08.03.2015

Novidade: Coluna “Mães Que Fazem!”

Mães Que Fazem!, Mamães & Papais

maes que fazem!

E hoje é o nosso dia! Feliz Dia das Mulheres! ;-) Para comemorar, lançamos uma nova coluna: a “Mães que Fazem!”, que vai reunir entrevistas com mães que saíram dos seus empregos e partiram felizes para uma carreira solo no pós-maternidade.

E ninguém melhor que a nossa super parceira e amiga especial Camila Bottino, sócia da Dona Aranha Festas, para estrear esse novo espaço! Camila é arquiteta e depois do segundo filho criou um negócio próprio – que é um sucesso! – para aproveitar mais o dia a dia das crianças.

Dá medo mudar tudo com um baby em casa? Dá! Claro que dá! Mas é preciso avaliar prós e contras para ter coragem de realizar nossos sonhos. O que não dá é para não ser feliz, né!? ;-) E como disse a Camila na entrevista: “a pulguinha da vontade de estar com meus filhos o dia inteiro sempre esteve comigo. Na verdade, acho que essa pulga habita a orelha de 99% das mães que eu conheço”.

Se você também tem alguma história legal de mudança de profissão e empreendedorismo depois da maternidade, compartilhe com a gente! É só mandar um email para contato@chegueiaomundo.com.br contando a sua história que vamos convidar algumas leitoras para participar aqui dessa coluna!! ;-)

CONVIDADA DE HOJE:

CAMILA BOTTINO – Dona Aranha Festas

dona aranha festas 3

PROFISSÃO

Qual era a sua atividade profissional antes de decidir ter o seu próprio negócio?

Sou arquiteta. Me formei em 2002 e desde então sempre trabalhei em grandes escritórios de arquitetura. Tinha horários rígidos de trabalho e era sempre um “drama” ter que pedir autorização para chegar atrasada para ir em reuniões escolares, levar filhos ao pediatra ou participar de qualquer evento dos meus filhos que fosse no horário do expediente.

MUDANÇA

Como a maternidade te inspirou a mudar?

A questão “trabalhar fora ou participar ativamente do dia a dia dos filhos” começou na minha cabeça (e no meu coração) desde que acabou a licença maternidade da minha primeira filha. Lembro que eu chorava copiosamente sempre que me arrumava para ir trabalhar, olhando minha filha com apenas 4 meses no bercinho… Mas eu sempre tive consciência de que tinha que trabalhar. Eu tinha o suporte integral da minha mãe para ficar com minha filha, por isso optei por não ter babá e coloquei minha filha na creche.

Com a gravidez do meu segundo filho, precisei procurar ajuda de uma babá para dar apoio à minha mãe enquanto eu estava no trabalho, já que cuidar de um ela dava conta, mas cuidar de dois ficaria “pesado” para ela. Mas a pulguinha da vontade de estar com meus filhos o dia inteiro sempre esteve comigo. Na verdade, acho que essa pulga habita a orelha de 99% das mães que eu conheço! Me angustiava quando eu ligava em casa para saber se eles tinham almoçado direito e eu ouvia eles chorando no fundo da ligação, e a babá dizendo que se encarregaria de colocá-los de castigo!

EMPRESA

E como surgiu a ideia da sua empresa?

Eu sempre coloquei a mão na massa nas festas dos meus filhos, desde o chá de bebê deles! Até que minha amiga (e agora sócia) Flávia – que também vivia o dilema trabalhar em casa ou não – me encorajou a embarcar nessa aventura de organização de festas infantis. Ela trabalhava com produção de eventos numa multinacional, contratando fornecedores e etc, e eu era a mente da arquiteta criativa. No início mantivemos nossos empregos, até ver se daria certo nosso negócio.

LADO BOM

O que acha que mais valeu a pena nessa mudança profissional?

Sem dúvida nenhuma, o que mais valeu é poder participar ativamente do dia a dia das crianças, levar e buscar na escola, assistir a natação (me emociono toda vez que eles me gritam no meio da aula perguntando se eu vi o pulão ou o mergulhão que eles dera), levar no ballet, no judô, fazer dever junto, ler, estudar, dar almoço, brigar, colocar de castigo, participar de todas as reuniões escolares, …

LADO RUIM

Quais os principais desafios e dificuldades que você teve?

A maior dificuldade foi saber separar um horário para o trabalho. Eu brinco que quando se trabalha em casa ninguém te respeita. Te solicitam para tudo, então tive uma grande dificuldade para conseguir me concentrar e aprender a “entrar 100%” no trabalho. No começo foi complicado, pois só conseguia fazer isso de madrugada, quando todos dormiam. E isso acabava me deixando mais cansada!! Mas hoje em dia já criei uma rotina e não troco essa minha escolha por nada!

ROTINA

Como é a sua rotina de empreendedora e mãe? Você trabalha em casa ou fora?

Durante a semana trabalho em casa e nos finais de semana montamos as festas. Acordo amàd 6:00, dou o café da manhã deles, arrumo e levo-os para a escola. Meus filhos estudam de 7:30 as 15:00, entao priorizo agendar as reuniões, visitas técnicas, criação de artes, respostas de orçamentos, contratação de fornecedores e compras de materiais nesse período. E a partir das 15:00, tento ser mãe em tempo integral. Quando estou num período de muito volume de trabalho, preciso “retornar”  ao batente depois que eles dormem. E quando isso acontece, quem reclama é o marido!!!

DICA

O que você diria para as mães que estão pensando em empreender? Tem algum conselho?

Não existe milagre. Quanto mais vc trabalha, mais você ganha. Então, se quer empreender, faça aquilo que GOSTA de fazer. Porque ser dona do seu próprio negócio é trabalhar em tempo integral, sem férias, sem final de semana e sem descanso. Mas não tem nada mais gratificante do que poder ver seu negócio crescer e ver os seus filhos crescerem… Tudo junto e ao mesmo tempo e misturado.

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1 Comentário
  1. Tania Bottino 08/03/2015 | 15:03

    Parabéns pela nova coluna. Gostei muito!
    E parabéns pra minha filha amada pela iniciativa é coragem em fazer uma mudança na vida em prol da família. Você sempre arrasa! Felicidades e sucesso!
    Te amo Ca!!!

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