04.01.2016

2016: Que tal desacelerar a rotina do seu filho neste ano?

Bebês, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais, Saúde

Little baby girl and her mother

Sai da escolinha, vai para a natação, sai da natação, vai para o balé, sai do balé, vai pra aula de música, depois aula de pintura e ai vai direto pro inglês. Ufaaa! A agenda do seu filho anda corrida e lotada? Você já ouviu falar em “Slow Parenting”? Que tal pensar mais sobre isso em 2016?

O movimento “Slow Parenting”, que pode ser traduzido por “Pais Sem Pressa”, começou nos Estados Unidos e, simplificando, significa desacelerar a rotina dos pais para desacelerar a dos filhos.

Vivemos num mundo tão corrido, em que muitas vezes sentimos ansiedade para estimular e preparar nossos filhos para serem os melhores e mais inteligentes. E ainda tem a competição materna (enlouquecedora!!) com perguntas de outras mães do tipo: “Seu filho ainda não anda? Ahh não? O meu já anda há 1 mês!”. Mas qual é a vantagem disso? Pra que acelerar o desenvolvimento dos nossos filhos? Será que eles estão felizes?

Claro que achamos que devemos estimulá-los, mas tudo da medida certa. Sem querer antecipar fases, sem pressão em cima deles. É preciso respeitar o tempo de cada criança, encontrar o equilíbrio entre atividades importantes e o que elas realmente se sentem felizes em fazer.  E é exatamente isso que esse movimento “Slow Parenting” defende para uma melhor qualidade de vida.

Bebê precisa ser bebê, criança precisa ser criança. E nós, pais, precisamos entender isso para desacelerar e perceber que não temos que ficar o tempo todo criando brincadeiras e atividades para estimulá-los. Muitas vezes um ritmo acelerado pode trazer sérios problemas emocionais para os nossos filhos.

Com um novo ano que chega, esse é um momento importante para repensarmos o dia a dia. Talvez seja a hora de criamos nossos filhos com menos cobranças e mais valor para coisas pequenas da vida, como os passeios de bicicleta, as idas aos parquinhos e o cineminha no sofá. Vamos relaxar, ser felizes e deixar que eles curtam a infância do jeito que ela deve ser, de forma equilibrada, sem cobranças e obrigações. Concordam?

E lembrem-se: nenhuma atividade é mais importante do que estar junto deles! ;-)

Vejam os 10 princípios do movimento “Slow Parenting”:

1- Desligar todo tipo de tecnologia por pelo menos 1 hora por dia (mais é ainda melhor).

2- Ser pai e mãe, deixar de tentar ser o amigo do seu filho.

3- Cultivar a habilidade de observar seus filhos e outras crianças, e ser atento nessas observações. Perceber as diferenças de idades.

4- Casas são as primeiras escolas, pais os primeiros professores. Entenda os valores e a importância do seu papel.

5- O trabalho de uma criança é brincar.

6- Você deu a vida, mas você não é a vida do seu filho.

7- Ok dizer não. Estabeleça limites.

8- Menos é mais – criatividade muitas vezes nasce do tédio.

9- Entenda, respeite e honre sua comunidade – dentro e fora de casa.

10- Aprenda a cultivar espaços silenciosos durante o dia e tenha tempo pra esvaziar a mente.

07.12.2015

A importância de você ser uma mãe “suficientemente boa” para o seu filho

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Sim! Como mães, nós queremos ser perfeitas! Queremos ser tudo para todas as pessoas, especialmente para os nossos filhos.

Queremos dar a eles todos os tipos de alegria e poupá-los de todos os tipos de dor. Queremos sempre que eles se sintam amados; nunca indesejados, carentes, com medo, com fome, ou que se sintam perdidos. Nunca!

Mas sabemos que não podemos… Não somos super heroínas. Somos reais. E por mais difícil que pareça, por maior que seja a culpa, não podemos impedir nosso filho de se decepcionar, esperar a vez, deixar que caia e se levante sozinho.

Leiam esse texto incrível da nossa parceira psicoterapeuta de crianças e adolescentes, Mônica Pessanha, e vejam a importância de você ser uma mãe “suficientemente boa” para o seu filho.

Happy Young Mother And Three Children Snuggling On Bed

É uma pressão muito grande encarar o desafio da maternidade. Cada vez mais as mídias sociais trabalham juntas para dar-lhes a imaginação de uma mãe ideal como a que vemos nos comerciais. Isso, por si só, já torna as coisas um pouco mais difíceis. Se adicionarmos a isso, a carreira ou a falta de ajuda de um parceiro, o fardo ainda aumenta. Mas mesmo assim, as mães têm colocado uma capa de supermãe todos os dias, secretamente, sabendo que é absolutamente impossível viver de acordo com essas expectativas ideais.

O trabalho das mães é crucial porque o tipo de cuidados que as crianças recebem no início de suas vidas molda tudo o que virá mais tarde. O presente mais importante que podemos oferecer às mães é ajudá-las a desenvolver uma abordagem mais equilibrada da vida. Isso significa que devemos ajudá-las a inclinarem-se sobre os desafios da maternidade com inteligência e devoção, ao mesmo tempo que as auxiliamos a nutrirem a ideia de que se algo não sair perfeitamente como se deseja, seja possível lançar mão da paciência, compaixão e compreensão.

O pediatra e psicanalista Donald Winnicott cunhou um termo que captura essa abordagem mais equilibrada para a maternidade. Ele diz que a mãe deve ser “suficientemente boa”. Ao descrever essa mãe, ele o faz com admiração e respeito. A mãe suficientemente boa é sinceramente preocupada com o fato de ser mãe, prestando atenção no seu filho, participando da vida dele, oferecendo cuidado físico, emocional e segurança. Quando ela falha, tenta novamente, mas isso não é o fim de tudo para a mãe suficientemente boa, porque ela sabe que é um ser humano tridimensional. E ser tridimensional é uma mãe sob pressão e tensão. Ela tem sentimentos mistos sobre ser mãe, como culpa e satisfações. Ela é ao mesmo tempo altruísta e egoísta. Ela se vira para seu filho e se afasta dele. Ela é capaz de grande dedicação, no entanto, ela também é propensa a ressentimento. Ela fica frustrada, deprimida, cansada e perde o seu temperamento; age impulsivamente e sente culpada depois. Ela não é perfeita. Ela não é super-humano. Isso a torna real.

É importante ter expectativas reais delas mesmas, afinal cada mãe sabe dos seus próprios limites. Tentar superá-los é importante, mas não é aconselhável tentar fazer mais do que deveriam. Uma casa limpa é importante, mas não tão importante do que 20 minutos de brincadeiras com os filho. Ser suficientemente boa implica reconhecer e trabalhar com expectativas reais. Aceitar essa realidade pode levar a uma mudança emocional interior. Se nossas vidas são temperadas com compaixão, paciência e compreensão, então a nossa carga emocional será mais leve. E isso é bom para todos.

O processo de se tornar uma mãe suficientemente boa para nossas crianças acontece ao longo do tempo. Enquanto nossas crianças ainda são bebês, tentamos estar disponível constantemente e responder a elas imediatamente. Assim que choram, nós lhe alimentamos ou lhe aconchegamos ou trocamos-lhes as fraldas – em outras palavras, nós fazemos o que for preciso para ajudá-las a se sentirem melhor. Isto é importante porque ensina nossos filhos que eles são seguros e serão cuidados.

Acontece que não podemos sustentar este nível de atenção aos nossos filhos para sempre, nem deveríamos. Isso é a parte mais difícil, porque temos medos que eles cresçam, que atravessem as ruas sozinhos, que decidam sobre suas próprias roupas e o que comer. De repente passamos a falhar, a exigir, a frustrar excessivamente as crianças (dizemos muitos nãos, isso é frustar). Uma mãe suficientemente boa precisa lembrar de satisfazer emocionalmente as crianças, mas isso não significa que devam estar de prontidão todas as vezes que ouvirem o “mãeeeeee”. Falhar de maneira tolerável ajuda a criança a aprender a viver em um mundo imperfeito.

Lembrem-se de que ao nos construirmos como mães suficientemente boas, estaremos contribuindo para criar pessoas mais fortes e equilibradas e cidadãos que poderão contribuir mais positivamente para nossa sociedade. Enfim, adultos capazes de enfrentar o mundo e não desistir diante dos muitos desafios que ele nos oferece.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das BRINCADEIRAS AFETIVAS (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as)) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)986430054 e (11)37215430

05.11.2015

Como ensinar seu filho a não interromper? Conheça uma dica simples!

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Quem aí tem um tagarelinha em casa chamando toda hora por “Mamãe, mamãe, mamãe, mamãe…”? O vídeo abaixo é perfeito! ;-)

Ver uma criança interrompendo uma conversa de adultos querendo ser atendida na hora (e ainda para falar algo sem muita importância) é uma cena frequente. Mesmo quem não é mãe, com certeza, já presenciou essa situação alguma vez. Mas como controlar esse comportamento impaciente dos nossos filhos?

Crianças pequenas não têm auto-controle e noção sobre o que é realmente importante. Elas gostam de ser atendidas no exato momento em que querem falar. Por isso, o primeiro passo é conversar, ensinar e explicar que não se pode interromper toda hora uma conversa.

Mas, se você já fez tudo isso e não adiantou, calma! Conhecemos no blog A Cup of Jo uma ideia/dica super simples e achamos legal compartilhar aqui. Gente, não é nada comprovado, é só uma dica interessante que descobrimos e curtimos! ;-)

Vejam esse relado que legal com a dica:

“Eu estava conversando com uma amiga, um dia, quando seu filho de 3 anos de idade queria dizer algo. Em vez de interromper, ele simplesmente colocou a mão no pulso da mãe e esperou. Minha amiga colocou a mão em cima e continuamos conversando.

Depois que ela tinha terminado o que estava dizendo, ela virou-se para o filho e lhe deu a palavra. Eu fiquei maravilhada! Tão simples. Tão gentil. Tão respeitoso de ambos, a criança e o adulto. Seu filho só precisou esperar alguns segundos para a minha amiga terminar sua frase. Então ela deu-lhe sua completa atenção.”

O que acharam? Um gestão tão simples que faz com que a criança entenda que deve esperar sem precisar repreendê-la. Legal, né? E ainda pode ser tratado como um “código secreto” entre vocês!

Aproveitem esse truque e depois contem aqui pra gente se ajudou e funcionou pra vocês!

Page 3 of 41234