
Mãe de três, ela assina a partir de agora uma coluna fixa sobre maternidade, infância e as transformações que vêm com cada fase
A partir de hoje, o Cheguei ao Mundo ganha uma nova coluna fixa. Quem assina é a Anny, mãe do Nick, do Tom e da Kiki, que vai trazer pra gente, com a frequência que a maternidade real exige, reflexões sobre os primeiros anos, sobre criar filhos diferentes entre si e sobre tudo aquilo que muda na mulher enquanto ela cria.
No texto de estreia, ela explica por que topou o convite e qual ideia vai guiar a coluna daqui pra frente: a de que toda vez que um filho chega, chega junto uma nova versão da mãe.
Leia abaixo:
Quando recebi o convite para escrever esta coluna, pensei que não poderia existir nome mais bonito para falar sobre maternidade: Cheguei ao Mundo.
Porque sim, quando um bebê nasce, ele chega ao mundo. Mas acredito que existe outra chegada acontecendo ao mesmo tempo. A nossa.
Sou mãe do Nick, do Tom e da Kiki. E posso dizer, sem nenhuma dúvida, que cada vez que um deles chegou, uma nova Anny também nasceu. Não foi só a chegada de um filho. Foi a chegada de uma nova versão de mim mesma, uma versão que ainda não conhecia seus medos, suas forças, suas limitações, nem a dimensão do amor que seria capaz de sentir.
Com o Nick, cheguei ao mundo da maternidade pela primeira vez. Tudo era novo, tudo era intenso, tudo parecia maior do que eu imaginava. Lembro de ficar acordada de madrugada só ouvindo ele respirar, com medo de que parasse. Quem mais?
Com o Tom, cheguei a outro mundo: o de entender que o coração pode se multiplicar sem dividir espaço. De aprender a equilibrar diferentes necessidades, diferentes personalidades, diferentes formas de amar.
Com a Kiki, mais uma vez cheguei a um lugar que eu ainda não conhecia. Porque a verdade é que nenhum filho encontra a mesma mãe. E nenhuma mãe encontra o mesmo filho.
Cada chegada muda a família. E muda a mulher. Aí sim é onde eu quero chegar.
Ao longo dos anos, percebi que a maternidade não é só uma jornada de acompanhar o crescimento dos filhos. É também uma jornada de reencontrar a nós mesmas, repetidas vezes, e olha que são muitas. Porque, enquanto eles crescem, nós também crescemos. Enquanto eles descobrem o próprio espaço no mundo, nós buscamos o nosso de novo.
E talvez essa seja a reflexão que mais me acompanha: a maternidade não nos faz desaparecer. Ela nos transforma, dia após dia. E, depois de cada transformação, existe um caminho de volta para nós mesmas. Não para quem éramos antes, mas para quem nos tornamos.
É sobre essas chegadas que eu quero conversar com vocês por aqui. Sobre bebês que chegam ao mundo. Sobre crianças que crescem. Sobre adolescentes que entram em novas fases. E sobre mães que, a cada etapa, precisam se reinventar e encontrar seu lugar outra vez. Sem medo, mas com desejo do que vem adiante.
Porque, no fundo, a vida é feita disso: de chegadas e de recomeços.
Vamos conversar sobre maternidade, infância, adolescência, liberdade, dúvidas, descobertas, vulnerabilidade, conquistas e tudo aquilo que acontece no meio do caminho. Porque criar um filho é uma jornada, mas crescer junto com ele também é.
Sejam muito bem-vindas a esta coluna. Estou feliz por chegar aqui, com vocês.

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