01.06.2015

A importância das sonecas para as crianças

Bebês, Cuidados Diários

Você já parou para pensar o quão importante é o soninho do dia para o seu bebê?

Leiam esse texto super esclarecedor sobre a quantidade média de sono diária que um bebê precisa. Mas lembrem-se que cada bebê é diferente, então os números podem variar.

Bebe Sono

Logo que nascem, os bebês costumam passar a maior parte do tempo dormindo, despertando apenas para mamar, trocar fraldas e tomar banho, isso ocorre porque seu sistema biológico está se desenvolvendo a todo vapor e o sono é essencial para que isso aconteça.

Aos 3 meses os bebês já conseguem ficar até 90 minutos acordados, permitindo que os horários das mamadas e das sonecas comecem a se estabelecer e na medida em que os meses vão passando, eles vão ficando cada vez mais tempo acordados.

As sonecas feitas durante o dia são essenciais para um desenvolvimento saudável, elas têm funções muito importantes, pois servem para descansar o corpo e o cérebro do bebê. Vários estudos comprovam que a ausência de sonecas podem provocar alguns distúrbios comportamentais e emocionais nas crianças, sem contar que o aprendizado fica em risco.

Além disso, um bebê que não dorme bem durante o dia, tende a ficar super estimulado e muito irritado no final da tarde e ainda pode atrapalhar o soninho da noite.

É muito importante que você estimule seu filho a tirar boas sonecas pelo menos até os 3 anos de idade, por isso se for colocar seu filho na escolinha antes de completar essa idade, verifique se a escola tem a soneca em seu programa diário. Algumas crianças nessa fase deixam de fazer essa soneca naturalmente.

A tabela abaixo mostra a quantidade média de sono diária que um bebê precisa, de acordo com pesquisas, mas lembrem-se que cada bebê é diferente, então os números podem variar para mais ou para menos, ok?

sono bebê_chegueiaomundo

(Fonte: www.horadosono.com)

Fique atenta a quantidade de horas de soneca que seu bebê está fazendo e incentive boas sonecas! ;-)

 

Anelisa Almeida é Psicóloga, pós graduada em cuidados da família e especialista em sono materno e infantil pelo International Maternity Institute e atua como consultora do sono através do site www.horadosono.com / Contatos: contato@horadosono.com Whatsapp (44) 9954-4951 e FB “Hora do Sono”.

16.03.2015

Dormindo de barriga pra cima, brincando de barriga pra baixo

Bebês, Brincadeiras e Passeios, Cuidados Diários, Diversão

Desde 1992, quando a Academia Americana de Pediatria (AAP) lançou uma campanha indicando que a posição ideal para os bebês dormirem é de barriga para cima, os casos anuais de síndromes de morte súbita reduziram pela metade. Essa foi uma grande vitória e hoje essa é uma das principais recomendações dos pediatras!

Mas de forma assistida, quando o bebê estiver acordado, mantê-lo de barriga pra baixo é muito importante para estimular o desenvolvimento motor dos bebês, fortalecendo pescoço e ombros.

De acordo com a recomendação da AAP, desde os primeiros dias em casa os pais devem brincar duas a três vezes ao dia com o recém-nascido de barriga para baixo (sempre com alguém ao lado monitorando) – essa brincadeira também é conhecida como “Tummy time” – “Tempo de barriga” na tradução literal.

Inicialmente, o indicado é começar com 3 a 5 minutos, e com passar dos meses aumentar esse período até chegar a 1 hora por dia.

Happy Laughing Baby Enjoying Her Tummy Time In A White Nursery

Vejam algumas formas de estimular o bebê durante o “Tummy time”:

– Coloque no tapetinho do bebê um brinquedo fora do alcance dele, para que ele tente pegá-lo.

– Faça um círculo de brinquedos em volta do bebê para que ele se sinta atraído e tente alcançar de diferentes formas.

– Insira o tummy time em sua rotina, colocando o bebê de barriga para baixo por 1 minuto toda vez que for trocar sua fralda.

Converse com o pediatra do seu filho sobre quando e por quanto tempo e veja a opinião dele sobre o “Tummy time”.

29.08.2014

O Refluxo do Bebê – Como evitar e tratar

Bebês, Saúde

bebe e mae_refluxo

Sabe aquela queimação que sentimos às vezes na garganta ou azia ? Esse incômodo pode ser chamado de “Refluxo Gastroesofáfico”, que nada mais é do que a volta do alimento, sólido ou líquido, do estômago para o esôfago.

Acomete adultos e crianças e causa muita irritação e desconforto no bebê, além de deixar a mãe extremamente estressada.

O esôfago é um tubo que conduz os alimentos da boca ao estômago. O refluxo gastroesofágico é a volta do conteúdo do estômago para o esôfago. Entre o esôfago e o estômago existe um tipo de músculo, chamado esfíncter, que deve permanecer fechado a maior parte do tempo, abrindo somente para a passagem dos alimentos, quando a gente engole. Algumas vezes o esfíncter se abre, independente das deglutições, e deixa passar conteúdo do estômago que volta para o esôfago. Isto é o “refluxo gastroesofágico”. Quando o esfíncter é fraco ou imaturo, ele não segura o alimento no estômago, que acaba voltando para o esôfago na forma de regurgitação ou vômito. Por isso, bebês prematuros apresentam uma incidência maior de refluxo do que os bebês nascidos a termo. O esfíncter esofagiano deles é mais imaturo e não se fecha direito.

Como no estômago existe um suco gástrico ácido, necessário para a digestão dos alimentos, o refluxo pode ser ácido causando muita queimação.

Todas as pessoas, adultos e crianças, apresentam um pouco de refluxo em certos momentos do dia, principalmente após as refeições. São períodos curtos, considerados normais.

Durante os primeiros meses de vida, os bebês comem com muita frequência e por isso têm, normalmente, mais refluxos. Afinal, eles estão quase sempre no período “após a refeição”. O refluxo pode ficar no esôfago, pode ir até a garganta ou sair pela boca. Neste caso, teremos o vômito ou a regurgitação. Conforme o esfíncter vai amadurecendo, o refluxo vai diminuindo.

É normal vomitar e regurgitar nos primeiros meses de vida, se a criança estiver ganhando peso adequadamente e que não tenha sintomas, tipo dor ou azia. Esses bebês são chamados “vomitadores felizes”, pois vomitam ou regurgitam e estão sempre bem, sem sintomas e crescendo normalmente.

Na maioria dos casos, o refluxo regride após os seis meses de idade quando o bebê começa a assumir uma postura mais ereta e com a introdução de alimentos sólidos.

Quando a frequência, quantidade e duração são exageradas, o refluxo é considerado uma doença e a criança não melhora após os seis meses de vida. A criança não ganha peso ou perde e pára de crescer.

A criança começa a apresentar irritabilidade, choro persistente, dificuldade para dormir, recusa de alimentos ou complicações relacionadas ao nariz, ouvido, seios da face e garganta.

Em casos mais graves, a criança pode apresentar uma apnéia (parada respiratória) ou aspirar o próprio refluxo (chegar aos pulmões), progredindo para uma pneumonia aspirativa. A apnéia está relacionada a refluxos graves. A criança reflui muito e muitas vezes e acaba incoordenando a deglutição e a respiração levando à apnéia.  Preste atenção se seu filho apresenta como sintoma chiado no peito.

Nas crianças mais velhas, os sintomas são de dor ou sensação de queimação no peito que se move até o pescoço (azia), gosto ácido ou amargo na boca, vômitos, episódios de tosse, arrotos e dor ao engolir o alimento.

Cuidados Básicos:

  • A manutenção do leite materno é essencial.
  • Colocar a criança em pé para arrotar após as mamadas por 20 a 40 minutos antes de deitá-la ajuda muito.
  • Quando a criança já toma leite artificial, às vezes, poderá ser necessário engrossar com farinha de arroz ou milho.
  • Fracionar a alimentação para que o estômago não distenda e o refluxo seja evitado é outro cuidado. A quantidade de alimento deve ser menor por vez e dada em mais vezes ao dia.
  • Em crianças maiores, alguns alimentos devem ser evitados como gorduras e frituras, chocolates, sucos cítricos (ácidos), café, refrigerante e iogurte.
  • A cabeceira do berço ou da cama da criança deve ficar elevada para que a ação da gravidade ajude o esvaziamento gástrico, assim como a posição de lado em cima do braço direito.

 

Tratamento:

Quando os casos são mais sérios, o tratamento exige medicamentos que irão agir aumentando a motilidade do esôfago auxiliando no esvaziamento gástrico e neutralizando a acidez.

A indicação de cirurgia hoje é pequena devido aos medicamentos e às medidas, na maioria das vezes, eficazes, de hábitos posturais e rotina alimentar do bebê.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista  – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

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