18.09.2016

A importância emocional do esporte para as crianças

Bebês, Cuidados Diários

As Olimpíadas nos trouxeram uma mensagem clara de que não há limites para o sonho esportivo. Torcemos juntos, gritamos e até choramos juntos com os atletas, mas acima de tudo, o espírito olímpico nos lembrou que o esporte não é só superar desafios, é uma excelente oportunidade para construir auto-estima e confiança.

A psicóloga Mônica Pessanha, parceira do blog, contou um pouco pra gente sobre essa importância emocional do esporte na vida das crianças. Confiram que interessante!

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O esporte é uma ótima atividade para as crianças por que oferece uma variedade de benefícios físicos e emocionais. A participação em esportes pode ajudar a construir a auto-estima e confiança, pode motivar as crianças a superar seus desafios e a se envolver socialmente com os outros. Mas não para por aí, praticar esportes ensina a criança a trabalhar com metas, melhorar a concentração e a memória. Além de ser um ótimo recurso para construir habilidades sociais.

Atividade física

A atividade física é o benefício mais óbvio na prática de esportes. Vale tirar as crianças da TV que por vezes dedicam-se mais à ela do que a outras coisas, como estudar e brincar. Praticar esporte proporciona uma oportunidade para manter o corpo saudável e a mente sã . A natação pode ser um bom exemplo de que os pequenos só tem a ganhar. Além de trabalhar a respiração, fortalece os músculos e a ajuda a criança a ter noção espacial. Não tem contra indicação e desde bebê já se pode praticar.

Alguns esportes desenvolvem ainda tomadas de decisão rápidas algo muito importante nas relações sociais e de trabalho. São eles o futebol, o basquete, o vôlei, a esgrima, o Ping- pong, entre outros.Qualquer atividade física ativa reflexos mais rápidos, aumenta o nível de concentração e deixa a memória mais apurada.

Habilidades sociais

A participação esportiva pode ajudar as crianças a desenvolverem habilidades sociais que irão beneficiá-las ao longo de suas vidas inteiras. Elas aprendem a interagir não só com outras crianças de sua idade, mas também com indivíduos mais velhos como seus treinadores e dirigentes esportivos. As crianças aprendem habilidades de liderança, de construção de equipe e de comunicação que irão ajudá-las na escola, em sua futura carreira e em relacionamentos pessoais. Se a criança for muito tímida ou não souber lidar com grupos, vale começar com atividades individuais e aí aos poucos para o esporte coletivo. Exemplo: natação, tênis, vôlei e futebol. Passando do individual, para dupla, depois grupo até chegar em esportes com vários participantes como o futebol.

Auto-estima

A participação em esportes pode ter um impacto positivo enorme em uma criança; principalmente na auto-estima e confiança, pois praticar esporte traz prazer. Além disso a auto-estima está relacionada ao fato de como a criança se vê nos olhos dos outros. À medida que ela vai superando desafios, os elogios e incentivos de treinadores e pais, tendem a construir a auto-confiança em si mesma.

Eles também aprendem a confiar em suas próprias habilidades e empenhar-se para superar os obstáculos. É preciso, no entanto, ter cuidado com as críticas, pois a criança é um ser em formação emocional e quase sempre tem dificuldade em aceitar críticas. Vale sempre o caminho do reforço positivo e, à medida que vão crescendo, a crítica construtiva será também uma parte importante da aprendizagem dos jovens atletas.

A participação dos pais ativamente na prática dos esportes dos filhos é fundamental para dar o suporte emocional sempre que necessário. Estar presente garante o abraço apertado no sucesso e o olhar acolhedor no fracasso.

Sucesso escolar

Não é nenhuma surpresa que as crianças que participam no atletismo obtém resultados excelente para na vida escolar. Elas podem ser aplicados os mesmos princípios de dedicação e trabalho duro aprender com a participação de esportes para seus estudos.

Os esportes estimulam a região córtex pre-frontal do cérebro, responsável pelo planejamento, organização, concentração e memória, além do controle inibitório das emoções. Assim quando se pratica esporte, a criança passa a ser mais cuidadosa com as questões escolares. Mas vale lembrar que se uma criança tem um problema de déficit cognitivo, a atividade física será apenas mais uma ferramenta no processo multidiciplinar que a criança deverá ter acesso para diminuir o impacto da sua dificuldade.

Saúde para a vida toda

Esportes e saúde andam de mãos não. Os benefícios são enormes não só durante a infância, mas na fase adulta também. As crianças que participam de esportes também podem ser mais conscientes das escolhas alimentares saudáveis e estão menos expostas a problemas de peso e estado de melancolias. Embora a participação esportiva seja um excelente caminho para promover a saúde e bem-estar, pais e treinadores devem incentivar uma vida saudável e ser modelos positivos também.

Vale deixar a criança escolher o esporte que queira participar, lembrando que não se deve super lotar a agenda da criança, porque a infância também é tempo de brincar e o brincar por si já desenvolve habilidades cognitivas, psicológicas e físicas.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

01.08.2016

Criança deve brincar na natureza para se preocupar em protegê-la

Brincadeiras e Passeios, Diversão, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Happy Baby And A Puppy

A falta de contato das crianças com a natureza faz com que elas não sintam a necessidade de protegê-la. Esta é a conclusão do artigo publicado pelo professor e ambientalista, George Monbiot, no jornal britânico The Guardian.

Segundo Monbiot, para entender a importância de proteger a natureza é preciso ter um sentimento pelo mundo natural e sua função, e isso começa a ser desenvolvido durante as experiências na infância.

A conclusão do artigo preocupa muito, já que crianças e adolescentes têm passado a maior parte do tempo em ambientes fechados, principalmente pela insegurança das ruas, a violência, o trânsito perigoso e também o aumento do uso de smartphones, computadores, videogames e televisão.

Além disso, de acordo com o autor, a ausência do contato com o “ar livre” também pode trazer problemas de saúde que são relacionadas à falta de atividades físicas, como diabetes, obesidade, raquitismo e queda das habilidades cardiorrespiratórias.

Interessante esse artigo, né? Temos que pensar nisso, pois de acordo com o estudo muitos pais estão transformando os filhos em pessoas que não se preocupam com a natureza.

O hábito de brincar em um ambiente aberto, natural, com muito verde, grama, árvores só traz benefícios para nossos pequenos! Estudos em muitos países mostram que as crianças são mais criativas em lugares com predominância do “verde” do que dentro de casa.

Fonte: The Guardian

16.06.2016

Como prevenir acidentes domésticos com crianças?

Bebês, Cuidados Diários

Quem tem filho sabe que num piscar de olhos um acidente pode acontecer. Um segundo e pronto! E é exatamente dentro da nossa própria casa que corremos mais riscos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmam que a maioria dos acidentes (45%) acontece no ambiente domiciliar. As principais causas de acidentes domésticos com crianças são quedas, engasgos, asfixia, afogamentos, queimaduras e envenenamentos por remédio ou produtos de limpeza.

Por isso faça sempre uma vistoria na sua casa. Todos esses acidentes parecem óbvios, mas acontecem muito e podem ser evitados com medidas simples que garantem mais segurança para o pequenos. Vejam algumas dicas no post de hoje!

Mother with her baby playing on a carpet at home

  • Berço – Cuidado com o risco de sufocamento. Evite ter brinquedos e almofadas dentro do berço. A posição ideal para o recém- nascido dormir é de barriga para cima.
  • Banho – Sempre verifique a temperatura da água antes de colocar o bebê para evitar queimaduras. E nunca deixe uma criança sozinha em uma banheira.
  • Trocador – Nunca deixe seu bebê sozinho em cima do trocador ou da cama, nem por poucos segundos para pegar algo que esqueceu! O risco de queda é enorme.
  • Tomadas, armários e quinas – Todos precisam estar bem protegidos na fase em que o bebê começa a engatinhar e pegar tudo. Medicamentos devem ficar em armários trancados ou locais de difícil acesso.
  • Cozinha e área de serviço – Desde cedo a criança deve saber que não pode entrar na cozinha sozinha. Produtos de limpeza devem ficar em locais altos e panelas com cabo para dentro. Queimaduras no fogão e forno infelizmente são muito comuns em crianças.
  • Piscina, Baldes e Vaso sanitário – Crianças adoram água e esses três itens são responsáveis por diversos afogamentos. As piscinas devem ficar protegidas com grades e não deixe brinquedos dentro que possam atraí-las. Vasos devem ficar fechado e não deixar baldes cheios de água no chão.
  • Janelas e escadas – Todas as janelas precisam ter grade de proteção. A imaginação dos pequenos é enorme e ela não possuem noção do perigo ao subirem em uma cadeira perto da janela. Subir e descer uma escada deve ser sempre acompanhado de um adulto, tenha corrimão e proteção.
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