23.12.2015

Livros infantis importantes para transmitir bons valores aos nossos filhos

Diversão, Educação dos Pequenos, Livros e Músicas, Mamães & Papais

Vamos aproveitar o clima do Natal para reforçar valores importantes para os nossos filhos? Claro que isso tem que ser diário e deve fazer parte da educação que, nós, pais, temos que transmitir SEMPRE para as crianças! Mas essa época natalina é muito especial também para ensiná-los.

E usar a literatura é uma excelente forma de transmitir para as crianças princípios básicos e valores que nos humanizam. Nossos filhos são a esperança do futuro e podem mudar essas histórias tristes de corrupção e atentados que infelizmente vimos em 2015…

Confiram a ótima seleção de livros que a nossa parceira Mônica Pessanha, psicoterapeuta de crianças e adolescentes, indicou para nos auxiliar a transmitir amor, respeito, tolerância, caráter e muitos outros valores fundamentais para um mundo melhor.

Two Kids Reading A Book In Bed

1) E eu com isso? Aprendendo sobre respeito (de Moises Brian) – O livro traz situações do cotidiano para mostrar as relações de respeito que devem existir entre as pessoas.

2) Lino (de André Neves) – História delicada sobre a saudade, o sentimento de perda e a importância de amizades na superação dos momentos difíceis, acompanhada de belas e sensíveis ilustrações feitas pelo próprio autor.

3) A Velhinha Que Dava Nome as Coisas (de Cynthia Rylant) – É uma ótima sugestão para leitura das crianças. Uma história recheada de comoção e compaixão pelo simples. A demonstração de uma amizade verdadeira e que alegra o coração: uma amizade entre uma velhinha e um cachorrinho.

4) Ovo da Esperança: o sentido da festa de Páscoa (de Leonardo Boff) – O livro traz aos pequeninos algumas noções de compaixão, cooperação, solidariedade e generosidade, independente de qualquer crença ou religião.

5) Malala, a menina que queria ir para a escola – A menina paquistanesa que quase morreu por querer ir para a escola. Ótimo para trabalhar a questão do papel da mulher (na cultura extremista do Islã, a mulher que estuda está cedendo ao pecado).

6) Maria Vai Com as Outras (de Sylvia Orthoff) – Possibilitará mostrar para as crianças que cada um tem a sua própria identidade, a sua opinião e que não podemos fazer as coisas que os outros fazem sem pensar/questionar se isso é bom para a gente ou não. Ótimo para trabalhar o poder de decisão e de ensinar a não se importar com a opinião dos outros.

7) Frio pode ser quente (de Jandira Mansur) – Começa fornecendo a ideia principal da autora que diz assim: “As coisas tem muito jeito de ser, depende do jeito que a gente vê”. O livro trata da relatividade dos conceitos, propondo sempre um contraponto divertido e inteligente,além das ótimas ilustrações do italiano Michele Iacocca.

8) Menina Bonita do Laço de fita (de Ana Maria Machado) – Esse livro conta a história de um coelho branco que faz de tudo para ficar pretinho como a menina do laço de fita que ele acha linda. O coelho, no entanto, não sabe como ela herdou aquela cor e tenta descobrir seu segredo de ser tão pretinha. Com a insistência do coelho sempre perguntando “Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?”, a menina inventava respostas como “Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequena”. Até que a mãe da menina diz que ela era assim porque tinha uma avó preta. O coelho foi, então, procurar uma coelha preta para se casar. Encontrou “uma coelha escura como a noite” e juntos tiveram muitos coelhinhos: brancos, cinzas, malhados de branco e uma bem pretinha.

9) O urso Rabugento (de Nick Bland) – Num dia de chuva e vento, uma zebra, um alce, um leão e uma ovelha procuravam um lugar para brincar – e achavam que tinham encontrado o local ideal numa caverna seca e quentinha. Mas eis que a caverna já conta com um inquilino e ele não quer saber de companhia! Ótimo para trabalhar o contexto da imigração.

10) Em Casa (de Heinz Janisch) – Ao acompanharmos as aventuras de uma grande ave vermelha em sua viagem pelas casas que ela é capaz de imaginar, descobrimos que casa é o lugar que identifica quem somos e como somos. Portanto, cada um a seu jeito idealiza seu lar diferente do outro. Afinal, nada melhor que nossa aconchegante, segura e própria casa. Ótimo para trabalhar a importância dos laços afetivos.

11) Os heróis do Tsunami (de Fernando Vilela) – Os tsunamis acontecem com frequência na Terra, principalmente no oceano Pacífico. As famosas ondas gigantes, quando aparecem, causam muito transtorno às pessoas, podendo destruir completamente vilas e cidades. Mas alguns seres vivos têm a capacidade de prever este fenômeno. Ótimo para trabalhar calamidades.

25.11.2015

Como explicar os atentados e outras tragédias aos filhos?

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Como explicar a uma criança os ataques em Paris e a tragédia em Mariana? Será que devemos falar sobre assuntos delicados como esses ou desconversar?

Achamos que para os mais novos, não há necessidade de maiores explicações. O ideal é que eles nem tenham acesso a esse tipo de informação, mas, se ouvirem algo fora de casa e questionarem, vale um diálogo sem detalhes, explicando que não precisam se preocupar, que esse não é um assunto de criança. Essa resposta já costuma deixar os pequenos tranquilos e com a sensação de que estão protegidos. Já os maiores, ou quando há uma angústia maior da criança, é importante conversar, e o principal, aproveitar para ensinar os valores que nos humanizam como respeito, amizade, tolerância, generosidade, amor, entre tantos outros.

Leiam esse super texto da nossa parceira Mônica Pessanha, psicoterapeuta de crianças e adolescentes, para nos ajudar na educação dos pequenos nesses momentos.

Temos que lutar por um mundo com mais amor para nós e para nossos filhos! ❤

paris_atentado_criancas

(ilustração: Flávio Wetten)

Quem se lembra da Malala, a menina que queria ir para escola e que acabou levando um tiro por isso? E das 100 meninas que foram sequestradas por frequentar a escola? Quem se lembra do menininho Sírio morto na praia?

Tantas histórias de terror temos visto ultimamente. No último dia 13/11 vimos mais atentados ocorridos na França. Atentados acusados pela intolerância.

Alguns pais se foram e deixaram seus filhos para contar suas histórias. No Brasil, tivemos uma cidade inteira devastada pela força das águas, e novamente cenas que impressionam tiram lágrimas de nós. Circulou nas redes sociais a imagem de uma menininha toda suja de lama acolhendo seu cachorrinho. A foto seria linda se não fosse tão trágica.

Nossos filhos muitas vezes tentando entender o que está acontecendo, nos deixam sem respostas para dar. Até porque é difícil explicar o porquê de uma barragem ceder, ou porque existem pessoas tão duras em suas crenças ao ponto de matar outras crianças. Mesmo em tempos tão difíceis, os pais devem dizer-lhes a verdade de forma simples e clara. Isso ajudará as crianças a compreenderem o mundo que as cerca. Há aqueles que pensam que abrir esse assunto com os filhos pode ser prejudicial. É muito mais angustiante para as crianças, sentir que algo está errado, e ninguém falar com elas sobre o assunto. Claro que devemos pensar nos limites. Crianças muito pequenas nem devem ser impactadas por esse tipo de assunto, já que não é adequado que assistam programas de TV que tenham esse conteúdo. Mas, se por um acaso elas ouvirem e questionarem, podemos preservá-las e dizer para não se preocuparem, que quando forem maiores vão entender melhor. Na maioria das vezes elas confiam na gente e se sentem tranquilas e protegidas com essa resposta.

Mas, muitas crianças maiores, sentem a necessidade de conversar e fazer mais perguntas sobre possibilidades futuras, por exemplo: é possível novos atentados? Nesse caso, simplesmente devemos ser honestos e dizer que não podemos saber e ressaltarmos  que, certamente, medidas serão tomadas para que eles sejam evitados. Mostrar fotos ou imagens trágicas, por exemplo, não é adequado.

Quando os eventos terríveis acontecem, como os ataques em Paris, o instinto imediato dos pais é proteger seus filhos. Por isso, os pais sentem tal dificuldade para falar. O fato é que as crianças vão ouvir e vão falar sobre isso, mas se estiverem com as informações corretas saberão distinguir o que é mentira e o que realmente aconteceu ou o que pode acontecer. É o adulto que vai transmitir corretamente os fatos. Para isso os pais, obviamente, terão que estar por dentro dos acontecimentos.

Ao iniciar o diálogo, permita e incentive seus filhos a expressarem seus sentimentos. Expliquem que o terrorismo é uma situação de violência contra pessoas ou coisas para se conseguir aquilo que se quer. É um ato que não respeita diferenças e não abre espaço para a conversa, pois um grupo tenta impor suas crenças e opiniões, ainda que pela força. Isso é o que chamamos de intolerância. Mas violência gera mais violência. É interessante aproveitar esse momento para falar sobre os valores que devemos desenvolver em nós mesmos.

Ensine seus filhos que, por trás de cada decisão, de cada comportamento, deve haver valores que nos humanizem, tais como:

  • Respeito: Ter consideração pelo o que os outros têm a dizer.
  • Amizade: Ensinar as adequadas habilidades sociais e cultivar o valor das boas amizades.
  • Confiança: Ajudar a criança a perceber que ela é única, especial e dotada de qualidades, muitas delas serão descobertas ao longo do tempo.
  • Responsabilidade: Sem perfeccionismos, ensinar a criança a cumprir suas obrigações e acordos firmados.
  • Alegria: Ensinar a criança viver com expectativas, vendo sempre o aspecto mais positivos das pessoas.
  • Sinceridade: Ensinar a criança a manifestar sempre as coisas tal como elas são, com verdade, sem mentiras, pois essa poderá causar muito dor no futuro.
  • Generosidade: Estimular a atitude de gratidão e generosidade significa colocá-los no caminho da felicidade.
  • Força: Estimular a força que nasce da confiança em si mesmo, ver as coisas com esperança.
  • Tolerância: Ensinar que o autoritarismo sempre será destrutivo, dê exemplos de flexibilidade.
  • Amor: Esse é o principal. Quanto mais amar as crianças, mais resultados positivos vamos ver na humanidade, qualquer pessoas se torna mais humano e tolerante diante do amor.

 

As crianças (e muitos adultos) verão esses acontecimentos como ameaças pessoais. No entanto, se focarmos a ensinar os valores que nos humanizam, nossos filhos poderão mudar as histórias tristes que temos visto, porque entenderão que devem não só amar e respeitar a si mesmos, mas as demais pessoas.

No vídeo abaixo o programa de televisão francês Le Petit Journal registrou um pai tentando explicar ao filho sobre os atentados. A entrevista fez sucesso nas redes sociais e comoveu o mundo todo.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das BRINCADEIRAS AFETIVAS (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as)) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)986430054 e (11)37215430

20.11.2015

Como 5 palavrinhas podem motivar seu filho

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Children having swimming lesson

O que você diz para o seu filho após vê-lo nadar, jogar, cantar ou se apresentar na escola? Outro dia encontramos um conselho muito interessante no blog Hands Free Mama, a partir de uma pesquisa realizada com atletas universitários.

A pesquisa tinha a seguinte pergunta: “O que seus pais te falam que faz você se sentir bem, que aumenta a sua vontade e alegria durante e depois de um jogo?” A resposta esmagadora das crianças que participaram da pesquisa foi: “Eu adoro te ver jogar”.

O resultado mostrou que essas crianças não esperam inúmeros elogios ou dicas para melhorarem o desempenho. Elas simplesmente querem que os pais gostem de assisti-las, que estejam felizes ali vendo a apresentação delas.

Depois de ler isso parece óbvio, mas não custa lembrar e reforçar que os nossos filhos precisam apenas de amor incondicional. Eles já sofreram pressão suficiente dos professores, técnicos e até deles mesmo para fazerem uma boa apresentação.

Adoramos essa dica e corremos para compartilhar aqui com vocês. É impressionante como o efeito em nossos filhos é real. O sorriso no rosto deles ao trocar um “Você nada muito bem” por “Eu adoro te ver nadar” é emocionante! ❤

Palavrinhas tão simples, mas muito poderosas!

Vamos testar? Contem pra gente nos comentários a reação dos pequenos ao ouvirem essas palavras!

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