30.05.2015

“Mães Que Fazem!” com Ale Garattoni

Mães Que Fazem!, Mamães & Papais

Se tem uma pessoa que é referência no tema empreendedorismo e maternidade é a querida Ale Garattoni.

A Ale é mãe da fofíssima Maria Helena, é autora do livro ItGirls, lançou a consultoria AG Branding e escreve no super blog Alegarattoni, que ela mesmo define como “blog de lifestyle de uma mãe empreendedora”.

Vejam a entrevista que fizemos com ela para a coluna “Mães que Fazem!”.  Adoramos o papo, Ale! Muito bom poder compartilhar suas dicas e experiências de empreendedorismo/maternidade aqui no Cheguei ao Mundo!

 

CONVIDADA DE HOJE: 

ALE GARATTONI  – AG Branding

ale garattoni

PROFISSÃO

Qual era a sua atividade profissional antes de decidir ter o seu próprio negócio?

Já tinha empreendido antes, mas, nos últimos anos antes de ter MH, trabalhei como editora em sites e revistas de moda/comportamento e, na sequência dirigindo o marketing e comunicação de um e-commerce de moda.

MUDANÇA

Como a maternidade te inspirou a mudar?

Sempre, sempre tive veia empreendedora e isso era notável até em empregos convencionais que tive – nunca tive cabeça de funcionária, sempre procurei ir além, me envolver de fato com o lado business de todos estes empregos (parte disso vem também da minha formação, em Administração). Mas antes mesmo de engravidar, sabia que o modelo de mãe-funcionária não serviria pra mim. Sempre gostei de flexibilidade e sabia que isso se tornaria ainda mais importante depois de ser mãe.

EMPRESA

E como surgiu a ideia da sua empresa?

A AG Branding foi uma evolução natural de dez anos de carreira, tanto em empregos convencionais quanto em projetos próprios. Já tinha um espaço na internet, por conta do blog, comecei a escrever sobre o tema – que sempre me acompanhou direta e indiretamente – e, de uma maneira quase automática e bastante natural, percebi a demanda por formação neste assunto. O workshop surgiu como uma ideia-teste e a primeira edição foi vendida em meia hora. Ali tive certeza que havia mercado para este negócio e comecei a desenvolvê-lo mais estrategicamente.

LADO BOM

O que acha que mais valeu a pena nessa mudança profissional?

No meu caso específico, não posso dizer que deixei um emprego ao engravidar ou ao ter minha filha. Foi uma transição mais antiga, que envolve muito da minha própria personalidade. Mas pensando nos meus anos trabalhando em redação de revista, por exemplo, tenho certeza que teria MUITA dificuldade em conciliar um emprego convencional com a maternidade. Precisar estar trabalhando até de madrugada (como era comum em semanas de fechamento) enquanto minha filha estivesse em casa com febre seria algo muito sofrido – e acredito que atrapalharia até minha produtividade.

LADO RUIM

Quais os principais desafios e dificuldades que você teve?

Pedi demissão do meu último emprego no fim de 2011 já com a intenção de desacelerar, dar mais atenção à família e, no meio de 2012, engravidar. Assim foi feito! Ao longo de 2012 e 2013, período que incluiu a gravidez e o primeiro ano da minha filha, abri mão de tudo profissionalmente falando. Assim, precisei dar uns bons passos pra trás. A dificuldade dessa decisão é deixar de ter sua própria renda, o que não é fácil para quem estava acostumada a ganhar o próprio dinheiro. Recomeçar a vida profissional e iniciar um novo negócio do zero também trazem um período de ajustes antes do retorno propriamente dito. Mas a certeza de que era o que eu desejava e o apoio do meu marido deixavam essa dificuldade mais leve – eu sabia que era uma pausa e que, em pouco tempo, superaria minhas conquistas anteriores.

ROTINA

Como é a sua rotina de empreendedora e mãe? Você trabalha em casa ou fora?

Tive um breve período em um escritório de coworking no segundo semestre de 2014, mas, com exceção desses poucos meses, até hoje segui em esquema home office. Pra mim (digo, pra minha personalidade), é um formato menos produtivo no geral, mas resolvi mantê-lo até que o fluxo de caixa justificasse um passo maior. Se tudo der certo, em agosto estarei no meu primeiro escritório e começarei a ter uma pequena equipe. O momento “eupresa” – em que cuidamos pessoalmente de tudo – nos fortalece muito, mas se existe a intenção de crescer é preciso arriscar um pouco mais.

DICA

O que você diria para as mães que estão pensando em empreender? Tem algum conselho?

O principal é uma auto-análise real e sincera da própria personalidade. O empreendedorismo está entrando na moda, mas isso não significa que ele deve ser obrigatório pra todos. Há pessoas que precisam de mais estabilidade, rotina e até da suposta segurança de um emprego convencional. Empreender é arriscar todos os dias, é (muitas vezes) trabalhar bem mais do que em empregos normais, é se sentir confortável longe da zona de conforto. Se isso não faz parte da sua personalidade, tudo é mais difícil. Mas se a decisão é a favor do empreendedorismo, é fundamental ter foco e disciplina, inclusive para equilibrar o negócio e a maternidade, duas questões que exigem MUITO da gente!

ale garattoni_empreendedorismo

Comentários no Facebook
1 Comentário
  1. Flávia Lopes 31/05/2015 | 17:45

    Tenho visto muitas mães se tornando empreendedoras para poderem ter mais tempo com seus filhos. Definitivamente, toda mulher quer poder ver de perto o crescimento dos seus pequenos. Abraços!
    http://www.acervodemae.com.br

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