03.10.2016

Icterícia em bebês: Saiba o que é, os riscos e como tratar

Bebês, Cuidados Diários

Já ouviu falar em Icterícia? Essa doença de nome esquisito é muito comum em recém-nascidos e deixa muitas mães assustadas quando descobrem.

Logo nos primeiros dias de vida, cerca de 60% dos bebês que nascem saudáveis (e no tempo certo) e 80% dos recém-nascidos prematuros apresentam um tom amarelo-alaranjado na pele e nos olhos. É a chamada Icterícia neonatal, uma doença benigna que não apresenta maiores riscos desde que identificada e tratada precocemente. Se isso acontecer, a primeira medida é não se apavorar e falar com o seu pediatra.

Como a Icterícia é um assunto que sempre recebemos muitas dúvidas aqui no blog, a nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri preparou esse post super importante explicando tudo. Confiram!

ictericia

A Icterícia aparece devido ao rompimento de células vermelhas no sangue que liberam a hemoglobina. Essa hemoglobina irá se transformar em bilirrubina. A bilirrubina é transportada e metabolizada no fígado para em seguida ser excretada nas fezes e na urina. Quando esse processo não ocorre adequadamente, o acúmulo de bilirrubina no sangue deixa a pele amarelada.

Na grande maioria dos casos, a icterícia desaparece espontaneamente. Após os três primeiros dias de vida o leite desce, o bebê passa a mamar um maior volume desse leite que antes era só colostro e, portanto, menor quantidade e, com isso, passa também a excretar com maior frequência a bilirrubina diminuindo, assim, os níveis sanguíneos.

A icterícia aparece em torno do segundo a terceiro dia de vida e pode durar de sete a dez dias. No caso dos prematuros, esses níveis podem ser mais altos e prolongados.

Existem causas mais sérias e mais importantes de icterícia como incompatibilidade Rh, doenças congênitas metabólicas e infecciosas e infecção urinária. Contudo, essas formas são mais raras e o aparecimento é mais tardio. Quando elas surgem, deve-se fazer uma investigação diagnóstica mais detalhada para tratamento precoce o que melhora muito o prognóstico da doença.

O diagnóstico inicial da icterícia é clínico. Ela progride de forma crânio-caudal, ou seja, se inicia na cabeça e vai descendo para os pés. Quando o bebê fica muito ictérico, porém, é necessária a leitura da bilirrubina com o bilirrubinômetro transcutâneo, um equipamento que, colocado na testa da criança, faz a leitura do nível de bilirrubina sem a necessidade de coleta de sangue. Todavia, vale ressaltar que somente pelo sangue é possível determinar com exatidão o nível de bilirrubina.

Quando os níveis estão abaixo do valor mínimo para tratamento hospitalar com fototerapia, orienta-se o banho de sol em casa só de fralda por 15 minutinhos. Porém, se o médico considerar que a icterícia não vai desaparecer espontaneamente, existe a possibilidade da fototerapia, o popular banho de luz. O bebê fica internado na maternidade e é colocado num berço sob lâmpadas especiais que irão alterar a molécula de bilirrubina ajudando a diluir e eliminar o pigmento pelas fezes e pela urina. O tempo de fototerapia depende no grau de icterícia e nível de bilirrubina no sangue. Mas em geral, dura um ou dois dias.

O processo não muda a rotina de amamentação e de cuidados com o bebê. Entretanto pode acontecer de a mãe ter alta da maternidade antes do filho, o que geralmente causa angústia e expectativa. É um processo difícil, mas necessário porque, apesar de ser uma circunstância muito simples, se não for bem cuidada, a icterícia pode se agravar e causar sérios danos, como impregnar o sistema nervoso central e causar uma encefalopatia. Além disso, no futuro a criança pode vir a sofrer de algumas complicações, como anemia falciforme. Por isso, é fundamental que o bebê continue a ter o acompanhamento médico mesmo depois de ir para casa.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
daninegri@perinatal.com.br – www.daniellenegri.com.br

30.04.2016

H1N1: Saiba quais são os principais cuidados com bebês e grávidas

Bebês, Saúde, Saúde, To Grávida

Mais uma doença tem causado preocupação nas mães e nas grávidas: a gripe H1N1. Agora, além do zika vírus  (que precisamos viver de repelente!!) ainda temos o surto da gripe H1N1.  Mas o que isso significa? Como podemos nos proteger e aos nossos filhos? Qual é o tratamento?

Conversamos com a nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri e ela afirma que “a melhor maneira de prevenir a doença é vacinar!”.

Em alguns estados a vacinação já foi antecipada, mas, oficialmente, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe H1N1 tem início neste sábado (30) em todo o país e vai até 20 de maio.

Ainda não se vacinou ou vacinou seu pequeno? Vejam no post de hoje tudo o que você precisa saber sobre o H1N1.

Doctor Does Injection Child Vaccination Baby

Desde que o H1N1 teve seu primeiro surto no Brasil em 2009, vindo do México (a chamada Gripe Suína), o vírus ficou circulante por aqui nos meses de outono e inverno. O vírus, provavelmente, sofreu alguma mutação no último ano (como ocorre todo ano com os vírus da gripe) e não estávamos imunizados.

O H1N1 causa uma gripe mais forte que as habitual e circula entre humanos. Não se sabe ao certo porque o vírus chegou mais cedo este ano. Acredita-se que seja pelo contato com turistas que trouxeram o vírus, pela variabilidade do clima e pela baixa vacinação em 2014 e 2015.

FATORES DE RISCO

Os principais grupos de risco são crianças (de seis meses a cinco anos), pessoas a partir de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas como asmáticos e diabéticos, indígenas e profissionais da área de saúde.

A definição dos grupos prioritários para vacinação na rede pública segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A transmissão se dá através de secreções contaminadas que propagam o vírus através da tosse, fala e espirro, assim como através de objetos e superfícies contaminadas como mãos, brinquedos, talheres ou maçanetas.

SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas são os mesmos de uma gripe comum, porém mais fortes com febre alta, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, irritação nos olhos e ouvidos e dor muscular. Fique atento para não confundir com o resfriado leve onde os sintomas são coriza leve, espirros, um pouco de dor no corpo e, às vezes, tosse e febre baixa.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico pode ser feito pelo exame clínico e a confirmação é feito através do exame das secreções nasais ou de orofaringe para detecção do vírus.

PREVENÇÃO

A melhor maneira de prevenir a doença é VACINAR! A vacina não é 100% eficaz, mas oferece uma proteção de cerca de 60 a 90% dependendo da idade do indivíduo e da presença de outros fatores, como presença de doenças crônicas.

A proteção conferida pela vacina dura cerca de 8 meses e leva 2 a 3 semanas para começar a fazer efeito.

Caso a criança tenha já adquirido o vírus pelo H1N1, mesmo assim ela tem que vacinar porque quem foi infectado fica imunizado por um tempo, mas depois pode voltar a pegar a doença.

Hoje disponibilizamos de três vacinas:

– Trivalente: composta pelos vírus A (H1N1 e H3N2) e o vírus B (Brisbane). Pode ser feita à partir de 3 anos.

– Quadrivalente: composta pelos vírus A (H1N1 e H3N2) e dois tipos de vírus B (Brisbane e Phuket ). Pode ser feita à partir de 3 anos.

– Quadrivalente Júnior: Igual a quadrivalente normal, contudo pode ser feita para crianças à partir de 6 meses.

IMPORTANTE :
Se você tem um bebê com menos de 6 meses em casa, vacine-se e vacine a todos que cuidam ou lidam com seu bebê. Essa é a única e melhor forma de protegê-lo do H1N1.

O mesmo vale se seu filho, mesmo em idade maior, tiver contra-indicação de tomar a vacina.

A VACINA NÃO CAUSA REAÇÃO COMO “ESTADO GRIPAL”.

Além disso, evite levar as mãos à boca e nariz, aos olhos, lave sempre as mãos com sabão ou álcool e cubra a boca quando for tossir ou espirrar.

Evite lugares fechados e/ou com aglomeração de pessoas. Alguém pode estar incubando a doença ou em fase de melhora, mas ainda transmitindo a doença.

Se estiver com sintomas gripais, evite sair de casa. Se for essencial seu fora de casa, utilize máscara e também mantenha suas mãos muito limpas.

TRATAMENTO

Diferente do que se pensa existe tratamento. Ele é feito através da administração do antiviral chamado Oseltamivir (Tamiflu) para os casos muito graves ou que acometam os grupos de risco.

O mais importante é que não se instale o desespero. Deve-se seguir as recomendações de higiene e tomar a vacina o quanto antes, especialmente, os grupos de risco.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

16.03.2016

Músicas para bebês: Adele, Beatles, Coldplay, U2

Diversão, Livros e Músicas

Para os pais que gostam de música, selecionamos vários links no YouTube de músicas instrumentais para bebês de artistas como Adele, Beatles, Coldplay, U2, entre outros. Afinal, nossos filhos também precisam escutar boa música desde pequenos!

Baby Making His First Steps

Vale a pena clicar nas músicas abaixo, dar play e curtir com o seu baby!

Page 3 of 812345