10.02.2016

Como tratar e prevenir as brotoejas em bebês

Bebês, Saúde

Sabem quando surgem aquelas bolinhas vermelhas sobre uma pele irritada que parece coçar ou arder um pouco com desconforto? É a famosa brotoeja, cientificamente conhecida como miliária.

Nessa época do verão, as doenças de pele e alergias nas crianças enchem os consultórios dos pediatras. Por isso, nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri preparou esse post super importante com dicas de como prevenir e tratar as brotoejas. Confiram!

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A brotoeja é causada por uma obstrução dos pequenos ductos que levam o suor para fora da pele. Clima muito quente, abafado, úmido e excesso de roupas favorecem o seu aparecimento. Muito sol também pode dificultar o correto extravasamento do suor que fica preso na epiderme e na derme (que são as camadas mais superficiais da pele) levando à inflamação das glândulas sudoríparas, que de apresenta com um aspecto avermelhado e irritado da pele.

As lesões aparecem mais frequentemente no rosto, no peito, nas costas e nas famosas regiões das dobras, como as axilas e parte interna das coxas. Elas surgem onde há maior transpiração e pioram quanto mais aumenta a temperatura e a umidade.

As brotoejas podem ser agudas ou mais moderadas, dependendo do grau de obstrução dos ductos. Quando a obstrução ocorre mais próxima à pele, as brotoejas são mais leves e possuem aspecto de bolhas transparentes e pequenas. Quando a obstrução ocorre um pouco mais abaixo da pele, as brotoejas assumem um aspecto mais vermelho, com sinais de inflamação. Já quando a obstrução ocorre na região inicial do duto, as brotoejas são maiores, rubras e inflamadas.

A brotoeja é uma condição benigna, causa incômodo, mas não é grave. Só complica quando advém infecção secundária por bactérias que pode tornar as lesões purulentas levando a abscessos sérios com necessidade de tratamento com antibiótico.

As pessoas alérgicas com tendência às dermatites, rinites, eczemas e bronquites são mais propensas ao surgimento da brotoeja, já que nelas, pequenas alterações na queratinização da pele podem ocorrer surgindo minúsculas “rolhas” de queratina (proteína da camada mais externa da pele), obstruindo os ductos que levam a transpiração de dentro pra fora.

Como tratar?

  • O melhor tratamento para a brotoeja é manter a pele arejada e o ambiente fresco e ventilado. Ar condicionados e ventiladores ajudam bastante.
  • A utilização de talcos líquidos pode ser muito bom para manter a pele seca.
  • Caso as brotoejas estejam inflamadas, procurar um pediatra para avaliar a necessidade de antibióticos e corticoides.

 

Como prevenir?

  • Usar poucas roupas, peças leves e, de preferência, de algodão;
  • Evitar roupas sintéticas que não permitem que a pele do bebê fique arejada;
  • Dar mais de um banho por dia também ajuda o bebê a manter a pele limpa e seca, aliviando os sintomas e reduzindo as lesões.
  • Secar bem o bebê após o banho, principalmente nas regiões das dobras;
  • Evitar a exposição ao sol e ligar o ar condicionado e o ventilador em dias quentes;
  • Em dias quentes, evitar cremes e loções perfumadas ou oleosas que aumentam a umidade da pele;
  • Retirar todo o protetor solar após o banho;
  • Em dias frios, não agasalhar o bebê em excesso.

 

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Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

01.10.2015

Papinha do Bebê: Opção pronta com ingredientes orgânicos

Bebês, Cuidados Diários

Com a vida corrida, nem sempre é fácil preparar papinhas na hora para os nossos pequenos. E nós, como mães reais, que se desdobram em mil, precisamos nos virar para achar uma opção prática, sem ser industrializada, para a alimentação dos pequenos.

Recebemos no nosso escritório amostras para conhecer as papinhas do Empório da Papinha, marca de papinha congelada que está fazendo sucesso e sendo super bem avaliada pelas mães. Alguém aqui já conhece? Adoramos as papinhas e o cuidado deles em buscar uma técnica de congelamento que não influencia na alteração de sabor e valor nutricional dos alimentos. E o legal é que as receitas do Empório da Papinha são produzidas e desenvolvidas com ingredientes orgânicos.

Ficamos curiosas para saber mais da marca e fizemos uma entrevista com a fundadora do Empório da Papinha, a Maria Fernanda de Rizzo.

Confiram o bate papo:

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Como surgiu a ideia de criar o Empório da Papinha? 

O Empório da Papinha surgiu a partir de uma necessidade minha como mãe em dar apenas refeições saudáveis com alimentos orgânicos para a minha filha. Na época, além dos cuidados com ela ainda bebê, eu trabalhava e concluía o mestrado e ao chegar em casa precisava preparar as papinhas. Percebi então que não havia no Brasil uma marca de alimentação orgânica infantil. Incentivada pelo meu marido, resolvi me aprofundar no assunto e depois de muito estudo e planejamento abri o Empório da Papinha, que começou a funcionar no começo de 2009 com uma única loja em Moema, São Paulo, onde também ficava a fábrica. Hoje já estamos em 13 estados com mais de 20 lojas.

Como as papinhas são produzidas, qual é a validade e como é a forma de congelamento/ armazenamento? 

Todas as nossas papinhas e refeições são preparadas com alimentos orgânicos. Também são aprovadas pela Anvisa e certificadas pelo IBD, além de serem feitas em cozinha industrial de acordo com as exigências técnicas do setor. Nossas refeições também não possuem conservantes pois utilizamos um processo inovador no mercado de papinhas, o ultracongelamento. Depois de prontas, as papinhas entram ainda com uma alta temperatura no ultracongelador que tem a função de baixar a temperatura em até -30ºC em no máximo duas horas. Isso garante uma validade de seis meses no congelador sem perder o sabor de comidinha caseira, a textura e os nutrientes, mesmo depois de aquecida. Importante ressaltar também que nossas embalagens são livres de bisfenol A (BPA), ou seja, podem ser aquecidas que não causam problema para a saúde.

Vocês possuem nutricionistas próprios?

Sim, temos um time de nutricionista e técnica em nutrição que acompanha toda produção, além de criar as refeições balanceadas e adequadas de acordo com cada faixa etária.

Para qual idade as papinhas são indicadas? 

Temos papinhas para bebês a partir dos seis meses onde se inicia a introdução alimentar e já é possível consumir as papinhas de frutas. Depois entre seis e oito meses o bebê pode comer as sopas creme. E de oito a 12 meses a sopas com pedaços.

Há vários tipos e sabores de papinhas?

Sim, hoje temos mais de 80 produtos no nosso portfólio entre papinhas (de frutas simples, frutas combinadas, sopa creme e sopa com pedaços), Linha Single (refeições para crianças a partir de 12 meses) e Linha Family (refeições que atendem toda a família, principalmente o pai e a mãe), além das sobremesas.

Para os pequenos que já estão comendo papinhas, vale a pena conhecer mais no site www.emporiopapinha.com.br.

 

 

*Publieditorial

24.08.2015

Cereais Integrais: Quando e como oferecer aos seus filhos?

Bebês, Saúde

Os cereais integrais estão ganhando cada vez mais espaço nos hábitos alimentares dos adultos. Mas e para as crianças? Podemos dar aveia, linhaça, chia e quinoa para nossos pequenos?

O Ministério da Saúde recomenda que se inclua cereais e grãos por volta dos 7 meses. Lembrando que eles devem estar cozidos como arroz ou aveia cozida.

Confira no texto abaixo todas as explicações da nutricionista Nara Corona sobre o consumo de cereais integrais por crianças.

Happy Baby Child Eats Itself With A Spoon
Cereais são na maioria das vezes muito confundidos com grãos. Dividir esses dois grupos certamente seria tarefa difícil para qualquer pessoa. Entre os cereais mais consumidos pela população brasileira, podemos incluir arroz, milho, cevada, aveia, trigo, e mais outros tantos cerais integrais. E é justamente desse grupo dos integrais que iremos falar.

Aveia, linhaça dourada, chia, quinoa e o trigo sarraceno fazem parte dessa classificação: os cereais integrais. A principal característica deles fica muito clara se prestarmos atenção assim que consumimos, que é fornecer energia para nosso corpo. Essa é a razão para esse grupo de alimentos ser o mais consumido na história dos nossos antepassados. Por serem fáceis de armazenar por longos períodos, ricos em carboidratos, em fibras, e muito deliciosos também!!!!!

Crianças menores de dois anos podem conhecer alguns desses alimentos assim que iniciam alimentação complementar, para isso dos 6 meses aos 2 anos eles devem entrar no prato com o cuidado de sempre. O Ministério da Saúde recomenda que se inclua cereais e os grãos por volta dos 7 meses. Lembrando que eles devem estar cozidos como arroz, ou aveia cozida. Esses podem ser introduzidos por volta dos 7-8 meses, já os cereais crus necessitam de mais tempo para que o organismo do bebê amadureça e assim se beneficie desse grupo que estamos falando. Caso contrário as fibras podem levar ao desconforto abdominal pela fermentação.

Por volta de 12 meses, a aveia pode entrar no prato por cima de frutas, assim conseguem aumentar ainda mais as quantidades de fibras daquela refeição. Muitos pediatras liberam antes desse período na forma cozida. Trigo, milho, aveia, trigo sarraceno podem desencadear reações por hipersensibilidade em algumas crianças, dai mais outra razão para serem introduzidos com mais cautela.

Depois desse período, cereais podem fazer parte da rotina alimentar, contribuindo para melhora do funcionamento intestinal, da saciedade para as crianças mais gulosas, do aporte de vitaminas do complexo B assim como de minerais. Aos dois anos de idade todos os cereais integrais ou refinados podem entrar no dia a dia deles, respeitando claro as preferencias alimentares de cada criança.

Importante lembrar que sempre quando houver situação de ritmo intestinal acelerado, esse consumo de fibras extras da dieta precisa aguardar para retornar assim que as funções estejam normalizadas.

 

Nara Corona é nutricionista pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela Unicsul /VP Consultoria Nutricional – Divisão de Ensino e Pesquisa São Paulo, é sócia da Consultoria Nutricional Nara&Duda Alimentação Inteligente, administra a fanpage Nara&Duda, atende em seu consultório no Leblon e na Barra da Tijuca, no RJ. Contatos: naracorona@globo.com naraedudanut@gmail.com Tel: (21) 98836-1994 / 2492-3360 fb: Nara&Duda

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