06.11.2017

Por que os pais devem se sentir bem dizendo “NÃO” a seus filhos

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Falar “não” para os nossos filhos e ver eles com essa carinha de choro dessa foto corta o coração de qualquer mãe, né? Mas segundo muitos psicólogos, o “não” tem uma importância enorme no desenvolvimento e na educação dos pequenos.

Vejam que interessante esse texto e as dicas da nossa parceira e psicoterapeuta infantil Mônica Pessanha. Ela listou 5 razões para dizer “não” e assim ensinar lições importantes para os nossos filhos.

Dizer “não” com frequência às suas crianças pequenas pode ser o oposto do desejo dos pais. Mas essa resistência em torno de dizer não se deve a dois fatores: muitos pais acreditam que os nãos podem prejudicar a auto-estima dos filhos, já que ele aparece relacionado à uma desaprovação e consequentemente pode causar frustração. Muitos pais que devido a imensa carga de trabalho acham que protege-los de qualquer desconforto ou coisas que os filhos não desejam fazer é a melhor maneira de demonstrar amor por eles. Na verdade, dizer não aos filhos é uma das melhores coisas que você, como pai ou mãe, pode fazer por eles.

É verdade que seus filhos podem ficar desapontados quando ouvem a palavra “não”, no entanto, isso os tornará muito mais preparados para a realidade da vida adulta, onde todos nós temos que ouvir a palavra com mais freqüência do que gostaríamos. Não convencido?

Aqui estão mais 5 razões pelas quais você deve aderir a ideia de dizer “não” para seu filho.

1. As crianças precisam sentir desconforto.Protegê-los de situações ou sentimentos desconfortáveis irá configurá-los com expectativas irrealistas para o futuro. Não só o desconforto que eles inevitavelmente enfrentam na idade adulta vem como um choque para eles, eles não terão as habilidades de enfrentamento para lidar com ele de forma produtiva.

2. As crianças precisam aprender a aguardar. Atrasar a gratificação é um dos fatores mais importantes para o sucesso na vida ao dizer constantemente “sim” aos caprichos dos nossos filhos, estamos novamente configurando-os com expectativas irrealistas. Como adultos, temos que trabalhar arduamente para obter o que queremos e, em muito poucos casos, isso acontece instantaneamente. Então, nossos filhos devem aprender esta lição muito importante no início, mesmo que o tempo de espera seja comparativamente muito curto. Por exemplo, a sobremesa vem depois do jantar terminar, e assim por diante.

3. Limites fazem as crianças se sentirem seguras. Negociar com crianças pequenas parece ser uma abordagem saudável, às vezes pode servir para confundir esses limites. Incerteza e inconsistência podem produzir ansiedade em adultos e é o mesmo para as crianças. Se as crianças nunca sabem onde elas estão ou as respostas que elas vão conseguir, pode torná-las ansiosas e fazer com que perca a confiança em você e sua autoridade.

4. As crianças precisam saber que seus pais estão no comando. Negociatas com seus filhos pode perturbar a dinâmica da relação pai-filho. É só lembrar que a relação pai-filho não é igual como a relação de amigos. Assim, o melhor a fazer é substituir os pedidos de barganha por um ‘não’ firme. As crianças pequenas sabem que não sabem tudo sobre o mundo ou como cuidar de si mesmas, mas eles acreditam que você faz. Ser assertivo irá tranquilizá-los que você faz, e fará com que eles se sintam seguros.

5. As crianças precisam de pais que sejam pais, e não amigos. Muitos pais acreditam hoje que seus filhos não os amarão ou gostarão deles se forem muito rígidos. Como resposta a esse medo, eles tentam ser mais amigos do que pais e, na maioria das vezes, os amigos não dizem ‘não’. Não há absolutamente nenhuma evidência que sugira que a parentalidade amorosa, mas firme, quebrará seu vínculo com os filhos. Pelo contrário, é mais provável criar e manter uma relação saudável e mutuamente respeitosa com seus filhos à medida que crescem. O que conta aqui também é a habilidade de se saber dizer não. Muitas pessoas têm dificuldade em dizer não a amigos, empregadores ou colegas. Como resultado dessa falta de habilidade em dizer não, acabam fazendo coisas que não. Se o seu filho cresce com os limites saudáveis que provêm do “não”, é muito mais provável que eles possam criar esses limites para si e para seus relacionamentos adultos. Então não abra mão de dizer ‘não’ a seus filhos – eles podem não perceber isso, mas eles querem e precisam ouvir isso de vez em quando!

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

11.10.2017

A importância da rotina para crianças

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Vocês se perguntam se existe um tipo de mágica que podemos usar para melhorar a dinâmica do dia a dia com os pequenos? Se você já pensou nisso, mas acha que a fórmula mágica não existe, você está enganado ou enganada! Tem um ingrediente muito importante para crianças até os sete anos de idade: a ROTINA.

Conversamos com a nossa parceira e psicoterapeuta infantil Mônica Pessanha sobre o assunto e ela fez um texto super interessante com dicas para a rotina dos nossos filhos.

Ter uma rotina pode parecer simples, e de fato é! Mas o desenvolvimento de seu próprio ritual familiar dará à sua criança consistência e segurança no lar, bem como prepara-las para obter bons hábitos para a vida. No mundo imerso numa “epidemia de ansiedade” a previsibilidade e a familiaridade que vem com a rotina oferecem o “espaço seguro” perfeito que as crianças precisam. É verdade que a escola já oferece uma forma de rotina, com cada dia também sendo preenchido com incertezas. No entanto, uma rotina consistente na casa terá variáveis muito menores, para que seus filhos possam relaxar sabendo o que esperar.

O que mais temos que nos lembrar ou levar em consideração quando falamos em rotina? Listei 4 coisas que você deve ter em mente sempre que pensar em rotina.

1. A rotina ajuda a lidar com mudanças. A rotina também pode ajudar bastante em tempos de mudanças para as crianças, em especial quando tais mudanças estão relacionadas ao divórcio. Com todas as mudanças que vêm com uma separação, a consistência que você incorpora na situação ajudará seus filhos a se sentirem seguros e saber o que esperar.

2. Podemos estabelecer bons hábitos por meio da rotina. Além de ajudar as crianças sentirem-se mais seguras, a rotina ajuda bastante no desenvolvimento de bons hábitos. É preciso lembrar nesse caso que, alguns bons hábitos já estarão presentes na sua rotina familiar – como horários de refeições e horários de sono. Uma das maneiras mais fáceis de ajudar as crianças a adquirirem novos hábitos é adicioná-los a outros rituais que já estão em vigor. Assim, independentemente dos hábitos que você gostaria de adicionar à rotina do seu filho, enquadre-os em torno dos que já estão lá.

Por exemplo, se você quiser que eles comecem a limpar seu quarto uma vez por dia, torne esse um ritual antes da hora do jantar. Se você quiser que a leitura faça parte da rotina diária, incorpore-a antes da hora de ir dormir.

3. Bons e novos hábitos necessitam de prática regular. Ao acrescentar um novo hábito na rotina de seu filho, persista com ele. Faça com que esse novo hábito, seja simples, divirta-se e não adicione muitas atividades novas à sua rotina ao mesmo tempo. É muito mais fácil se comprometer com uma nova atividade por vez; Adicionando muitas mudanças fará com que você e seu filho estejam menos comprometidos em seguir com a rotina.

4. A rotina também ensina e cria fronteiras. A falta de rotina interfira nos limites. Isso ocorre porque os hábitos que acompanham a rotina mostram às crianças que há consequências para seus comportamentos. Por exemplo, talvez parte da rotina seja que a hora de brincar só comece quando a lição de casa estiver pronta ou a sobremesa só será servida depois de comer toda comida.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Br

03.08.2017

5 dicas simples para desenvolver o espírito de gratidão no seu filho

Bebês, Cuidados Diários, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Como ensinar nossos filhos a terem gratidão?  Vivemos numa sociedade marcada pelo consumismo e pelo individualismo. Estamos sempre sendo convidadas a ter o celular mais novo, os modelos de roupa que estão em alta e por aí vai.

E nossas crianças acabam sendo influenciadas por tudo isso também. Por isso, é importante ajudá-las a desenvolver o atributo da gratidão.

Vejam no texto de hoje 5 dicas simples da psicoterapeuta infantil e parceira do blog, Monica Pessanha, sobre como desenvolver a gratidão nos pequenos.

Entregar-se a esse estilo de vida – o de ter aquilo que é mais recente, e pior, o que muitas vezes nem precisamos – pode gerar um sentimento de frustração e, por sua vez, faz com que deixemos de ser gratos pelo que já temos. Quem acha que isso faz parte apenas do universo adulto está completamente enganado.

Atributos não são necessariamente um dom natural. Eles precisam ser desenvolvidos e como músculos precisam de exercícios. Com certeza, ensinar gratidão para as crianças é um desafio. Até porque as crianças têm uma fase de seu desenvolvimento em que elas são bem egocêntricas. Pensando em te ajudar nesse desafio, preparei 5 dicas para você usar com seu  (a) pequeno(a):

1. Deixe seu filho ajudar com tarefas simples em casa –  Por mais que seja difícil vê-los levar muito tempo para realizar uma tarefa, precisamos deixá-los participar um pouco das tarefas de casa – adequadas para idade de seu filho ou sua filha. A tentação é sempre a de interferir, mas quanto mais você faz por eles, menos eles apreciam seus esforços. Ao participar de tarefas simples como alimentar o cão ou levar os pratos sujos da mesa para a pia , a criança percebe que todas essas tarefas exigem esforço.

2. Incentive a generosidade. O caixa de brinquedo já não fecha e tem os que ele(a) nem mais usa para brincar? Diga que irão fazer uma limpeza e verificar quais são os brinquedos que podem ir para a doação. Deixe que ele(a) participe do processo.

3. Incentive-os a escrever notas de agradecimento. Essa é uma boa maneira de exercitar a gratidão. Os mais novos que ainda não sabem escrever, podem expressar sua gratidão por meio de desenhos.

4. Pratique dizendo Não. É claro que as crianças estão constantemente nos pedido brinquedo, jogos, videogame e doces. Conceder todos os seus pedidos é impedi-las de poder desenvolver o espírito de gratidão. Se temos tudo e a todo momento, como ser gratos pelo que já temos? Dizer não é uma maneira de ajudar a criança a ser grata.

5. POTE da gratidão. Isso é algo que toda a família pode participar. Todos os dias durante 30 dias, cada membro terá que escrever em filetes de papel uma coisa pela qual é grato. Quando completarem a tarefa,  vocês podem se reunir e ler juntos as coisas pelas quais a família é grata.

Ensinar gratidão não é fácil, seja persistente e paciente e lembre-se de sempre ajustar suas expectativas!

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

Page 1 of 41234