importante pra ajudar vocês. Confiram!

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O leite humano provê ao recém‑nascido não apenas os nutrientes para o crescimento, mas uma gama de componentes moduladores do desenvolvimento neonatal, sendo amplamente recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Assim, todos os esforços devem ser feitos para garantir a produção do leite materno e o contato pele a pele da mãe com o seu bebê.

E um dos passos para alcançar o aleitamento materno caso for preciso, é usar métodos alternativos à mamadeira pelo menos até o completo estabelecimento da amamentação e somente usar bicos ou chupetas por motivos justificados.

Com isso, um método bastante utilizado para complementar o aleitamento materno é a técnica de Translactação ou Relactação, quando por algum motivo, o recém-nascido precisa ingerir uma quantidade de leite conforme prescrição do pediatra, este leite é ofertado para o bebê enquanto esta amamentando em seio materno.

Como funciona?

A translactação e a relactação são técnicas semelhantes, porém, a diferença é que a translactação usa somente o leite materno ordenhado previamente e a relactação usa o leite artificial prescrito pelo médico.

Esta técnica de ofertar o complemento consiste em colocar o bebê ao peito abocanhando mamilo e aréola para mamar e através de uma sonda que é colocada no cantinho da boca do bebê faz com que ao sugar o peito da mãe o leite da mamadeira é sugado simultaneamente. Desse jeito o bebê não larga o peito, e a sucção ajuda a estimular a produção de leite da mãe.

Como é a preparação para realizar a translactação/relactação?

Colocar o leite dentro de uma mamadeira sem a tampa, inserir uma sonda descartável de aspiração gástrica número 4 (vendido em farmácias ou em lojas de produtos hospitalares) com a extremidade mais grossa dentro da mamadeira. Caso a mãe esteja sozinha é importante fixar entre os seios uma pequena fita adesiva para segura a sonda e colocar a mamadeira entre os seios com o sutiã. A ponta mais fina da sonda é inserida no cantinho da boca do bebê enquanto ele suga no seio materno. Com isso o bebê será alimentado com a quantidade de leite necessária para o seu crescimento, seguindo as recomendações do pediatra, porém não vai ter o risco de confundir os bicos. E os estímulos da sucção, o olhar do bebê próximo ao rosto da mãe e o contato pele a pele favorecerão para a liberação dos hormônios contribuindo para a produção do leite materno.

Como retirar o leite materno? 

A técnica da ordenha manual pode ser uma opção para retirada do leite materno para utilizar na técnica da translactação. É importante sempre ordenhar a mama que não foi ofertada na mamada. Segue o passo a passo da ordenha manual:

▶ Higienizar as mãos com água e sabão antes de iniciar;

▶ Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas, iniciando ao redor de toda a aréola (parte escura da mama) e depois de forma circular, abrangendo toda mama. Massageie as mamas com as polpas de 3 dedos;

▶ Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);

▶ Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;

▶ Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;

▶ Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.

A outra opção para retirada do leite materno é através da bomba da ordenha, que também deverá passar pelo processo da massagem, e depois colocado a bomba no seio materno. Este processo com a bomba é importante não ultrapassar 20 a 30 minutos, pois pode estimular mais que o necessário a produção de leite.

Armazenamento e validade do leite ordenhado: 

O armazenamento deste leite materno, independente da forma de retirada do leite, é importante atentarmos para a validade e forma de armazenar. O leite materno na geladeira tem validade apenas de 12 horas a partir do momento da ordenha, de preferência na primeira prateleira e nunca na porta da geladeira. E o leite armazenado no congelador tem a validade de 15 dias. No frasco do leite, é preciso anotar a data e horário da primeira retirada do leite, e caso for necessário pode acrescentar no leite congelado outra quantidade de leite ordenhado em horários diferentes, porém o que estará valendo é a data/ horário da primeira vez.

No momento de oferecer este leite retirar o leite materno do congelador e descongelar na geladeira. O leite da geladeira poderá ser descongelado na temperatura ambiente ou colocar o frasco com leite, em um recipiente com água morna e deixar esquentar em banho-maria.

Independente de qual tipo de leite (fórmula artificial ou leite materno) que será utilizado na técnica, o importante é lembrarmos que estamos contribuindo para o bebê ter uma alimentação saudável e desenvolvendo o contato e afeto com a sua mãe com muito carinho e amor.

 

Paloma Brandão é enfermeira Neonatologista especialista em amamentação / palomag.brandao@gmail.com / Instagram: @amamentandobem

22.08.2016

Gravidez: Saiba quais são os nutrientes mais importantes para a sua alimentação

Saúde, To Grávida

Na gravidez muitas mulheres ficam preocupadas apenas com a questão do ganho de peso gestacional. Mas você sabia que a qualidade dos nutrientes consumidos nas refeições também é muito importante?

Segundo a nossa parceira nutricionista materno-infantil Dra. Bruna Albuquerque, não adianta a mulher ter um ganho de peso legal se a oferta de nutrientes for pobre. Afinal, o que realmente importa é a qualidade da alimentação, né?

Conversamos com a Bruna sobre a importância do ganho de peso com saúde e ela listou no post de hoje vários nutrientes fundamentais para o desenvolvimento do bebê. Confiram!

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Vamos pensar nesse momento como o tempo da programação metabólica de um novo ser, ou seja, durante esses 9 meses o bebê está em constante fase de “construção”, por isso nada mais justo do que fornecer as melhores matérias-primas para gerar uma vida saudável.

Veja abaixo alguns nutrientes que são fundamentais para a saúde das mamães e seus bebês:

Ácido Fólico

O ácido fólico é uma vitamina muito importante na gestação, sua necessidade está aumentada em função da rápida divisão celular, fechamento do tubo neural e desenvolvimento fetal. Suas principais fontes são as carnes, verduras, folhas verde-escuras (espinafre, brócolis, couve), leguminosas (ervilhas, feijão e lentilha), laranja e gema de ovo.

Vitamina D

A vitamina D é uma ótima aliada para aumentar a imunidade materna, atua na formação óssea do bebê e ajuda a prevenir a pré-eclampsia, resistência à insulina e diabetes gestacional, parto prematuro e raquitismo. Por isso é tão importante manter os níveis adequados ao longo de todo o período através de alimentação adequada, suplementação e exposição ao sol.

Iodo

O iodo também tem papel importante na maturação do sistema nervoso central durante o período gestacional, assim como na lactação. Ele é importante para o crescimento e desenvolvimento dos órgãos da criança. Alimentos como frutos do mar, algas, vagem e agrião são fontes bem ricas.

Ômega 3

O ômega 3, ácido graxo essencial não produzido pelo nosso organismo, também é de extrema importância na formação cerebral, tem papel importante no aprendizado, memória e elevação de QI. Auxilia ainda na prevenção de depressão após o parto. Fontes de gorduras boas como: chia, linhaça, nozes, atum, sardinha, salmão, aranque são interessantes para a alimentação materna.

Ferro

O mineral ferro é um ótimo aliado na prevenção da anemia, que costuma ser frequente na gestação. Os vegetais verdes escuros são boas fontes, sendo a couve o vegetal que mais contém esse micronutriente.

Frutas Cítricas

As frutas cítricas possuem altas concentrações de acido cítrico, vitamina C e flavonóides. São importantes fontes de antioxidantes e ajudam a fortalecer o sistema imunológico contra infecções, gripes e resfriados, além de aumentar a absorção do ferro presente nos vegetais verdes escuros, feijões e carnes.

Cálcio

O cálcio é um mineral importante para formação óssea. E você sabia que ele não está presente apenas no leite? Há alimentos com altos teores de cálcio, que podem ser incluídos no cardápio: verduras verde-escuras, gergelim, algas, amêndoas, feijão, leguminosas, marisco, tofu (queijo de soja), ovos e nozes.

Magnésio

O magnésio, presente no abacate, espinafre, grão de bico, couve, nozes, semente de girassol, ajuda a prevenir a pré-eclampsia e hipertensão gestacional e reduz o aparecimento de câimbras, já que ajuda no relaxamento muscular.

Colina

A colina, presente no ovo, ajuda no desenvolvimento cerebral fetal e é reguladora da memória e atenção do bebê.

 

Dra. Bruna Albuquerque é nutricionista materno-infantil da Clínica Patricia Davidson Haiat.
Consultório – (21) 2239.7200 / Rua Visconde de Pirajá, 572, 6° andar, Ipanema | Av. das Américas, 3.500, Toronto 2.000, Loja C, Barra da Tijuca / atendimento@patriciadavidson.com.br

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