23.11.2016

Ligeiramente Grávida – Larissa

Ligeiramente Grávida, To Grávida

O “Ligeiramente Grávida” de hoje tem um texto lindo da Larissa, mãe da pequena e fofíssima Maria, de 4 meses.

A Larissa sonhava em ser mãe desde nova e engravidou logo nas primeiras tentativas. Na hora de contar para o marido, ela não aguentou a ansiedade. Tirou uma foto do teste e mandou por whatsapp. Muita emoção! Leiam!

gravida_ligeiramente

Sempre tive o sonho de ser mãe. Desde pequena, quando perguntada o que seria quando crescesse, minha resposta era: mãe. Mas eu sempre soube também que tinha que ser na hora certa, com a pessoa certa.

Casei em 2014 depois de um ano e meio de namoro. Mas nossa história é mais antiga. Namoramos em 2005 por 3 anos, ficamos 5 separados, mas nos reencontramos e veio a vontade de formarmos uma família. Ele, desde o início, já queria que eu parasse de tomar pílula, dizendo que engravidar demora e tal. Mas eu só quis parar quando estivéssemos prontos pra encarar essa aventura.

Um ano depois do casamento, em novembro, parei a pílula e fizemos uma viagem pra Europa. Detalhe: eu estava em meu período fértil, mas não é fácil engravidar, né? Vida que segue. A viagem foi maravilhosa, uma segunda lua-de-mel.

Já no Brasil, era uma quarta-feira e eu deveria ficar menstruada. Nada. Foi impossível não bater aquela ponta de esperança! No dia seguinte decidi que faria o teste de farmácia após o trabalho. No final do dia já comecei a segurar o xixi pra ficar “mais concentrado” e fazer o teste. Comprei. Cheguei em casa quase fazendo xixi nas calças. Nunca tinha feito teste de farmácia, comecei a ler a bula, mas eu estava tão nervosa e tão apertada, que não entendia nada do que lia! Sabe-se lá Deus como, mas eu consegui. Fiz xixi no potinho e quase que no mesmo segundo que coloquei o teste no xixi, a segunda linha apareceu. Era tão forte que não tinha como ter dúvidas!

Quase desmaiei de emoção. Eu não estava acreditando no que via! Precisava contar LOGO pro meu marido e dividir essa alegria com ele. Mas justo neste dia ele tinha saído com os amigos do trabalho. Liguei pra ele e ele ainda nem tinha chegado no bar. Inventei que estava passando mal, pedi pra ele voltar. Mas minha voz devia estar tão alegre que ele nem tchum, disse pra ligar pra minha mãe. Tentei esperar ele chegar, mas os 5 minutos de espera pareceram uma eternidade, ia ser impossível esperá-lo. Então resolvi apelar: tirei uma foto do teste e mandei por WhatsApp dizendo pra ele vir logo pra casa porque nós estávamos com saudade.

Ele me ligou imediatamente! Estava nervoso e sem entender direito o que eu estava querendo dizer. Quando confirmei que ele seria papai, choramos! Então, ao invés de ele voltar pra casa, eu fui encontrá-lo para comemorarmos a realização do nosso grande sonho!

No dia seguinte cedinho fiz o exame de sangue e confirmei a gravidez! Com 8 semanas fiz a sexagem fetal (para descobrir o sexo). Não quisemos chá de revelação porque queríamos que o momento fosse só nosso. Uma amiga imprimiu o resultado da internet e fomos almoçar em casa nesse dia para vermos juntos (imagina se eu aguentaria até a noite!). Quando abrimos o envelope, vimos que o que eu mais queria aconteceu: nossa menininha Maria estava a caminho!!!

Enjoei muuuuuito até a 16a semana (nem conseguia curtir muito). Mas passada essa fase, vivi a plenitude. Amava minha barriga (ai, que saudade), me sentia linda e plena!

Com 33 semanas comecei a ter muitas contrações. Meu médico me mandou ficar em casa de repouso e esse período parece que durou mais que a gestação inteira. Quando completei 37 semanas e 1 dia, as 6h da manhã acordei no susto fazendo xixi nas calças. Corri pro banheiro e continuava saindo, eu não conseguia prender. Aí caiu a ficha: a bolsa estourou, minha menininha queria nascer!

Corremos pra maternidade (depois de arrumar a minha mala que ainda não estava pronta). Ligamos para nossos pais e irmãos, mandamos milhões de WhatsApps para avisar aos amigos (santa tecnologia!) e às 9:11 nasceu o maior amor das nossas vidas. Nossa pequena Maria!

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09.07.2016

Ligeiramente Grávida – Shirley

Ligeiramente Grávida, To Grávida

O “Ligeiramente Grávida” de hoje tem um relato lindo e verdadeiro da Shirley, autora do blog Macetes de Mãe.

A Shirley tem dois filhos, o Leo e o Caê, e contou pra gente como foi a descoberta da segunda gravidez, o dia a dia cansativo de uma mãe de dois e o sentimento inexplicável de ver o amor entre irmãos florescer.

Adoramos conhecer mais a sua história Shirley! Confiram!

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Sempre pensei em ter dois filhos. Mas confesso que, depois da chegada do primeiro, durante um bom tempo, achei que ficaria só nele. As coisas foram bem difíceis com o Leo, principalmente no primeiro ano (ele teve APLV), e só fui voltar a pensar em ter o segundinho quando ele já estava com 2 aninhos.

Só que aí, nem deu muito tempo para pensar. Assim que parei de evitar, já engravidei. Isso mesmo! No mês que decidimos “liberar”, minha menstruação já não veio mais. E, coincidentemente, ao que tudo indica, foi no dia do aniversário de 2 aninhos do Leo.

E aí, eu estava grávida do meu segundo filho, com o primeiro ainda pequeno, e isso foi me gerando algumas dúvidas e inseguranças: Será que eu daria conta de dois? Será que Caê daria tanto trabalho no primeiro ano quanto deu o Leo? (Leo não dormia, Leo tinha refluxo oculto, APLV, entre outras coisas…) Como Leo encararia a chegada do irmão? Sentiria muito ciúmes? Eu conseguiria dar conta do blog, que já era o meu trabalho, tendo agora dois filhos?

Enfim, me vi perdida em meio a uma série de dúvidas mas, ao mesmo tempo, algo, bem lá no fundo, me dizia para eu ficar calma, me tranquilizar, que tudo daria certo. Afinal, essa não era minha primeira experiência como mãe. Com o Leo eu já tinha vivido tanta coisa, aprendido tanto, que com o segundo tudo tenderia a ser mais fácil.

E, de certa, forma foi. Mesmo o Caê tendo me dado também muito trabalho nos primeiros meses (em função de uma bronquiolite que o deixou internado aos 3 meses de idade), mesmo ele não dormindo uma noite inteira até hoje (ele tem 1 ano e 4 meses), mesmo eu tendo que lidar com o ciúmes sempre presente do Leo, eu ainda acho que a chegada do segundo filho é bem mais tranquila para nós, mães,que a chegada do primeiro.

Com o primeiro filho tudo é novo, a gente não sabe o que está por vir, a gente aprende sobre tudo a todo instante e, sendo assim, a insegurança e o medo de errar estão sempre presentes. Já com o segundo, esse desejo de ser a mãe perfeita e de acertar sempre já não nos persegue mais. A gente sabe que não é um errinho aqui e outro ali que vai jogar tudo por terra. Sabe também que o bebê não quebra, que nem tudo gera traumas e que no fim, se houver muito amor, tudo dará certo.

Eu não vou dizer que ter dois filhos é fácil, pois não é mesmo. Dá bastante trabalho, demanda demais da gente. Mas, ao mesmo tempo, também traz um amor, uma alegria e uma de plenitude tão grandes que é como se a gente sentisse que nosso mundo está completo.

Sou daquelas mães que não esconde a verdade: ter dois filhos, muitas vezes, é de enlouquecer e de dar vontade de fugir de casa por alguns dias. Mas, ao mesmo tempo, é uma delícia inexplicável ver o amor entre irmãos florescer, ver a cumplicidade entre eles crescer e ver o nosso mundo se transformar por completa com tamanho amor e alegria.

13.05.2016

Ligeiramente Grávida – Rafaela Carvalho

Bebês, Ligeiramente Grávida, To Grávida

Outro dia postamos aqui no blog um texto lindo que descobrimos chamado “60 dias de Neblina“, da Rafaela Carvalho, do  www.amaternidade.com.  Gostamos tanto dos textos de maternidade dela – sempre recheados de realidade e humor – que a convidamos para compartilhar com a gente a descoberta da gravidez da sua terceira filha na coluna “Ligeiramente Grávida”.

E como não poderia ser diferente, adoramos a história da chegada da Zara! A Rafaela estava com um bebê de apenas 4 meses em casa, se acostumando com a rotina de ter dois filhos, quando descobriu totalmente de surpresa a terceira gravidez! Vale a pena ler essa história tensa e divertidíssima!

Obrigada por participar e compartilhar com a gente Rafaela! ;-)

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Era um sábado como outro qualquer. Estávamos no carro, voltando da casa de amigos, quando de repente: Enjoo. Ânsia. Mal estar. “-

Afeee João Henrique (uma das vantagens de ter um marido com nome duplo, é que quando você está brava, você pode chamá-lo não somente pelo primeiro nome, mas também pelo segundo), dirige direito pelo amor de Deus! Fica neste acelera e freia, acelera e freia. Estou quase vomitando aqui atrás com Dom.”

Dom é nosso filho mais novo, na época com 4 meses e meio. O Cae, o mais velho, estava cochilando no banco da frente. Incrível como pré adolescentes conseguem dormir em qualquer ocasião.

Falando em dormir, chegamos em casa e tudo que eu eu queria era dormir.

Dormir.

Dormir.

Dormir.

Esta vida de mãe de dois filhos não é mole não.

Os dias foram passando, e o João ficando cada dia mais barbeiro.

Era eu entrar no carro com ele, que eu passava mal. Eu não aguentava mais reclamar, e ele provavelmente não aguentava mais escutar minhas reclamações:

“Que chata Rafa, você vive enjoada, deve estar grávida. Para de reclamar e vem dirigindo então.” Disse ele com ar de deboche.

A única coisa que ouvi da frase toda foi:

“Blá blá blá GRÁVIDA blá blá blá..”

Grávida? Pensei comigo mesma. HA-HA-HA-HA. Impossível.

Dom tem só 4 meses e meio. Minha menstruação ainda nem se quer voltou depois do parto. Aliás, bem lembrado, mulher que amamenta não ovula e não menstrua. Dom é amamentado exclusivamente no peito. Consequentemente, eu como sempre sei de tudo, estou mais uma vez certa: Não estou grávida.

Naquela noite eu não consegui dormir. Os enjoos estavam começando a ficar muito suspeitos. Levantei na calada da noite e fui para o banheiro, onde desesperadamente revirava as gavetas:

Achei! Eu sabia que tinha um teste de gravidez. Este ainda de quando engravidei do Dom, e era obcecada por fazer xixi em testes, só para ver as duas linhas aparecerem!

Perfeito, agora só preciso fazer este teste de uma vez, e assim eu posso dormir tranquila.

Pronto, feito.

Olho para o teste e vejo o xixi viajar em direção a área onde mostra o resultado.

Segundos de tensão.

O xixi vai passando, vai passando.

A linha controle aparece.

Outra linha aparece.

Outra linha aparece?

Como assim?

Que linha é essa?

Volta xixi, volta para o lado de lá pelo amor de Deus.

A linha vai ficando mais forte.

Mais forte.

Melhor assoprar este teste.

Vai que a tal linha apaga?

Caraca, a linha está até mais forte que a linha controle.

A linha já está quase saindo de dentro do teste e vindo aqui me dar um tapa na cara.

Socorro, eu acho que vou desmaiar.

Não preciso nem dizer que a noite foi L O N G A. B E M L O N G A.

Meu marido na tranquilidade do seu universo masculino, dormia como um anjo. Aliás, as vezes penso que os anjos devem ter inveja do sono do meu marido.

Meu marido dormia o sono dos justos. Roncava. Mal sabia ele a notícia que estava prestes a receber. Tadinho do meu marido.

E por falar em notícia. Como é que você diz para um homem que ele será pai novamente, quando o seu caçula ainda nem se quer senta sozinho?!

Meu Deus, o Dom! Foi aí que pensei no Dom.

Ele é tão bebê e já vai ser irmão mais velho. Tadinho do meu bebê! O que foi que eu fiz?!

E o Cae? Ele ainda está se ajustando com o fato de não ser mais o filho único. E agora vai ser irmão de dois! Tadinho do Cae! O que foi que eu fiz?!

E este bebê que está na minha barriga, meu Deus, o bebê deve estar sentindo que eu estou triste. Tadinho do bebê! O que foi que eu fiz?

Tadinho do meu marido, tadinho do Dom, tadinho do Cae, tadinho do bebê! Eu sou uma bruxa em todos os sentidos!

Socoooooooooorro!!! Entrei naquela onda de sentimento de culpa e foi assim a noite inteira.

Finalmente o dia amanheceu. Tentei agir normalmente e não contei nada para ninguém. Eu precisava pensar (como se a noite toda pensando não tivesse sido o suficiente).

Chega Rafaela. Chega desse mimimimi. Criei coragem e liguei para o meu médico.

A secretária mais do que rapidamente entendeu que se tratava de uma emergência (acho que o meu choro, misturado com alguns gritos, e somado ao fato de que eu quase implorei por uma consulta para hoje, para agora, para já, fez com que ela entendesse). Ela disse que eu poderia ir agora mesmo, eles dariam um jeito de me encaixar.

Inventei alguma desculpa para o João (e sinceramente nem consigo lembrar qual foi) e deixei ele com o Dom em casa, enquanto eu fui correndo para o médico.

Chegando lá dei de cara com um consultório lotado. Aparentemente todas as mulheres de San Diego decidiram se reproduzir na mesma época, e marcaram consulta para o mesmo dia, e com o mesmo médico que eu.

Passa uma hora. Uma hora e meia. Duas horas.

O João começa a ligar. Eu não atendo. Afinal, ia falar o que? E começam as mensagens: “Está na hora do Dom mamar, cadê você?” Eu: “Tem leite no freezer. Descongele a banho maria e de pra ele.” João: “Cadê você? Me atende.”

E agora José? A estas alturas ele já tinha me ligado umas 15x. Eu não tinha mais como fugir. Mandei uma mensagem: “Estou no médico. Pode ser que eu esteja grávida. Te ligo quando sair.”

BAM, desliguei o telefone.  Eu não tinha coragem para fazer mais nada naquele momento. O médico me chama. Finalmente!

A ecografia confirma: Gravidíssima. Chorei muito. Uma mistura de emoções. Medo, alegria, tristeza (não vou negar), ansiedade. Tudo junto e misturado.

Sai do médico e fui direto pra casa.

Cheguei em casa, e lá estava o João. Olhei para ele, ele olhou pra mim. Nem precisamos dizer nada. Nós dois começamos a rir. Uma risada meio sem jeito, nervosa, mais cheia de medo do que qualquer outra coisa.

Os dias foram passando e nós fomos caindo de amores por este bebê que estava por vir. Quando recebemos a notícia que seria uma menina, eu quase pulei da maca para dar um beijo na técnica do ultra-som. Já o João (nas palavras dele mesmo) sentiu que todos os cabelos brancos de sua cabeça estavam se multiplicando.

E no dia 23 de Setembro de 2015, quando o nosso caçula tinha acabado de completar 1 ano, através de uma VBA2C (parto vaginal depois de duas cesarianas), nossa Zara chegou ao mundo. Ela veio para completar nossa família e para nos mostrar, mais uma vez, que os planos de Deus são infinitamente melhores do que os nossos.

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