13.06.2017

Ligeiramente Grávida – Cris

Ligeiramente Grávida, To Grávida

No Ligeiramente Grávida de hoje quem conta a sua história é a Cris Magalhães, que escreve no blog Cantinho da Maternidade.

Ela descobriu que tinha trompas obstruídas e decidiu fazer uma fertilização in vitro. A fertilização não deu certo, mas, de surpresa, ela acabou engravidando naturalmente logo depois.

No post de hoje a Cris contou pra gente todos os momentos tensos e preocupantes que ela viveu durante a gravidez. E não foram poucos, não! Mas tudo foi superado com a linda Alice, que hoje está com 1 ano e 2 meses cheia de saúde e alegria. Confiram o texto!

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Eu me casei com 33 anos então não pude esperar muito para tentar engravidar. Depois de 1 ano de casados começamos a tentar, mas nada de gravidez. Com 1 ano de tentativas começamos a investigar e descobrimos que eu tinha as trompas obstruídas.

Por conta da idade, que já era quase 36 anos, partimos para a FIV. Colocamos 2 embriões e não engravidei, fiquei arrasada achando que nunca conseguiria engravidar…começamos a nos preparar para uma outra tentativa e entre um procedimento e outro, acabei engravidando naturalmente. Nossa foi emoção demais, foi uma verdadeira benção na nossa vida!

A primeira preocupação na gravidez foi que não ouvimos os batimentos na primeira ultrassom com 6 semanas (o que é normal de acontecer, mas a mamãe aqui ansiosa já ficou toda preocupada).

Com 7 semanas fizemos outra e já ouvimos o coraçãozinho. Com 8 semanas tive um pequeno sangramento, o que me fez ficar 15 dias de repouso, junto disso os enjoos começaram a aumentar a ponto de eu não conseguir fazer nada, não conseguia comer nada, nem mesmo beber água, não curtia a minha tão esperada gravidez (o que me deixava cheia de culpa) e não conseguia trabalhar (tive que tirar uma licença do trabalho), foi então que descobri que estava com hiperemese gravídica, probleminha que muitas grávidas têm e nem sabem. Fui várias vezes ao hospital com desidratação e perdi muitos quilos.

No meio de tudo isso, ao fazer mais uma ultrassom por conta do sangramento, descobrimos que a translucência nucal estava alterada (um dado que pode indicar alguma tipo de síndrome no bebê, principalmente a síndrome de down), acho que de longe foi momento mais difícil da gravidez, Tinham opções de exames mais invasivos, mas resolvemos não fazê-los já que o resultado não iria mudar nada na nossa decisão de continuar a gravidez, mas tinha a opção do exame chamado NIPT, que através do meu sangue, detectaria ou não as síndromes mais importantes (ele é medido em porcentagem, mas com uma taxa alta de acerto). A espera foi longa (o sangue partiu para São Paulo e depois para os EUA), com uns 20 dias recebemos o resultado negativo para as principais síndromes, o que tornou esse momento um dos mais felizes da minha vida (vejo como meu primeiro desafio de mãe vencido).

Minha hiperemese foi seguindo forte até o quinto mês, sem conseguir trabalhar. Com 1 mês e meio que tinha voltado a trabalhar, ao fazer a ultrassom morfológica, com 26 semanas, descobrimos que meu colo do útero estava começando a abrir e partimos para uma cerclagem de urgência para tentar conter.

Fiz o procedimento e fiquei 2 meses e meio de repouso absoluto (me levantando somente para ir ao banheiro). Como consegui eu não sei, mas fiz isso pela Alice e faria tudo de novo. Consegui segurar das 26 semanas até as 34 semanas e 5 dias, quando Alicinha veio em parto prematuro, mas já estávamos preparados, eu já tinha tomado a dose de corticoide para maturar o pulmão.

Tudo começou com um liquido saindo como xixi umas 14:00. A médica pediu para me ver e só deu tempo sair do taxi para a bolsa romper. parti direto para a maternidade, não entrei em trabalho de parto e às 19:25 Alice veio ao mundo por um parto cesáreo tranquilo.

Meu pós operatório foi muito ruim, com muita dor. Ela nasceu com 2.195 kgs e 43 cm e com um pequeno desconforto respiratório, o que fez com que meu marido, que é medico,junto com a equipe médica decidissem que era melhor ela passar a noite na UTI NEO, mas no outro dia de manhã já estava comigo no quarto sem nenhuma sequela.

Essa foi nossa historinha. Chamamos Alicinha de nosso milagrinho (porque teoricamente eu não conseguiria engravidar) e nossa guerreirinha por ter passado por tudo isso é está aqui com 1 ano e 2 meses cheia de saúde e de alegria.

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15.05.2017

Ligeiramente Grávida – Edilene

Ligeiramente Grávida, To Grávida

A Edilene é a nossa convidada de hoje no “Ligeiramente Grávida”. Ela é advogada, mãe de 3 crianças (9, 5 e 3 anos) e tem o lindo blog Etc & Mãe, focado em alimentação infantil.

Vejam que emocionante a história da gravidez de cada filho dela e dos três partos diferentes que ela vivenciou.

gravida maternidade filhos
Oi genteee! Meu nome é Edilene, sou advogada e também escrevo o Blog Etc& Mãe. Tenho 3 filhos e minha “escadinha” é composta pelo José Carlos de 9, Théo de 5 e Estela de 3 anos, que são minhas inspirações e razões de viver.

Quando mais jovem, nunca consegui imaginar que seria mãe. Filha única, meu convívio com crianças era limitado aos meus primos, e minha paciência era bem reduzida, então, como ter filhos? Mas, ao casar, parece que acendeu uma luz interna de que a nossa união tinha que ter um propósito maior.

Com um pouco mais de 3 anos de casamento, levamos um baita susto: uma gestação ectópica e um quadro de endometriose. Não planejávamos ter um filho naquele momento, mas a possibilidade de não ter (endometriose seguida de retirada de uma das trompas), causou um certo desespero.

1 ano de tratamento e veio a opção médica: engravidar em até 3 meses ou uma nova videolaparoscopia. No terceiro mês, o melhor teste que já fiz em toda minha vida acendeu 2 risquinhos: José Carlos, nome dado em homenagem ao meu pai falecido há 37 anos, estava a caminho.

Sua gestação foi muita tranquila, tive bolsa rota (rompimento da bolsa gestacional) com 39 semanas e 5 dias, e como sentia muitas dores (e tinha pouca informação), pedi a cesárea que foi supertranquila, pós-parto também, ele era um bebê dos sonhos, mas fiquei frustrada com a forma que nasceu, já que havia idealizado um parto normal.

Como filha única, o segundo filho era um caminho certo e definido entre mim e meu marido.

Adiei um pouco, mas quando o José Carlos passou dos 2 anos e meio, bateu aquela ansiedade de novo e definimos que era um bom momento (aliás, nunca sabemos quando é um bom momento, mas se está decidido, que seja feito). 3 meses de tentativa e estava grávida do Théo.

Com um pouco mais de conhecimento e determinação, Théo nasceu com 39 semanas e 2 dias de gestação, de parto normal, depois de mais de 30 horas de dores, contrações e trabalho de parto.

Nasceu APLV, vários problemas de saúde e sustos até o seu terceiro mês, problemas com a amamentação, e meu trabalho como advogada não podia parar (nunca tive licença maternidade), mesmo com praticamente 2 bebês em casa. Entrei numa confusão de sentimentos e hoje percebo que vivi uma depressão pós-parto e não sabia.

Achando que não daria conta de mais um filho, mesmo querendo muito ter uma menina, combinei com o marido que ele faria a vasectomia e entraríamos para a fila de adoção (tentar a menina, mas pulando aquela fase inicial).

Para nossa surpresa, susto, desespero e muita felicidade (são sentimentos inexplicáveis), 5 meses depois da cirurgia e já com 9 semanas de gestação, descubro que o terceiro filho estava caminho (SIM! A cirurgia não deu certo, ele ainda tem um canal e podemos ter mais filhos, mas não está nos planos).

Estela veio para completar e cobrir as brechas da casa e da minha maternidade: a menina que tanto desejávamos, o equilíbrio de cores dentro de casa, o número ímpar mais perfeito que poderia existir, mas, principalmente, minha realização de parto: nasceu num lindo parto natural humanizado domiciliar em menos de 2 horas após o início das contrações.

A vida nem sempre é como planejamos. Que bom, né?

gravida maternidade

gravida parto humanizado

04.01.2017

Ligeiramente Grávida – Luciana

Ligeiramente Grávida, To Grávida

O “Ligeiramente Grávida” de hoje é com a Luciana. Ela é daquelas mulheres ligadas no 220v, vive a mil por hora em tudo que faz (e isso inclui as emoções). Apesar de sempre ter sido louca por crianças, não se imaginava mãe, mas o relógio biológico começou a bater de uma hora para outra.

No texto ela contou pra gente sobre as descobertas na gravidez e os desafios que passou no parto e pós parto. Hoje ela só tem motivos para sorrir junto ao marido, Bernardo, e o filho, Bernardinho, de 3 meses.

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Tentamos uma vez e não conseguimos. Lembro-me da decepção de ver minha menstruação descer já que eu jurava que iria engravidar de primeira… Sei lá.. Menstruação certinha, usando um aplicativo pra controlar o ciclo. Como sou ansiosa ao extremo, não me passou pela cabeça que não seria simples!

Um dia, depois da minha menstruação ter acabado, fui na minha ginecologista em uma consulta de rotina que estava agendada. Cheguei lá e transbordei minha ansiedade nela! Ela? Com toda calma do mundo conversou um tempão comigo, explicou que não era assim que as coisas funcionavam e foi me passando uma segurança e um conforto que eu nem sei como, mas eu fiquei calma.

Aí ela me examinou e descobriu que meu ovário estava maior do que o esperado e isso seria um indicativo de que ou eu iria ovular naqueles próximos dias ou eu não tinha ovulado no mês anterior. Então, ela falou pra eu voltar uma semana depois só pra ver se o ovário tinha diminuído e confirmarmos que meu período fértil não era no meio do ciclo, ele era ansioso que nem eu! Ah sim! E nessa semana era pra eu ir à farra com meu marido.. E eu fui!  Passado esse tempo, eu voltei ao consultório e era exatamente isso: meu período fértil começava quando acabava minha menstruação. E nesse mesmo ciclo da descoberta, em novembro, eu engravidei.

Foram 39 semanas muito agradáveis. Tive pouca preocupação. Uma falta de ferro aqui, um útero irritável ali – essa parte do útero irritável foi chatinha mesmo, precisei ficar de repouso. Mas foi aí que a madrugada do dia 10/08/2016 chegou, mais precisamente 04h30 da manhã, e eu entrei no famoso (desconhecido até então) pródromo onde comecei a sentir umas contrações que me tiravam da zona de conforto. Perdi o tampão também, logo cedo! Por orientação da minha médica, fui para o hospital e só tinha 2cm de dilatação. Voltei pra casa! A noite do próprio dia 10, minha médica me ligou e disse que estava no hospital e eu fui lá pra ela me examinar. Os mesmos 2cm de dilatação. Voltei pra casa decepcionada e sem aguentar mais aquela dor que não era A dor.

Eis que nessa madrugada as contrações aumentaram de intensidade absurdamente. Lembro que eram 1h30 da manhã e eu já estava chorando de dor… Não queria voltar ao hospital a toa e sabe-se lá como, minha ansiedade da vida tinha ido embora, me bateu uma calma e eu fui pro sofá da sala pra não acordar meu marido com meu choro (oi? Sim! Eu fiz isso). Comecei a monitorar o ritmo das contrações. E aí fiquei lá na sala, chorando e sentindo uma dor absurda que eu jurava que ainda não era do trabalho de parto! Quando deu 03h da manhã, eu nunca vou me esquecer!!! A minha santa médica, me manda uma msg no whatsapp: “como você está? Acordei pensando em você!” Eram 03h da manhã e minha médica estava perguntando como eu estava! Aloooow!!! Me fala quem faz isso hoje em dia porque eu nunca tinha visto algo assim até então!! Ela não é só uma médica, é um anjo-médico meu Deus!!! Bom, acordei meu marido e fomos para o hospital! Dessa vez era a hora do Bernardinho nascer! Cheguei lá cheia de dor e estava com 4cm de dilatação! Eram 6h da manhã quando fomos pra banheira, fiquei um tempo e vimos que eu estava dilatando super bem. 08h20 e eu já tinha dilatação total! O ponto foi que meu filho não quis nascer de parto normal, ele escolheu cesárea! Depois de 2 horas no período expulsivo, ele optou por essa maneira! Estava com 2 voltas do cordão no pescoço que impediam ele de descer.. E depois de 31 horas de esforço, Bernardinho nasceu no dia 11/08/2016! LINDO, saudável e do jeitinho que eu sonhei!!!

Daí, eu tive um outro probleminha… Tive um negócio chamado cefaléia pós raqui e eu fiquei os 10 primeiros dias sem poder levantar da cama. Amamentava deitada e nem fralda cheguei a trocar nesse período. O que somado ao meu ritmo e às emoções do momento, não foi nada fácil. Definitivamente meu pós parto poderia traumatizar muita gente, não eu! Eu tive o melhor apoio que Deus poderia permitir, minha família, minhas amigas, minha médica… E quando as pessoas me perguntam hoje se eu terei o segundo filho, digo com toda convicção: sim, se Deus permitir, eu terei. Simplesmente porque eu nasci pra ser mãe!

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