01.11.2016

Bebê que dorme no quarto dos pais tem menor risco de morte

Bebês, Saúde

baby in her crib

Seu bebê dorme no quarto com você ou no quartinho dele?

A Academia Americana de Pediatria recomendou recentemente que recém-nascidos devem dormir no mesmo quarto que seus pais, mas em seu próprio berço.

O alerta é para reduzir os riscos de mortalidade relacionados com o período de sono, como a síndrome da morte súbita do lactente (SMSL).

Segundo as novas recomendações, com essa prática, o risco de morte cai pela metade. Por isso, pelo menos durante os seis primeiros meses de vida e, se possível, até o bebê completar um ano de idade deve dormir no mesmo quarto, mas num berço próprio, pertinho da cama dos pais.

O relatório da AAP recomenda ainda deitar os bebês de barriga para cima em uma superfície firme no berço, coberta com um lençol esticado, sem cobertores, travesseiros ou bichos de pelúcia que possam cobrí-los e gerar super aquecimento. Estudos mostram que objetos moles são perigosos inclusive para os bebês maiores de quatro meses. E que colocar o bebê para dormir com a barriga para cima reduziu 53% a mortalidade por morte súbita entre 1992 e 2001.

02.05.2016

Pais que dormem mal superestimam as dificuldades de sono dos filhos

Bebês, Cuidados Diários

Baby with mother preparing for napping on bed in bedroom

A Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou recentemente um estudo realizado por pediatras que aponta que a qualidade do sono dos pais afeta diretamente na visão deles a respeito do sono dos filhos (Poor Parental Sleep and the reported sleep quality of their children).

O estudo foi realizado na Finlândia a partir de entrevistas com 100 pais e seus filhos entre 2 e 6 anos. Durante 7 dias eles escreveram um diário sobre o sono e as crianças usaram braceletes no mesmo período. Os dados mostraram que os pais que apresentaram mais problemas para dormir também foram os que relataram que seus filhos tinham mais dificuldade para dormir, mas a leitura dos dados captados nos braceletes mostrou distúrbio insignificante entre essas crianças e as que os pais não relataram problemas no sono.

O estudo concluiu então que pais com problemas para dormir podem fazer relatos enviesados na análise da qualidade do sono dos filhos, e isso deve ser levado em consideração no diagnóstico de pediatras quando tratam crianças com problemas no sono, pois na maioria das vezes o tratamento é baseado no relato dos pais.

Não sei quem já parou para pensar nisso, mas essa relação pode fazer muito sentido principalmente quando os pais não tem dificuldade para retornar a dormir após algum episódio noturno dos filhos.

O que vocês acham desse estudo? Faz sentido pra vcs? Concordam?

10.08.2015

Naninhas, ursinhos e carinho!

Bebês, Cuidados Diários

Pode ser um paninho, um bicho de pelúcia ou um travesseirinho fofinho. Se você tem passado pela situação em que seu bebê está quietinho, caindo de sono, pronto para dormir, mas ao chegar no berço começa a chorar, talvez ele esteja precisando de uma naninha.

Os chamados “objetos transicionais” costumam fazer muito sucesso entre os pequenos, principalmente na hora de dormir. Mas será que é saudável? Devemos permitir esse amor todo e dependência por uma naninha? E para lavar? Toda criança tem que ter um objeto de transição?

Conversamos com a psicoterapeuta Mônica Pessanha para entender melhor sobre o assunto e ela nos contou que esses objetos são muito importantes para os pequenos! Existem inclusive teorias de psicanalistas que afirmam que esse é um artifício importante para substituir a presença da mãe na mente da criança na hora de dormir, por isso acalma e deixa o bebê mais seguro para ficar sozinho no berço. Leiam que interessante o texto abaixo!

O que vocês acham? Os filhos de vocês usam naninhas?

18 months old baby boy slepping in bed with sweet teddy bear. Li

Toda mãe já deve ter observado que existe um momento de transição na vida da criança em que ela usa chupeta ou polegar e depois começa a se interessar pelos ursinhos ou paninhos. Quem tem filhos com menos de 6 anos não escapa desta questão!

Esses ursinhos e paninhos produzem efeitos na criança que os pais gostam muito, porque os tais ursinhos e paninhos acalmam a ansiedade dos pequenos.

O que poucas mães sabem é que a criança quando adota um brinquedo ou objeto concreto, está tentando transitar pela independência, que naturalmente vai adquirindo de sua mãe, pois até os 9 meses a criança acha que ela faz parte do corpo da mãe. A compreensão dessa separação – mãe e criança são duas pessoas distintas- faz a criança buscar algo que compense a falta ou ausência da mãe. Geralmente é algo macio, um cobertor ou um ursinho que funciona como uma recordação dos braços calorosos da mãe e do mama, claro!

Quando abraçam seus paninhos e ursinhos, sentem-se afagados pelas mães. Eles substituem a presença da mãe na mente da criança. E isso é uma coisa boa. Esses objetos ajudam na construção do “EU”, pois por meio deles os pequenos aprendem que podem ser uma pessoa.

E entre dois e cinco anos de idade é provável que o abandone, mas isso também poderá ser um momento difícil e, até lá, a criança o manterá com ela até sentir-se totalmente segura.

Algumas mães que vivenciam essa experiência já notaram que “lavar” o objeto é algo complicadíssimo. Geralmente, as crianças não gostam, porque quando se lava o paninho ou ursinho, introduz-se uma quebra de continuidade no vínculo da criança-objeto! Mães, a sujeira e o mal cheiro podem ser um problema para vocês, mas não é para a criança. Quando sentirem a necessidade de lavarem converse com a criança. Lembre-se de que esse objeto é uma ponte entre você e o mundo externo. Dificilmente esse objeto é substituível pelos pais, pois não é. É a criança quem precisa criá-lo, escolhê-lo!

Os pais podem deixar com que a criança escolha mais de um objeto, até para que ao ser lavado ou ao ter sido esquecido em caso de viagem, possa ser substituído. Claro que é importante lembrar que a criança se apega ao cheiro familiar, textura e aparência.

Uma boa dica, quando tiverem que lavar é fazer isso pela manhã , assim à noite quando a criança procurar o objeto para usar, já estará disponível para uso! Um dica em caso de viagem, converse com a criança sobre ela eleger um na viagem, crie com ela a ideia de um objeto de viagem, caso esqueça o que é usado regulamente.

As crianças crescem e ao assumirem suas personalidades, vão substituir elas mesmas os objetos, por animais ou amigos. Mesmo assim vão aprendendo a serem fortes.

Lembram como foi difícil para o Andy Davis do filme Toy Story, doar seus brinquedos? Ele guardava todas as suas lembranças (brinquedos) dentro de uma caixa até os 17 anos. Ele nem precisava mais deles, mas de alguma forma, doá-los confirmava a ideia de que a infância e tudo aquilo que representava – o aconchego – estaria distante!

Nem todos as crianças vão se relacionar com um objeto transicional, sendo assim as mães não precisam ficar preocupadas, porque de alguma forma seu bebê achou o conforto que precisava.

A imagem familiar da criança e o objeto de transição, geralmente doce e bem humorado, às vezes frenético e até mesmo desesperador, lembra-nos que aprender a negociar e a lidar com situações de desconforto faz parte do processo de amadurecimento não só das crianças, mas também dos pais.

 

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das BRINCADEIRAS AFETIVAS (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as)) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)986430054 e (11)37215430

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