25.06.2016

Você dá autonomia para o seu filho?

Bebês, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais, Saúde

Como você incentiva a autonomia do seu filho? Um estudo canadense, realizado na Universidade de Montreal, com 78 mães e suas crianças, mostrou que bebês que são estimulados a realizar atividades sozinhos podem ter um maior desenvolvimento cognitivo.

Baby boy playing with stacking learning toy

Liderado pela pesquisadora Célia Matte-Gagné, a pesquisa foi realizada a partir de visitas quando a criança tinha 15 meses e depois, ao completar 3 anos.

Na primeira visita os pesquisadores levaram jogos com desafios, observaram e filmaram o comportamento das mães, analisando como incentivavam a autonomia dos bebês, se encorajavam eles e se respeitavam o  tempo deles.

Aos 3 anos, os pesquisadores avaliaram por meio de jogos adaptados, a força da memória de trabalho e da capacidade de pensar sobre vários conceitos simultaneamente. No resultado final as crianças que tiveram melhores pontuações tinham mães que ofereciam um suporte mais consistente ao desenvolvimento de sua autonomia.

Esse é um processo gradual, que deve ser realizado a partir de conquistas do seu filho. Claro que devemos sempre estar ao lado dos deles orientando e ajudando no que for preciso, mas de acordo com os especialistas é extremamente importante ensinar e deixar que as crianças tentem resolver questões e situações sozinhas.

Conversamos sobre o tema com a nossa parceira, a psicoterapeuta Mônica Pessanha, e ela reforçou que a promoção da autonomia ajuda a desenvolver as habilidades necessárias para quando os pais não estiverem por perto, algo que para os pais pode também ser desafiador. Mas lembrou que dar autonomia não significa ser permissivo, significa ter paciência para ajudar as bebês e crianças a explorarem livremente os limites de suas habilidades.

Vejam algumas atitudes (exageradas) dos pais que prejudicam na hora de dar autonomia:

  • Superproteger a criança;
  • Repetir instruções para execução de determinada tarefa;
  • Escolher as atividades extracurriculares dos filhos, sem nenhuma participação deles.
  • Dificuldade de deixar que a criança execute seus próprios trabalhos escolares.
  • Ter a tendência de resolver os problemas/conflitos entre seus filhos;
  • Preocupar- se demasiadamente quando o seu filho está longe deles.

 

Ela levantou ainda 6 dicas para os pais ajudarem seus bebês e crianças a desenvolverem autonomia:

1 – Deixe-os brincar 

A Brincadeira é uma parte importante da infância. Ela não é um mero passatempo, brincar ajuda no desenvolvimento das crianças, possibilitando uma descoberta de seus limites, além de desenvolver processos de socialização e descoberta do mundo. Brincando a criança aprende a resolver seus próprios problemas, desenvolvem  a criatividade, as habilidades emocionais, intelectuais e sociais e sem que se perceba, favorece um aprendizado leve e natural.  Os pais podem permitir que os filhos brinquem com objetos que estimulem a imaginação e traga a sensação de autonomia, pois ser autônoma requer um viver criativo. E no brincar a criança irá expressar seus interesses e seus sentimentos, atravessando uma ponte entre o real e o imaginário. Deixe-os brincar com panelas, potes, caixas, baldes, vassouras, lençóis, talheres de madeira, caixas vazias de remédios, etc. Esses objetos podem servir para brincar de mãe e filhinhas, super-heróis, de mercadinho, comidinhas. Brincadeiras que representam a autonomia da vida adulta.

2 – Diversão através de desafios

Um desafio é sempre encarado pelas crianças como diversão. A possibilidade de experimentar algo novo, traz para as criança uma sensação de superação e auto confiança. Aprender a amarrar os sapatos é um ótimo exemplo de superação. Essa habilidade requer maturação neurológica, por isso a criança com 5 anos já pode fazer isso sozinha. Outro desafio incrível que os pais podem fazer para ajudar a criança a desenvolver autonomia é deixá-la servir água ou leite, sem derramar. Assim como comer com garfo e faca e memorizar o telefone dos pais. É importante ter paciência e insistir na repetição, pois não será de primeira que a criança acertará. Autonomia é um processo aprendido!

3 – Estabelecer algo para eles cuidarem

Pode ser uma planta, gato ou um peixe, algo simples, mas que permita que a criança veja o resultado direto de seus cuidados, que a faça sentir orgulho. Um girassol é sempre uma boa escolha de planta. Ela cresce rápido, em qualquer solo, permite a criança acompanhar o movimento do sol. Elas podem com 8,9 anos ficar responsáveis por arrumar a mesa do jantar. E, se um pouco mais velhas, podem lavar a louça.

4- Não socorrer o tempo todo

Os pais devem suprir as necessidades dos filhos, mas não significa fazer todas as coisas e vontades e nem socorrer os pequenos o tempo todo. Se esquecerem de levar para a escola suas lições de casa, deixe-os que assumam a consequências pelo esquecimento. A professora saberá como agir. Sair correndo para levar a lição na escola, os fará ter a sensação de que “tudo bem” não se lembrar de seus deveres.  Se os pais sempre estiverem “arrumando” as coisas para as crianças, quando forem adolescente não darão conta de responsabilidades maiores. Mas ao deixá-los assumirem consequências de seus atos, serão, sem dúvida, adultos responsáveis por suas próprias ações e obrigações.

5- Uma tarefa todos os dias 

Dar as crianças pequenas tarefas para realizar todas as manhãs tais como fazer sua cama é algo bem bacana para estimular autonomia. Mesmo que a cama não fique bem arrumadinha, essa tarefa permite que lide melhor com o erro, e a frustração. Pequenos desafios na infância, permitem que na adolescência que os grandes desafios e conflitos sejam suportáveis.

6 – Cuidar de si mesmo

A partir dos 4 anos, a criança já pode desenvolver habilidades de cuidado pessoal. Os pais podem permitir de forma gradativa que a criança cuide de si mesmas quanto às questões de higiene, por exemplo. Claro que uma supervisão é sempre muito bem- vinda. Além disso, as crianças podem: pentear os cabelos, passar hidratantes no corpo, escolher roupas (ofereça-lhes duas opções para que não se sintam ansiosos), arrumar a mala da escola e guardar os sapatos ao chegar da escola. Quando os pais permitem que os filhos sejam autônomos em pequenas coisas, eles ensinam responsabilidades.

 

Esse texto contou com a colaboração da parceira do blog, Mônica Pessanha, que é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

08.04.2016

Lá vem as birras: Como lidar com esse momento?

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Imaginem a cena: você está empurrando o seu filho em um balanço no parque e já é hora de ir para casa jantar. Mas ao tentar pegar seu pequeno ele começa a gritar, chutar, espernear… ufa! Lá vem a birra! Porque, é claro, ele quer ficar mais um pouco.

E agora? Como lidar com essa situação que sempre falamos que nossos filhos não iriam fazer? Segundo a nossa parceira e psicoterapeuta de crianças, Mônica Pessanha, momentos de birras não devem ser considerados ruins, nessas horas as crianças estão se posicionando, e isso é bom.

Vejam que interessante o texto e as dicas que ela nos contou para ajudar a confortar os pequenos e os pais nesses momentos de birra.

Baby crying

A birra é uma forma do seu filho protestar! rsrs Ela sempre acontece porque a criança não realizou o seu desejo. Esse “protesto” é uma forma de o bebê ou da criança se posicionar diante da frustração, sempre que houver uma interferências do adulto em relação ao desejo dela. Essa frustração vem acompanhada de raiva. Por isso o choro, o grito, a mordida estão sempre nesse contexto e, muito frequentemente, quase surgem do nada. Mas isso não é de tudo ruim, porque se posicionar frente às dificuldades que enfrentamos faz parte de nosso desenvolvimento cognitivo e emocional. Em essência, o conflito na relação pai/mãe/filho torna-se importante para a construção da personalidade. Se posicionando desde bebê, a criança aprende a lidar com nãos e a esperar. Quando ela estiver no jardim de infância provavelmente vai lidar melhor com a disputa de um brinquedo; saberá ceder ou brigar por ele.

Posicionando-se através da birra a criança se comunica com o adulto através de seu corpo. Esse comportamento tende a acontecer dos 0 aos 3 anos de idade. Nessa fase do desenvolvimento, a criança tem palavras, mas não consegue usá-las para se expressar como uma criança de 7 anos já o fazem. Então respire fundo, vai passar!

Por muito tempo as birras foram vistas de forma muito negativa. Era considerada apenas uma jogo de manipulação para as crianças conseguirem o que querem. Por isso, é importante lembrar nos momentos de birras que elas estão se posicionando, e isso é bom. Como mães o que precisamos entender é que a forma de agir vai variar de acordo com a idade e a situação. E a forma como a mãe lida com a birra é o ponto mais essencial de tudo. É comum no momento em que a birra acontece a mãe sentir receio. Essa sensação é provocada muitas vezes pelo medo que a mãe sente de ser julgada por quem estiver por perto vendo a cena achar que a criança tenha um problema e a mãe não conseguir agir adequadamente no momento da birra e acalmar a criança. Essa sensação afasta a mãe da criança e paralisa a ação. A primeira coisa a fazer nesse caso é acalmar o próprio medo, respirar fundo e lembrar que a birra é um processo e vai passar.

O trabalho das mães é confortar a criança e ajudá-la a superar suas frustrações e mostrar que há consequências para o comportamento inadequado, nas crianças mais crescidinhas. Se for um bebê, a mãe pode pegar essa criança no colo, acolher com carinho e no momento do acolhimento, conversar com ela falando coisas como: “a mamãe sabe que você queria mexer no vaso sobre a mesa , mas chorar não vai resolver isso”. Agindo com calma e segurança, a mãe ajuda a criança construir confiança em seus pais. E a confiança é a pedra angular da sensação de segurança no mundo. Quando o bebê chora e simplesmente damos às costa, a birra tende a se prolongar, trazendo também sentimento de medo no bebê. Lembre-se de que a falta da presença da mãe não traz um norte ou um caminho diferente na hora de se posicionar. A falta não ensina.

Defina um limite. É importante ensinar a criança que morder, chutar são atitudes desagradáveis que se referem à violência e que isso não é uma forma aceitável de se expressar. Nessa primeira fase do desenvolvimento, a criança vai estar em um posição de compreender, que quando ultrapassado o limite haverá uma consequência. Ela pode perceber que a mãe não está feliz com ela, até porque quando ficamos bravas ou descontentes nossa expressão facial muda e a criança vai começa a se conter, porque ela quer a aprovação e amor.

Reconhecer o desejo do filho é a melhor maneira de lidar com uma birra, assim a mãe poderá ajudar a criança a TRANSFORMAR a birra em palavras (para as crianças mais crescidinhas). Por exemplo, se o seu bebê de 18 meses de idade, está gritando porque você se recusou a dar um bolinho, diga-lhe: “Eu posso ver que você realmente quer um bolinho.” Uma vez que a mãe identifica esse desejo a criança começa a se acalmar para ouvir a solução para sua frustração e a medida que que vai amadurecendo ele terá menos necessidade de protestar, e saberá se posicionar.

Ainda nesse exemplo, a mãe pode dar ao seu filho uma razão para a sua recusa dizendo a ela: “É quase hora do jantar. Vamos todos jantar e depois comemos o bolinho. Acha que pode me ajudar a por a mesa?” Veja que após a explicação veio uma sugestão de ação. Isso ajuda a tirar o foco do desejo inicial pelo bolinho.

Encontre uma solução alternativa sempre que possível. Assim a criança vai começar a construir a ideia de que há outros caminhos para atingir o que deseja. Quando a mãe se posiciona com firmeza, clareza e segurança, a criança compreende melhor seus limites. Esse processo é contínuo e não pára nunca, nem quando eles ficarem adolescentes. Sempre teremos que estar lá para ajudá-los a se posicionar e a compreender os nãos .

Dicas para gerenciar o comportamento da criança:

• Use uma resposta firme, mas rápido e suave. Em seguida, é preciso removê-los temporariamente da situação ou afastá-lo do estímulo. Pode levar algum tempo para as crianças compreenderem que o que eles estão fazendo não é permitido.

• Considere os gatilhos. Às vezes as crianças vão agir agressivamente, porque eles estão entediados ou buscam atenção. Se os pais são capazes de reconhecer isso, eles poderão se antecipar e promover na criança um bem-estar, oferecendo uma brincadeira ou um carinho.

• Usar o reforço positivo. Sempre elogie o bom comportamento da criança, porque quando ela conseguir se posicionar ela estará demonstrando o quanto amadureceu e percebeu que a birra não tem a função da conquista nem é a melhor maneira de se comunicar. Nesse processo aprendido vale a pena lançar mão dos beijinhos, dos bilhetinhos carinhosos ou desenhos para evidenciar o amadurecimento.

• Use palavras sentimento. Ao atribuir palavras aos sentimentos de seu filho ou estados emotivos, eles acabarão por aprender a identificar o que estão sentindo. Isso pode levar um longo tempo, especialmente se a criança é muito pequena, mas ao longo do tempo a criança será capaz de usar essas palavras para descrever e assumir o controle de seus próprios sentimentos, sem recorrer a acessos de raiva ou violência.

• Seja consistente. É importante não ceder a tudo o que o seu filho quando se desencadeia a birra. Se a mãe ceder a tudo, a criança entenderá que fazer birra é a forma de se conseguir as coisas. Esse processo vai ficando cada vez complexos e as mães, de mãos atadas. É importante que a criança perceba que a birra não vem acompanhada da conquista do que ela queria. Pedir que ela se acalme não significa ceder ao que ela deseja. Se for necessário, aplique uma sanção para que ela compreenda que há outras maneiras de se conseguir o que quer. Como por exemplo: “já que você não se acalma, nós vamos embora do parque(aqui houve a aplicação da sanção-consequências).

O que não fazer:

Os pais nunca devem morder, beliscar ou puxar seu filho pelo cabelo apenas para mostrar-lhes o quanto dói. Ainda que tenham apenas a intenção de fazer com que a criança entenda os sentimentos que desperta nos pais com as birras. Independentemente da intenção dos pais, esta é realmente uma forma de abuso infantil. Nesse caso, se criança se contém não é porque aprendeu, mas porque sentiu medo.

Aprender a se posicionar é um processo contínuo de grande valor que é aprendido também através do acolhimento e acolher é ver, perceber, aconchegar, acalentar, trazer alegrias, aconselhar e mostrar caminhos.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

01.03.2016

O Dom do Tempo na Hora de Educar os Pequenos

Bebês, Cuidados Diários, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Vamos falar sobre o tempo? Não daquele que conta as horas, mas daquele que conta as lembranças, ensinamentos e que as crianças agradecem com sorrisos e abraços apertados.

Alguns pais confundem qualidade e quantidade como tudo ou nada; o tempo de qualidade contra tempo quantidade. Talvez não seja tudo assim tão preto e branco. Embora no mundo de hoje o relógio nos dê a sensação de que os minutos passem mais rápido do que quando éramos crianças, podemos ter uma certeza: não foi ele que mudou, mas nós que estamos cada vez mais sobrecarregados.

Leiam esse texto maravilhoso que nos faz pensar e reavaliar a maneira que estamos dedicando o tempo com nossos filhos, escrito pela nossa super parceira e psicoterapeuta infantil Mônica Pessanha! Vale a pena ler!

Happy Mother And Baby Laying On Meadow

O tempo é a coisa mais preciosa que possuímos. Dá até medo da pressa, quando pensamos que estamos ficando cada vez menos com nossos filhos. E para “equilibrar o jogo das agendas” damos as crianças agendas cada vez mais lotadas de atividades extracurriculares.  Isso pode ser resultado da culpa de sabermos que, muitas vezes, pressionamos os nossos filhos para a parte interior da nossa própria agenda. Sim, estamos assegurando (com a agenda), que vamos passar algum tempo com os filhos, mas só depois que terminamos isso e aquilo. Até lá, a agenda deles devem permanecer tão lotada quanto a nossa. Passar o tempo com nossos filhos tornou-se, em alguns casos, outro item na nossa lista de tarefas, como se fossem uma “coisa a fazer.”

Claro que isso não significa que não teremos tempo apenas para nós mesmas, até porque precisamos recarregar nossas baterias. Bom senso, essa é uma outra boa palavra na hora de educar os pequenos.

Há ainda em relação ao tempo, um aspecto que talvez passe, devido a pressa do dia a dia, despercebido por nós na atualidade. Existe na família uma intimidade que não há em nenhum outro ambiente com relações sociais. Uns dos grandes problemas da sociedade hoje é o distanciamento dessa intimidade, e infelizmente as crianças são as mais atingidas.

O uso dos objetos tecnológicos têm sido um dos grandes vilões nas relações familiares. Se antes tínhamos pais cansados e preocupados com seus afazeres no trabalho, hoje o trabalho entra em casa pelos smartphones e tiram a atenção que os pais deveriam dar as crianças.

Elas sentem que seus pais diminuíram o tempo para conversar. Certamente, com o tempo, elas passarão a exibir comportamentos inadequados que têm a função muito mais de chamar a atenção dos pais do que desafiá-los. É preciso lembrar que a criança não sabe colocar o que sente em palavras, mas como todo ser humano, ela sente que precisa ter suas necessidades reconhecida e suprida. Cabe ao adulto ajudar a criança dar conta disso.

Qualidade e quantidade tem o mesmo valor e andam juntas. O dom do tempo das lembranças nunca poderá ser deixado de lado, porque filho é uma oportunidade de ver a vida com um novo olhar. Que sejam 15 minutos, mas que sejam com disposição para amar, para doar-se. No meio a tanta loucura que estamos vivendo, não podemos nos esquecer que nosso maior papel como pais é curtir a vida com nossos filhos.

Os pais precisam estar lá – precisam ser uma testemunha da vida de seus filhos. Isso significa a criação de bons tempos, mas mais importante, isso significa estar lá quando as coisas estão difíceis. Significa ser um participante ativo nas lutas diárias do seu filho.

Vamos pensar nessas quatro dicas como mais uma ferramenta de tempo junto:

1) Ressignificar a vida: 20 minutos por dia pode transformar uma família. Imagina se diminuíssemos o nosso tempo nas redes sociais, por exemplo, e aumentássemos para uma hora o tempo que passamos com nossos filhos? Só com eles: brincando; ouvindo; compreendendo e ensinando.

2) Passar o tempo não significa que você tem que fazer algo especial. Se você está sobrecarregado com as tarefas, pedir a seus filhos para ajudar é também uma oportunidade de conexão. Acima de tudo, não dê aos filhos doces, dinheiro, brinquedos ou viagens para compensar a falta de tempo. Quando lhe faltar tempo, use a qualidade com peso maior. Será um problema quando só a qualidade estiver na balança. Lembre-se de que os filhos precisam de tempo com os pais.

3) Esteja totalmente presente quando você estiver em casa.  Muitas vezes, quando os pais chegam em casa, eles se distraem com outras atividades e demandas. Ou, às vezes, com hobbies. A fim de ter tempo de qualidade, você tem que colocar essas coisas de lado e focar na família. Mostre aos filhos que eles valem mais do que as redes sociais e os telejornais.

4) Faça perguntas importantes. Se você quiser descobrir como sua família vê a questão da qualidade do tempo, pergunte-se: se pudéssemos fazer alguma coisa amanhã juntos, o que seria?

Não há problema algum realizarmos nossos sonhos de sucessos. Na verdade temos que buscá-los.  No entanto, lembre-se de criar tempo suficiente em quantidade e concentrar seus esforços em fazer um tempo de qualidade familiar para que o sucesso seja completo.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das BRINCADEIRAS AFETIVAS (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as)) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)986430054 e (11)37215430

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