22.08.2017

Não me pergunte mais “Como foi na escola hoje?”

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

“Filho, como foi na escola hoje?” Com certeza toda mãe aqui já fez essa pergunta para o seu filho na volta da aula, certo? O problema é que praticamente 100% das vezes a resposta que recebemos é apenas um “foi legal”, “tudo bem”, “foi boa”…. NADA além disso, não é verdade?!? kkk

Passeando por alguns sites encontramos esse texto super legal no Update or Dieescrito por Wagner Brenner. Ele listou 20 alternativas ótimas para trocar essa pergunta tradicional – e que praticamente nuuunca tem uma resposta boa-  por outras que funcionam!! kkk Demais!! Dicas ótimas para aumentar a interação com nossos filhos!

E vocês? Queremos saber que táticas usam!!! rs

Mother and child in car

Não pergunte mais “E aí… como foi na escola hoje?”

Eu sei, você é uma pessoa legal, quer puxar conversa e acredito até que esteja genuinamente curioso para saber como foi o dia na escola.

Mas eu sei o que acontece depois. Quer apostar?

Depois que você pergunta, a resposta que você recebe é: “tudo bem”. Ou “legal”. Eu já recebi até um “an-hã” uma vez, que nem faz sentido.

É simplesmente uma pergunta que não funciona. Bate-e-volta.

Mas como eu sei que você quer aproveitar esse momento para ter uns bons minutos de papo e, talvez, acompanhar um pouco da rotina deles para saber se está tudo certo, aqui vão algumas alternativas para você usar no lugar do CFNEH?

Vamos lá:

20 alternativas para trocar a pergunta vaga por outra que funciona:

1.  Qual foi a coisa mais legal* que aconteceu hoje na escola? (*bizarra, *chata, *barulhenta, *etc)

2.  Conta aí uma coisa que fez você dar risada hoje.

3.  Se você pudesse escolher, quem você colocava sentado ao seu lado? Por que? (ou jamais colocaria do seu lado?)

4.  Qual é o lugar mais descolado da escola?

5.  Qual foi a maior absurdíce que você ouviu alguém falando hoje? (sim, pode inventar umas palavras)

6.  Se eu encontrasse com a sua professora no supermercado e perguntasse sobre você, o que será que ela ia dizer?

7.  Você ajudou alguém hoje?

8.  Se a gente fosse fazer um vídeo dos Vingadores na sua classe, quem a gente colocava como o Hulk? (e vai mudando o personagem)

9.  Me ensina alguma coisa que te ensinaram hoje? ( e vai dando de burrão, vai falando “como assim?”, “que demais! Me explica melhor vai”, etc)

(essa sempre foi minha preferida. Acho que até hoje meu filho me acha o maior ignorante do mundo)

10.  Qual foi a parte mais bacana do dia, que você ficou mais feliz?

11.  Teve alguma hora que você virou uma gelatina de tanto tédio?

12.  Se aparecesse um disco voador para sequestrar alguém, pra quem você apontava?

13.  Com quem você gostaria de brincar no recreio mas nunca brincou?

14.  Me conta uma coisa bem bem boa que aconteceu hoje.

15.  Qual você acha que é a palavra preferida da sua professora? Uma que ela vive falando?

16.  Se você ganhasse a escola de presente e virasse o dono de tudo, o que você faria?

17.  E o que você ia cancelar do que tem hoje? tem alguma coisa?

18.  Quem é a pessoa mais engraçada da sua classe? Me conta uma palhaçada que ela fez hoje.

19. Se você fosse convidado para ser o professor amanhã, durante o dia inteiro, o que você faria?

20. De todos os que estão lá dentro do seu estojo, quem é que trabalha mais? Por quê?

Enfim, não é nada científico, nem nada assim. É só uma dica bem prática para conseguir conversar e ao mesmo tempo acompanhar a rotina dos pequenos. O truque é fazer perguntas disfarçadas, cheias de fantasias e chegando pelas beradas.

Na verdade, quanto menos perguntar melhor, só comece o assunto e pronto. Nunca um tiro direto como o “CFNEH?”, porque elas percebem que você tá xeretando, desde pequenininhas. E te colocam pra correr com um “foi legal” e pumba, acabou com a sua chance de conversar sobre a escola. Você coloca um disco voador na pergunta e ela acaba respondendo muito mais do que você imagina (preste atenção nas entre-linhas das respostas).

O confinamento forçado dentro do carro é uma benção. Aproveite-o com sabedoria e diversão.

 

Fonte: Update or Dieescrito por Wagner Brenner

24.04.2017

Mamãe, me ajuda a guardar os brinquedos?

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Quem dera se os brinquedos aparecessem e desaparecessem como num passe de mágica! Aquele momento em que os pais olham para o chão cheio de pecinhas pequenas não traria a sensação de cansaço só de pensar: “Ah, tenho que arrumar tuuudo isso!!”

Conversamos com a nossa parceira psicóloga, Mônica Pessanha, sobre a importância desse momento e ela nos deu ótimas dicas para lidar com a arrumação dos brinquedos! Confira tudo no texto abaixo! :)

Alphabet blocks and abacus isolated on white

Guardar brinquedos traz para os pequenos senso de autonomia e ajuda na construção da independência. Mas além dessa questão tão importante para o desenvolvimento, guardar os brinquedos proporciona às crianças uma sensação de segurança porque ela perceberá que as coisas estão sempre no mesmo lugar e, se quiserem, saberão onde encontrá-los.

Sabemos o quanto essa tarefa de ajudar as crianças a guardar os brinquedos pode ser trabalhosa. Mesmo com tamanha dificuldade, não desista de ensinar, respire fundo e conte até 10, se for necessário. Lembre-se de que vocês já estão em um caminho certo. Dando exemplos às crianças, elas imitam os adultos e quando você menos esperar lá estarão elas, arrumando a cama, guardando as roupas nos armários e os brinquedos. 

Pensamos em algumas dicas para ajudar os pequenos nesse processo:

1- Paciência: as crianças pequenas precisam de ajudar para compreender que a hora de guardar também é importante. No geral, elas gostam mais de tirar as coisas de lugar do que colocar de volta. Vale brincar de quem guarda primeiro. Dê-lhes tempo para guardar os brinquedos.

2- Se você tem filhos mais velhos, vale deixar uma área separada para que eles brinquem sem formar aquela bagunça e briguem entre eles. Mas isso não é uma regra, até porque os irmãos devem brincar juntos. Isso ajuda apenas na organização das coisas e nas rotinas diárias.

3- Reduza a quantidade de brinquedos disponíveis. A criança não precisa brincar com tudo que ela tem ao mesmo tempo. Você pode ajudá-la a escolher com o que vai brincar . Vale até criar um conjuntos de brinquedos em caixas diferentes. Assim a criança poderá escolher, brincar de comidinha e pegar a caixa com esses objetos!

4-Crie uma música para guardar os brinquedos. As crianças pequenas adoram cantar e dançar e essa pode ser uma boa ferramenta para ensiná-la que quando a mamãe começa a cantar “tá na hora de guardar” os brinquedos. Assim, elas se preparam para recolhê-los.

5- Seja firme, calmamente ignore birras e tire o foco, ofertando à criança outra atividade.

6- Tente aceitar uma certa quantidade de bagunça e aos pouco vá introduzindo as regras. 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

23.12.2015

Livros infantis importantes para transmitir bons valores aos nossos filhos

Diversão, Educação dos Pequenos, Livros e Músicas, Mamães & Papais

Vamos aproveitar o clima do Natal para reforçar valores importantes para os nossos filhos? Claro que isso tem que ser diário e deve fazer parte da educação que, nós, pais, temos que transmitir SEMPRE para as crianças! Mas essa época natalina é muito especial também para ensiná-los.

E usar a literatura é uma excelente forma de transmitir para as crianças princípios básicos e valores que nos humanizam. Nossos filhos são a esperança do futuro e podem mudar essas histórias tristes de corrupção e atentados que infelizmente vimos em 2015…

Confiram a ótima seleção de livros que a nossa parceira Mônica Pessanha, psicoterapeuta de crianças e adolescentes, indicou para nos auxiliar a transmitir amor, respeito, tolerância, caráter e muitos outros valores fundamentais para um mundo melhor.

Two Kids Reading A Book In Bed

1) E eu com isso? Aprendendo sobre respeito (de Moises Brian) – O livro traz situações do cotidiano para mostrar as relações de respeito que devem existir entre as pessoas.

2) Lino (de André Neves) – História delicada sobre a saudade, o sentimento de perda e a importância de amizades na superação dos momentos difíceis, acompanhada de belas e sensíveis ilustrações feitas pelo próprio autor.

3) A Velhinha Que Dava Nome as Coisas (de Cynthia Rylant) – É uma ótima sugestão para leitura das crianças. Uma história recheada de comoção e compaixão pelo simples. A demonstração de uma amizade verdadeira e que alegra o coração: uma amizade entre uma velhinha e um cachorrinho.

4) Ovo da Esperança: o sentido da festa de Páscoa (de Leonardo Boff) – O livro traz aos pequeninos algumas noções de compaixão, cooperação, solidariedade e generosidade, independente de qualquer crença ou religião.

5) Malala, a menina que queria ir para a escola – A menina paquistanesa que quase morreu por querer ir para a escola. Ótimo para trabalhar a questão do papel da mulher (na cultura extremista do Islã, a mulher que estuda está cedendo ao pecado).

6) Maria Vai Com as Outras (de Sylvia Orthoff) – Possibilitará mostrar para as crianças que cada um tem a sua própria identidade, a sua opinião e que não podemos fazer as coisas que os outros fazem sem pensar/questionar se isso é bom para a gente ou não. Ótimo para trabalhar o poder de decisão e de ensinar a não se importar com a opinião dos outros.

7) Frio pode ser quente (de Jandira Mansur) – Começa fornecendo a ideia principal da autora que diz assim: “As coisas tem muito jeito de ser, depende do jeito que a gente vê”. O livro trata da relatividade dos conceitos, propondo sempre um contraponto divertido e inteligente,além das ótimas ilustrações do italiano Michele Iacocca.

8) Menina Bonita do Laço de fita (de Ana Maria Machado) – Esse livro conta a história de um coelho branco que faz de tudo para ficar pretinho como a menina do laço de fita que ele acha linda. O coelho, no entanto, não sabe como ela herdou aquela cor e tenta descobrir seu segredo de ser tão pretinha. Com a insistência do coelho sempre perguntando “Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?”, a menina inventava respostas como “Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequena”. Até que a mãe da menina diz que ela era assim porque tinha uma avó preta. O coelho foi, então, procurar uma coelha preta para se casar. Encontrou “uma coelha escura como a noite” e juntos tiveram muitos coelhinhos: brancos, cinzas, malhados de branco e uma bem pretinha.

9) O urso Rabugento (de Nick Bland) – Num dia de chuva e vento, uma zebra, um alce, um leão e uma ovelha procuravam um lugar para brincar – e achavam que tinham encontrado o local ideal numa caverna seca e quentinha. Mas eis que a caverna já conta com um inquilino e ele não quer saber de companhia! Ótimo para trabalhar o contexto da imigração.

10) Em Casa (de Heinz Janisch) – Ao acompanharmos as aventuras de uma grande ave vermelha em sua viagem pelas casas que ela é capaz de imaginar, descobrimos que casa é o lugar que identifica quem somos e como somos. Portanto, cada um a seu jeito idealiza seu lar diferente do outro. Afinal, nada melhor que nossa aconchegante, segura e própria casa. Ótimo para trabalhar a importância dos laços afetivos.

11) Os heróis do Tsunami (de Fernando Vilela) – Os tsunamis acontecem com frequência na Terra, principalmente no oceano Pacífico. As famosas ondas gigantes, quando aparecem, causam muito transtorno às pessoas, podendo destruir completamente vilas e cidades. Mas alguns seres vivos têm a capacidade de prever este fenômeno. Ótimo para trabalhar calamidades.

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