04.01.2017

Ligeiramente Grávida – Luciana

Ligeiramente Grávida, To Grávida

O “Ligeiramente Grávida” de hoje é com a Luciana. Ela é daquelas mulheres ligadas no 220v, vive a mil por hora em tudo que faz (e isso inclui as emoções). Apesar de sempre ter sido louca por crianças, não se imaginava mãe, mas o relógio biológico começou a bater de uma hora para outra.

No texto ela contou pra gente sobre as descobertas na gravidez e os desafios que passou no parto e pós parto. Hoje ela só tem motivos para sorrir junto ao marido, Bernardo, e o filho, Bernardinho, de 3 meses.

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Tentamos uma vez e não conseguimos. Lembro-me da decepção de ver minha menstruação descer já que eu jurava que iria engravidar de primeira… Sei lá.. Menstruação certinha, usando um aplicativo pra controlar o ciclo. Como sou ansiosa ao extremo, não me passou pela cabeça que não seria simples!

Um dia, depois da minha menstruação ter acabado, fui na minha ginecologista em uma consulta de rotina que estava agendada. Cheguei lá e transbordei minha ansiedade nela! Ela? Com toda calma do mundo conversou um tempão comigo, explicou que não era assim que as coisas funcionavam e foi me passando uma segurança e um conforto que eu nem sei como, mas eu fiquei calma.

Aí ela me examinou e descobriu que meu ovário estava maior do que o esperado e isso seria um indicativo de que ou eu iria ovular naqueles próximos dias ou eu não tinha ovulado no mês anterior. Então, ela falou pra eu voltar uma semana depois só pra ver se o ovário tinha diminuído e confirmarmos que meu período fértil não era no meio do ciclo, ele era ansioso que nem eu! Ah sim! E nessa semana era pra eu ir à farra com meu marido.. E eu fui!  Passado esse tempo, eu voltei ao consultório e era exatamente isso: meu período fértil começava quando acabava minha menstruação. E nesse mesmo ciclo da descoberta, em novembro, eu engravidei.

Foram 39 semanas muito agradáveis. Tive pouca preocupação. Uma falta de ferro aqui, um útero irritável ali – essa parte do útero irritável foi chatinha mesmo, precisei ficar de repouso. Mas foi aí que a madrugada do dia 10/08/2016 chegou, mais precisamente 04h30 da manhã, e eu entrei no famoso (desconhecido até então) pródromo onde comecei a sentir umas contrações que me tiravam da zona de conforto. Perdi o tampão também, logo cedo! Por orientação da minha médica, fui para o hospital e só tinha 2cm de dilatação. Voltei pra casa! A noite do próprio dia 10, minha médica me ligou e disse que estava no hospital e eu fui lá pra ela me examinar. Os mesmos 2cm de dilatação. Voltei pra casa decepcionada e sem aguentar mais aquela dor que não era A dor.

Eis que nessa madrugada as contrações aumentaram de intensidade absurdamente. Lembro que eram 1h30 da manhã e eu já estava chorando de dor… Não queria voltar ao hospital a toa e sabe-se lá como, minha ansiedade da vida tinha ido embora, me bateu uma calma e eu fui pro sofá da sala pra não acordar meu marido com meu choro (oi? Sim! Eu fiz isso). Comecei a monitorar o ritmo das contrações. E aí fiquei lá na sala, chorando e sentindo uma dor absurda que eu jurava que ainda não era do trabalho de parto! Quando deu 03h da manhã, eu nunca vou me esquecer!!! A minha santa médica, me manda uma msg no whatsapp: “como você está? Acordei pensando em você!” Eram 03h da manhã e minha médica estava perguntando como eu estava! Aloooow!!! Me fala quem faz isso hoje em dia porque eu nunca tinha visto algo assim até então!! Ela não é só uma médica, é um anjo-médico meu Deus!!! Bom, acordei meu marido e fomos para o hospital! Dessa vez era a hora do Bernardinho nascer! Cheguei lá cheia de dor e estava com 4cm de dilatação! Eram 6h da manhã quando fomos pra banheira, fiquei um tempo e vimos que eu estava dilatando super bem. 08h20 e eu já tinha dilatação total! O ponto foi que meu filho não quis nascer de parto normal, ele escolheu cesárea! Depois de 2 horas no período expulsivo, ele optou por essa maneira! Estava com 2 voltas do cordão no pescoço que impediam ele de descer.. E depois de 31 horas de esforço, Bernardinho nasceu no dia 11/08/2016! LINDO, saudável e do jeitinho que eu sonhei!!!

Daí, eu tive um outro probleminha… Tive um negócio chamado cefaléia pós raqui e eu fiquei os 10 primeiros dias sem poder levantar da cama. Amamentava deitada e nem fralda cheguei a trocar nesse período. O que somado ao meu ritmo e às emoções do momento, não foi nada fácil. Definitivamente meu pós parto poderia traumatizar muita gente, não eu! Eu tive o melhor apoio que Deus poderia permitir, minha família, minhas amigas, minha médica… E quando as pessoas me perguntam hoje se eu terei o segundo filho, digo com toda convicção: sim, se Deus permitir, eu terei. Simplesmente porque eu nasci pra ser mãe!

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15.12.2016

Ligeiramente Grávida – Regiane

Ligeiramente Grávida, To Grávida

No “Ligeiramente Grávida” de hoje recebemos a Regiane, mãe do Luis Filippi e redatora no Gestação Bebê. Ela contou para gente como foi a decisão de engravidar, a emoção da confirmação da gravidez e toda sua experiência até o parto.

Confiram!

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Meu sonho nunca foi ser mãe, mas depois que me tornei a titia da Maria Clara me apaixonei completamente por aquele pedacinho de gente, não conseguia pensar em outra coisa que não fosse ter um bebê.

Na época eu estava solteira, porém a vontade de ser mãe era tão grande que no momento não pensei tanto no futuro, apenas queria ter o meu bebê, então decidi engravidar. Quando vi os dois tracinhos no teste de farmácia eu me senti a mulher mais feliz do mundo, foi uma emoção inexplicável! Logo no dia seguinte corri para fazer o exame de sangue, no mesmo dia já vi que realmente estava grávida, a minha primeira reação foi contar para as pessoas mais especiais da minha vida.

Algumas pessoas não acreditaram, principalmente minha mãe, afinal eu resolvi engravidar de forma independente, seria mãe solteira, o que a colocaria no cargo de minha “assistente”, rs. Não foi fácil aceitar, mas logo ela amou a notícia, e enfim podíamos comemorar juntas! O primeiro passo foi procurar meu médico para acompanharmos nossa gestação da forma mais certinha, afinal, mamães de primeira viagem costumam ficar desesperadas com cada fase, e eu não seria diferente. Mil coisas passavam por minha mente: Será que eu vou ficar enjoada? Será que vou engordar muito? Será que vou ficar inchada? Qual nome escolher? São mais de mil perguntas que rondam a cabeça de uma gestante em menos de 1 semana de gravidez.

O primeiro ultrassom foi um momento muito especial, ouvir pela primeira vez o coração do meu bebê batendo foi algo que nunca vou esquecer. Pude sentir como é perfeito o dom da vida e entender o elo mais lindo que pode existir, ser mãe seria incrível! Ao longo dos meses acompanhar o crescimento e desenvolvimento dele me fez sentir cada dia mais ansiosa. Logo descobri que era um menino, ele começava a se mexer na minha barriga e eu nunca senti nada que fosse desconfortável ou me fizesse sentir dor. E foi assim até eu marcar meu parto, ao contrário do que a maioria das grávidas passam, eu não tive complicações. Nunca enjoei, não senti dor, engordei apenas12kg e pude trabalhar até o dia do meu parto.

Minha gestação foi muito tranquila e feliz, tive o prazer de aproveitar ao máximo cada fase da minha gravidez, e amei cada cuidado que recebi das pessoas a minha volta, cada carinho, cada presente, cada gesto de amor!

Hoje meu gatinho Luís Fillipi já tem 6 aninhos, e já me sinto preparada para uma próxima gestação, quero muito ser mãe outra vez. Sei que cada gravidez é de uma forma diferente, e em breve poderei contar uma nova experiência!luis_filippi

regiane

09.12.2016

Você já ouviu falar em “Mommyrexia”?

Saúde, To Grávida

Um assunto bem delicado para algumas mulheres que estão grávidas ou planejam ter um bebê é a profunda mudança que o corpo passa quando se está gerando uma criança.

A preocupação exagerada com o peso na gravidez e no pós parto oferecem muitos riscos para a saúde da mãe e do bebê. Conversamos com nossa parceira obstetra Dra. Viviane Monteiro que nos explicou que esse assunto está sendo estudado e tratado com cuidado pelos médicos e já foi apelidado de “mommyrexia”.

Pregnant Woman In A Park

Os ponteiros da balança sobem, a barriga cresce e os seios aumentam, isso para citar apenas algumas das transformações visíveis, sem contar com as alterações no campo emocional e as muitas variações hormonais presentes nesta fase da vida da mulher. Mas a questão é preocupante porque um número cada vez maior de mulheres passa a se preocupar excessivamente com o peso e fazer de tudo para manter a silhueta magérrima durante a gestação.

A tendência, apelidada lá fora de “mommyrexia”, o que quer dizer algo como “anorexia da mamãe”, tem se espalhado em parte com base na pressão que as mulheres sofrem para se manterem magras durante toda a vida.

As mulheres comuns, com rotinas que envolvem trabalho, cuidados com o bebê, com a casa e outros afazeres, e que conseguiram manter um ganho de peso considerado normal durante a gestação, se sentem inferiores porque dificilmente conseguem voltar ao peso de antes da gravidez em tão pouco tempo quanto as celebridades. A busca pela boa forma em uma época tão delicada é extremamente perigosa para a saúde da mãe e do bebê, acrescentando que esse tipo de preocupação afeta as gestantes de todas as classes.

Muitas mulheres restringem o consumo alimentar no final da gravidez, justamente quando o bebê precisa de nutrientes para manter o ganho de peso normal. As consequências de uma dieta de poucas calorias para a criança são bastante graves. Além do risco de mortalidade após o nascimento aumentar exponencialmente, aborto, má formação fetal, diabetes gestacional, hipertensão, depressão e complicações no parto podem ocorrer se a desnutrição for extrema.

A mulher precisa ter consciência de que o ganho de peso durante a gestação não só é necessário, como inevitável. A quantidade de quilos a mais vai depender do tipo físico de cada uma, pois o organismo necessita fazer vários ajustes para dar suporte ao ser humano que vai abrigar pelos próximos meses. Placenta, bebê e líquido amniótico ajudam a empurrar os ponteiros da balança para cima e aumentar o susto ao se pesar.

Cada vez mais parece que existe uma exigência pela magreza por parte das gestantes após o parto, o que faz com que muitas pacientes que nunca tiveram histórico de transtornos alimentares passem a viver uma espécie de obsessão. A melhor forma de a grávida aproveitar a gestação e garantir sua saúde e do bebê após o parto é ficar atenta aos nutrientes e não às calorias: alguns cuidados são importantes para se assegurar um adequado estado nutricional materno durante a gestação. Uma alimentação diversificada, rica em frutas e verduras, é a melhor escolha sempre. O consumo diário de calorias pode aumentar um pouco conforme a gravidez avança, mas nada de fast food. As refeições precisam ser pensadas e equilibradas, para que se nutra o corpo e não apenas se ingira calorias. Isso se reflete na saúde da mãe e é muito importante para a correta formação do feto.

 

Dra. Viviane Monteiro é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF.
Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

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