15.08.2016

O que toda mãe de primeira viagem deve saber?

To Grávida

Engravidar é conhecer um mundo totalmente novo, cheio de amor, medos, felicidades, insegurança… É estar com os hormônios a mil, é errar querendo acertar, é sentir culpa, mas viver momentos inesquecíveis…São muitas emoções ao mesmo tempo na maternidade, né?

Outro dia postamos na coluna #PapoDeMãeCM do nosso Instagram @chegueiaomundo a seguinte pergunta: “O que toda mãe de primeira viagem deve saber?” e recebemos respostas lindas, dicas, depoimentos reais e emocionantes. Decidimos fazer um post com alguns dos comentários aqui no blog. Vejam que lindos!

gravida_primeiros dias_recem nascido

1)”Não se culpe por não saber, seu bebê vai te ensinar a ser mãe.”

2)”Apesar de sentir um amor inexplicável por aquele serzinho que acabou de nascer, sentir angustia, tristeza e sensação de impotência diante de tantos desafios é normal, e que com o tempo vai melhorar.”

3)”Somos mais fortes do que imaginamos, e sempre confie no seu instinto.”

4)”Que tudo passa.”

5) “O primeiro mês é punk, peça ajuda, você não precisa fazer tudo sozinha.”

6) “O recém-nascido pode chorar muito e dormir por pouco tempo entre os intervalos. No começo você pode se sentir solitária, com uma rotina estranha. Que você pode sentir exaustão e que nos culpamos por tudo. Que é importante compartilhar com outras mães, é importante aceitar ajuda.”

7)”Que a felicidade de te-los nos braços compensa isso tudo e muito mais.”

8) “Que construa uma rede de apoio no pós parto com pessoas que confie e se sinta à vontade para pedir ajuda nem que seja pra lavar louça ou fazer comida, pois amamentar requer que nos alimentem bem.”

9) “Enxoval e sexo do bebê não são tão importantes. Importante mesmo é se preparar fisicamente e psicologicamente por toda a gestação pro momento do parto.”

10) “Se não der certo amamentar não é falta de amor ao seu filho.”

11) “O primeiro mês é bem difícil e amamentar não é tão natural como muitos falam. É doloroso, difícil, mas quando passa e acerta a pega fica maravilhoso. É ver o amor crescendo até o infinito na aproximação dos que amamos e aprender tudo novamente pelos olhos daquele ser tão pequenininho e adorável.”

12) “Sua vida vai mudar completamente, você vai achar que não dá conta, amamentar não é fácil, mas o amor aumenta a cada dia e vai ser a melhor escolha da sua vida, por mais difícil que pareca.”

16.05.2015

Mãe, posso balançar mais alto? A Maternidade e a Insegurança

Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Atire a primeira pedra a mãe que nunca sentiu insegurança, medo ou ficou com o coração apertado no dia a dia com os filhos!

Como não queremos que nossos pequenos experimentem sentimentos como medo e tristeza, acabamos superprotegendo e sofrendo por dentro… A verdade é que muitas vezes não nos sentimos boas mães quando nossos filhos não estão 100% felizes, concordam?

Para nos ajudar a lidar com esses medos, conversamos com a psicoterapeuta e parceira do blog, Mônica Pessanha. Em um texto super importante e esclarecedor, ela destacou atitudes que podem ajudar nossos filhos a serem adultos felizes e seguros.

Vale muito a pena ler!! ;-)

medo maternidade mae inseguranca

Mãe, posso balançar mais alto? A Maternidade e a Insegurança – por Mônica Pessanha

Recentemente uma mãe me enviou um e-mail perguntando se ela estava errada em não deixar o filho balançar alto. Disse ter medo que ele se machucasse. Contou-me ainda que todas às vezes que a criança vai ao parquinho com o pai, ela volta mais feliz do que com ela. Sua suposição para tal alegria estava no fato de ela não deixá-la subir tanto enquanto balançava. Minha primeira pergunta foi: “o pai o deixa balançar alto?”

Sua resposta positiva ao meu questionamento revela muito sobre como mães são mais inseguras do que pais. São elas que estão ali sempre dizendo: não faça isso; cuidado com aquilo; não solte a minha mão; nem aqui nem ali. Algumas mães têm tanto medo de perder seus filhos que não dirigem sozinha com a criança. Sentem-se com o coração apertado quando precisam viajar sem seus filhos. Outras até choram e não dormem quando seus filhos vão dormir pela primeira vez na casa do amiguinho. Não há nada de errado em querer proteger os filhos. O problema surge quando o sentimento de perda gera na criança uma falta de capacidade para lidar mais efetivamente com tensões e pressões para enfrentar os desafios cotidianos tão simples como deixar o balanço ir bem alto. Assim, balançar mais alto pode significar para a criança que ela pode ir além dos limites que traçamos; ir além das expectativas que criamos, perfazendo seu próprio caminho para uma vida adulta próspera. Afinal, não é isso que sussurramos nos ouvidos deles quando estão dormindo?!

Existem várias razões para a insegurança materna. As mães se sentem inseguras porque são muitas as escolhas e as dúvidas. Nunca sabemos a hora exata de estimular a criança a agir por conta própria nem como cobrar responsabilidade. Muitas vezes, elas ainda sentem medo de deixar a criança experimentar emoções como raiva, medo, tristeza. No geral, elas pensam que não são boas mães se os filhos não estiverem 100% felizes. O que as mães precisam entender é que tudo isso são sentimentos e não precisam temer em deixar seus filhos experimentar todos. Quando agem com o NÃO FAÇA, não ajudam as crianças a serem seguras e fortes. Se ensinassem as crianças a lidar com as emoções o maternar seria mais fácil e mais seguro.

A insegurança materna pode-se traduzir pelo reflexo da preocupação e comprometimento em relação ao que a mulher toma para si ao se tornar mãe. Deixar que o filho suba a escada sozinho resistindo a tentação de levá-lo no colo, pode ser o pontapé inicial para superar os medos que adquirimos com a maternidade. Além disso, é preciso ressaltar que Freud anunciava o ato de educar como algo impossível. Impossível não no sentido de não realizável, mas como ato que gera restos e diferenças. É exatamente isso que move o ato educativo: querer fazer diferente das gerações passadas; uma após outra. Não é à toa que antes da chegada dos nossos pequenos acostumamos ter diferentes expectativas que nossos pais tinham em relação a nós. Isso geralmente se traduz no enunciado: quando tiver filhos vou fazer diferente. Isso significa que nossos pais, e mais especificamente nossas mães erraram conosco? Não. Isso é simplesmente algo inerente ao próprio ato educativo. Ter isso em mente, certamente, contribui para amenizar nossas inseguranças maternas e nos ajuda a criar crianças mais seguras e fortes.

O que eu mais gostaria de fazer é ajudar as mães a transformarem o amor e zelo que sentem pelos seus filhos em atitudes que os ajudassem a serem adultos felizes e seguros. Para isso é necessário ter em mente alguns princípios chaves que podem nos ajudar nessa tarefa. Para começar, vale lembrar que não há mãe que não falhe. Isso é inevitável para a mãe que tenta acertar, que dialoga e não apenas conversa, que ouve não apenas escuta.

Isso tudo pode ser traduzido em termos mais práticos da seguinte forma:

1- Não deixe o medo agir, lembre-se que o medo gera ansiedade. Seja firme em tomar decisões, seja uma fonte eterna de amor e autonomia, mas também fonte de limites. Não tenha medo de sair de perto deles, pois eles estarão em casa quando você voltar.

2- Seja empática. Empatia é o ponto básico de qualquer relação. Quando as mães colocam-se no lugar de seus filhos, elas podem se ver através dos olhos deles, abrindo uma porta para a comunicação efetiva e fechando a porta da insegurança e do medo. A empatia fornecerá força para tornar ambientes estressantes em ambientes seguros e tranquilos.

A felicidade está literalmente à nossa volta, para ser uma mãe mais feliz e segura, equilibrando as coisas que as mães amam e as coisas que amam na maternidade, basta compreender que nenhuma de nós é perfeita e nem sempre iremos viver momentos perfeitos, sem medos e dúvidas.  Mas podem sem sombra de dúvida se tornarem mães suficientemente boas.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das BRINCADEIRAS AFETIVAS (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as)) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)986430054 e (11)37215430

23.03.2015

Mãeeeeee, tô com medo!!!!!!

Bebês, Cuidados Diários, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais

Que mãe nunca passou pela experiência de ter que lutar contra um monstro enorme? As crianças passam por fases incríveis, e cabe a nós, adultos, ajudá-las a viver cada fase da melhor maneira possível.

Conversamos com a psicoterapeuta infantil Mônica Pessanha sobre o assunto e ela fez um texto super interessante com dicas para que a fase do medo possa ser superada de forma tranquila pelos nossos filhos! Vale a pena ler!

Two little kids with flashlight under blanket

Mãeeeeee, tô com medo!!!!!! – por Mônica Pessanha

A fase do medo pode ser para algumas mães um motivo de preocupação, pois o medo pode assumir diferentes formas: de monstros, de escuro, de animais, de ficar sozinho e da morte. Mesmo sabendo que não há um monstro embaixo da cama é importante respeitar o medo que as crianças sentem. Por que? Porque ela sentem. Não é invenção. De fato, monstros como bicho papão não existem, mas é na imaginação da criança que ele mora. O que ela imagina dá medo. No escuro, por  exemplo, há uma chance apenas que essas imagens de sua imaginação ganhem formato, e aí “mãêêê”!

O ideal é que essa fase seja superada de forma tranquila até mesmo para as mães. Se o medo tomar conta da vida da criança, fazendo com que ela não durma bem, chore por muito tempo ou até não consiga se relacionar com seus pares, pode ser que seja necessário a ajuda de um profissional para ajudá-la a diferenciar o medo real do imaginário. Experimentar o medo ainda criança pode ajudá-la a desenvolver ações para defender-se no futuro.

As mães não precisam achar que são história, filmes ou programas de TV que, em geral, causam nas crianças angústias, medos e conflitos. Vale lembrar que esses são sentimentos em que as pessoas vivenciam naturalmente em suas vidas. As histórias podem, na verdade, ajudar a criança a encontrar respostas para suas mais profundas dúvidas. Nada melhor do que uma massagem e uma história na hora de dormir para ajudar a relaxar as crianças que passam por fases de ter medos associada à noite e ir para a cama.

Como ajudar as crianças:

1. Levar a sério o medo da criança
Uma criança incompreendida pode ter seus medos elevados. Não ignore nem provoque o medo, isso é construir insegurança, e acredito que nenhum pai nem mãe deseja um filho inseguro. Talvez essa fase seja uma ótima oportunidade para ajudá-los a desenvolver confiança e a habilidade para superar e enfrentar dificuldade. Conversar com a criança, deixando com que fique  a vontade para expressar os detalhes é uma ótima maneira, para ela mandar os monstros embora.

2. Mostre que estão seguros
Algumas crianças sentem medo de ficarem longe dos pais. Elas se põem a chorar copiosamente ao irem para escola, por exemplo. Tranquilizar dizendo que essa “separação” faz parte da rotina é uma boa maneira de amenizar esse tipo de medo. Fale que quando voltar da escola vocês vão brincar juntos, deixe-os perceberem que haverá reencontro, incentive-os a pensarem em coisas que podem fazer juntos quando voltarem da escola. Criem um calendário de rotinas, evidencie no calendário os horários que estão juntos.

3. Despoluir a hora de dormir
Além de toda agenda que nossas crianças possuem, muitas chegam em casa e vão direção aos computadores e tabletes. Com um hábito ruim é bem provável que seja mais difícil concentrar-se na rotina do sono. “Despoluir” o sono não é uma tarefa fácil, mas é fundamental. Criem rituais, contem histórias. Não evidenciem aspectos assustadores das história infantis, apenas conte.  A criança por si só elabora pensamentos para lidar com os elementos conflitantes. Vale lembrar que a criança não precisa dormir no escuro se isso para ela é um incomodo. Ter um ponto de luz, como essas lâmpadas de tomada, pode significar uma oportunidade de lidar com o medo do escuro de forma gradativa. Um bichinho de pelúcia também pode ser reconfortante.

4. Suas experiências valem muito
A melhor forma de ajudar os filhos em suas dificuldades é falar sobre as experiência que passamos e como passamos por elas. Para sermos bons pais, não podemos nos vestir da roupa da coragem sem antes ter sentido medo. Todos sentimos medo antes sermos corajosos. Conte a seus filhos como se livraram do medo. Recentemente,  uma mãe me contou que seu filho de 6 anos sentia muito medo de trovões e raios, ao ponto de chorar ao perceber que a chuva ia começar a cair. Esse medo é real, um raio pode machucar. Aí está o bom momento de resgatar da memória o que fazíamos para diminuir o medo assustador na hora da tempestade. Eu, particularmente, me cobria com um lençol e ficava cantarolando, até que um dia ganhei coragem para ficar olhando os raios “cortarem” o céu .

No filme Monstro S.A., há uma temática cujo o objetivo era sugar energia por meio do trabalhos assustadores. As crianças, ao se assustarem com os monstros, gritavam e esse grito é transformado em energia. Aos poucos a fonte de energia, o medo, dá lugar a uma fonte muito mais forte e eficaz, os risos.

Que sejamos fortes e firmes para ajudarmos nossas crianças a transformarem medo em risos!

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das BRINCADEIRAS AFETIVAS (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as)) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)986430054 e (11)37215430

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