09.11.2015

Por que é tão importante beber muita água na gravidez?

Saúde, To Grávida

Que a água é fundamental para a pele e o bom funcionamento do nosso organismo, disso ninguém tem dúvidas. Mas por que ela é tão importante para as grávidas?

Conversamos com a nossa parceira nutricionista, Nara Corona, e ela nos contou que na gravidez todo o fluxo sanguíneo da mãe é compartilhado com o feto, que é nutrido através do cordão umbilical e ao longo da gravidez também pela ingestão do líquido placentário. Por isso, mulheres grávidas precisam aumentar o consumo de água para garantir a saúde da mãe e do bebê, já que a quantidade de sangue circulando no corpo da mãe tem que ser muito maior.

Confiram o texto!

agua_gravida_hidratar

Durante a gravidez o corpo da mulher se adapta a essa nova e mágica situação, da forma mais saudável possível para a mãe e para o bebê. Todos sabem que a barriga cresce muito e que o meio onde o bebê está se desenvolvendo é formado por líquido. O volume sanguíneo da mãe também aumenta muito para nutrir o bebê, e a pele precisa ganhar elasticidade para crescer. Todos esses são fatores dependentes de água, de ótima hidratação!!!

Nessa fase, a sede da mãe aumenta muito. O que é um sinal claro do corpo pedindo mais líquido, porque o bebê está crescendo e a quantidade de líquido amniótico também cresce junto para que ele se desenvolva da melhor forma possível.

A partir de agora, todo fluxo sanguíneo da mãe é compartilhado com o feto, que é nutrido através do cordão umbilical e ao longo da gravidez também pela ingestão do líquido placentário. Para isso, a quantidade de sangue circulando no corpo da mãe tem que ser muito maior, já que ela precisa também formar células sanguíneas para o bebê.

Além disso, a barriga que cresce precisa de elasticidade para que o tecido possa esticar livre de estrias, então a hidratação se mostra fundamental muito mais do que banhos de creme – que também são muito importantes. Acontece que a hidratação é muito mais efetiva de dentro para fora. A pele fica mais bonita, mais elástica, mais rosada!

Beber água então é mesmo fundamental na gravidez? Extremamente fundamental!! Grávidas precisam beber água antes mesmo de sentir sede. Tanto para manter a pele hidratada quanto para o funcionamento perfeito de todos os órgãos. Lembrando que não existe quantidade determinada, cada pessoa tem necessidades específicas que são adaptadas às necessidades individuais.

Para alternar com a água, bebidas como água de coco e sucos de frutas, que têm glicose e minerais, também são muito importantes para melhorar a hidratação, principalmente no calor quando a transpiração é muito grande. A água de coco é o mais natural repositor eletrolítico para hidratação, mas por conter muito sódio deve ser consumida com cautela pela importância do controle da pressão arterial da mãe. Já os sucos de fruta (sempre os naturais!) podem ser ótimos acompanhamentos para os lanches entre as principais refeições, lembrando que frutas mais suculentas como melão, abacaxi e laranja também ajudam muito no verão.

Já os chás, gelados ou quentes, são bebidas muito questionadas. Apesar de naturais, existem parâmetros para a segurança do uso de plantas medicinais que deveriam ser seguidos e que tornam as condições de coleta e de armazenamento pontos críticos (como o plantio próximo a locais onde são utilizados defensivos agrícolas ou mesmo de resíduos industriais). O armazenamento deve ser feito em locais secos e ventilados para que fiquem livres do desenvolvimento de fungos e bactérias. Estudos aprofundados ainda precisam ser feitos para que se determine a segurança do uso de chás na gravidez.

E por fim as bebidas gaseificadas, que por terem muito sódio e açúcar levam a maior distensão abdominal da mãe, com desconforto, aumento da pressão arterial e das taxas de glicose. Por isso, prefira sempre os sucos naturais, e bebidas direto das frutas ao invés das caixinhas, garrafas, saquinhos e pózinhos industrializados.

 

Nara Corona é nutricionista pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela Unicsul /VP Consultoria Nutricional – Divisão de Ensino e Pesquisa São Paulo, é sócia da Consultoria Nutricional Nara&Duda Alimentação Inteligente, administra a fanpage Nara&Duda, atende em seu consultório no Leblon e na Barra da Tijuca, no RJ. Contatos: naracorona@globo.com naraedudanut@gmail.com Tel: (21) 98836-1994 / 2492-3360 fb: Nara&Duda

31.08.2015

A importância do Pré-natal Masculino

Saúde, To Grávida

Você já ouviu falar em pré-natal masculino? Ao se preparar para ter um filho, o casal tende a voltar sua atenção para a mulher e esquece que a saúde do homem também é importante para uma boa formação do feto.

Segundo a obstetra Viviane Monteiro “os homens, geralmente, são criados para acreditarem que são fortes e autossuficientes e, por uma questão cultural, são mais resistentes a exames e preventivos”.

Um dos pontos mais importantes de se fazer o pré-natal masculino é a possibilidade de identificar doenças que podem ser transferidas para o filho e, assim, prever possibilidades de síndromes em geral, malformação fetal, doenças cardiovasculares e diabetes.

Vejam que interessante o texto da nossa parceira ginecologista e obstetra Dra. Viviane Monteiro.

Father with his young baby cuddling and kissing him on cheek. Pa

A importância do Pré-natal Masculino – Dra.Viviane Monteiro

O pré-natal é de extrema importância para a saúde da mulher e do bebê durante a gravidez. O ideal seria que, ao planejar um filho, a mulher passasse por uma série de exames para garantir que está tudo bem. Mas, como nem sempre isso é possível, o indicado é iniciá-los assim que se descobre a gravidez. Muita gente não sabe, mas, quando o casal se prepara para ter um bebê e, sobretudo quando a mulher já está grávida, o homem também deveria passar por um pré-natal, com consultas médicas e exames, tão importante quanto o check-up da mulher para preservar a saúde da criança.

O chamado pré-natal masculino consiste em uma bateria de exames de sangue, que englobam avaliação de sorologias e confirmação de tipagem sanguínea. A medida pode evitar uma série de doenças e complicações, transmitidas do pai para a mãe e, consequentemente, para o bebê, como doenças sexualmente transmissíveis e virais por via aérea. Isso significa que, na fase pré-concepcional, o homem deve fazer testes como o VDRL (que pesquisa a sífilis), os de hepatites B e C, grupo sanguíneo e fator Rh, urina, HIV e glicemia. O pré-natal masculino é importante não só pela saúde da mãe e do bebê, mas principalmente pela saúde do homem.

Os homens, geralmente, são criados para acreditarem que são fortes e autossuficientes e, por uma questão cultural, são mais resistentes a exames e preventivos. Porém, em meu consultório, percebo que os pais que acompanham as futuras mães estão cada vez mais preocupados com a saúde dele e da família. O entendimento da importância de um pré-natal masculino tem sido cada vez melhor. Acredito que isso seja uma tendência geral e não só para homens que pretendem ter filhos. Isso é importante, pois alerta os homens para a importância de se fazer exames regulares e cuidar da própria saúde.

Além de doenças que podem ser transferidas para o filho, um pré-natal masculino mais minucioso pode, ainda, revelar o histórico genético do pai e prever algumas possibilidades de síndromes em geral, malformação fetal, doenças cardiovasculares e diabetes, o que é de grande importância para que os cuidados e demais testes possam ser aplicados no bebê. Outro fator positivo no pré-natal masculino é o conforto psicológico que o acompanhamento do homem durante a gestação traz para a mulher. O companheirismo do homem nesse momento tão especial da mulher é fundamental, pois faz com que ela se sinta mais acolhida, segura e confiante, o que proporciona uma gestação mais tranquila e feliz.

Desde 2010, o Ministério da Saúde adota uma estratégia para estimular a população masculina a fazer exames com mais frequência. A campanha difundida pelo órgão na rede de saúde quer motivar os futuros pais a fazerem o pré-natal masculino em paralelo ao pré-natal da parceira.

A ideia é que os profissionais de saúde aproveitem o momento em que o homem está mais sensível – às vésperas de ser pai – para incentivá-lo não só a acompanhar as consultas durante os nove meses de gestação da parceira como também a fazerem um check-up. Para o Ministério da Saúde, essa iniciativa parte do princípio de que o homem precisa se cuidar para cuidar da família.

 

Dra. Viviane Monteiro é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF.
Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

06.06.2015

Gravidez tardia: Quais são os benefícios e os riscos?

Saúde, To Grávida

Muito se fala sobre os perigos de uma gravidez tardia e as dificuldades que a mulher pode encontrar pela frente ao decidir adiar o sonho de ser mãe.

Mas quais são esses riscos? Com que idade a gravidez já pode ser considerada tardia?

A verdade é que o mundo mudou, a idade “ideal” para ter filhos mudou, a vida profissional das mulheres mudou, mas o nosso corpo não acompanhou né… Leiam esse texto super importante!

Older Pregnant Woman Looks Forward To Her Baby

Gravidez tardia: Quais são os benefícios e os riscos? – por Danielle Negri

De um modo geral, o universo feminino mudou muito a partir de 1960. As mulheres foram para as universidades e passaram a disputar espaço no mercado de trabalho. Além disso, a criação de métodos anticoncepcionais seguros permitiu definir o momento oportuno para as mulheres engravidarem.

Diante dessa nova realidade e possibilidades de desenvolvimento pessoal e carreira algumas passaram a optar por ter filhos mais tarde, depois dos 35 anos.

Por mais que os médicos alertem sobre os riscos de uma gravidez tardia, após os 35 anos, números recentes mostram que esse comportamento tem crescido e está se firmando como uma tendência social. Muitas mulheres têm postergado a gestação para se dedicar à profissão e alcançar uma vida estável. O índice saltou de 5% na década de 1970, para 16,6% na década de 2000.

A medicina tem se preparado cada vez mais para lidar com a nova e delicada realidade. Quando a mulher decide fazer uma fertilização in vitro, ela pode identificar o risco de anomalias genéticas antes do embrião ser implantado. Mas se a gestação já tiver ocorrido, a mulher deve passar por um rastreamento de anomalias. São exames de sangue e ultrassom que apontam o risco de doenças genéticas.

Aos 20 anos, o risco de anomalias genéticas é de 0,5%. O índice dobra aos 35 anos, passa para 2% aos 37 anos, chega a 5% aos 40 anos e alcança 10% aos 44 anos. A principal anomalia é a síndrome de Down.

O preparo antes da gestação também é fundamental. Isso porque o risco de abortamento salta de 10% em mulheres de 20 anos e para 40% aos 40 anos. A mulher precisa estar com o metabolismo adequado, dentro do peso recomendado e em boas condições físicas.

Isso vai contar em favor da própria fecundação, que tem apenas 40% de sucesso aos 40 anos. Em jovens de 20 anos, o índice chega a 80%.

Embora o foco das preocupações seja a saúde do feto, a saúde da mulher também corre riscos maiores em gestações tardias. Ela pode ter hipertensão, alterações cardíacas e diabetes.

Apesar dos riscos, a gravidez tardia tem suas vantagens. Ela costuma ser algo bem planejado. A mulher se considera mais preparada para receber um filho e para cuidar dele. E esse aspecto emocional é muito importante. Além disso, a condição financeira do casal pode estar mais estável e o casal mais maduro para enfrentar situações de stress que surgem com a chegada de um filho.

Mas tudo isso são somente situações e experiências. Se você tem mais de 35 anos e está esperando um bebê, deve estar consciente de que acima de qualquer problema ou dificuldade sempre predominará a felicidade de ser mãe.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

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