08.04.2016

Lá vem as birras: Como lidar com esse momento?

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Imaginem a cena: você está empurrando o seu filho em um balanço no parque e já é hora de ir para casa jantar. Mas ao tentar pegar seu pequeno ele começa a gritar, chutar, espernear… ufa! Lá vem a birra! Porque, é claro, ele quer ficar mais um pouco.

E agora? Como lidar com essa situação que sempre falamos que nossos filhos não iriam fazer? Segundo a nossa parceira e psicoterapeuta de crianças, Mônica Pessanha, momentos de birras não devem ser considerados ruins, nessas horas as crianças estão se posicionando, e isso é bom.

Vejam que interessante o texto e as dicas que ela nos contou para ajudar a confortar os pequenos e os pais nesses momentos de birra.

Baby crying

A birra é uma forma do seu filho protestar! rsrs Ela sempre acontece porque a criança não realizou o seu desejo. Esse “protesto” é uma forma de o bebê ou da criança se posicionar diante da frustração, sempre que houver uma interferências do adulto em relação ao desejo dela. Essa frustração vem acompanhada de raiva. Por isso o choro, o grito, a mordida estão sempre nesse contexto e, muito frequentemente, quase surgem do nada. Mas isso não é de tudo ruim, porque se posicionar frente às dificuldades que enfrentamos faz parte de nosso desenvolvimento cognitivo e emocional. Em essência, o conflito na relação pai/mãe/filho torna-se importante para a construção da personalidade. Se posicionando desde bebê, a criança aprende a lidar com nãos e a esperar. Quando ela estiver no jardim de infância provavelmente vai lidar melhor com a disputa de um brinquedo; saberá ceder ou brigar por ele.

Posicionando-se através da birra a criança se comunica com o adulto através de seu corpo. Esse comportamento tende a acontecer dos 0 aos 3 anos de idade. Nessa fase do desenvolvimento, a criança tem palavras, mas não consegue usá-las para se expressar como uma criança de 7 anos já o fazem. Então respire fundo, vai passar!

Por muito tempo as birras foram vistas de forma muito negativa. Era considerada apenas uma jogo de manipulação para as crianças conseguirem o que querem. Por isso, é importante lembrar nos momentos de birras que elas estão se posicionando, e isso é bom. Como mães o que precisamos entender é que a forma de agir vai variar de acordo com a idade e a situação. E a forma como a mãe lida com a birra é o ponto mais essencial de tudo. É comum no momento em que a birra acontece a mãe sentir receio. Essa sensação é provocada muitas vezes pelo medo que a mãe sente de ser julgada por quem estiver por perto vendo a cena achar que a criança tenha um problema e a mãe não conseguir agir adequadamente no momento da birra e acalmar a criança. Essa sensação afasta a mãe da criança e paralisa a ação. A primeira coisa a fazer nesse caso é acalmar o próprio medo, respirar fundo e lembrar que a birra é um processo e vai passar.

O trabalho das mães é confortar a criança e ajudá-la a superar suas frustrações e mostrar que há consequências para o comportamento inadequado, nas crianças mais crescidinhas. Se for um bebê, a mãe pode pegar essa criança no colo, acolher com carinho e no momento do acolhimento, conversar com ela falando coisas como: “a mamãe sabe que você queria mexer no vaso sobre a mesa , mas chorar não vai resolver isso”. Agindo com calma e segurança, a mãe ajuda a criança construir confiança em seus pais. E a confiança é a pedra angular da sensação de segurança no mundo. Quando o bebê chora e simplesmente damos às costa, a birra tende a se prolongar, trazendo também sentimento de medo no bebê. Lembre-se de que a falta da presença da mãe não traz um norte ou um caminho diferente na hora de se posicionar. A falta não ensina.

Defina um limite. É importante ensinar a criança que morder, chutar são atitudes desagradáveis que se referem à violência e que isso não é uma forma aceitável de se expressar. Nessa primeira fase do desenvolvimento, a criança vai estar em um posição de compreender, que quando ultrapassado o limite haverá uma consequência. Ela pode perceber que a mãe não está feliz com ela, até porque quando ficamos bravas ou descontentes nossa expressão facial muda e a criança vai começa a se conter, porque ela quer a aprovação e amor.

Reconhecer o desejo do filho é a melhor maneira de lidar com uma birra, assim a mãe poderá ajudar a criança a TRANSFORMAR a birra em palavras (para as crianças mais crescidinhas). Por exemplo, se o seu bebê de 18 meses de idade, está gritando porque você se recusou a dar um bolinho, diga-lhe: “Eu posso ver que você realmente quer um bolinho.” Uma vez que a mãe identifica esse desejo a criança começa a se acalmar para ouvir a solução para sua frustração e a medida que que vai amadurecendo ele terá menos necessidade de protestar, e saberá se posicionar.

Ainda nesse exemplo, a mãe pode dar ao seu filho uma razão para a sua recusa dizendo a ela: “É quase hora do jantar. Vamos todos jantar e depois comemos o bolinho. Acha que pode me ajudar a por a mesa?” Veja que após a explicação veio uma sugestão de ação. Isso ajuda a tirar o foco do desejo inicial pelo bolinho.

Encontre uma solução alternativa sempre que possível. Assim a criança vai começar a construir a ideia de que há outros caminhos para atingir o que deseja. Quando a mãe se posiciona com firmeza, clareza e segurança, a criança compreende melhor seus limites. Esse processo é contínuo e não pára nunca, nem quando eles ficarem adolescentes. Sempre teremos que estar lá para ajudá-los a se posicionar e a compreender os nãos .

Dicas para gerenciar o comportamento da criança:

• Use uma resposta firme, mas rápido e suave. Em seguida, é preciso removê-los temporariamente da situação ou afastá-lo do estímulo. Pode levar algum tempo para as crianças compreenderem que o que eles estão fazendo não é permitido.

• Considere os gatilhos. Às vezes as crianças vão agir agressivamente, porque eles estão entediados ou buscam atenção. Se os pais são capazes de reconhecer isso, eles poderão se antecipar e promover na criança um bem-estar, oferecendo uma brincadeira ou um carinho.

• Usar o reforço positivo. Sempre elogie o bom comportamento da criança, porque quando ela conseguir se posicionar ela estará demonstrando o quanto amadureceu e percebeu que a birra não tem a função da conquista nem é a melhor maneira de se comunicar. Nesse processo aprendido vale a pena lançar mão dos beijinhos, dos bilhetinhos carinhosos ou desenhos para evidenciar o amadurecimento.

• Use palavras sentimento. Ao atribuir palavras aos sentimentos de seu filho ou estados emotivos, eles acabarão por aprender a identificar o que estão sentindo. Isso pode levar um longo tempo, especialmente se a criança é muito pequena, mas ao longo do tempo a criança será capaz de usar essas palavras para descrever e assumir o controle de seus próprios sentimentos, sem recorrer a acessos de raiva ou violência.

• Seja consistente. É importante não ceder a tudo o que o seu filho quando se desencadeia a birra. Se a mãe ceder a tudo, a criança entenderá que fazer birra é a forma de se conseguir as coisas. Esse processo vai ficando cada vez complexos e as mães, de mãos atadas. É importante que a criança perceba que a birra não vem acompanhada da conquista do que ela queria. Pedir que ela se acalme não significa ceder ao que ela deseja. Se for necessário, aplique uma sanção para que ela compreenda que há outras maneiras de se conseguir o que quer. Como por exemplo: “já que você não se acalma, nós vamos embora do parque(aqui houve a aplicação da sanção-consequências).

O que não fazer:

Os pais nunca devem morder, beliscar ou puxar seu filho pelo cabelo apenas para mostrar-lhes o quanto dói. Ainda que tenham apenas a intenção de fazer com que a criança entenda os sentimentos que desperta nos pais com as birras. Independentemente da intenção dos pais, esta é realmente uma forma de abuso infantil. Nesse caso, se criança se contém não é porque aprendeu, mas porque sentiu medo.

Aprender a se posicionar é um processo contínuo de grande valor que é aprendido também através do acolhimento e acolher é ver, perceber, aconchegar, acalentar, trazer alegrias, aconselhar e mostrar caminhos.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

01.03.2016

O Dom do Tempo na Hora de Educar os Pequenos

Bebês, Cuidados Diários, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Vamos falar sobre o tempo? Não daquele que conta as horas, mas daquele que conta as lembranças, ensinamentos e que as crianças agradecem com sorrisos e abraços apertados.

Alguns pais confundem qualidade e quantidade como tudo ou nada; o tempo de qualidade contra tempo quantidade. Talvez não seja tudo assim tão preto e branco. Embora no mundo de hoje o relógio nos dê a sensação de que os minutos passem mais rápido do que quando éramos crianças, podemos ter uma certeza: não foi ele que mudou, mas nós que estamos cada vez mais sobrecarregados.

Leiam esse texto maravilhoso que nos faz pensar e reavaliar a maneira que estamos dedicando o tempo com nossos filhos, escrito pela nossa super parceira e psicoterapeuta infantil Mônica Pessanha! Vale a pena ler!

Happy Mother And Baby Laying On Meadow

O tempo é a coisa mais preciosa que possuímos. Dá até medo da pressa, quando pensamos que estamos ficando cada vez menos com nossos filhos. E para “equilibrar o jogo das agendas” damos as crianças agendas cada vez mais lotadas de atividades extracurriculares.  Isso pode ser resultado da culpa de sabermos que, muitas vezes, pressionamos os nossos filhos para a parte interior da nossa própria agenda. Sim, estamos assegurando (com a agenda), que vamos passar algum tempo com os filhos, mas só depois que terminamos isso e aquilo. Até lá, a agenda deles devem permanecer tão lotada quanto a nossa. Passar o tempo com nossos filhos tornou-se, em alguns casos, outro item na nossa lista de tarefas, como se fossem uma “coisa a fazer.”

Claro que isso não significa que não teremos tempo apenas para nós mesmas, até porque precisamos recarregar nossas baterias. Bom senso, essa é uma outra boa palavra na hora de educar os pequenos.

Há ainda em relação ao tempo, um aspecto que talvez passe, devido a pressa do dia a dia, despercebido por nós na atualidade. Existe na família uma intimidade que não há em nenhum outro ambiente com relações sociais. Uns dos grandes problemas da sociedade hoje é o distanciamento dessa intimidade, e infelizmente as crianças são as mais atingidas.

O uso dos objetos tecnológicos têm sido um dos grandes vilões nas relações familiares. Se antes tínhamos pais cansados e preocupados com seus afazeres no trabalho, hoje o trabalho entra em casa pelos smartphones e tiram a atenção que os pais deveriam dar as crianças.

Elas sentem que seus pais diminuíram o tempo para conversar. Certamente, com o tempo, elas passarão a exibir comportamentos inadequados que têm a função muito mais de chamar a atenção dos pais do que desafiá-los. É preciso lembrar que a criança não sabe colocar o que sente em palavras, mas como todo ser humano, ela sente que precisa ter suas necessidades reconhecida e suprida. Cabe ao adulto ajudar a criança dar conta disso.

Qualidade e quantidade tem o mesmo valor e andam juntas. O dom do tempo das lembranças nunca poderá ser deixado de lado, porque filho é uma oportunidade de ver a vida com um novo olhar. Que sejam 15 minutos, mas que sejam com disposição para amar, para doar-se. No meio a tanta loucura que estamos vivendo, não podemos nos esquecer que nosso maior papel como pais é curtir a vida com nossos filhos.

Os pais precisam estar lá – precisam ser uma testemunha da vida de seus filhos. Isso significa a criação de bons tempos, mas mais importante, isso significa estar lá quando as coisas estão difíceis. Significa ser um participante ativo nas lutas diárias do seu filho.

Vamos pensar nessas quatro dicas como mais uma ferramenta de tempo junto:

1) Ressignificar a vida: 20 minutos por dia pode transformar uma família. Imagina se diminuíssemos o nosso tempo nas redes sociais, por exemplo, e aumentássemos para uma hora o tempo que passamos com nossos filhos? Só com eles: brincando; ouvindo; compreendendo e ensinando.

2) Passar o tempo não significa que você tem que fazer algo especial. Se você está sobrecarregado com as tarefas, pedir a seus filhos para ajudar é também uma oportunidade de conexão. Acima de tudo, não dê aos filhos doces, dinheiro, brinquedos ou viagens para compensar a falta de tempo. Quando lhe faltar tempo, use a qualidade com peso maior. Será um problema quando só a qualidade estiver na balança. Lembre-se de que os filhos precisam de tempo com os pais.

3) Esteja totalmente presente quando você estiver em casa.  Muitas vezes, quando os pais chegam em casa, eles se distraem com outras atividades e demandas. Ou, às vezes, com hobbies. A fim de ter tempo de qualidade, você tem que colocar essas coisas de lado e focar na família. Mostre aos filhos que eles valem mais do que as redes sociais e os telejornais.

4) Faça perguntas importantes. Se você quiser descobrir como sua família vê a questão da qualidade do tempo, pergunte-se: se pudéssemos fazer alguma coisa amanhã juntos, o que seria?

Não há problema algum realizarmos nossos sonhos de sucessos. Na verdade temos que buscá-los.  No entanto, lembre-se de criar tempo suficiente em quantidade e concentrar seus esforços em fazer um tempo de qualidade familiar para que o sucesso seja completo.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das BRINCADEIRAS AFETIVAS (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as)) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)986430054 e (11)37215430

07.12.2015

A importância de você ser uma mãe “suficientemente boa” para o seu filho

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Sim! Como mães, nós queremos ser perfeitas! Queremos ser tudo para todas as pessoas, especialmente para os nossos filhos.

Queremos dar a eles todos os tipos de alegria e poupá-los de todos os tipos de dor. Queremos sempre que eles se sintam amados; nunca indesejados, carentes, com medo, com fome, ou que se sintam perdidos. Nunca!

Mas sabemos que não podemos… Não somos super heroínas. Somos reais. E por mais difícil que pareça, por maior que seja a culpa, não podemos impedir nosso filho de se decepcionar, esperar a vez, deixar que caia e se levante sozinho.

Leiam esse texto incrível da nossa parceira psicoterapeuta de crianças e adolescentes, Mônica Pessanha, e vejam a importância de você ser uma mãe “suficientemente boa” para o seu filho.

Happy Young Mother And Three Children Snuggling On Bed

É uma pressão muito grande encarar o desafio da maternidade. Cada vez mais as mídias sociais trabalham juntas para dar-lhes a imaginação de uma mãe ideal como a que vemos nos comerciais. Isso, por si só, já torna as coisas um pouco mais difíceis. Se adicionarmos a isso, a carreira ou a falta de ajuda de um parceiro, o fardo ainda aumenta. Mas mesmo assim, as mães têm colocado uma capa de supermãe todos os dias, secretamente, sabendo que é absolutamente impossível viver de acordo com essas expectativas ideais.

O trabalho das mães é crucial porque o tipo de cuidados que as crianças recebem no início de suas vidas molda tudo o que virá mais tarde. O presente mais importante que podemos oferecer às mães é ajudá-las a desenvolver uma abordagem mais equilibrada da vida. Isso significa que devemos ajudá-las a inclinarem-se sobre os desafios da maternidade com inteligência e devoção, ao mesmo tempo que as auxiliamos a nutrirem a ideia de que se algo não sair perfeitamente como se deseja, seja possível lançar mão da paciência, compaixão e compreensão.

O pediatra e psicanalista Donald Winnicott cunhou um termo que captura essa abordagem mais equilibrada para a maternidade. Ele diz que a mãe deve ser “suficientemente boa”. Ao descrever essa mãe, ele o faz com admiração e respeito. A mãe suficientemente boa é sinceramente preocupada com o fato de ser mãe, prestando atenção no seu filho, participando da vida dele, oferecendo cuidado físico, emocional e segurança. Quando ela falha, tenta novamente, mas isso não é o fim de tudo para a mãe suficientemente boa, porque ela sabe que é um ser humano tridimensional. E ser tridimensional é uma mãe sob pressão e tensão. Ela tem sentimentos mistos sobre ser mãe, como culpa e satisfações. Ela é ao mesmo tempo altruísta e egoísta. Ela se vira para seu filho e se afasta dele. Ela é capaz de grande dedicação, no entanto, ela também é propensa a ressentimento. Ela fica frustrada, deprimida, cansada e perde o seu temperamento; age impulsivamente e sente culpada depois. Ela não é perfeita. Ela não é super-humano. Isso a torna real.

É importante ter expectativas reais delas mesmas, afinal cada mãe sabe dos seus próprios limites. Tentar superá-los é importante, mas não é aconselhável tentar fazer mais do que deveriam. Uma casa limpa é importante, mas não tão importante do que 20 minutos de brincadeiras com os filho. Ser suficientemente boa implica reconhecer e trabalhar com expectativas reais. Aceitar essa realidade pode levar a uma mudança emocional interior. Se nossas vidas são temperadas com compaixão, paciência e compreensão, então a nossa carga emocional será mais leve. E isso é bom para todos.

O processo de se tornar uma mãe suficientemente boa para nossas crianças acontece ao longo do tempo. Enquanto nossas crianças ainda são bebês, tentamos estar disponível constantemente e responder a elas imediatamente. Assim que choram, nós lhe alimentamos ou lhe aconchegamos ou trocamos-lhes as fraldas – em outras palavras, nós fazemos o que for preciso para ajudá-las a se sentirem melhor. Isto é importante porque ensina nossos filhos que eles são seguros e serão cuidados.

Acontece que não podemos sustentar este nível de atenção aos nossos filhos para sempre, nem deveríamos. Isso é a parte mais difícil, porque temos medos que eles cresçam, que atravessem as ruas sozinhos, que decidam sobre suas próprias roupas e o que comer. De repente passamos a falhar, a exigir, a frustrar excessivamente as crianças (dizemos muitos nãos, isso é frustar). Uma mãe suficientemente boa precisa lembrar de satisfazer emocionalmente as crianças, mas isso não significa que devam estar de prontidão todas as vezes que ouvirem o “mãeeeeee”. Falhar de maneira tolerável ajuda a criança a aprender a viver em um mundo imperfeito.

Lembrem-se de que ao nos construirmos como mães suficientemente boas, estaremos contribuindo para criar pessoas mais fortes e equilibradas e cidadãos que poderão contribuir mais positivamente para nossa sociedade. Enfim, adultos capazes de enfrentar o mundo e não desistir diante dos muitos desafios que ele nos oferece.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das BRINCADEIRAS AFETIVAS (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as)) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)986430054 e (11)37215430

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