19.10.2015

10 dicas de como gerenciar o uso da internet pelos nossos filhos

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Você já se questionou se é certo dar um iPad ou iPhone para o seu filho brincar? Claro que a dúvida é normal, estamos sempre nos questionando como pais! Independente da geração, as crianças precisam de limites na educação.

Se usada adequadamente e de forma segura, acreditamos que a internet pode trazer benefícios no desenvolvimento das crianças. Mas, lembrem-se, que estudos apontam que a relação real com familiares, amigos, professores, brinquedos, é ainda muito mais importante para as crianças. Por isso, é preciso ter atenção e moderação. E, claro, ter muito cuidado para dar o exemplo para os seus pequenos!

A Academia Americana da Pediatria levantou 10 dicas super importantes de como gerenciar o uso de mídias digitais com as crianças. Confira!

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1.Tratar o ambiente virtual como você trataria qualquer outro ambiente ao redor da vida da criança.

Aplicar as mesmas regras ao ambiente real e virtual, e seus limites, pois as crianças precisam e esperam por eles. Conhecer os amigos das crianças, tanto os reais como os virtuais. Saber sobre todas as plataformas, software e aplicativos que eles estão usando, onde estão navegando e o que estão fazendo online.

2.Priorizar a brincadeira e estabelecer limites.

Brincadeiras offline são fundamentais e estimulam a criatividade, faça disso uma prioridade, principalmente com crianças pequenas, e não esqueça de participar dessas atividades com os pequenos. Tecnologia, assim como qualquer outra atividade, deve ter limites.

3.Famílias que brincam juntas, aprendem juntas.

A participação da família é fundamental nas atividades digitais, isso incentiva a interação, o relacionamento e aprendizado. Jogue um vídeo game com seu filho, é uma ótima forma de passar para ele boas maneiras e espírito esportivo. Além disso, na prática você poderá passar suas próprias experiências de vida e perspectivas, como um guia enquanto jogam e se divertem.

4.Seja um bom modelo.

Ensine boas maneiras e comportamentos online através do exemplo. Isso implica limitar também o seu próprio uso das mídias digitais. Dessa forma você estará mais disponível e conectado com seu filho.

5.Saiba o valor da comunicação cara a cara.

Crianças pequenas aprendem melhor através da comunicação bidirecional, quando elas emitem e recepcionam mensagem simultaneamente. Essa dinâmica de troca é essencial para o desenvolvimento da linguagem e, de acordo com estudos, muito mais relevante que escutar de forma passiva ou através de uma tela apenas. Essas conversas podem ser cara a cara, ou por vídeo, quando algum dos pais viaja ou se tem avós que moram distante.

6.Crie zonas livres da tecnologia.

Mantenha o horário da refeição e momentos de interação social/familiar como zonas livres de tecnologia. Aproveite a noite para recarregar os celulares fora do quarto da criança, assim você garante que eles não cairão na tentação de usá-los quando deveriam estar dormindo. Essas regras incentivam momentos em família, são importante para bons hábitos alimentares, garantem maior qualidade no sono e são fundamentais para o bem estar das crianças.

7.Não use as mídias como tranquilizadores emocionais

As mídias digitais podem ser muito eficientes em deixar as crianças calmas, mas não devem ser os únicos instrumentos para isso. Crianças precisam ser ensinadas a lidar com fortes emoções. Tente faze-las respirar, se acalmar, conversar sobre os problemas.

8.Faça seu dever de casa com os aplicativos

Mais de 80.000 aplicativos são vendidos como educativos, mas faça sua pesquisa para verificar a real qualidade dos aplicativos que seu filho irá usar.

9. É normal que seu filho se relacione online

Relacionamentos online fazem parte da vida adolescente. Mídias sociais são instrumentos que colaboram nas descobertas individuais. Mas fique atenta para acompanhar se seu filho está se relacionamento apropriadamente em ambas realidades, virtual e real. muitos adolescentes precisam ser lembrados que colocar “privado” em redes sociais não significa real privacidade e tudo que eles postam instantaneamente vira uma marca em sua história. Mantenha a comunicação com eles sempre aberta e deixe-os seguros de que você estará lá sempre que precisarem, tiverem dúvidas ou qualquer preocupação.

10.Lembre-se crianças serão sempre crianças

Eles poderão cometer erros ao usar mídias digitais, tente lidar com calma e tirar proveito para ensiná-los nesses momentos. Mas algumas situações, como: bullying, post de imagens provocativas, etc, podem ser sinais vermelhos e de que é o momento de procurar ajuda profissional. Não hesite em conversar com seu pediatra a respeito.

 

Fonte: Academia Americana da Pediatria

07.03.2015

Estamos criando filhos materialistas?

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Happy family play musical toys

Já parou para pensar se você está incentivando – inconscientemente, claro! – seu filho a ser materialista? De acordo com estudo feito pela Universidade de Missouri e Illinois, nos Estados Unidos, algumas táticas dos pais usadas para educar podem influenciar crianças a relacionarem o sucesso na vida à qualidade e quantidade de bens materiais.

A partir da pesquisa feita com 700 adultos sobre tipos de recompensa e punição que receberam na infância, foram apontados três comportamentos que incentivam o materialismo:

  • Dar presentes quando a criança realiza alguma conquista. Ex.: tira notas altas, ganhar um jogo de futebol, etc;
  • Usar presentes como forma de afeto;
  • Tirar um bem material como forma de castigo.

 

Mas qual seria então a alternativa? Como presentear nossos filhos passando valores corretos a eles? De acordo com a autora do estudo, não é necessário parar completamente de demonstrar amor com presentes, mas isso deve ser feito ocasionalmente.

O que ela defende é que a melhor forma de presentear nossos filhos é com tempo, amor e atenção, e que esse sim é o melhor presente que ele pode receber. Ao focar no tempo dedicado aos filhos, e menos nas “coisas”, as crianças tendem a crescer mais felizes, seguras e não precisarão de bens materiais para se sentirem satisfeitas e completas.

Lendo a pesquisa começamos a pensar em como mudar algumas atitudes e aos poucos reduzir recompensas e castigos relacionados a bens materiais. E queríamos saber de vocês, o que acham desse estudo? Que alternativas usam e quais as táticas usadas com as crianças mais novas? E com as mais velhas?

Para quem se interessar, o estudo é de Marsha Richins – “Material Parenting: How the Use of Goods in Parenting Fosters Materialism in the Next Generation”.

12.02.2015

Não me pergunte mais “Como foi na escola hoje?”

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

 

“Filho, como foi na escola hoje?” Com certeza toda mãe aqui já fez essa pergunta para o seu filho na volta da aula, certo? O problema é que praticamente 100% das vezes a resposta que recebemos é apenas um “foi legal”, “tudo bem”, “foi boa”…. NADA além disso, não é verdade?!? kkk

Passeando por alguns sites encontramos esse texto super legal no Update or Dieescrito por Wagner Brenner. Ele listou 20 alternativas ótimas para trocar essa pergunta tradicional – e que praticamente nuuunca tem uma resposta boa-  por outras que funcionam!! kkk Demais!! Dicas ótimas para aumentar a interação com nossos filhos!

E vocês? Queremos saber que táticas usam!!! rs

Mother and child in car

Não pergunte mais “E aí… como foi na escola hoje?”

Eu sei, você é uma pessoa legal, quer puxar conversa e acredito até que esteja genuinamente curioso para saber como foi o dia na escola.

Mas eu sei o que acontece depois. Quer apostar?

Depois que você pergunta, a resposta que você recebe é: “tudo bem”. Ou “legal”. Eu já recebi até um “an-hã” uma vez, que nem faz sentido.

É simplesmente uma pergunta que não funciona. Bate-e-volta.

Mas como eu sei que você quer aproveitar esse momento para ter uns bons minutos de papo e, talvez, acompanhar um pouco da rotina deles para saber se está tudo certo, aqui vão algumas alternativas para você usar no lugar do CFNEH?

Vamos lá:

20 alternativas para trocar a pergunta vaga por outra que funciona:

1.  Qual foi a coisa mais legal* que aconteceu hoje na escola? (*bizarra, *chata, *barulhenta, *etc)

2.  Conta aí uma coisa que fez você dar risada hoje.

3.  Se você pudesse escolher, quem você colocava sentado ao seu lado? Por que? (ou jamais colocaria do seu lado?)

4.  Qual é o lugar mais descolado da escola?

5.  Qual foi a maior absurdíce que você ouviu alguém falando hoje? (sim, pode inventar umas palavras)

6.  Se eu encontrasse com a sua professora no supermercado e perguntasse sobre você, o que será que ela ia dizer?

7.  Você ajudou alguém hoje?

8.  Se a gente fosse fazer um vídeo dos Vingadores na sua classe, quem a gente colocava como o Hulk? (e vai mudando o personagem)

9.  Me ensina alguma coisa que te ensinaram hoje? ( e vai dando de burrão, vai falando “como assim?”, “que demais! Me explica melhor vai”, etc)

(essa sempre foi minha preferida. Acho que até hoje meu filho me acha o maior ignorante do mundo)

10.  Qual foi a parte mais bacana do dia, que você ficou mais feliz?

11.  Teve alguma hora que você virou uma gelatina de tanto tédio?

12.  Se aparecesse um disco voador para sequestrar alguém, pra quem você apontava?

13.  Com quem você gostaria de brincar no recreio mas nunca brincou?

14.  Me conta uma coisa bem bem boa que aconteceu hoje.

15.  Qual você acha que é a palavra preferida da sua professora? Uma que ela vive falando?

16.  Se você ganhasse a escola de presente e virasse o dono de tudo, o que você faria?

17.  E o que você ia cancelar do que tem hoje? tem alguma coisa?

18.  Quem é a pessoa mais engraçada da sua classe? Me conta uma palhaçada que ela fez hoje.

19. Se você fosse convidado para ser o professor amanhã, durante o dia inteiro, o que você faria?

20. De todos os que estão lá dentro do seu estojo, quem é que trabalha mais? Por quê?

Enfim, não é nada científico, nem nada assim. É só uma dica bem prática para conseguir conversar e ao mesmo tempo acompanhar a rotina dos pequenos. O truque é fazer perguntas disfarçadas, cheias de fantasias e chegando pelas beradas.

Na verdade, quanto menos perguntar melhor, só comece o assunto e pronto. Nunca um tiro direto como o “CFNEH?”, porque elas percebem que você tá xeretando, desde pequenininhas. E te colocam pra correr com um “foi legal” e pumba, acabou com a sua chance de conversar sobre a escola. Você coloca um disco voador na pergunta e ela acaba respondendo muito mais do que você imagina (preste atenção nas entre-linhas das respostas).

O confinamento forçado dentro do carro é uma benção. Aproveite-o com sabedoria e diversão.

 

Fonte: Update or Dieescrito por Wagner Brenner

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