
Texto: Ser mãe aos 21 anos não era um plano… mas sempre foi o meu maior sonho.
E aí, de repente, no susto, aos 21, me vi grávida. E começou a maior aventura da minha vida.
Meu filho Lucas, hoje com 28 anos, é um sobrevivente (brincadeira! 😂) de uma menina meio maluquinha que aprendeu, na marra, o que era ser mãe.
Uma certeza eu tinha. Todos os dias, durante o banho, eu acariciava a barriga e conversava com ele:
“Meu filho, eu desejo que você seja um menino muito bacana, cheio de amor no coração, que faça muitos amigos pela vida. Que seja honesto e realize todos os seus sonhos.”
Era isso que eu pedia. E hoje tenho certeza de que Deus ouviu cada uma dessas conversas.
Agora… não foi nada fácil para ele ser meu filho! 😂
Já levei o Lucas para uma festa no dia errado. Só descobri quando o animador gritou:
— Agora vamos cantar parabéns para a Paula!
Peraí… Paula? 😳
Peguei o convite… a festa dele era da Nathalia… no dia seguinte!
Também já levei ele todo pintado de palhaço para uma festa da escola. O detalhe? A turma dele era de “palhacinhos de pano”, sem maquiagem.
Quando ele se olhou no espelho do elevador, ainda em casa, falou:
— Mãe… eu tô parecendo um idiota.
Chegando na escola, percebi o desastre. Corri com ele para o banheiro lavar aquele rostinho.
E ele, com toda razão, soltou:
— Eu não disse que estava parecendo um idiota?
E as trapalhadas continuavam…
Eu não sabia que o pipi do menino tinha que ficar virado para baixo dentro da fralda. Achava que era para cima, para não ficar torto. Resultado? Ele fazia xixi para cima e molhava toda a roupa. Eram três ou quatro trocas por dia!
Depois veio uma alergia alimentar. Tudo o que ele comia, vomitava. Acho que já alagamos algumas mesas de restaurante por aí…
Foi então que tomei uma decisão: só teria outro filho quando esse aqui já fizesse xixi e cocô sozinho. Eu estava completamente enlouquecida com esse novo mundo chamado maternidade!
E, dito e feito.
Quando o Lucas tinha 6 anos, nasceu minha princesa Juliana, hoje com 22.
Tudo ia muito bem… até o dia em que cheguei da maternidade com a Juju nos braços.
Deitei na cama para amamentá-la, quando o Lucas chegou pertinho, olhou para mim e disse:
— Mamãe…
Naquele instante deu um clique na minha cabeça.
Meu Deus… será que eu vou conseguir amar os dois do mesmo jeito?
Esse pensamento me atormentou por uns três dias.
Até que a vida foi acontecendo… tudo se encaixou… e descobri a coisa mais bonita da maternidade: o amor não se divide. Ele se multiplica.
A Juliana era um anjo. Quase não dava trabalho… mas também quase não dormia!
Até os 4 anos, acordava pelo menos duas vezes todas as noites.
E, diferente do Lucas, que eu colocava na minha cama de manhã cedinho e ele ficava umas duas horas vendo desenho, a Juju chegava do meu lado, abria o meu olho e dizia:
— Mamãe… acorda! O solzinho já apareceu!
Ahhhh… fala sério! 😂
Dois filhos.
Mesma mãe.
Mesmo pai.
E completamente diferentes.
Mas existe uma coisa que sempre foi exatamente igual: o tamanho do meu amor pelos dois.
Não foi fácil me entender como mãe solo de um menino de 8 anos e uma menina de 2. Tive medo, chorei, errei, acertei, improvisei e ri de muitas das minhas próprias trapalhadas.
Mas hoje olho para trás e penso com o coração cheio de gratidão.
Aquela menina de 21 anos, uma mãe raiz, atrapalhada, sem manual de instruções, conseguiu.
E tem um orgulho imenso dos adultos que seus filhos se tornaram.
Lucas e Juliana… amo vocês mais do que as palavras conseguem dizer.
Nós três vencemos. ❤️

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