20.09.2016

Bebês aprendem a comer observando os adultos

Bebês, Saúde

Crying baby boy refusing to eat food from spoon with hands dirty

“Se você alimenta a sua criança com uma dieta perfeita, mas ela vê você, seus amigos e parentes comendo alimentos não saudáveis, ela está aprendendo sobre a comida pelas experiências sociais” disse Katherine Kinzler coautora da pesquisa publicada no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences“.

De acordo com esse estudo, novas evidências científicas mostram que bebês aprendem a comer observando o que os adultos estão comendo na mesa de jantar. Claro que há exceção, sabemos de muitos casos de mães que não comem bem com filhos super saudáveis e vice-versa, mas achamos o estudo super interessante.

Os pesquisadores também descobriram que bebês de um ano de idade conseguem traçar padrões de gosto alimentar e esperam que as pessoas devam gostar dos mesmos alimentos, a não ser que pertençam a grupos sociais ou culturais diferentes.

O estudo foi conduzido com mais de 200 bebês, que no laboratório assistiram a vídeos de pessoas expressando gostar ou não gostar de determinado alimento. Quando os bebês viam duas pessoas que falavam a mesma língua ou agiam como amigos, eles esperavam que elas gostassem das mesmas comidas. Quando as pessoas mostravam inimizade ou falavam línguas diferentes, eles esperavam que elas gostassem de comidas diferentes.

E ai? O que acharam? Qual exemplo de alimentação vocês dão para os filhos?

(Fonte: O Globo)

06.09.2016

Amamentação: Você já ouviu falar de Mastite?

Bebês, Saúde, Vida de Mãe

fernanda rodrigues_amamentacao_mastite

Eu já tinha ouvido falar em mastite, mas na verdade não sabia direito o que era. Precisei sentir na pele pra entender o que é! Ou sofrer o que é….

Achei importante dividir aqui com vocês pra quem sabe ajudar outras mamães que possam estar vivendo esse momento ou ainda vão passar por isso, né?

Vamos lá.

Quando o Bento tinha 3 meses (agora ele já tem quase 7) eu estava produzindo muito leite e ele mamando super bem, tudo correndo na mais perfeita ordem…até que de repente fui sentindo meu peito ficando duro, inchando e ficando quente.

Na hora não dei muita atenção e achei que era algo normal da amamentação, mas foi piorando, piorando e no final do dia era uma dor insuportável. Não conseguia encostar no peito que doía demais!

Comecei a passar muito mal e ter calafrios, tremedeira e uma febre como se fosse febre interna mesmo. Um horror! Nunca passei nada parecido com isso. Uma dor que nunca imaginei sentir….

Berrava de dor! Até que consegui falar com a médica que mandou eu entrar no chuveiro e deixar água quente cair nos seios e ir massageando…

Meu deus, que coisa dolorida…

Depois de um tempo sai do chuveiro e fiz compressa de água quente também! Então chegou a hora: “você precisa amamentar e fazer ele esvaziar seu peito”.

Lá fui eu sem raciocínio de tanta dor tentar amamentar meu filho…na hora que ele pegou o bico eu praticamente fui na luaaaa! Aaaahhhh que dor!!!

Ele mamava e eu berrava. Pesadelo total!

Até que foi melhorando aos poucos, minha respiração foi voltando ao normal e eu fui me acalmando…

Ainda fiquei uns dias com os seios doloridos e um certo medo de amamentar de novo! Um trauma mesmo, mas depois foi voltando tudo ao normal!

Diante disso resolvi pesquisar mais sobre o assunto e postar aqui pra vocês mais informações e dicas de Mastite que podem ser feitas caso isso aconteça.

Espero de verdade ajudar de alguma forma pra que vocês não passem por isso, ou se passarem, que pelo menos você seja mais rápida do que eu na hora de agir. Ninguém merece essa dor!

Se cuidem meninas. Vejam as informações da nossa parceira ginecologista e obstetra, Dra. Viviane Monteiro, sobre mastite.

A mastite é uma infecção aguda das glândulas mamárias no período da amamentação. O quadro clínico pode variar desde uma inflamação local até a formação de abcesso, podendo levar a septicemia. Outros sintomas também são bem frequentes, tais como mal estar, febre, fraqueza e calafrios.

Geralmente é unilateral e ocorre a partir da segunda semana de pós parto, podendo também acontecer em qualquer período da lactação. A localização na mama pode ficar restrita a aréola ou comprometer toda a mama.

A incidência é de 2 a 6% das mulheres no período de amamentação, sendo recorrente em 6,5% delas.O tratamento incorreto pode levar a complicações, tais como abcesso (5 a 11% das mastites) e sepse. A bactéria mais comum é Staphylococcus aureus (50 a 60% dos casos), mas também podem ser encontradas bactérias como Staphilococcus epidermides, Enterobacter, Klebsiella sp e E. coli.

A paciente deve ser avaliada pelo médico assistente ou em um Banco de Leite por profissionais especializados, definindo o tratamento ideal. Algumas medidas de suporte também devem estimuladas, tais como:

– Repouso para amamentar;
– Massagem local com movimentos circulares;
– Manter a amamentação, principalmente na mama acometida. Pode iniciar pela mama não afetada, podendo fazer o esvaziamento da mama acometida através da sucção do bebê ou ordenha manual;
– Variar a posição do bebê nas mamadas, objetivando o esvaziamento completo das mamas;
– Aumentar a ingestão de líquidos e alimentação adequada.

Quando as medidas de suporte não são suficientes, o uso de antibiótico se faz necessário por 10 a 14 dias. A drenagem local pode ser realizada como terapêutica invasiva em casos de abcesso.

Algumas ações podem evitar o aparecimento da mastite, tais como:

– Amamentar frequentemente;
– Prestar atenção na posição correta da pega;
– Evitar cremes e óleos nas mamilos, podendo alterar a flora local;
– Exposição das mamas ao Sol no tratamento das fissuras e
– Uso de sutiãs adequados.

Esse texto contou com a colaboração da parceira do blog, Dra. Viviane Monteiro que é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF. Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

 

Fernanda Rodrigues
25.06.2016

Você dá autonomia para o seu filho?

Bebês, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais, Saúde

Como você incentiva a autonomia do seu filho? Um estudo canadense, realizado na Universidade de Montreal, com 78 mães e suas crianças, mostrou que bebês que são estimulados a realizar atividades sozinhos podem ter um maior desenvolvimento cognitivo.

Baby boy playing with stacking learning toy

Liderado pela pesquisadora Célia Matte-Gagné, a pesquisa foi realizada a partir de visitas quando a criança tinha 15 meses e depois, ao completar 3 anos.

Na primeira visita os pesquisadores levaram jogos com desafios, observaram e filmaram o comportamento das mães, analisando como incentivavam a autonomia dos bebês, se encorajavam eles e se respeitavam o  tempo deles.

Aos 3 anos, os pesquisadores avaliaram por meio de jogos adaptados, a força da memória de trabalho e da capacidade de pensar sobre vários conceitos simultaneamente. No resultado final as crianças que tiveram melhores pontuações tinham mães que ofereciam um suporte mais consistente ao desenvolvimento de sua autonomia.

Esse é um processo gradual, que deve ser realizado a partir de conquistas do seu filho. Claro que devemos sempre estar ao lado dos deles orientando e ajudando no que for preciso, mas de acordo com os especialistas é extremamente importante ensinar e deixar que as crianças tentem resolver questões e situações sozinhas.

Conversamos sobre o tema com a nossa parceira, a psicoterapeuta Mônica Pessanha, e ela reforçou que a promoção da autonomia ajuda a desenvolver as habilidades necessárias para quando os pais não estiverem por perto, algo que para os pais pode também ser desafiador. Mas lembrou que dar autonomia não significa ser permissivo, significa ter paciência para ajudar as bebês e crianças a explorarem livremente os limites de suas habilidades.

Vejam algumas atitudes (exageradas) dos pais que prejudicam na hora de dar autonomia:

  • Superproteger a criança;
  • Repetir instruções para execução de determinada tarefa;
  • Escolher as atividades extracurriculares dos filhos, sem nenhuma participação deles.
  • Dificuldade de deixar que a criança execute seus próprios trabalhos escolares.
  • Ter a tendência de resolver os problemas/conflitos entre seus filhos;
  • Preocupar- se demasiadamente quando o seu filho está longe deles.

 

Ela levantou ainda 6 dicas para os pais ajudarem seus bebês e crianças a desenvolverem autonomia:

1 – Deixe-os brincar 

A Brincadeira é uma parte importante da infância. Ela não é um mero passatempo, brincar ajuda no desenvolvimento das crianças, possibilitando uma descoberta de seus limites, além de desenvolver processos de socialização e descoberta do mundo. Brincando a criança aprende a resolver seus próprios problemas, desenvolvem  a criatividade, as habilidades emocionais, intelectuais e sociais e sem que se perceba, favorece um aprendizado leve e natural.  Os pais podem permitir que os filhos brinquem com objetos que estimulem a imaginação e traga a sensação de autonomia, pois ser autônoma requer um viver criativo. E no brincar a criança irá expressar seus interesses e seus sentimentos, atravessando uma ponte entre o real e o imaginário. Deixe-os brincar com panelas, potes, caixas, baldes, vassouras, lençóis, talheres de madeira, caixas vazias de remédios, etc. Esses objetos podem servir para brincar de mãe e filhinhas, super-heróis, de mercadinho, comidinhas. Brincadeiras que representam a autonomia da vida adulta.

2 – Diversão através de desafios

Um desafio é sempre encarado pelas crianças como diversão. A possibilidade de experimentar algo novo, traz para as criança uma sensação de superação e auto confiança. Aprender a amarrar os sapatos é um ótimo exemplo de superação. Essa habilidade requer maturação neurológica, por isso a criança com 5 anos já pode fazer isso sozinha. Outro desafio incrível que os pais podem fazer para ajudar a criança a desenvolver autonomia é deixá-la servir água ou leite, sem derramar. Assim como comer com garfo e faca e memorizar o telefone dos pais. É importante ter paciência e insistir na repetição, pois não será de primeira que a criança acertará. Autonomia é um processo aprendido!

3 – Estabelecer algo para eles cuidarem

Pode ser uma planta, gato ou um peixe, algo simples, mas que permita que a criança veja o resultado direto de seus cuidados, que a faça sentir orgulho. Um girassol é sempre uma boa escolha de planta. Ela cresce rápido, em qualquer solo, permite a criança acompanhar o movimento do sol. Elas podem com 8,9 anos ficar responsáveis por arrumar a mesa do jantar. E, se um pouco mais velhas, podem lavar a louça.

4- Não socorrer o tempo todo

Os pais devem suprir as necessidades dos filhos, mas não significa fazer todas as coisas e vontades e nem socorrer os pequenos o tempo todo. Se esquecerem de levar para a escola suas lições de casa, deixe-os que assumam a consequências pelo esquecimento. A professora saberá como agir. Sair correndo para levar a lição na escola, os fará ter a sensação de que “tudo bem” não se lembrar de seus deveres.  Se os pais sempre estiverem “arrumando” as coisas para as crianças, quando forem adolescente não darão conta de responsabilidades maiores. Mas ao deixá-los assumirem consequências de seus atos, serão, sem dúvida, adultos responsáveis por suas próprias ações e obrigações.

5- Uma tarefa todos os dias 

Dar as crianças pequenas tarefas para realizar todas as manhãs tais como fazer sua cama é algo bem bacana para estimular autonomia. Mesmo que a cama não fique bem arrumadinha, essa tarefa permite que lide melhor com o erro, e a frustração. Pequenos desafios na infância, permitem que na adolescência que os grandes desafios e conflitos sejam suportáveis.

6 – Cuidar de si mesmo

A partir dos 4 anos, a criança já pode desenvolver habilidades de cuidado pessoal. Os pais podem permitir de forma gradativa que a criança cuide de si mesmas quanto às questões de higiene, por exemplo. Claro que uma supervisão é sempre muito bem- vinda. Além disso, as crianças podem: pentear os cabelos, passar hidratantes no corpo, escolher roupas (ofereça-lhes duas opções para que não se sintam ansiosos), arrumar a mala da escola e guardar os sapatos ao chegar da escola. Quando os pais permitem que os filhos sejam autônomos em pequenas coisas, eles ensinam responsabilidades.

 

Esse texto contou com a colaboração da parceira do blog, Mônica Pessanha, que é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

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