05.09.2017

A importância das sonecas para as crianças

Bebês, Cuidados Diários

Você já parou para pensar o quão importante é o soninho do dia para o seu bebê?

Leiam esse texto super esclarecedor sobre a quantidade média de sono diária que um bebê precisa. Mas lembrem-se que cada bebê é diferente, então os números podem variar.

Bebe Sono

Logo que nascem, os bebês costumam passar a maior parte do tempo dormindo, despertando apenas para mamar, trocar fraldas e tomar banho, isso ocorre porque seu sistema biológico está se desenvolvendo a todo vapor e o sono é essencial para que isso aconteça.

Aos 3 meses os bebês já conseguem ficar até 90 minutos acordados, permitindo que os horários das mamadas e das sonecas comecem a se estabelecer e na medida em que os meses vão passando, eles vão ficando cada vez mais tempo acordados.

As sonecas feitas durante o dia são essenciais para um desenvolvimento saudável, elas têm funções muito importantes, pois servem para descansar o corpo e o cérebro do bebê. Vários estudos comprovam que a ausência de sonecas podem provocar alguns distúrbios comportamentais e emocionais nas crianças, sem contar que o aprendizado fica em risco.

Além disso, um bebê que não dorme bem durante o dia, tende a ficar super estimulado e muito irritado no final da tarde e ainda pode atrapalhar o soninho da noite.

É muito importante que você estimule seu filho a tirar boas sonecas pelo menos até os 3 anos de idade, por isso se for colocar seu filho na escolinha antes de completar essa idade, verifique se a escola tem a soneca em seu programa diário. Algumas crianças nessa fase deixam de fazer essa soneca naturalmente.

A tabela abaixo mostra a quantidade média de sono diária que um bebê precisa, de acordo com pesquisas, mas lembrem-se que cada bebê é diferente, então os números podem variar para mais ou para menos, ok?

sono bebê_chegueiaomundo

(Fonte: www.horadosono.com)

Fique atenta a quantidade de horas de soneca que seu bebê está fazendo e incentive boas sonecas! ;-)

 

Anelisa Almeida é Psicóloga, pós graduada em cuidados da família e especialista em sono materno e infantil pelo International Maternity Institute e atua como consultora do sono através do site www.horadosono.com / Contatos: contato@horadosono.com Whatsapp (44) 9954-4951 e FB “Hora do Sono”.

07.08.2017

A Cólica do Bebê

Bebês, Cuidados Diários, Saúde

Que mãe nunca sofreu com as dores de cólicas do filho nos primeiros meses de vida, né?! Conversamos com a Dra. Danielle Negri, que é pediatra e parceira do blog, e ela fez um texto suuuper interessante explicando tudo sobre cólicas pra gente!

Confiram abaixo:

crying newborn baby girl

A Cólica do Bebê

A cólica é um espasmo intestinal que causa muita dor no bebê. Ela é transitória e aparece geralmente na terceira semana de vida, acabando em torno do quarto mês, em uma criança saudável. A cólica pode durar até três horas por dia e, normalmente, acontece no final da tarde ou à noite. Além do choro, o bebê fica irritado e agitado.

As causas para as cólicas ainda não estão definidas. Algumas evidências apontam para uma imaturidade do intestino e do sistema nervoso central. Outras alegam que ocorra pela presença de ar em excesso no estômago ingerido durante as mamadas. Parte desse ar se desloca pelo intestino, criando uma distensão abdominal e consequente dor. O tipo de alimentação, a condição física do bebê, o cansaço ou ansiedade transmitida pelos pais, podem ser também outras causas.

Mas como saber se o choro é por cólica ou fome?

O bebê chora por diversas razões: fome, frio, sono, calor, dor, incômodos por fralda molhada ou apertada ou até porque quer aconchego e carinho. Com o tempo, a mãe vai aprendendo a identificar o motivo de choro do seu bebê. No entanto, a criança que chora por fome se acalma assim que mama. Isso não acontece quando o choro é por cólica.

O choro de cólica é estridente. O bebê fica irritado, inquieto, se contorce todo, fica com o rosto vermelho, faz caretas, encolhe as perninhas e se joga para trás.

O estresse e a tensão do ambiente podem deixar o bebê ainda mais agitado, acentuando a cólica. Com frequência as cólicas ocorrem ao fim do dia quando todos estão mais cansados. Se a mãe fica nervosa, o bebê sente essa ansiedade e insegurança, por isso a mãe tem que tentar ficar o mais tranquila possível e passar segurança para o seu bebê com muito amor e carinho.

É importante ficar atento para não confundir cólica por imaturidade intestinal ligada ao leite com as cólicas por gases que acontecem por distensão abdominal com consequente dor. O bebê pode engolir ar quando amamenta ou se alimenta. E quando isso ocorre aumentam as dores por gases. Assim, recomenda-se colocar o bebê bem inclinado para se alimentar, arrotar após as mamadas e colocá-lo para dormir de lado.

Como evitar as cólicas

Antes de mais nada, calma! A ansiedade da mãe não ajuda a acabar com a cólica, mas algumas ações podem amenizar a dor:

– um banho morno ajuda o bebê a relaxar;
– exercício com as perninhas do bebê, como “pedalar no ar” podem auxiliar a eliminar o excesso de gases;
– massagem na barriguinha do bebê, sempre no sentido horário, mobiliza os gases;
– compressas mornas na barriguinha com toalhas felpudas passadas a ferro têm efeito analgésico (teste antes o calor da toalha em sua própria face).
– um ambiente tranquilo e uma música suave ajudam a relaxar mãe e filho.
Porém, o mais importante é ter paciência para acalmar o bebê, aconchegando-o no colo, barriga com barriga, ou apoiado de bruços na extensão do antebraço dos pais.

Dica importante: Oferecer chá ao bebê não acaba com a cólica e pode prejudicar a amamentação. Remédios contra gases têm pouca eficácia, mas ajudam a melhorar um pouco a dor.

Relação entre cólica e dieta materna

A alimentação materna como possível causa da cólica ainda é controversa. A cólica pode ocorrer tanto em bebês amamentados no seio quanto naqueles amamentados com leite de vaca (fórmulas). Entretanto, existe a possibilidade de alguns alimentos (leite de vaca, soja, trigo, nozes) passarem para o leite materno e provocarem cólicas. No entanto, esses alimentos só devem ser retirados da dieta da mãe caso as cólicas estejam associadas a outros sintomas gastrintestinais que indiquem alergia alimentar, como a presença de rajas de sangue nas fezes do bebê.

Ao primeiro sinal de sangue nas fezes do bebê, seu pediatra deve ser consultado imediatamente.
E lembre-se, o ideal é prolongar ao máximo o aleitamento materno porque o leite de vaca tem alto poder de causar alergia.

A medida mais eficaz e importante para que se consiga passar por esse momento frágil e delicado que são os primeiros meses da vida da mãe com seu novo bebê é manter a calma e a  tranquilidade e ter em mente que as cólicas acontecem em um bebê saudável e que irão passar em poucos meses.

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista  – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

24.07.2017

Dormindo de barriga pra cima, brincando de barriga pra baixo

Bebês, Brincadeiras e Passeios, Cuidados Diários, Diversão

Desde 1992, quando a Academia Americana de Pediatria (AAP) lançou uma campanha indicando que a posição ideal para os bebês dormirem é de barriga para cima, os casos anuais de síndromes de morte súbita reduziram pela metade. Essa foi uma grande vitória e hoje essa é uma das principais recomendações dos pediatras!

De forma assistida, quando o bebê estiver acordado, mantê-lo de barriga pra baixo é muito importante para estimular o desenvolvimento motor dos bebês, fortalecendo pescoço e ombros.

De acordo com a recomendação da AAP, desde os primeiros dias em casa os pais devem brincar duas a três vezes ao dia com o recém-nascido de barriga para baixo (sempre com alguém ao lado monitorando) – essa brincadeira também é conhecida como “Tummy time” – “Tempo de barriga” na tradução literal.

Inicialmente, o indicado é começar com 3 a 5 minutos, e com passar dos meses aumentar esse período até chegar a 1 hora por dia.

Happy Laughing Baby Enjoying Her Tummy Time In A White Nursery

Vejam algumas formas de estimular o bebê durante o “Tummy time”:

– Coloque no tapetinho do bebê um brinquedo fora do alcance dele, para que ele tente pegá-lo.

– Faça um círculo de brinquedos em volta do bebê para que ele se sinta atraído e tente alcançar de diferentes formas.

– Insira o tummy time em sua rotina, colocando o bebê de barriga para baixo por 1 minuto toda vez que for trocar sua fralda.

Converse com o pediatra do seu filho sobre quando e por quanto tempo e veja a opinião dele sobre o “Tummy time”.

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