Viagens, Vida de Mãe, Vida Real

Viajar com crianças: o que realmente ajuda (e por que funciona)

Quem já viajou com criança pequena sabe: dá vontade rir e chorar ao mesmo tempo. A gente organiza tudo, treina o roteiro na cabeça, e mesmo assim alguma coisa foge do controle. É assim mesmo. E talvez seja justamente aí, no meio do imprevisível, que mora a parte boa da viagem.

A gente reuniu aqui as dicas que a Mari Bridi (@eumaribridi) compartilhou em um carrossel recente, aprofundando cada uma com o que existe de mais concreto sobre o assunto. Porque dica boa é a que já foi testada, e melhor ainda quando a gente entende o porquê ela funciona.

1. Lanche e água sempre à mão

Não é só birra: a queda de glicemia realmente muda o comportamento infantil. Um estudo publicado recentemente e conduzido pelo neurocientista Nils Kroemer mostrou que a irritabilidade ligada à fome não vem direto da glicose baixa, mas da percepção consciente da fome, que serve como mediadora entre a queda de glicemia e o humor. Em crianças pequenas, essa percepção ainda está em formação, o que explica por que a fome vira crise do nada. Levar um lanche não é frescura: é evitar que a criança chegue ao ponto de não conseguir mais nomear o que está sentindo. Metrópoles

2. Chiclete, bala ou peito/mamadeira na decolagem e no pouso

Essa é a dica com mais respaldo técnico do carrossel. A dor de ouvido durante decolagem e pouso acontece porque a variação de pressão da cabine afeta o equilíbrio entre o ouvido externo e o médio, e otorrinolaringologistas explicam que até cerca de seis anos de idade as crianças têm mais dificuldade para equalizar essa pressão do que os adultos. A solução prática é sempre a mesma: fazer a criança engolir. Pediatras recomendam que, durante esses momentos, o bebê mame no peito ou na mamadeira, já que esse movimento equilibra a pressão externa com a interna do ouvido. Para os maiores, chiclete ou bala fazem o mesmo trabalho. Um detalhe que vale reforçar: se der, é melhor manter a criança acordada nesses momentos, porque dormindo ela engole menos e o desconforto tende a ser maior. MetrópolesMetrópoles

3. Um brinquedo ou atividade nova na bagagem

Novidade prende atenção infantil por mais tempo do que o brinquedo de sempre, isso qualquer pai ou mãe já percebeu na prática. Jogos simples como forca, UNO e jogo da velha têm uma vantagem extra: não dependem de bateria, tela ou conexão, e ocupam pouco espaço na bagagem de mão. Funcionam também como ferramenta social, porque envolvem todo mundo, o que ajuda a esticar o tempo de espera sem que a criança fique sozinha com o próprio tédio.

4. Baixar conteúdo de tela antes de sair de casa

Wi-Fi de avião é loteria: às vezes existe, às vezes não conecta, às vezes cobra por isso. Baixar filmes, séries ou jogos antes de sair de casa elimina essa variável do planejamento. É uma dica simples, mas que evita um dos cenários mais comuns de estresse em viagem: criança pedindo tela, tela não funcionando, e a paciência de todo mundo indo embora junto.

5. Lenços umedecidos para quase tudo

Mão suja, boca suja, banco do avião suja, acidente de comida, vômito de emoção forte: os lenços resolvem uma quantidade desproporcional de emergências pelo tamanho que ocupam na bolsa. Não tem muito segredo aqui além de nunca sair de casa sem eles.

6. Vestir em camadas

A temperatura muda de verdade ao longo de uma viagem: o calor do embarque, o ar-condicionado da aeronave, a diferença de clima no destino. Camadas permitem ajustar a criança ao ambiente sem precisar de troca completa de roupa, e evitam dois extremos desconfortáveis: superaquecimento ou frio. Vale para os adultos também, principalmente para quem sente frio com mais facilidade.

7. Baixar as expectativas

Essa é, talvez, a dica mais difícil de seguir e a mais importante do carrossel. Viagem com criança não segue roteiro, e tentar que siga é receita para frustração. A experiência raramente é perfeita, mas o perrengue tende a passar rápido, enquanto a lembrança fica. Não é sobre relaxar a segurança ou o planejamento, é sobre soltar a exigência de controle total sobre algo que, por natureza, não é controlável.

Mari Bridi
Quem escreve
Mari Bridi Atriz, Empresária e Influenciadora
Atriz desde a infância, Mariana Bridi formou-se entre O Tablado, o Lee Strasberg Theatre de Nova Iorque e a CAL, acumulando passagens por Malhação, Floribella e experiência internacional nas Olimpíadas de Pequim. Nos últimos anos migrou para o digital, construindo uma audiência fiel com conteúdo de lifestyle focado em maternidade, sustentabilidade e bem-estar. Em 2025, após 20 anos, retorna à dramaturgia na novela Êta Mundo Melhor, da TV Globo.
Gostou desse conteúdo?
Compartilhe com quem
também vai gostar!

Quer entrar para a nossa lista?

Posts relacionados