30.06.2015

Meningite B: A importância da nova vacina

Bebês, Saúde

E a tão esperada vacina contra Meningite B, enfim, chegou ao Brasil!! Já oferecida nos Estados Unidos e na Europa, a criação dessa vacina foi um desafio para os cientistas do mundo todo.

A Meningite B é muito perigosa, já que a evolução da doença é extremamente rápida e, em poucas horas, ela pode matar. Para se ter uma ideia da gravidade dessa doença, no Brasil, a taxa de mortalidade da Meningite do tipo B é de um a cada cinco infectados (20%) e, nos que sobrevivem, há alto índice de sequelas.

E o que deixa essa doença ainda mais séria, é o fato de que os sintomas são muito parecidos com de outras doenças mais simples e isso pode dificultar o diagnóstico rápido.

Para entender mais sobre o assunto, conversamos com a neonatologista Dra. Danielle Negri. Não deixem de ler o texto com informações muito importantes sobre a vacina.

Por enquanto, a nova vacina só está disponível na rede privada.

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Nova vacina para Meningite B – por Dra. Danielle Negri

Há mais de 10 anos a indústria farmacêutica vem tentando desenvolver uma vacina eficaz contra a meningite meningocóccica do tipo B. Finalmente, após anos de espera, ela chegou ao mercado mundial.

O meingococcodo tipo B é responsável por 20% dos casos de meningite meningocócica no Brasil, sendo a região Sul a mais acometida. Foi o tipo mais comum no Rio de Janeiro nas décadas recentes o que causa grande preocupação por parte da comunidade médica pediátrica.

A meningite meningocóccica e meningococcemia (infecção do sangue por esta bactéria de imensa gravidade) é, com certeza, a maior emergência infecciosa que enfrentamos na prática pediátrica.

A meningite é a inflamação da membrana que protege o sistema nervoso central e, a principal forma de contágio da doença é por meio de respiração, quando gotas de saliva de um indivíduo infectados são transmitidas para uma pessoa saudável e entram em contato com a mucosa da boca ou do nariz. Tosse, espirros e até gotículas da própria fala são meios de transmissão. A doença, no entanto, possui uma rápida evolução e não infrequente, pode levar à morte em menos de 24 horas.

A meningite é causada por fungos, vírus e bactérias. A meningocóccica, mais comum das bacterianas pode ser letal. No Brasil, a taxa de mortalidade é de um a cada cinco infectados (20%) e, nos que sobrevivem, há alto índice de sequelas neurológicas permanentes, surdez e necrose das extremidades (mãos e pés).

A bactéria meningococo (Neisseriameningitidis) possui 5 tipos causadores da doença (tipo A,tipo B,tipo C, tipo W e tipo Y).

Em agosto de 2014 foi licenciada no Brasil a vacina anti-meningocóccica ACWY. Na ocasião do lançamento, realizamos a vacinação em larga escala em todo o Brasil.

Entretanto, o Meningococo do tipo B nunca teve vacina desenvolvida por ser muito diferente dos demais, necessitando uma nova tecnologia para estímulo da produção de anticorpos duradouros.

O esquema de vacina segue abaixo:

  • Crianças entre 0-6 meses de idade; realizar 3 doses com intervalo de 2 meses entre elas(2-4-6 meses de idade), e realizar uma dose de reforço entre 1-2 anos de idade (num total de 4 doses);
  • Crianças entre 6-12 meses de idade: realizar 2 doses com intervalo de 2 meses entre elas e realizar uma dose de reforço entre 1-2 anos de idade (num total de 3 doses).
  • Crianças entre 1 ano de idade e 11 anos; realizar 2 doses com intervalo de 2 meses entre elas. Neste caso, não é necessário realizar dose de reforço, pois o sistema imune mais maduro permite a manutenção dos anticorpos em níveis protetores, em princípio, para o resto da vida (até onde os estudos conseguem concluir atualmente);
  • Adolescentes entre 11 anos de idade até adultos de 55 anos; realizar 2 doses com intervalo de 1 mês entre elas. Da mesma forma, neste caso não é necessário realizar dose de reforço.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

18.12.2014

Calendário de Vacinação infantil (recém-nascidos aos 9 anos)

Bebês, Saúde

Post super, ultra, mega importante!! Levar os filhos regularmente ao pediatra e seguir as vacinas indicadas para cada idade são medidas fundamentais para o desenvolvimento saudável dos nossos pequenos. Mas que vacinas são essas e quando devem ser tomadas? São tantas doses e nomes complicados que acabamos ficando confusas, né?

O Calendário Básico de Vacinação é definido pelo Programa Nacional de Imunização e pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Corresponde ao conjunto de vacinas consideradas de interesse prioritário à saúde pública no Brasil. As vacinas são compostas de parte de vírus ou bactérias ou ainda pelo próprio vírus ou bactéria mortos ou enfraquecidos, fazendo com que o nosso organismo produza defesa contra eles.

Para facilitar e organizar todas as vacinas e doses, montamos um calendário de vacinação lindinho pra vocês! Vejam a tabela abaixo:

calendario_vacinas_2014_2015_bebes_criancas

 

Abaixo seguem as informações detalhadas que a Dra. Adrianne Brandão Pozzato, do Hospital Miguel Couto, no RJ, nos passou sobre cada vacina.

BCG
Confere proteção contra a Tuberculose. Deve ser aplicada em dose única, mas é recomendada uma segunda dose, quando após seis meses, não se observar a cicatriz no local da aplicação.

HEPATITE B 
A primeira dose deve ser aplicada nas primeiras 12 horas de vida, a segunda dose com 1 ou 2 meses de vida e a terceira dose aos 6 meses de vida. A partir de 2012, o Programa Nacional de Imunização (PNI) incluiu a vacina da hepatite B às vacinas de tétano, coqueluche, difteria e Haemophilus influenzae tipo b sendo conhecida como pentavalente.  Os nascidos com peso <2 Kg ou com idade gestacional < 33 semanas, devem receber 4 doses da vacina com 0-1-2 e 6 meses.

DTP/ DTPa
Essa vacina protege contra a difteria, tétano e Pertussis-coqueluche. É conhecida como Tríplice  Bacteriana. A DTP é feita de células inteiras sendo eficaz e bem tolerada mas quando possível, aplicar a DTPa (acelular) por apresentar menos reação.
Os reforços são indicados a cada 10 anos, sendo o  primeiro preferencialmente com a  DTPa.

PÓLIO
As duas primeiras doses devem  ser do tipo inativada (IPV). As doses subsequentes devem ser preferencialmente  com a vacina pólio oral (VOP). Recomenda-se que as crianças com menos de 5 anos de idade recebam a vacina oral nos dias Nacionais de Vacinação, desde que tenham recebido 2 doses de vacina inativada.

PNEUMOCÓCICA CONJUGADA
A vacina é recomendada para todas as crianças até 5 anos de idade em 3 doses no primeiro ano de vida (2,4 e 6 meses) e um reforço aos 15 meses de vida. Crianças saudáveis que fizeram as 4 primeiras doses com a vacina 7 ou 10 valente, podem receber uma dose adicional da vacina 13 valente até os 5 anos de idade. Os que apresentam risco elevado de doença pneumocócica invasiva entre 2 e 18 anos devem receber  uma dose adicional da vacina 13 valente e a vacina pneumocócica polissacarídica 23 valente, mesmo que tenham recebido a conjugada pneumocócica anteriormente, com intervalo mínimo de 2 meses entre as doses.

MENINGOCÓCICA  CONJUGADA
Recomenda-se 2 doses da vacina contra Meningococo C conjugada no primeiro ano de vida  e um reforço entre 12 e 18 meses de  idade. Após os 12 meses a vacina deve ser aplicada em dose única. Em função da rápida perda de proteção , recomendamos um reforço,aos 5 anos de idade,com a meningocócica C conjugada e um segundo reforço  preferencialmente com a meningocócica A/C/Y/W135 com 11 anos.

ROTAVÍRUS
Existem duas vacinas disponíveis. A monovalente deve ser administrada em 2 doses sendo a primeira aos 2 meses e a segunda aos 4 meses. O intervalo mínimo entre as doses é de 4 semanas. A pentavalente deverá ser administrada em 3 doses, aos 2-4 e 6 meses, com intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses.

FEBRE AMARELA
Está indicada para os residentes e viajantes para áreas endêmicas a partir dos 9 meses. A vacina não deve ser administrada no mesmo dia que a tríplice viral. O intervalo entre elas deverá ser de 30 dias.

SARAMPO, CAXUMBA,RUBÉOLA E VARICELA  ( VACINAS  TRÍPLICE  VIRAL –SCR  E QUÁDRUPLA VIRAL- SCRV, VARICELA    
Aos 12 meses deverá ser feita a primeira dose da tríplice viral e varicela separadamente ou a quádrupla viral. Aos 15 meses deverá ser administrada uma segunda dose, preferencialmente com a quádrupla viral, com intervalo mínimo de 3 meses da última dose de varicela e SCR ou SCRV. A vacina varicela em dose única é eficaz para prevenir formas graves da doença, mas é sugerida uma segunda dose da vacina pela possibilidade de ocorrência de formas leves nos que receberam apenas uma dose.

INFLUENZA
Está indicada para todas as crianças dos 6 meses aos 5 anos de idade e também a todos com mais de 6 meses e adolescentes com fatores de risco . Protege contra a gripe. A vacina deve ser feita anualmente, por ser uma doença sazonal, e antes do período de maior prevalência da gripe.

PAPILOMAVÍRUS HUMANO
Existem duas vacinas diferentes para a doença que é sexualmente transmissível. A vacina bivalente  (16,18) indicada, em três doses, para meninas de 10 a 25 anos sendo a segunda dose 1 mês após a primeira e  a terceira dose 6 meses após a primeira. A vacina quadrivalente ( 6,11,16,18) indicada para meninas e meninos de 9 a 26 anos, em três doses, sendo a segunda dose 2 meses após a primeira e a terceira dose 6 meses após a primeira.

VACINA HEPATITE A
São preconizadas 2 doses com intervalo de 6 meses , sendo aos 12 e 18 meses de vida.

VACINA HAEMOPHILUS INFLUENZAE TIPO B
A vacina deve ser aplicada em dose única nos indivíduos que apresentam risco elevado para doença invasiva causada pelo Hib, como asplenia (ausência do baço ) ou nos imunossuprimidos.

 

ATENÇÃO!! Antes de vacinar seu filho, sempre consulte o pediatra, ok? ;-) O Calendário de Vacinação Infantil é revisto frequentemente e pode mudar a qualquer momento.

09.11.2014

Campanha Nacional de Vacinação – Paralisia infantil e sarampo

Bebês, Saúde

A vacina contra a poliomielite é para crianças entre seis meses e cinco anos de idade (incompletos). A recomendação do Ministério da Saúde é de que todas as crianças nessa faixa etária sejam vacinadas, pois a vacina vale tanto para colocar em dia a vacinação atrasada como para reforço de quem está com o calendário em dia. A VIP (Vacina Inativada Poliomielite),  utilizada no início de esquema de vacinação, também estará disponível para crianças com o calendário atrasado, ou seja, que não iniciaram o esquema de vacinação com as duas primeiras doses injetáveis, aos dois e quatro meses de idade.

Em relação ao sarampo, a recomendação é que sejam vacinadas crianças entre um e cinco anos de idade (incompletos). O Ministério da Saúde distribuirá mais de 11,8 milhões de doses da vacina tríplice viral, que além de imunizar contra o sarampo, também garante a proteção contra a rubéola e a caxumba.

Todos os estados e o Distrito Federal participam da campanha de seguimento contra o sarampo. No estado do Ceará e em alguns municípios de Pernambuco, a vacinação foi antecipada a fim de interromper a cadeia de transmissão do vírus, devido ao registro de casos da doença em 2013 e 2014. Apesar dos registros da doença nesses dois estados, todos os casos foram importados ou relacionados à importação, e o Brasil ainda é considerado livre do sarampo. No entanto, as crianças entre seis meses e cinco anos de idade incompletos que residem nesses estados devem comparecer aos postos de saúde para receberem a vacina contra poliomielite e atualizar a caderneta de vacinação para o sarampo, caso estejam em atraso.

Saiba mais sobre as duas doenças:

POLIOMIELITE – A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

SARAMPO –  O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A única forma de prevenção também é por meio da vacina.

Fonte: Ministério da Saúde