01.06.2016

6 coisas que mães e pais devem saber sobre a terceira infância

Bebês, Cuidados Diários, Saúde

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Muito se fala sobre os cuidados iniciais com o bebê, mas sabiam que a terceira infância (de 6 a 10 anos) é uma das fases mais desafiadoras não só para as crianças, mas também para os pais? O comportamento dos pequenos passa por muitas mudanças nesse período!

Outro dia nós do Cheguei ao Mundo participamos de um evento muito legal promovido pela TYLENOL® para discutir relações familiares na faixa etária de 6 a 10 anos. O bate papo foi mediado pela Fê e contou com a participação da psicopedagoga Betty Monteiro, do pediatra Hany Simon e do ator e pai de quatro filhos, Márcio Garcia. Foi muito gostoso participar e encontrar outras mamães blogueiras para trocarmos experiências da maternidade!

E como o debate foi superinteressante, fizemos esse post com um resuminho para dividir um pouco com vocês do que rolou por lá! Confiram:

O despertar das vontades e questionamentos – Se você estava contando vitória porque seu filho não era de pedir muitas coisas e se satisfazia com as suas explicações, muita coisa pode mudar nessa fase. Por aqui vivenciamos isso na pele e lidamos diariamente com esse desafio. Betty Monteiro nos explicou que realmente é uma fase de muitas mudanças de hábitos e comportamentos: as crianças começam a explorar suas próprias vontades e muitas dúvidas podem surgir. Nós precisamos estar preparados e atentos para conseguir acompanhá-los no desenvolvimento da sua independência, mantendo a sua segurança. É nessa fase que eles desenvolvem também o princípio da moral e passam a ter entendimento maior de seus atos.

Redes de relacionamentos sociais – Essa é uma fase muito importante para sua rede de amigos e relacionamentos. Devemos incentivar que eles tragam amigos para casa e também devemos deixá-los ir à casa de amigos.

Importância do senso de responsabilidade – A participação dos pequenos nas tarefas diárias foi apontada por Betty como de extrema importância para formação do senso de responsabilidade. O aprendizado mais importante ocorre dentro de casa, e a partir do exemplo e da troca dinâmica no dia a dia eles tem muito a aprender. Ao se sentirem envolvidos em nosso dia a dia eles se sentem mais importantes e começam as entender e agir com responsabilidade. Desde tarefas relacionadas diretamente à criança como arrumar a cama, organizar os brinquedos, até tarefas da casa como passar paninho em algo que esteja sujo, organizar as compras de supermercado ou ajudar em pequenas tarefas na cozinha. É muito importante também que nesse processo as crianças se sintam a vontade em errar, para que entendam os erros como oportunidade de aprender e fazer melhor em uma próxima oportunidade; os pais têm o papel de amparar e guiar, mas precisam permitir esse aprendizado ao dar autonomia para seus filhos assumirem responsabilidades e as consequências.

Aumento de casos de crianças com doenças relacionadas à ansiedade – De acordo com Betty Monteiro, estão aumentando os casos de crianças com ansiedade. Em função da correria dos dias atuais e das multitarefas que pais e mães assumem, não nos damos conta que precisamos respeitar a diferença da realidade de tempo que as crianças têm. Muitas vezes em determinadas atividades as crianças demoram mais do que se nós pais e acabamos não esperando a criança terminá-la e tomamos à frente. Ex: quando eles ganham um presente e começam a abrir no ritmo deles, muitas vezes nós tomamos a frente para “agilizar”. Esse comportamento pode gerar um receio da criança em não atender às expectativas dos pais.

Lidar com assuntos delicados – Nessa fase de questionamentos, a criança passa a querer saber o porquê de tudo e muitas vezes testará o limite dos pais. Betty reforçou que é importante falar abertamente sobre assuntos que estão no dia a dia da família (mortes, relacionamentos, etc.), para que a criança já assimile a realidade de forma natural. Mas conforme levantado pela Fernanda, alguns assuntos de repercussão na mídia que acabam chegando aos ouvidos das crianças podem ser tratados com um simples: isso não é para sua idade.

Qualidade do tempo – Essa vale para todas as idades, mas eles passam a expressar mais a insatisfação nessa fase, verbalmente ou de outras formas. Devemos ter atenção a qualidade do tempo que dedicamos aos nossos filhos, com o uso em excesso de aparelhos celulares as crianças acabam ficando mais angustiadas, pois muitas vezes estamos próximos, mas não saímos do celular.

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(Fotos: Raphael Castello / AgNews)

TYLENOL® PARACETAMOL. MS – 1.1236.3326.. INDICAÇÕES: ANALGÉSICO E ANTITÉRMICO. ADVERTÊNCIAS: NÃO USE TYLENOL® JUNTO COM OUTROS MEDICAMENTOS QUE CONTENHAM PARACETAMOL, COM ÁLCOOL, OU EM CASO DE DOENÇA GRAVE DO FÍGADO.
Data de Distribuição: Maio/2016 SAC: 0800 7286767 ou Serviço ao Profissional 0800 7023522.

28.05.2016

Como escolher o pediatra ideal para o seu filho?

Bebês, Saúde, Saúde, To Grávida

São muitas as preocupações com a gravidez e o parto antes do nascimento do bebê, mas nessa fase também é preciso pensar na chegada do bebê e como serão as primeiras semanas e meses com ele.

E uma das decisões importantes que devem ser tomadas com calma e confiança durante a gravidez é a escolha do pediatra do seu bebê. A relação família-pediatra é baseada na confiança e, para isso, é fundamental que se tenha transparência e respeito.

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Por volta do segundo trimestre da gravidez comece a pesquisar as opções de pediatra, pedir indicações, levantar referências e então marque uma consulta para vocês conversarem. Dessa forma, antes do nascimento do bebê você já terá escolhido com segurança o profissional que irá acompanhá-lo.

Assim como a escolha do obstetra exige uma pesquisa cuidadosa, pois precisa ter uma relação de confiança, segurança e levantamento de muitas dúvidas e informações, o ideal é que o mesmo processo seja aplicado na escolha do pediatra – o dever de casa deve ser feito! E quando falamos da saúde dos nossos filhos,  diversos aspectos estão envolvidos como: alimentação, comportamento, doenças e prevenção. A orientação adequada e boa relação/proximidade com pediatra é fator chave para que os pais se sintam seguros com os cuidados com bebê.

Preparamos algumas dicas para ajudar nessa escolha. Confira!

  1. Determine o que é importante para você – O que você busca em um pediatra? Pouco tempo de espera no consultório, respostas rápidas por whatsapp, convênio, disponibilidade nos finais de semana ou fim do dia, uso de homeopatia? Desses pontos, qual é o mais importante para você? De acordo com seu nível de exigência por requisito você poderá selecionar o pediatra mais adequado às suas necessidades.
  2. Converse muito a respeito – Fale com seus amigos que têm filhos, colegas de trabalho, obstetra, etc. Entenda o que cada um tem a dizer e quais principais atributos destacados para verificar se estão de acordo com as suas preferências.
  3. Agende consultas antes do nascimento – A partir da seleção inicial, marque consultas antes do nascimento para conhecer algumas médicos pessoalmente e tirar todas suas dúvidas. Nessa etapa é importante levar todas as suas perguntas anotadas para assim sentir se aquele profissional está em linha com o que você busca.
  4. Compare os resultados – Depois de coletar dicas de amigos e fazer as entrevistas com base nas suas prioridades (e naquele instinto materno) compare as opções para escolher o seu pediatra.
  5. Não está seguro, mude – Não se sinta mal de trocar de pediatra se não estiver seguro. O principal é a saúde do seu filho, portanto você e o médico precisam ter um bom relacionamento de confiança.
17.05.2016

8 dicas para ajudar a melhorar o sono do seu filho

Bebês, Cuidados Diários, Saúde

Pesadelo, terror noturno ou até mesmo a falta da mãe durante a noite são os principais motivos que deixam o sono de uma criança agitado. É muito ruim ver nossos pequenos acordando à noite nervosos e chorando. Mas como podemos ajudá-los?

A psicóloga Mônica Pessanha, parceira do blog, contou um pouco pra gente sobre os principais motivos que levam uma criança a despertar durante à noite e nos deu dicas importantes para lidarmos com essas situações.

18 months old baby boy slepping in bed with sweet teddy bear. Li

“Dorme, dorme neném, meu querido bem, feche os olhos devagar…” Essa doce canção de ninar traz uma energia pra lá de positiva, afinal as mães desejam para seus filhos uma boa noite de sono. O sono das crianças é importante para o seu crescimento, desenvolvimento e bem-estar emocional (bem como para o bem-estar emocional de seus pais). Mas falar de sono para alguns pais de crianças pequenas é muitas vezes uma preocupação. Os despertares noturnos podem acontecer devido a pesadelos, terrores noturno ou até mesmo, a falta da mãe durante a noite.  Mas vale lembrar que uma boa noite de sono é um processo aprendido. Lembre-se de que somos nós que criamos bons hábitos para nossos filhos – ensinamos a escovar bem os dentes, lavar as mãos antes de comer, dizer bom dia ao acordar e encontrar as pessoa etc. – em relação ao sono não deve ser diferente. Hábitos saudáveis são essenciais para promover o desenvolvimento cognitivo, comportamental, emocional e físico.

É muito ruim para os pais verem seus filhos acordando a noite chorando. O que torna isso ainda pior é o fato de não terem a certeza do que está acontecendo nem de saberem como podem ajudar. Essa incerteza resulta do desconhecimento dos sinais que indicam que a criança está tendo pesadelos, terrores noturnos ou apenas sentindo a falta ou saudade da mãe. Diferenciar um terror noturno de um pesadelo é bem simples. No terror noturno, a criança parece estar acordada, mas ao checar você perceberá que ela não está. Durante um terror noturno, a criança pode estar sentada na cama com os olhos abertos, mas provavelmente não vai notar a presença de seus pais. As crianças que experimentam os terrores noturnos não podem ser consoladas ou acordadas, por isso é normal que elas não se lembrem do que aconteceu.

Podemos dizer que uma das maiores diferenças entre pesadelos e terrores noturnos é a conscientização por parte da criança. Com pesadelos, as crianças muitas vezes podem recordar a experiência em detalhes vividos e muitas vezes com intensos sentimentos de medo. Os pesadelos podem trazer para a criança uma sensação de ansiedade. Vale lembrar que as crianças entre 7 e 8 anos são bem fantasiosa e acreditam verdadeiramente em suas fantasias. Nesse caso, é importante mostrar para criança que o medo do bicho papão é um medo fantasioso, que está na cabecinha dela. Uma boa maneira de ajudá-la a entender é comparar esse medo com algo real. Em outras palavras, ter medo de cair da bicicleta e se machucar é real, de bicho papão não, pois ele não existe. Os pesadelos podem ser causados ​​por ambas as coisas (real e imaginário).

Chegamos então ao último ponto da causa do despertar noturno das crianças: a falta ou saudade da mãe. Sim, os bebês sentem saudade e falta de sua mãe na madrugada, principalmente quando a cama dos pais não é compartilhada. Durante o sono todos temos os despertares. Na verdade, eles são essências para a sobrevivência, no entanto, quando a criança tem esse despertar e não volta a dormir, ela tende a chorar porque se viu sozinho. Consequentemente, ela sente medo da separação e saudade do acolhimento materno. Nesse caso é importante acolher o bebê, fazendo um carinho, sussurrando palavras doces, trazer para o colo, para que ele sinta tranquilidade. Quando a criança é maior ela sente essa falta e vai para a cama dos pais e se a cultura familiar não for a de compartilha a cama, vale acolher e levar a criança de volta para a caminha dela.

A canção de ninar continua com uma forte mensagem de “dorme dorme neném meu querido bem, seja doce seu sonhar e para que isso aconteça vale lembrar de 8 dicas incríveis para ajudar a melhorar o sono do seu filho.

1) Tenha uma rotina de dormir.

A rotina da hora de dormir ajuda a criança a fazer a transição de atividades do dia para os da hora de dormir. Além dos hábitos de higiene, diminua as luzes, leia uma história, cante uma música, faça orações ou simplesmente agradeça pelo bom dia.

2) Tenha um tempo definido para ir para cama (mesmo nos fins de semana). Criando o hábito de dormir sempre no mesmo horário, ajudará o relógio biológico da criança a ficar com sono e acordar em horários específicos durante o dia.

3) Faça do quarto do seu filho um lugar relaxante e reconfortante. Muitas vezes os pais vão colocar as crianças em seus quartos ou para a cama como um castigo, por algo que ela tenha feito. Se isso ocorrer, a criança vai começar a pensar em ir para a cama como uma coisa ruim que acontece se ela se comportar mal. Em vez disso, crie para a criança um espaço calmo e relaxante de forma que o quarto seja um espaço íntimo e seguro.

4) Traga calmaria para despoluir o horário do sono.

Evite deixar a criança assistir a um filme agitado ou de terror. Também é importante não fazer brincadeiras agitadas. Tenha em mente que esse é um bom momento para conversar, de ouvir e fazer carinhos.

5) Ensine seu filho a se acalmar e adormecer de forma independente.

O afago na hora de dormir pode ser bem reconfortante, mas se a criança se acostumar com você fazendo carinho até ela dormir, quando vierem os despertares naturais do sono, ela certamente irá chorar para que você volte a afagá-la na madrugada.

6) Se a criança tiver dificuldades em cair no sonho sem você (e você quer que seu filho seja capaz de dormir em seu/sua própria cama), deixe ele dormir com algum objeto. A criança pode precisar de um objeto para servir de ponte entre ela e a mãe. Os bichos de pelúcia, naninhas ou paninhos podem ajudar muito. Desta forma, a criança vai ter ai por perto, quando precisar de conforto. Certifique-se o objeto seja seguro.  (Já fizemos um post aqui no blog sobre o uso de Naninhas, vale a pena ler!

7) Certifique-se de que a criança está dormindo o suficiente.

Muitas vezes os pais não tem a clareza das horas de sono* das crianças e quantas horas ela precisa para ter uma boa noite de sono e acordar bem. É bom observar no comportamento durante o dia, se há muita ou pouca variação de humor ao dormir.

obs.: Temos uma tabela super útil de tempo de sonecas do bebê no post “A importância da soneca para as crianças“.

8) Evite dar a seu filho cafeína e refrigerantes perto da hora de dormir.

Isso pode parecer óbvio, mas a cafeína é um psicoestimulante e como todo estimulante vai aumentar os níveis de atividade motora e cognitivas. Oferecer alimento ou bebida que contenha esse tipo de substância perto de da hora de deitar fará com que a criança tenha mais dificuldade para adormecer.

Atenção: Quando a criança estiver com terror noturno, vale buscar ajuda médica e psicoterapêutica.

Mônica Pessanha é psicoterapeuta de crianças e adolescentes, mãe da Mel, uma menina que adora desenhar, mantenedora das Brincadeiras Afetivas (Oficina terapêutica entre mães e filhos(as) – www.facebook.com/brincadeirasafetivas
Atende no Morumbi – SP – monicatpessanha@hotmail.com / (11)965126887 e (11)37215430 – Orientação e aconselhamento para pais por Skype.

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