29.11.2017

Semana a Semana: Resumão do desenvolvimento do seu baby na gravidez

Semana a Semana, To Grávida

Quer saber mais sobre cada fase do desenvolvimento do seu bebê na gravidez? Vejam quais são as principais mudanças, semana a semana, desde a concepção até o nascimento.

Um texto resumão de cada semana, produzido pela nossa parceira ginecologista e obstetra Dra. Viviane Monteiro, para você acompanhar todas as fases da gravidez!

gravida semana a semana

Durante a relação sexual, mais de duzentos milhões de espermatozoides são depositados na vagina, iniciando, neste instante, uma grande corrida em busca do óvulo. Este, por sua vez, possui tamanho em torno de oitenta e cinco mil vezes superior ao espermatozoide que irá fecundá-lo.

Esta grande corrida rumo ao óvulo se constitui em uma difícil disputa entre os espermatozoides, já que, na maioria das vezes, apenas um deles será o vencedor.

A fusão do óvulo com o espermatozoide ocorre mais frequentemente na trompa, dando origem ao que denominamos “célula-ovo” ou zigoto, que, desde então, possuirá características maternas e paternas.

Cerca de trinta horas após a fecundação, inicia-se o processo de divisão celular, em que o zigoto se subdividirá em múltiplas outras células.

Já aproximadamente uma semana depois da fecundação, ocorrerá a implantação do embrião na parede uterina, processo este denominado nidação, que terá o seu término na segunda semana.

Na terceira semana, tem-se o começo da formação de várias estruturas, tais como sistema nervoso central, intestino e coração. Vale dizer que o sistema cardiovascular não apenas inicia sua formação nesta fase, como também se torna funcional ainda no período embrionário.

Na quarta semana de desenvolvimento, surgem os membros superiores. Já os membros inferiores somente começarão a se formar após aqueles. Também na quarta semana, inicia-se a diferenciação do sistema respiratório, sendo que a maturação pulmonar se estenderá até a primeira infância.

Da quarta à oitava semana de desenvolvimento, os principais órgãos e sistemas se formam. Neste período, surgem estruturas como ouvidos, vértebras, pálpebras, língua, boca, cordão umbilical, dentre outros, sendo que, no final desta fase, já se podem observar, inclusive, algumas feições faciais, quando o embrião já mede aproximadamente três centímetros.

Em torno da quinta semana, os sistemas linfático e venoso começam a se desenvolver simultaneamente, após o início da formação do coração.

Alguns movimentos embrionários e batimentos cardíacos já podem ser observados pela ultrassonografia a partir da sexta semana.

Uma nova fase se inicia ao final da oitava semana, quando o embrião se encontra praticamente todo formado, passando, a partir de então, a ser denominado feto. O período fetal, por sua vez, iniciado nesta época, terminará apenas com o nascimento do bebê.

Na nona semana de gestação, o peso estimado do feto é de aproximadamente quatro gramas.

Já na décima segunda semana, seu tamanho é de aproximadamente oito centímetros e a cabeça é bem maior do que o restante do corpo, enquanto seu peso fica em torno de quatorze gramas. Neste período, os olhos crescem, as pálpebras se fecham, as unhas surgem e os principais ossos começam a se formar. É também a partir desta semana que a genitália do feto passa a adquirir as características específicas de cada sexo. Contudo, a identificação do sexo pela ultrassonografia somente poderá ser feita em torno da décima sexta semana.

Entre a décima quarta e a décima quinta semanas de gestação, o feto, medindo em torno de nove centímetros, passa a desenvolver habilidades curiosas, como sugar, engolir e urinar, pois, neste período, os rins já se encontram desenvolvidos.

Na décima sexta semana, o feto mexe com frequência, sendo capaz de chutar, cruzar as pernas, fazer caretas e dar cambalhotas. Sua pele vai ficando, desde então, cada vez mais espessa, enquanto a barriga da mãe aumenta progressivamente sua proeminência. Também a partir deste período, músculos e ossos estarão se desenvolvendo a pleno vapor, assim como os quatro sentidos (audição, olfato, tato e paladar).

Com vinte semanas de gestação, o tamanho do feto gira em torno de vinte centímetros e os movimentos se tornam mais coordenados, já podendo ser percebidos pela mãe. Nesta fase, detectam-se fios de cabelo e gordura recobrindo o corpo do feto, a fim de protegê-lo.

Entre a vigésima primeira e a vigésima quarta semanas, quando o tamanho do feto variará entre vinte e vinte e oito centímetros, é apropriada a realização de ultrassonografia morfológica, que avaliará, detalhadamente, os órgãos e sistemas do mesmo. Neste período, o feto já consegue distinguir os sons, ganha mais peso e consome muita energia.

Em torno da vigésima oitava semana, as pálpebras reabrem e o feto já se torna capaz de piscar os olhos. Embora possa enxergar, ainda não consegue diferenciar cor ou forma, mas já possui a habilidade de brincar, inclusive com o próprio cordão umbilical. Seu peso, nesta fase, é de cerca de um quilo.

Entre a trigésima e a trigésima quarta semanas de gestação, o feto continua a crescer e a ganhar peso, acumulando gordurinhas no corpo. Neste período, o bebê pode se virar e ficar com a cabeça para baixo.

Após a trigésima quarta semana, o pulmão fetal já possui as condições necessárias para a respiração depois do nascimento. A pele se encontra rosada, o espaço para movimentação dentro do útero fica reduzido em comparação com períodos anteriores e, mais comumente, a posição fetal já será a mesma do nascimento.

A partir da trigésima sétima semana completa de gravidez, quando o feto tem aproximadamente três quilos e mede em torno de quarenta e nove centímetros, a gestação se denomina “a termo” e o bebê está pronto para nascer a qualquer momento.

Frise-se que o período ideal do nascimento do bebê varia da trigésima sétima à quadragésima semana de gestação, podendo, entretanto, se estender até a quadragésima segunda semana.

É a partir do nascimento que ambos, mãe e filho, começarão a percorrer um novo caminho de descobertas, dia após dia, relacionando-se e interagindo entre si e com o mundo novo que se apresenta, numa abertura de inúmeras perspectivas diante da vida.

 

Dra. Viviane Monteiro é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF.
Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

15.11.2017

Xô bagunça: 11 ideias para organizar o quarto das crianças

Brincadeiras e Passeios, Diversão, Quartos

Manter o quarto das crianças organizado é uma tarefa difícil. Mas, com criatividade, encontramos ideias práticas para dar um jeito na bagunça sem precisar se descabelar com os pequenos.

Baús com rodinhas, gavetas, prateleiras acessíveis para a criança pegar e guardar depois são ótimas soluções.

Ahh e nada de ir acumulando brinquedos e roupas. A cada ano promova momentos de desapego junto com seu filho para selecionar o que não é mais usado e aproveite para doar para outras crianças! ;-)
Vejam algumas dicas:

 

(Fonte: Pinterest)

06.11.2017

Por que os pais devem se sentir bem dizendo “NÃO” a seus filhos

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Falar “não” para os nossos filhos e ver eles com essa carinha de choro dessa foto corta o coração de qualquer mãe, né? Mas segundo muitos psicólogos, o “não” tem uma importância enorme no desenvolvimento e na educação dos pequenos.

Vejam que interessante esse texto e as dicas da nossa parceira e psicoterapeuta infantil Mônica Pessanha. Ela listou 5 razões para dizer “não” e assim ensinar lições importantes para os nossos filhos.

Dizer “não” com frequência às suas crianças pequenas pode ser o oposto do desejo dos pais. Mas essa resistência em torno de dizer não se deve a dois fatores: muitos pais acreditam que os nãos podem prejudicar a auto-estima dos filhos, já que ele aparece relacionado à uma desaprovação e consequentemente pode causar frustração. Muitos pais que devido a imensa carga de trabalho acham que protege-los de qualquer desconforto ou coisas que os filhos não desejam fazer é a melhor maneira de demonstrar amor por eles. Na verdade, dizer não aos filhos é uma das melhores coisas que você, como pai ou mãe, pode fazer por eles.

É verdade que seus filhos podem ficar desapontados quando ouvem a palavra “não”, no entanto, isso os tornará muito mais preparados para a realidade da vida adulta, onde todos nós temos que ouvir a palavra com mais freqüência do que gostaríamos. Não convencido?

Aqui estão mais 5 razões pelas quais você deve aderir a ideia de dizer “não” para seu filho.

1. As crianças precisam sentir desconforto.Protegê-los de situações ou sentimentos desconfortáveis irá configurá-los com expectativas irrealistas para o futuro. Não só o desconforto que eles inevitavelmente enfrentam na idade adulta vem como um choque para eles, eles não terão as habilidades de enfrentamento para lidar com ele de forma produtiva.

2. As crianças precisam aprender a aguardar. Atrasar a gratificação é um dos fatores mais importantes para o sucesso na vida ao dizer constantemente “sim” aos caprichos dos nossos filhos, estamos novamente configurando-os com expectativas irrealistas. Como adultos, temos que trabalhar arduamente para obter o que queremos e, em muito poucos casos, isso acontece instantaneamente. Então, nossos filhos devem aprender esta lição muito importante no início, mesmo que o tempo de espera seja comparativamente muito curto. Por exemplo, a sobremesa vem depois do jantar terminar, e assim por diante.

3. Limites fazem as crianças se sentirem seguras. Negociar com crianças pequenas parece ser uma abordagem saudável, às vezes pode servir para confundir esses limites. Incerteza e inconsistência podem produzir ansiedade em adultos e é o mesmo para as crianças. Se as crianças nunca sabem onde elas estão ou as respostas que elas vão conseguir, pode torná-las ansiosas e fazer com que perca a confiança em você e sua autoridade.

4. As crianças precisam saber que seus pais estão no comando. Negociatas com seus filhos pode perturbar a dinâmica da relação pai-filho. É só lembrar que a relação pai-filho não é igual como a relação de amigos. Assim, o melhor a fazer é substituir os pedidos de barganha por um ‘não’ firme. As crianças pequenas sabem que não sabem tudo sobre o mundo ou como cuidar de si mesmas, mas eles acreditam que você faz. Ser assertivo irá tranquilizá-los que você faz, e fará com que eles se sintam seguros.

5. As crianças precisam de pais que sejam pais, e não amigos. Muitos pais acreditam hoje que seus filhos não os amarão ou gostarão deles se forem muito rígidos. Como resposta a esse medo, eles tentam ser mais amigos do que pais e, na maioria das vezes, os amigos não dizem ‘não’. Não há absolutamente nenhuma evidência que sugira que a parentalidade amorosa, mas firme, quebrará seu vínculo com os filhos. Pelo contrário, é mais provável criar e manter uma relação saudável e mutuamente respeitosa com seus filhos à medida que crescem. O que conta aqui também é a habilidade de se saber dizer não. Muitas pessoas têm dificuldade em dizer não a amigos, empregadores ou colegas. Como resultado dessa falta de habilidade em dizer não, acabam fazendo coisas que não. Se o seu filho cresce com os limites saudáveis que provêm do “não”, é muito mais provável que eles possam criar esses limites para si e para seus relacionamentos adultos. Então não abra mão de dizer ‘não’ a seus filhos – eles podem não perceber isso, mas eles querem e precisam ouvir isso de vez em quando!

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

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