17.05.2016

8 dicas para ajudar a melhorar o sono do seu filho

Bebês, Cuidados Diários, Saúde

Pesadelo, terror noturno ou até mesmo a falta da mãe durante a noite são os principais motivos que deixam o sono de uma criança agitado. É muito ruim ver nossos pequenos acordando à noite nervosos e chorando. Mas como podemos ajudá-los?

A psicóloga Mônica Pessanha, parceira do blog, contou um pouco pra gente sobre os principais motivos que levam uma criança a despertar durante à noite e nos deu dicas importantes para lidarmos com essas situações.

18 months old baby boy slepping in bed with sweet teddy bear. Li

“Dorme, dorme neném, meu querido bem, feche os olhos devagar…” Essa doce canção de ninar traz uma energia pra lá de positiva, afinal as mães desejam para seus filhos uma boa noite de sono. O sono das crianças é importante para o seu crescimento, desenvolvimento e bem-estar emocional (bem como para o bem-estar emocional de seus pais). Mas falar de sono para alguns pais de crianças pequenas é muitas vezes uma preocupação. Os despertares noturnos podem acontecer devido a pesadelos, terrores noturno ou até mesmo, a falta da mãe durante a noite.  Mas vale lembrar que uma boa noite de sono é um processo aprendido. Lembre-se de que somos nós que criamos bons hábitos para nossos filhos – ensinamos a escovar bem os dentes, lavar as mãos antes de comer, dizer bom dia ao acordar e encontrar as pessoa etc. – em relação ao sono não deve ser diferente. Hábitos saudáveis são essenciais para promover o desenvolvimento cognitivo, comportamental, emocional e físico.

É muito ruim para os pais verem seus filhos acordando a noite chorando. O que torna isso ainda pior é o fato de não terem a certeza do que está acontecendo nem de saberem como podem ajudar. Essa incerteza resulta do desconhecimento dos sinais que indicam que a criança está tendo pesadelos, terrores noturnos ou apenas sentindo a falta ou saudade da mãe. Diferenciar um terror noturno de um pesadelo é bem simples. No terror noturno, a criança parece estar acordada, mas ao checar você perceberá que ela não está. Durante um terror noturno, a criança pode estar sentada na cama com os olhos abertos, mas provavelmente não vai notar a presença de seus pais. As crianças que experimentam os terrores noturnos não podem ser consoladas ou acordadas, por isso é normal que elas não se lembrem do que aconteceu.

Podemos dizer que uma das maiores diferenças entre pesadelos e terrores noturnos é a conscientização por parte da criança. Com pesadelos, as crianças muitas vezes podem recordar a experiência em detalhes vividos e muitas vezes com intensos sentimentos de medo. Os pesadelos podem trazer para a criança uma sensação de ansiedade. Vale lembrar que as crianças entre 7 e 8 anos são bem fantasiosa e acreditam verdadeiramente em suas fantasias. Nesse caso, é importante mostrar para criança que o medo do bicho papão é um medo fantasioso, que está na cabecinha dela. Uma boa maneira de ajudá-la a entender é comparar esse medo com algo real. Em outras palavras, ter medo de cair da bicicleta e se machucar é real, de bicho papão não, pois ele não existe. Os pesadelos podem ser causados ​​por ambas as coisas (real e imaginário).

Chegamos então ao último ponto da causa do despertar noturno das crianças: a falta ou saudade da mãe. Sim, os bebês sentem saudade e falta de sua mãe na madrugada, principalmente quando a cama dos pais não é compartilhada. Durante o sono todos temos os despertares. Na verdade, eles são essências para a sobrevivência, no entanto, quando a criança tem esse despertar e não volta a dormir, ela tende a chorar porque se viu sozinho. Consequentemente, ela sente medo da separação e saudade do acolhimento materno. Nesse caso é importante acolher o bebê, fazendo um carinho, sussurrando palavras doces, trazer para o colo, para que ele sinta tranquilidade. Quando a criança é maior ela sente essa falta e vai para a cama dos pais e se a cultura familiar não for a de compartilha a cama, vale acolher e levar a criança de volta para a caminha dela.

A canção de ninar continua com uma forte mensagem de “dorme dorme neném meu querido bem, seja doce seu sonhar e para que isso aconteça vale lembrar de 8 dicas incríveis para ajudar a melhorar o sono do seu filho.

1) Tenha uma rotina de dormir.

A rotina da hora de dormir ajuda a criança a fazer a transição de atividades do dia para os da hora de dormir. Além dos hábitos de higiene, diminua as luzes, leia uma história, cante uma música, faça orações ou simplesmente agradeça pelo bom dia.

2) Tenha um tempo definido para ir para cama (mesmo nos fins de semana). Criando o hábito de dormir sempre no mesmo horário, ajudará o relógio biológico da criança a ficar com sono e acordar em horários específicos durante o dia.

3) Faça do quarto do seu filho um lugar relaxante e reconfortante. Muitas vezes os pais vão colocar as crianças em seus quartos ou para a cama como um castigo, por algo que ela tenha feito. Se isso ocorrer, a criança vai começar a pensar em ir para a cama como uma coisa ruim que acontece se ela se comportar mal. Em vez disso, crie para a criança um espaço calmo e relaxante de forma que o quarto seja um espaço íntimo e seguro.

4) Traga calmaria para despoluir o horário do sono.

Evite deixar a criança assistir a um filme agitado ou de terror. Também é importante não fazer brincadeiras agitadas. Tenha em mente que esse é um bom momento para conversar, de ouvir e fazer carinhos.

5) Ensine seu filho a se acalmar e adormecer de forma independente.

O afago na hora de dormir pode ser bem reconfortante, mas se a criança se acostumar com você fazendo carinho até ela dormir, quando vierem os despertares naturais do sono, ela certamente irá chorar para que você volte a afagá-la na madrugada.

6) Se a criança tiver dificuldades em cair no sonho sem você (e você quer que seu filho seja capaz de dormir em seu/sua própria cama), deixe ele dormir com algum objeto. A criança pode precisar de um objeto para servir de ponte entre ela e a mãe. Os bichos de pelúcia, naninhas ou paninhos podem ajudar muito. Desta forma, a criança vai ter ai por perto, quando precisar de conforto. Certifique-se o objeto seja seguro.  (Já fizemos um post aqui no blog sobre o uso de Naninhas, vale a pena ler!

7) Certifique-se de que a criança está dormindo o suficiente.

Muitas vezes os pais não tem a clareza das horas de sono* das crianças e quantas horas ela precisa para ter uma boa noite de sono e acordar bem. É bom observar no comportamento durante o dia, se há muita ou pouca variação de humor ao dormir.

obs.: Temos uma tabela super útil de tempo de sonecas do bebê no post “A importância da soneca para as crianças“.

8) Evite dar a seu filho cafeína e refrigerantes perto da hora de dormir.

Isso pode parecer óbvio, mas a cafeína é um psicoestimulante e como todo estimulante vai aumentar os níveis de atividade motora e cognitivas. Oferecer alimento ou bebida que contenha esse tipo de substância perto de da hora de deitar fará com que a criança tenha mais dificuldade para adormecer.

Atenção: Quando a criança estiver com terror noturno, vale buscar ajuda médica e psicoterapêutica.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

30.04.2016

H1N1: Saiba quais são os principais cuidados com bebês e grávidas

Bebês, Saúde, Saúde, To Grávida

Mais uma doença tem causado preocupação nas mães e nas grávidas: a gripe H1N1. Agora, além do zika vírus  (que precisamos viver de repelente!!) ainda temos o surto da gripe H1N1.  Mas o que isso significa? Como podemos nos proteger e aos nossos filhos? Qual é o tratamento?

Conversamos com a nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri e ela afirma que “a melhor maneira de prevenir a doença é vacinar!”.

Em alguns estados a vacinação já foi antecipada, mas, oficialmente, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe H1N1 tem início neste sábado (30) em todo o país e vai até 20 de maio.

Ainda não se vacinou ou vacinou seu pequeno? Vejam no post de hoje tudo o que você precisa saber sobre o H1N1.

Doctor Does Injection Child Vaccination Baby

Desde que o H1N1 teve seu primeiro surto no Brasil em 2009, vindo do México (a chamada Gripe Suína), o vírus ficou circulante por aqui nos meses de outono e inverno. O vírus, provavelmente, sofreu alguma mutação no último ano (como ocorre todo ano com os vírus da gripe) e não estávamos imunizados.

O H1N1 causa uma gripe mais forte que as habitual e circula entre humanos. Não se sabe ao certo porque o vírus chegou mais cedo este ano. Acredita-se que seja pelo contato com turistas que trouxeram o vírus, pela variabilidade do clima e pela baixa vacinação em 2014 e 2015.

FATORES DE RISCO

Os principais grupos de risco são crianças (de seis meses a cinco anos), pessoas a partir de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas como asmáticos e diabéticos, indígenas e profissionais da área de saúde.

A definição dos grupos prioritários para vacinação na rede pública segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A transmissão se dá através de secreções contaminadas que propagam o vírus através da tosse, fala e espirro, assim como através de objetos e superfícies contaminadas como mãos, brinquedos, talheres ou maçanetas.

SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas são os mesmos de uma gripe comum, porém mais fortes com febre alta, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, irritação nos olhos e ouvidos e dor muscular. Fique atento para não confundir com o resfriado leve onde os sintomas são coriza leve, espirros, um pouco de dor no corpo e, às vezes, tosse e febre baixa.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico pode ser feito pelo exame clínico e a confirmação é feito através do exame das secreções nasais ou de orofaringe para detecção do vírus.

PREVENÇÃO

A melhor maneira de prevenir a doença é VACINAR! A vacina não é 100% eficaz, mas oferece uma proteção de cerca de 60 a 90% dependendo da idade do indivíduo e da presença de outros fatores, como presença de doenças crônicas.

A proteção conferida pela vacina dura cerca de 8 meses e leva 2 a 3 semanas para começar a fazer efeito.

Caso a criança tenha já adquirido o vírus pelo H1N1, mesmo assim ela tem que vacinar porque quem foi infectado fica imunizado por um tempo, mas depois pode voltar a pegar a doença.

Hoje disponibilizamos de três vacinas:

– Trivalente: composta pelos vírus A (H1N1 e H3N2) e o vírus B (Brisbane). Pode ser feita à partir de 3 anos.

– Quadrivalente: composta pelos vírus A (H1N1 e H3N2) e dois tipos de vírus B (Brisbane e Phuket ). Pode ser feita à partir de 3 anos.

– Quadrivalente Júnior: Igual a quadrivalente normal, contudo pode ser feita para crianças à partir de 6 meses.

IMPORTANTE :
Se você tem um bebê com menos de 6 meses em casa, vacine-se e vacine a todos que cuidam ou lidam com seu bebê. Essa é a única e melhor forma de protegê-lo do H1N1.

O mesmo vale se seu filho, mesmo em idade maior, tiver contra-indicação de tomar a vacina.

A VACINA NÃO CAUSA REAÇÃO COMO “ESTADO GRIPAL”.

Além disso, evite levar as mãos à boca e nariz, aos olhos, lave sempre as mãos com sabão ou álcool e cubra a boca quando for tossir ou espirrar.

Evite lugares fechados e/ou com aglomeração de pessoas. Alguém pode estar incubando a doença ou em fase de melhora, mas ainda transmitindo a doença.

Se estiver com sintomas gripais, evite sair de casa. Se for essencial seu fora de casa, utilize máscara e também mantenha suas mãos muito limpas.

TRATAMENTO

Diferente do que se pensa existe tratamento. Ele é feito através da administração do antiviral chamado Oseltamivir (Tamiflu) para os casos muito graves ou que acometam os grupos de risco.

O mais importante é que não se instale o desespero. Deve-se seguir as recomendações de higiene e tomar a vacina o quanto antes, especialmente, os grupos de risco.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

25.04.2016

Bebês prematuros: Existem maneiras de prevenir a prematuridade?

Bebês, Saúde

Sair da maternidade e não poder levar o bebê para casa não deve ser nada fácil, né? Na maioria dos casos um bebê prematuro pega a mulher de surpresa e totalmente despreparada para lidar com essa situação. Um aperto enorme no coração das mães!

Conversamos com a nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri para saber quais são as principais causas e se existe alguma maneira de evitar que o bebê nasça prematuro. Vejam o texto de hoje com todos os detalhes sobre prematuridade.

Alguma mãe de prematuro por aqui?

Premature Baby

Quando o bebê nasce antes de 38 semanas de gestação é chamado de prematuro e quanto mais precoce é o nascimento, mais graves são as complicações que estes bebês podem apresentar. Entre 34 e 37 semanas chamamos de prematuridade leve, entre 28 e 34 semanas, prematuridade moderada e abaixo de 28 semanas chamamos de prematuridade grave.

Existem inúmeras causas que podem levar ao nascimento prematuro de um bebê. Existem causas espontâneas e interrupções eletivas da gravidez. O rompimento precoce da bolsa amniótica, com desencadeamento de trabalho de parto prematuro é uma das causas mais comuns.  O diabetes, a hipertensão arterial e as infecções urinárias estão entre causas também bastante freqüentes.

Os partos gemelares e trigemelares também se associam ao nascimento prematuro assim como problemas  do útero e da anatomia da mulher. Algumas gestantes sofrem de incompetência istmo cervical (problema no colo uterino) que favorece o parto  prematuro e o nascimento precoce.

O risco de problemas aumenta quanto mais precoce é o nascimento e quanto menor é o bebê.  Na prematuridade, diversos órgãos e sistemas do organismo podem ser afetados, podendo ocorrer sofrimento respiratório, alterações no coração, nos rins e até no sistema nervoso central. Estes bebês precisam ser tratados em unidades especiais chamadas UTI Neonatais, que possuem todas as tecnologias e pessoal treinado para cuidar dos mais diversos problemas.

Hoje, temos visto bebês tão pequenos de 500 gramas sobreviverem graças aos progressos da medicina e avanços no conhecimento. É importante destacar que estes bebês freqüentemente passam 3 a 4 meses internados nas UTIs neonatais , período de grande sofrimento e stress para os pais.

Egressos das UTIs neonatais devem também ter um seguimento especial para um acompanhamento cuidadoso do desenvolvimento identificando precocemente desvio da normalidade devido ao riscos do nascimento prematuro.

Existem maneiras de se prevenir a prematuridade? Esta é uma pergunta que os pesquisadores fazem há muitos anos e que, infelizmente, ainda não responderam em sua totalidade. Sabemos que existem fatores de risco para a gestante:  o hábito de fumar , a ocorrência de um parto prematuro anterior, a baixa estatura materna, um pré natal inadequado, infecções na gravidez e a existência de malformações congênitas, entre outras.

Um bom acompanhamento de gravidez com a realização periódica de exames de sangue e ultra-sonografias é fundamental para a saúde da gestante. O controle do ganho de peso, da pressão arterial, do crescimento do bebê dentro útero e a identificação precoce de problemas é talvez a atitude mais importante para a prevenção da prematuridade.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

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