16.08.2017

Viajando com as crianças: dicas para lidar com todas as expectativas

Mamães & Papais, Viagens, Vida de Mãe

Sabe quando a gente começa a pensar na próxima viagem de família e mil dúvidas e preocupações começam a surgir? E nas primeiras horas, quantos pensamentos passam pela nossa cabeça até que todos estejam devidamente instalados e adaptados?

A Booking.com, site de reservas de acomodações como hotéis, apartamentos e albergues, fez uma pesquisa recentemente com mais de 12.000 pais de 25 países no mundo todo justamente para descobrir como eles lidam com essas primeiras 24 horas que podem tornar a viagem um sucesso ou um fracasso. Afinal, viajar deveria ser um momento empolgante e sem estresse, certo?

Por exemplo, hoje em dia, a programação nas viagens lá de casa fica em função dos meus filhos, não tem outro jeito. E, claro, as preocupações nessas primeiras horas da viagem são várias: penso se o tempo estará bom, se as malas vão chegar, se as crianças vão se divertir.

Os pais brasileiros que participaram dessa pesquisa disseram que, ao se preparar para o primeiro dia da viagem e se antecipar a qualquer contratempo, é muito importante pensar (e passar) repelente e/ou protetor solar nos pequenos logo de cara, além de ter um kit de primeiros-socorros à mão e levar um lanche de emergência na mala.

Lembro que em uma viagem que fizemos para a Bahia, que o voo atrasou muito e ficamos um tempão com as crianças no aeroporto. Elas começaram a reclamar de fome e foram ficando entediadas. Sempre tenho um lanchinho de emergência e umas opções pra distrair, desenhar…isso ajuda muito numa situação de espera longa.

Outras dicas bacanas da pesquisa da Booking.com são: levar joguinhos de viagem e livros para ocupar os pequenos, assim como algum objeto que traga conforto de casa, para que não estranhem o lugar. Além disso, na hora de arrumar a mala, é sempre bom colocar itens essenciais como fraldas, mudas de roupa e até mesmo roupa de banho em um lugar separado ou na parte de cima da mala para ficar mais fácil de pegar e vestir na hora.

Podem parecer detalhes, mas são eles que fazem toda a diferença na hora da viagem, prevenindo eventuais dificuldades. Afinal, o que a gente sempre quer é que as viagens sejam momentos realmente especiais para a gente e para eles!

16.01.2017

Coração apertado nas férias

Bebês, Mamães & Papais, Saúde, Viagens, Vida de Mãe

Os dias são lindos e felizes na Disney. Mas hoje queria falar sobre os dias difíceis que vivemos lá.

Resolvi dividir com vocês porque talvez ajude alguém em alguma situação dessas. Na verdade eu espero que ninguém nunca passe por isso…mas…vamos lá.

Estávamos na primeira semana de uma viagem de férias em Orlando com os filhos. Fomos preparados para um frio enorme, afinal de contas, é inverno.

Chegamos e estava muito calor. Todos os casacos ficaram guardados na mala.

Fomos a semana toda de short e regata passear, parecia verão…

De repente de um dia pro outro, acordamos e estava 2 graus! Oi?
Isso mesmo!!!! A temperatura caiu completamente e de repente.

Se a gente sente uma coisa dessas imagina as crianças. No mesmo momento começou uma tosse e um mal-estar em todo mundo que estava na viagem com a gente.

Mas o que mais sentiu foi o Bento, nosso filho (de 10 meses).

Ele começou a respirar estranho e a tossir com um barulho que parecia um cachorro latindo. Não era uma tosse normal, seca ou com secreção…a gente conhece tosse! Era uma coisa muito estranha, um barulho que parecia aquele macaquinho que a gente tinha quando era criança, Murph, quem lembra?

Eu fiquei intrigada, mas até ai tudo bem.

Não levamos ele para passear nesse dia, pois pensei ser uma gripe e achamos melhor deixá-lo em casa.

Mas o coração de mãe não falha e eu comecei a ficar preocupada com ele e resolvi voltar pra casa.

Quando chegamos ele tinha piorado muito, a tosse aumentando e de repente começou a faltar o ar. Ele respirava e o ar não vinha!!

Que desespero!

Liguei pra uma amiga que mora em Orlando e tem dois filhos (mãe sempre lembra de outra mãe nessas horas) e ela me indicou ir num hospital de crianças. Um pouco distante, mas que seria mais eficiente.

Lá fomos nós, muito nervosos com o bichinho sem ar dentro do carro.

Chegamos no hospital 40 minutos depois (se chama Arnold Palmer Childrens Hospital) e ele já estava roxo.

Entrei desesperada com ele no colo enquanto o marido estacionava o carro.

Não vinha uma palavra em inglês na minha cabeça! Um bloqueio de nervoso que nunca imaginei ser possível!

Não falo inglês fluente, mas me viro bem! Nesse momento não vinha nenhuma palavrinha…Tilte completo no cérebro.

A moça da recepção me deu um papel e eu escrevi o nome dele e a data de nascimento. Só.

Rapidamente já fomos atendidos por uma enfermeira que começou os primeiros socorros, depois nos encaminharam pra um quarto, explicamos tudo pra médica, o Bento foi se acalmando, nós também…

A médica já no início da conversa nos disse que ele tinha “Croup” . Sem nem examinar muito. Ou seja, desde o início já descobri que era uma coisa comum aqui esse tal de “Croup”.

Fizeram uma nebulização com algum tipo de remédio, ele foi voltando ao normal, recuperando o ar e nós o nosso…

Eles nos explicaram o que seria o tal do Croup: uma inflamação nas vias respiratórias, que normalmente se dá por vírus. Isso gera uma dificuldade na laringe e traqueia de respirar, to falando de maneira bem leiga mesmo, os ternos técnicos não ser dizer, e isso também é desesperador. Eles falavam os termos em inglês e nós íamos no tradutor pra tentar entender melhor as palavras.

Se já é difícil ver seu filho nessa situação no seu país imagina num outro com as pessoas explicando as coisas em outra língua? Nossa senhora…

Continuando, eles fizeram a inalação com epinefrina e deram um remédio (que chamam de esteroide, que é a corticoide). E um pra febre, muita febre. Tipo 40 graus.

Com tudo mais calmo, umas 3 horas depois, a médica veio e disse:
“Bom pessoal, Bento já está melhor, podem voltar pra casa. Se ele tiver febre, Tylenol. Ok? Bye”

Mas….moça, pelo amor de deus! E um remédio pra isso que ele tem? Não?

E ela respondeu: “Não. Aqui não damos remédio pra dar em casa. Vai embora e coloca ele no “fresh air”, do lado de fora de casa mesmo ou abre a porta da geladeira/freezer e deixa ele respirando um pouco lá! É virose, tem um ciclo, vai passar… Se ele piorar você volta.”

Entendeu?

Gente, que desespero!!!

Fomos embora tensos com o bebê com muita dificuldade de respirar e com aquela tosse bizarra.

Sempre em contato com a pediatra no Brasil que também ficou um pouco de mãos atadas porque não pode receitar nada de longe. (aqui eles não vendem nada sem receita médica, nem soro fisiológico)

Ele ficou melhor…durante 2 horas.

À noite foi um pesadelo, acordava sem conseguir respirar direito o tempo todo.

Quando acordamos, ele estava com aquela tosse cada vez mais forte e de repente foi ficando sem respirar, o ar não entra, e ele foi ficando vermelho e roxo e…..

Saímos correndo para o hospital de novo.

Já cheguei chorando…não conseguia parar de chorar.

Ok. Atenderam a gente de novo no mesmo processo da primeira vez….

Tudo igual.

Inalação, esteroides, remédio…

Ele foi melhorando.

Passava um tempo ele ficava nervoso começava a chorar e lá vinha uma crise de falta de ar de novo.

Meu deus, que desespero gente!

Eu tava tão arrasada que a médica pediu um serviço de tradutor. É assim: você fica com um telefone no ouvido e ela também, ela fala em inglês pra um cara, ele traduz pra mim o que ela falou eu respondo em português pra ele e ele traduz pra ela em inglês. E assim conversamos durante um tempo.

Esse serviço você pode solicitar na sua entrada no hospital, mas óbvio que ninguém sabe. Só nesse caso de desespero e quando alguém tem a boa vontade de ajudar uma mãe aflita.

Entendi melhor os termos técnicos do que ele estava tendo e das medicações que ele estava tomando.

Insisti pra que ela fizesse alguma coisa que fosse mais contínua e ele melhorasse e não que ela mandasse ele pra casa daquele jeito…

Não há o q fazer. Entendi nas duas línguas isso!

Aqui eles agem de forma diferente da nossa e temos que entender isso, né?

E lá fomos nós embora pra casa de novo. Com a sensação de impotência de não poder fazer nosso filho ficar bem e ter que passar por isso sabe lá deus quanto tempo.

Comecei a falar com várias pessoas que conheço pra ver se alguém tinha um remédio que a pediatra do Brasil disse que melhoraria muito a situação. (O nome do remédio é Predsim, nunca mais viajo sem! Consulte seu médico). Uma santa alma tinha.

Até que a médica da amiga que indicou o hospital sugeriu uma pediatra brasileira.

Gente. Sério.

Meu coração se encheu de uma força saber que alguém ia fazer alguma coisa pelo meu filho.

Marcamos uma consulta no dia seguinte cedinho.

Lá fomos nós. O bichinho mal de novo.

Na consulta conhecemos Dra. Flavia Fioretti. Eu nem sei dizer o alívio que eu senti já na hora que ela abriu a porta e disse:

“Oi Bento! Vamos fazer você melhorar tá?”

Ôoooh Dra, você pegou meu coração, fez um carinho nele e colocou de volta.

Ela examinou, explicou tudinho na nossa Língua, tirou todas as nossas dúvidas e entendemos que o tratamento do hospital uma hora até ia melhorar, mas ele ia ficar sofrendo (e nós também ) alguns dias.

Então ela começou um novo tratamento. Com uma regularidade, tomando remédio de tanto em tanto tempo, nebulizando (a clinica dela emprestou o nebulizador, já que aqui eles não vendem em lugar nenhum).

Enfim, voltamos pra casa, começamos o tratamento que ela passou e assim ele foi melhorando aos poucos….

A febre foi espaçando até acabar, a respiração foi melhorando, nós fomos nós acalmando e nosso pequeno foi voltando ao normal…

Ufa. Que alívio pessoal.

Com isso adiamos nossa volta em 1 semana. Pra que ele ficasse bem pra viajar de avião, como indicou a Dra Anja.

E chegou a hora de voltar pra casa.

Com o coração calmo, com a família unida e saudável.

Tiramos várias conclusões que vou contar pra vocês.

1- Não economize no plano de saúde. Ele vai te ajudar muito numa situação como essa! Nós fizemos o April,
www.aprilbrasil.com.br e eles foram sensacionais.

2- Viajar com uma agência de viagens ajuda muito nessas horas. No perrengue o meu agente ficou resolvendo tudo pra mim! A minha é www.pride.tur.br.

3- Evite ir nessas clínicas de rua nos bairros… vá para uma emergência de hospital, de preferência especializado em crianças.

4- Procure uma pediatra brasileira aonde você estiver.

5- Leve alguns remédios importantes pra viagem. (Veja com a sua pediatra)

6- Respire fundo e seja forte. Nossos pequenos tem que nos ver fortes nas situações de dificuldade.

Queria agradecer demais as pessoas que nos ajudaram…

A Fe Pontes e o Diogo, a Dra Eliana (nossa pediatra do Brasil), a Caca e a Regina da @bibidi_boo ,a Geise, a Cris, a Brunella, a Ju Zanon, a Tathi, a Dra Wendy, o Bruno, a Tania, o Paulo Ricardo da agência de viagens que quase ficou doido rs e principalmente a Dra Flavia, que eu nunca vou conseguir agradecer o seu carinho e atenção com a gente Dra, Obrigada pra sempre.

Aos amigos, a galera no meu trabalho e nossas famílias que mandaram todas as energias possíveis pra que tudo passasse logo…

Estamos chegando tá?

Tá Tudo bem.

E pra vocês que leem o blog quero que saibam que esse post foi feito com todo meu amor pra que vocês nunca passem situações assim com os pequenos e caso aconteça,que esse texto ajude de alguma forma….

Orlando, eu te amo tá? Se decide aí se tá calor ou se tá frio e me avisa que eu já já To de volta! ❤

Saúde e amor pra vocês.

Um ano cheio de momentos de alegria!

fernanda rodrigues eua filho bento

medico orlando eua pediatra

Fernanda Rodrigues
02.01.2017

O segundo filho

Vida de Mãe

fernanda-rodrigues-segundo-filho-luisa-bento

Durante esses sete anos de maternidade eu ouvi: “você vai ver no segundo filho!”, “Ih o segundo é mais fácil!” ou “No segundo vocé vai ver que difícil” kkk

Sempre pensei: mas o que esse segundo filho tem assim de tão diferente? Mesmo sendo crianças diferentes não é tudo filho? Eu já não entendi como é ser mãe?

Não. Kkkkkk

O segundo filho é mesmo muito louco… rsrs

Pra mim está sendo um recomeço… primeiro pelos 6 anos que distanciam os dois e segundo pela diferença da maneira como eu encarei a maternidade.

É tudo tão diferente… não sou a mesma mãe que eu era há 6 anos, aliás não sou nem a mesma pessoa…

Sinto que, além do amadurecimento natural da vida, eu hoje tenho um entendimento muito maior sobre as coisas que envolvem a maternidade.

Na pratica, a maioria das inseguranças, dos medos que eu tive com a Luisa agora eu não tenho mais, então isso me faz uma mãe menos tensa! hahahaha

Claro que ainda tenho preocupações, dúvidas e culpas (pq senão não seria mãe rs) mas é de um outro jeito.

E por falar em culpa (ôh bichinha insistente, né?) ela está ali o tempo todo… Quando estou gravando, quando tenho que sair correndo de casa, quando não consigo buscar na escola… ok, ela tá lá. Mas agora a diferença é que eu ADMINISTRO melhor a culpa! Entendeu? Kkkkk

Na primeira vez eu sofria mais com ela, eu achava que era o fim do mundo, que eu ia morrer de tristeza, que estava sendo uma péssima mãe, mas agora não. Eu simplesmente respiro fundo e penso: ok, vamos lá, faz parte, deu certo da outra vez, não deixamos nenhuma sequela, minha filha tá ótima, ela me ama etc etc etc… Ahahahaha

Tipo um mantra!!!

E funciona. To lidando tãooo melhor!

O Bento já entendeu que é isso aí, mamãe tem a vida dela, faz um monte de coisas, às vezes ela está, às vezes não, mas quando ela pode se dedica 100% pra ele.

Tenho sido a melhor mãe que eu posso ser nesse momento, e é isso que me conforta e me faz ser forte quando muitas vezes eu fraquejei da primeira vez.

Tenho dito pras minhas amigas que só tem um filho não terem medo do segundo…ele te deixa mais cansada (pq afinal de contas são dois né?) mas também te traz um monte de coisa nova que, as vezes, você não enxerga com o primeiro filho.

Seria bom se a gente pudesse ter o segundo filho primeiro depois a gente tiraria tudo de letra!!!

Aí vc vai dizer, e quem tem 3 filhos? 4?

Deve ir facilitando nosso comportamento, nossas questões e aflições…mas o trabalho também vai aumentando, né?!! Pra essas mães eu bato palma!!!

Admiro demais quem tem um monte de filhos!!! Êh mulherada forte!!!

Acho que estou bem com dois! rsrs Mas me contem aí sobre o terceiro…quem sabe não animo? ;-)

Beijos

Fernanda Rodrigues
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