14.03.2016

“Mães Que Fazem!” com Beatriz de Andrade

Mães Que Fazem!, Mamães & Papais

Hoje tem post novo na coluna “Mães que Fazem”, que conta histórias legais de mulheres empreendedoras. Para participar mais do dia a dia da filha, ter mais flexibilidade de horários e acompanhar o desenvolvimento dela de perto, a empresária e leitora do blog, Beatriz de Andrade, decidiu abrir um e-commerce infantil diferente, focado em roupinhas adaptadas para bebês usuários do suspensório de Pavlik.

A ideia da empresa surgiu assim que a filha Helena nasceu com Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ), uma instabilidade da articulação do quadril. Durante o tratamento, a filha precisava usar o suspensório por 2 meses, 24 horas por dia!! Foi então que Beatriz percebeu a dificuldade que era para encontrar roupas que a vestissem bem e decidiu abrir sua empresa. Uma ideia empreendedora muito importante para ajudar outras crianças com o mesmo problema!

Vejam o papo que tivemos com a Beatriz sobre maternidade e dicas de empreendedorismo!

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PROFISSÃO

Qual era a sua atividade profissional antes de decidir ter o seu próprio negócio?

Antes de abrir meu próprio negócio eu trabalhava na área de e-commerce de uma empresa multinacional de cosméticos.

MUDANÇA

Como a maternidade te inspirou a mudar?

A maternidade mudou as minhas prioridades e me fez pensar em diferentes formas de mudar a minha rotina para conseguir me dedicar mais a minha família.

EMPRESA

E como surgiu a ideia da sua empresa?

Por ter permanecido na posição pélvica (sentada) durante toda gestação, minha filha apresentou Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) ao nascer. Trata-se de uma instabilidade ou frouxidão da articulação do quadril. Quando descoberta nos primeiros meses de vida do bebê, a DDQ pode ser tratada e até sanada com o uso de um suspensório ortopédico. Se não diagnosticada rapidamente o tratamento torna-se mais invasivo, com necessidade de cirurgia e imobilização do quadril por cerca de 3 meses. Se não tratada, a DDQ pode ter graves consequências. Dificuldade para andar, dores, entre outros.

Para tratar a DDQ a minha filha, Helena, usou o suspensório de pavlik por 2 meses, 24 horas por dia! Esse suspensório mantém as pernas do bebê abertas, para que ocorra o encaixe do quadril.

Durante o tratamento da Helena eu tive muita dificuldade em encontrar roupas que a vestissem bem, sem forçar o fechamento de suas pernas.

Foi então que surgiu a ideia de lançar a “Turma da Lelê” – a primeira loja online brasileira especializada em roupas e acessórios para bebês com suspensório de pavlik. As roupas são adaptadas para dar mais mobilidade e conforto aos bebês em tratamento.

Você se baseou em algum modelo inspirador para montar o seu negócio?

Sim. Pesquisando na internet descobri lojas online da Austrália e Reino Unido que faziam roupas para bebês com displasia de quadril.
Me inspirei nessas lojas para abrir meu negócio.

DESAFIOS

Quais foram os principais desafios para montar o novo negócio e quais são os principais desafios da administração dele atualmente?

Entre os principais desafios estava: buscar parceiros que me ajudassem a desenvolver e confeccionar produtos adaptados (com modelagem diferenciada) e garantir que esses produtos atenderiam as necessidades do meu público. Para isso fiz algumas pesquisas com mães de bebês em tratamento, o que me ajudou muito.

Atualmente meu desafio principal é o de administrar, organizar e controlar todas as áreas da empresa. Principalmente a financeira.

Como sou formada em Marketing, acabo me dedicando mais as atividades relacionadas a venda, comunicação e desenvolvimento de novos produtos. Um ótimo desafio para que eu me torne uma profissional mais completa e multifuncional.

LADO BOM

O que acha que mais valeu a pena nessa mudança profissional?

Além poder passar mais tempo com a minha filha, o que me deixa muito satisfeita, ver esse projeto concretizado é um grande alegria.

Hoje converso muito com outras mães. Trocamos experiências e dividimos um pouco dos receios, medos e alegrias. O retorno de que meu trabalho ajuda essas mães a passarem por essa fase de forma mais tranquila é uma grande recompensa e faz tudo valer a pena!

ROTINA

Como é a sua rotina de empreendedora e mãe? Você trabalha em casa ou fora?

Trabalho em casa. Enquanto minha filha está na escola, período da manhã e início da tarde, me dedico ao meu negócio. Depois de buscar minha filha na escola, sou mãe em tempo integral!

DICA

O que você diria para as mães que estão pensando em empreender como foco em vendas online? Tem algum conselho?

Faça algo que você goste e acredite. Converse com outras mães empreendedoras, troque experiências, estude seu negócio e como se inserir no mundo digital. Organize seu tempo para dar conta de tudo e conseguir se dedicar aos seus filhos. Siga, nas mídias sociais, empresas com perfil semelhantes ao da empresa que você quer abrir. Dedique-se e trabalhe bastante no seu empreendimento. Tenha expectativas e metas claras, para você saber se está no caminho certo ou não. Alguns meses serão bons, outros nem tanto, não desanime! Tenha foco e determinação para conquistar seus objetivos, coragem para abrir mão de certas coisas e sabedoria para avaliar suas decisões.

30.05.2015

“Mães Que Fazem!” com Ale Garattoni

Mães Que Fazem!, Mamães & Papais

Se tem uma pessoa que é referência no tema empreendedorismo e maternidade é a querida Ale Garattoni.

A Ale é mãe da fofíssima Maria Helena, é autora do livro ItGirls, lançou a consultoria AG Branding e escreve no super blog Alegarattoni, que ela mesmo define como “blog de lifestyle de uma mãe empreendedora”.

Vejam a entrevista que fizemos com ela para a coluna “Mães que Fazem!”.  Adoramos o papo, Ale! Muito bom poder compartilhar suas dicas e experiências de empreendedorismo/maternidade aqui no Cheguei ao Mundo!

 

CONVIDADA DE HOJE: 

ALE GARATTONI  – AG Branding

ale garattoni

PROFISSÃO

Qual era a sua atividade profissional antes de decidir ter o seu próprio negócio?

Já tinha empreendido antes, mas, nos últimos anos antes de ter MH, trabalhei como editora em sites e revistas de moda/comportamento e, na sequência dirigindo o marketing e comunicação de um e-commerce de moda.

MUDANÇA

Como a maternidade te inspirou a mudar?

Sempre, sempre tive veia empreendedora e isso era notável até em empregos convencionais que tive – nunca tive cabeça de funcionária, sempre procurei ir além, me envolver de fato com o lado business de todos estes empregos (parte disso vem também da minha formação, em Administração). Mas antes mesmo de engravidar, sabia que o modelo de mãe-funcionária não serviria pra mim. Sempre gostei de flexibilidade e sabia que isso se tornaria ainda mais importante depois de ser mãe.

EMPRESA

E como surgiu a ideia da sua empresa?

A AG Branding foi uma evolução natural de dez anos de carreira, tanto em empregos convencionais quanto em projetos próprios. Já tinha um espaço na internet, por conta do blog, comecei a escrever sobre o tema – que sempre me acompanhou direta e indiretamente – e, de uma maneira quase automática e bastante natural, percebi a demanda por formação neste assunto. O workshop surgiu como uma ideia-teste e a primeira edição foi vendida em meia hora. Ali tive certeza que havia mercado para este negócio e comecei a desenvolvê-lo mais estrategicamente.

LADO BOM

O que acha que mais valeu a pena nessa mudança profissional?

No meu caso específico, não posso dizer que deixei um emprego ao engravidar ou ao ter minha filha. Foi uma transição mais antiga, que envolve muito da minha própria personalidade. Mas pensando nos meus anos trabalhando em redação de revista, por exemplo, tenho certeza que teria MUITA dificuldade em conciliar um emprego convencional com a maternidade. Precisar estar trabalhando até de madrugada (como era comum em semanas de fechamento) enquanto minha filha estivesse em casa com febre seria algo muito sofrido – e acredito que atrapalharia até minha produtividade.

LADO RUIM

Quais os principais desafios e dificuldades que você teve?

Pedi demissão do meu último emprego no fim de 2011 já com a intenção de desacelerar, dar mais atenção à família e, no meio de 2012, engravidar. Assim foi feito! Ao longo de 2012 e 2013, período que incluiu a gravidez e o primeiro ano da minha filha, abri mão de tudo profissionalmente falando. Assim, precisei dar uns bons passos pra trás. A dificuldade dessa decisão é deixar de ter sua própria renda, o que não é fácil para quem estava acostumada a ganhar o próprio dinheiro. Recomeçar a vida profissional e iniciar um novo negócio do zero também trazem um período de ajustes antes do retorno propriamente dito. Mas a certeza de que era o que eu desejava e o apoio do meu marido deixavam essa dificuldade mais leve – eu sabia que era uma pausa e que, em pouco tempo, superaria minhas conquistas anteriores.

ROTINA

Como é a sua rotina de empreendedora e mãe? Você trabalha em casa ou fora?

Tive um breve período em um escritório de coworking no segundo semestre de 2014, mas, com exceção desses poucos meses, até hoje segui em esquema home office. Pra mim (digo, pra minha personalidade), é um formato menos produtivo no geral, mas resolvi mantê-lo até que o fluxo de caixa justificasse um passo maior. Se tudo der certo, em agosto estarei no meu primeiro escritório e começarei a ter uma pequena equipe. O momento “eupresa” – em que cuidamos pessoalmente de tudo – nos fortalece muito, mas se existe a intenção de crescer é preciso arriscar um pouco mais.

DICA

O que você diria para as mães que estão pensando em empreender? Tem algum conselho?

O principal é uma auto-análise real e sincera da própria personalidade. O empreendedorismo está entrando na moda, mas isso não significa que ele deve ser obrigatório pra todos. Há pessoas que precisam de mais estabilidade, rotina e até da suposta segurança de um emprego convencional. Empreender é arriscar todos os dias, é (muitas vezes) trabalhar bem mais do que em empregos normais, é se sentir confortável longe da zona de conforto. Se isso não faz parte da sua personalidade, tudo é mais difícil. Mas se a decisão é a favor do empreendedorismo, é fundamental ter foco e disciplina, inclusive para equilibrar o negócio e a maternidade, duas questões que exigem MUITO da gente!

ale garattoni_empreendedorismo

08.03.2015

Novidade: Coluna “Mães Que Fazem!”

Mães Que Fazem!, Mamães & Papais

maes que fazem!

E hoje é o nosso dia! Feliz Dia das Mulheres! ;-) Para comemorar, lançamos uma nova coluna: a “Mães que Fazem!”, que vai reunir entrevistas com mães que saíram dos seus empregos e partiram felizes para uma carreira solo no pós-maternidade.

E ninguém melhor que a nossa super parceira e amiga especial Camila Bottino, sócia da Dona Aranha Festas, para estrear esse novo espaço! Camila é arquiteta e depois do segundo filho criou um negócio próprio – que é um sucesso! – para aproveitar mais o dia a dia das crianças.

Dá medo mudar tudo com um baby em casa? Dá! Claro que dá! Mas é preciso avaliar prós e contras para ter coragem de realizar nossos sonhos. O que não dá é para não ser feliz, né!? ;-) E como disse a Camila na entrevista: “a pulguinha da vontade de estar com meus filhos o dia inteiro sempre esteve comigo. Na verdade, acho que essa pulga habita a orelha de 99% das mães que eu conheço”.

Se você também tem alguma história legal de mudança de profissão e empreendedorismo depois da maternidade, compartilhe com a gente! É só mandar um email para contato@chegueiaomundo.com.br contando a sua história que vamos convidar algumas leitoras para participar aqui dessa coluna!! ;-)

CONVIDADA DE HOJE:

CAMILA BOTTINO – Dona Aranha Festas

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PROFISSÃO

Qual era a sua atividade profissional antes de decidir ter o seu próprio negócio?

Sou arquiteta. Me formei em 2002 e desde então sempre trabalhei em grandes escritórios de arquitetura. Tinha horários rígidos de trabalho e era sempre um “drama” ter que pedir autorização para chegar atrasada para ir em reuniões escolares, levar filhos ao pediatra ou participar de qualquer evento dos meus filhos que fosse no horário do expediente.

MUDANÇA

Como a maternidade te inspirou a mudar?

A questão “trabalhar fora ou participar ativamente do dia a dia dos filhos” começou na minha cabeça (e no meu coração) desde que acabou a licença maternidade da minha primeira filha. Lembro que eu chorava copiosamente sempre que me arrumava para ir trabalhar, olhando minha filha com apenas 4 meses no bercinho… Mas eu sempre tive consciência de que tinha que trabalhar. Eu tinha o suporte integral da minha mãe para ficar com minha filha, por isso optei por não ter babá e coloquei minha filha na creche.

Com a gravidez do meu segundo filho, precisei procurar ajuda de uma babá para dar apoio à minha mãe enquanto eu estava no trabalho, já que cuidar de um ela dava conta, mas cuidar de dois ficaria “pesado” para ela. Mas a pulguinha da vontade de estar com meus filhos o dia inteiro sempre esteve comigo. Na verdade, acho que essa pulga habita a orelha de 99% das mães que eu conheço! Me angustiava quando eu ligava em casa para saber se eles tinham almoçado direito e eu ouvia eles chorando no fundo da ligação, e a babá dizendo que se encarregaria de colocá-los de castigo!

EMPRESA

E como surgiu a ideia da sua empresa?

Eu sempre coloquei a mão na massa nas festas dos meus filhos, desde o chá de bebê deles! Até que minha amiga (e agora sócia) Flávia – que também vivia o dilema trabalhar em casa ou não – me encorajou a embarcar nessa aventura de organização de festas infantis. Ela trabalhava com produção de eventos numa multinacional, contratando fornecedores e etc, e eu era a mente da arquiteta criativa. No início mantivemos nossos empregos, até ver se daria certo nosso negócio.

LADO BOM

O que acha que mais valeu a pena nessa mudança profissional?

Sem dúvida nenhuma, o que mais valeu é poder participar ativamente do dia a dia das crianças, levar e buscar na escola, assistir a natação (me emociono toda vez que eles me gritam no meio da aula perguntando se eu vi o pulão ou o mergulhão que eles dera), levar no ballet, no judô, fazer dever junto, ler, estudar, dar almoço, brigar, colocar de castigo, participar de todas as reuniões escolares, …

LADO RUIM

Quais os principais desafios e dificuldades que você teve?

A maior dificuldade foi saber separar um horário para o trabalho. Eu brinco que quando se trabalha em casa ninguém te respeita. Te solicitam para tudo, então tive uma grande dificuldade para conseguir me concentrar e aprender a “entrar 100%” no trabalho. No começo foi complicado, pois só conseguia fazer isso de madrugada, quando todos dormiam. E isso acabava me deixando mais cansada!! Mas hoje em dia já criei uma rotina e não troco essa minha escolha por nada!

ROTINA

Como é a sua rotina de empreendedora e mãe? Você trabalha em casa ou fora?

Durante a semana trabalho em casa e nos finais de semana montamos as festas. Acordo amàd 6:00, dou o café da manhã deles, arrumo e levo-os para a escola. Meus filhos estudam de 7:30 as 15:00, entao priorizo agendar as reuniões, visitas técnicas, criação de artes, respostas de orçamentos, contratação de fornecedores e compras de materiais nesse período. E a partir das 15:00, tento ser mãe em tempo integral. Quando estou num período de muito volume de trabalho, preciso “retornar”  ao batente depois que eles dormem. E quando isso acontece, quem reclama é o marido!!!

DICA

O que você diria para as mães que estão pensando em empreender? Tem algum conselho?

Não existe milagre. Quanto mais vc trabalha, mais você ganha. Então, se quer empreender, faça aquilo que GOSTA de fazer. Porque ser dona do seu próprio negócio é trabalhar em tempo integral, sem férias, sem final de semana e sem descanso. Mas não tem nada mais gratificante do que poder ver seu negócio crescer e ver os seus filhos crescerem… Tudo junto e ao mesmo tempo e misturado.