02.01.2017

O segundo filho

Vida de Mãe

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Durante esses sete anos de maternidade eu ouvi: “você vai ver no segundo filho!”, “Ih o segundo é mais fácil!” ou “No segundo vocé vai ver que difícil” kkk

Sempre pensei: mas o que esse segundo filho tem assim de tão diferente? Mesmo sendo crianças diferentes não é tudo filho? Eu já não entendi como é ser mãe?

Não. Kkkkkk

O segundo filho é mesmo muito louco… rsrs

Pra mim está sendo um recomeço… primeiro pelos 6 anos que distanciam os dois e segundo pela diferença da maneira como eu encarei a maternidade.

É tudo tão diferente… não sou a mesma mãe que eu era há 6 anos, aliás não sou nem a mesma pessoa…

Sinto que, além do amadurecimento natural da vida, eu hoje tenho um entendimento muito maior sobre as coisas que envolvem a maternidade.

Na pratica, a maioria das inseguranças, dos medos que eu tive com a Luisa agora eu não tenho mais, então isso me faz uma mãe menos tensa! hahahaha

Claro que ainda tenho preocupações, dúvidas e culpas (pq senão não seria mãe rs) mas é de um outro jeito.

E por falar em culpa (ôh bichinha insistente, né?) ela está ali o tempo todo… Quando estou gravando, quando tenho que sair correndo de casa, quando não consigo buscar na escola… ok, ela tá lá. Mas agora a diferença é que eu ADMINISTRO melhor a culpa! Entendeu? Kkkkk

Na primeira vez eu sofria mais com ela, eu achava que era o fim do mundo, que eu ia morrer de tristeza, que estava sendo uma péssima mãe, mas agora não. Eu simplesmente respiro fundo e penso: ok, vamos lá, faz parte, deu certo da outra vez, não deixamos nenhuma sequela, minha filha tá ótima, ela me ama etc etc etc… Ahahahaha

Tipo um mantra!!!

E funciona. To lidando tãooo melhor!

O Bento já entendeu que é isso aí, mamãe tem a vida dela, faz um monte de coisas, às vezes ela está, às vezes não, mas quando ela pode se dedica 100% pra ele.

Tenho sido a melhor mãe que eu posso ser nesse momento, e é isso que me conforta e me faz ser forte quando muitas vezes eu fraquejei da primeira vez.

Tenho dito pras minhas amigas que só tem um filho não terem medo do segundo…ele te deixa mais cansada (pq afinal de contas são dois né?) mas também te traz um monte de coisa nova que, as vezes, você não enxerga com o primeiro filho.

Seria bom se a gente pudesse ter o segundo filho primeiro depois a gente tiraria tudo de letra!!!

Aí vc vai dizer, e quem tem 3 filhos? 4?

Deve ir facilitando nosso comportamento, nossas questões e aflições…mas o trabalho também vai aumentando, né?!! Pra essas mães eu bato palma!!!

Admiro demais quem tem um monte de filhos!!! Êh mulherada forte!!!

Acho que estou bem com dois! rsrs Mas me contem aí sobre o terceiro…quem sabe não animo? ;-)

Beijos

Fernanda Rodrigues
06.09.2016

Amamentação: Você já ouviu falar de Mastite?

Bebês, Saúde, Vida de Mãe

fernanda rodrigues_amamentacao_mastite

Eu já tinha ouvido falar em mastite, mas na verdade não sabia direito o que era. Precisei sentir na pele pra entender o que é! Ou sofrer o que é….

Achei importante dividir aqui com vocês pra quem sabe ajudar outras mamães que possam estar vivendo esse momento ou ainda vão passar por isso, né?

Vamos lá.

Quando o Bento tinha 3 meses (agora ele já tem quase 7) eu estava produzindo muito leite e ele mamando super bem, tudo correndo na mais perfeita ordem…até que de repente fui sentindo meu peito ficando duro, inchando e ficando quente.

Na hora não dei muita atenção e achei que era algo normal da amamentação, mas foi piorando, piorando e no final do dia era uma dor insuportável. Não conseguia encostar no peito que doía demais!

Comecei a passar muito mal e ter calafrios, tremedeira e uma febre como se fosse febre interna mesmo. Um horror! Nunca passei nada parecido com isso. Uma dor que nunca imaginei sentir….

Berrava de dor! Até que consegui falar com a médica que mandou eu entrar no chuveiro e deixar água quente cair nos seios e ir massageando…

Meu deus, que coisa dolorida…

Depois de um tempo sai do chuveiro e fiz compressa de água quente também! Então chegou a hora: “você precisa amamentar e fazer ele esvaziar seu peito”.

Lá fui eu sem raciocínio de tanta dor tentar amamentar meu filho…na hora que ele pegou o bico eu praticamente fui na luaaaa! Aaaahhhh que dor!!!

Ele mamava e eu berrava. Pesadelo total!

Até que foi melhorando aos poucos, minha respiração foi voltando ao normal e eu fui me acalmando…

Ainda fiquei uns dias com os seios doloridos e um certo medo de amamentar de novo! Um trauma mesmo, mas depois foi voltando tudo ao normal!

Diante disso resolvi pesquisar mais sobre o assunto e postar aqui pra vocês mais informações e dicas de Mastite que podem ser feitas caso isso aconteça.

Espero de verdade ajudar de alguma forma pra que vocês não passem por isso, ou se passarem, que pelo menos você seja mais rápida do que eu na hora de agir. Ninguém merece essa dor!

Se cuidem meninas. Vejam as informações da nossa parceira ginecologista e obstetra, Dra. Viviane Monteiro, sobre mastite.

A mastite é uma infecção aguda das glândulas mamárias no período da amamentação. O quadro clínico pode variar desde uma inflamação local até a formação de abcesso, podendo levar a septicemia. Outros sintomas também são bem frequentes, tais como mal estar, febre, fraqueza e calafrios.

Geralmente é unilateral e ocorre a partir da segunda semana de pós parto, podendo também acontecer em qualquer período da lactação. A localização na mama pode ficar restrita a aréola ou comprometer toda a mama.

A incidência é de 2 a 6% das mulheres no período de amamentação, sendo recorrente em 6,5% delas.O tratamento incorreto pode levar a complicações, tais como abcesso (5 a 11% das mastites) e sepse. A bactéria mais comum é Staphylococcus aureus (50 a 60% dos casos), mas também podem ser encontradas bactérias como Staphilococcus epidermides, Enterobacter, Klebsiella sp e E. coli.

A paciente deve ser avaliada pelo médico assistente ou em um Banco de Leite por profissionais especializados, definindo o tratamento ideal. Algumas medidas de suporte também devem estimuladas, tais como:

– Repouso para amamentar;
– Massagem local com movimentos circulares;
– Manter a amamentação, principalmente na mama acometida. Pode iniciar pela mama não afetada, podendo fazer o esvaziamento da mama acometida através da sucção do bebê ou ordenha manual;
– Variar a posição do bebê nas mamadas, objetivando o esvaziamento completo das mamas;
– Aumentar a ingestão de líquidos e alimentação adequada.

Quando as medidas de suporte não são suficientes, o uso de antibiótico se faz necessário por 10 a 14 dias. A drenagem local pode ser realizada como terapêutica invasiva em casos de abcesso.

Algumas ações podem evitar o aparecimento da mastite, tais como:

– Amamentar frequentemente;
– Prestar atenção na posição correta da pega;
– Evitar cremes e óleos nas mamilos, podendo alterar a flora local;
– Exposição das mamas ao Sol no tratamento das fissuras e
– Uso de sutiãs adequados.

Esse texto contou com a colaboração da parceira do blog, Dra. Viviane Monteiro que é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF. Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

 

Fernanda Rodrigues
24.06.2016

Mãe de dois: Entrevista para o Gshow

To Grávida, Vida de Mãe

Estão no ar os dois vídeos com a entrevista completa que dei para o Gshow falando do Bento, da Luisa, do Raoni e dessa vida louca e deliciosa que é ser mãe de dois!

Já viram? Não percam, cliquem aqui para assistir tudinho!

Beijos, Dani, adorei nosso papo.

entrevista fe g show

entrevista g show

Fernanda Rodrigues
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