08.09.2015

Ligeiramente Grávida – Flávia Calina

Ligeiramente Grávida, To Grávida

A querida blogueira Flavia Calina é a nossa convidada de hoje do “Ligeiramente Grávida”.  De todos os relatos lindos que já tivemos aqui, com certeza, esse é um dos mais emocionantes!

Desde pequena, a Flávia sonhava em ser mãe cedo. Mas esse sonho não foi tão simples quanto ela imaginava. Foram 7 anos tentando naturalmente engravidar e com inseminações artificiais! Até que ela decidiu fazer uma fertilização in-vitro e, enfim, recebeu o sonhado positivo!

Uma história emocionante e importante para dar força e esperança a outras mães que estão passando pela mesma situação. Obrigada por compartilhar com a gente, Flávia! Adoramos!

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Desde que me conheço por gente, ou tenho memórias da minha infância, sempre gostei de brincar com bonecas e bebês. Imaginava que as bonecas eram minhas filhas e ficava horas cuidando e brincando com elas. Trocava as roupinhas, levava para passear, acomodava todas elas em minha cama super aconchegante.

Quando era adolescente já pensava no dia em que seria mãe. Nunca sonhei com festa de casamento grande, na verdade não sonhava com casamento em geral, mas sonhava com o dia em que seria mãe e que pegaria meu bebê no colo. No final das contas meus planos e sonhos aconteceram bem diferente do que imaginava ou sonhava. Na época não entendia nada, mas Deus estava cuidando de tudo e de todas as coisas.

Me casei relativamente nova (principalmente para os dias de hoje), com 22 anos disse “sim” na corte nos Estados Unidos. Conheci meu marido Ricardo pelo Orkut e ele estava morando em Ohio por causa do seu trabalho, fiz minhas malas e comecei uma vida nova junto ao meu esposo em 2005.

Quando conversava com meu marido sobre filhos, dizia que gostaria de ser mãe nova, pois sempre me senti preparada para isso. Trabalho com educação infantil desde os 16 anos e ter meu filho seria uma realização e tanto, pois colocaria em prática tudo o que eu fazia com as crianças do outros. Queria de ter meu primeiro filho antes dos 25 anos, acho que fui influenciada pela minha mãe. Minha mãe ficou grávida com 22 anos e sempre amei a nossa diferença de idade e queria a mesma coisa para mim, só que Deus tinha planos diferentes para minha família.

Depois de 1 ano de casados, meu marido concordou em começarmos a tentar engravidar. Depois de 1 ano tentando percebemos que a nossa jornada não seria tão simples como imaginávamos. Foram 7 anos tentando naturalmente, com inseminações artificiais e um tumulto de emoções. No final desses 7 anos, depois de muita oração e ajuda da família, decidimos fazer uma fertilização in-vitro. Apesar de morarmos nos Estados Unidos, resolvemos fazer nossa in-vitro no Brasil para ficar perto da família e pelo tratamento ser mais barato por causa do dólar.

Quando começamos o processo da FIV, não tinhamos ideia do que estávamos nos metendo. É um processo longo (pelo menos para quem está passando) e muito emotivo, pois a gente deposita toda a nossa fé em um tratamento que pode nos dar o maior sonho de nossas vidas. Tomei as injeções, retiramos os óvulos, implantamos os embriões e esperamos 2 semanas para saber o resultado. Essas duas semanas foram as semanas mais difíceis da minha vida, pois a espera, a incerteza, os sintomas de menstruação me deixavam muito emotiva e apreensiva, mas não havia mais nada que eu poderia fazer a não ser orar e esperar.

Um dia antes de fazermos o exame de sangue oficial para saber do resultado, resolvi comprar um exame de farmácia para fazer em casa. Li na internet que se estivesse mesmo grávida, que conseguiria um resultado eficaz. Primeiro eu não queria contar para ninguém que eu iria fazer o teste, pois a expectativa era muito grande e tinha medo de não só me decepcionar, mas de decepcionar a todos.

Durante todo o tratamento fiquei na casa da minha mãe e nossa família é muito grande e próxima então tem sempre gente por perto. Esconder o teste seria praticamente impossível, por isso acabei falando para minha mãe e meu irmão (que estava em casa naquele momento) que iria fazer o teste. Chamei meu marido para ir ao banheiro comigo, porque apesar de ter uma plateia esperando, aquele era o nosso momento mais do que especial, depois de tanta espera precisávamos daquele momento juntos, só nosso. Entrei no banheiro, fiz o teste no palito e coloquei em cima da pia para esperar os minutos recomendados pelas instruções.

Para nossa surpresa, o positivo apareceu em questão de segundos, e por um momento eu não conseguia decifrar se as linhas eram de positivo ou negativo. Olhei para meu esposo e falei: “é positivo? olha na caixinha…. é positivo?” e ele disse que sim!!! Nos abraçamos, choramos, gritamos e sai correndo do banheiro para dar a noticia a todos! Foi uma das maiores emoções que já senti em toda minha vida. Eu NUNCA tinha visto um resultado positivo em um palitinho, parecia que aquilo tudo era um sonho, que era de mentira, mas ao mesmo tempo estávamos ali gritando e nos abraçando de felicidade. Dobramos nossos joelhos e agradecemos a Deus na mesma ora pela benção que ele tinha nos dado.

Minha mãe, em questão de segundos, saiu do quarto com um livro sobre gravidez na mão que tinha comprado e preparado para mim, pensei: isso que é fé, vocês não acham? No livro ela escreveu muitas coisas lindas e a gente só chorava. Foi muito emoção a partir desse dia pois meu medico não deixava a gente comemorar por completo pelas probabilidades de abortos espontâneos, mas depois de 12 semanas começamos a respirar mais tranquilamente e a curtir a cada momento da gravidez que foi único para mim. Apesar de AMAR estar grávida, por ter sempre sonhado com a sensação, eu não via a hora de ver a carinha da minha filha.

O dia em que minha filha Victoria nasceu foi o dia mais mágico da minha vida, inclusive filmei tudo e coloquei no YouTube, pois precisava compartilhar minha experiência, meu milagre e minhas alegrias.

Sou muito grata a Deus por ele ter me dado esse privilegio e oportunidade de ser mãe da menina mais doce desse mundo!

A maternidade só me fez ser uma pessoa melhor, me fez enxergar a vida com muito mais cor e mais beleza, me fez mudar minhas prioridades e me abriu um mundo de muito mais esperança e alegria.

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12.08.2015

Ligeiramente Grávida – Lu (Chata de Galocha)

Ligeiramente Grávida, To Grávida

Se você gosta de moda, gastronomia e internet, com certeza já deve conhecer a Lu Ferreira, do blog Chata de Galocha.

Há tempos que conhecemos o blog dela e, quando descobrimos que ela estava gravidinha, logo a convidamos para participar da coluna Ligeiramente Grávida. E não é que ela topou rapidinho! Respondeu nosso convite com um texto liiindo e gostoso de ler contando como se planejou para ser mãe, falando sobre a descoberta do sexo do bebê e os principais sintomas que está sentindo.

Obrigada por compartilhar sua história com a gente, Lu! Que venha a Beatriz com muita saúde e com vários lookinhos fofos do dia!

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Apesar de nunca ter tido muito jeito com crianças – sou dessas que tentava interagir e não conseguia nada, pegava no colo e o bebê chorava, sabe? Sempre soube que um dia seria mãe. Esse nunca foi meu objetivo de vida, mas sempre desejei filhos e quando percebi que a vida estava nos eixos começamos a planejar. Eu e meu marido enumeramos tudo o que gostaríamos de fazer antes do primeiro bebê e saímos riscando a lista, o que foi ótimo porque finalmente realizamos vários projetos que íamos empurrando com a barriga, hehe! Não lembro da listinha toda, mas tinha coisas que eu sempre quis fazer e a vida ia adiando, tipo estudar fora, sabe? Era uma daquelas coisas que se eu não fizesse ia ficar pensando o resto da vida, e não que um filho impeça isso de acontecer, mas é bem mais simples quando a gente só tem que pensar na mudança de rotina de dois adultos independentes, né? No meio do ano passado já tínhamos riscado tudo e aí fui conversar com minha médica, fazer exames e etc. Em novembro parei de tomar a pílula e no início de abril fiz o exame que deu positivo. Foi até rápido, mas foram meses de muita ansiedade, hahah!

Descobri fazendo um teste de farmácia e na hora contei pro Leo – pensei em fazer alguma gracinha pra contar mas não consegui, não conseguia lidar com aquele positivo sozinha! Nós ficamos em choque, bobos, os dois. Fiz mais um exame no dia seguinte e na segunda-feira (descobri no final de uma sexta) fiz o de sangue pra confirmar. Mesmo sendo algo planejado é muito surreal ver aquilo acontecendo de verdade – sinceramente acho louco até hoje! Eu já tinha pensado sobre esse momento e preferi não contar pra ninguém, nem pra família. Queria um tempo pra processar as mudanças, ter a certeza que estava tudo bem e manter isso em segredo – eu tinha certeza que minha mãe contaria pra pelo menos algumas tias, hehe! Esperamos mais de um mês pra contar pra eles e escolhemos o dia das mães pra isso (eu mostro o momento no vídeo do Youtube – eu disse pra eles que estava filmando um vlog mas só queria mesmo registrar a descoberta!), quando eu estava completando 11 semanas.

Minha gravidez tem sido muito tranquila até aqui. Tenho tido vários sintomas e meu corpo é quase um relógio, porque tudo que falam que vai acontecer naquela semana acaba acontecendo! O apetite foi voltando no início do segundo trimestre, os chutes do bebê a partir da 17ª semana, a dificuldade de dormir mais ou menos na mesma época… Acabamos de descobrir o sexo (fiz minha primeira US com 13 semanas e só agora, com 22 fiz a segunda – as pessoas achavam que estávamos escondendo hahah!) e agora tudo parece mais concreto – chamamos nossa filha pelo nome (Beatriz!), já começo a pensar nos lookinhos do dia…

Até a metade da gravidez eu ficava achando que tudo era rápido demais – com cinco semanas já notei meu quadril mais largo (foi o que me fez fazer o teste!), em seguida os seios cresceram muito e todo dia olhava pra barriga e achava enorrrrme… Agora parece que está tudo devagar e a barriga não cresce, hahah! Parece que é aqui que a ansiedade começa, estou contando os dias para carregar minha bebê no colo =D

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29.07.2015

Ligeiramente Grávida – Monique

Ligeiramente Grávida, To Grávida

Nossa convidada do “Ligeiramente Grávida” de hoje é a querida Monique, mãe dos lindos gêmeos Edu e Théo. A Nique tem um blog onde compartilha suas experiencias da maternidade, o www.blogdanique.com.

Durante 9 meses ela tentou engravidar, fez diversos exames para identificar se tinha algum problema, mas nada foi diagnosticado. Só quando decidiu adiar um pouco o sonho da gravidez que veio a surpresa: estava grávida… e de gêmeos!

Nique, obrigada por compartilhar com a gente a sua linda história com os pequenos Edu e Théo! Confiram!

blog da nique_gêmeos

Eu estava casada há 3 anos e resolvi que era a hora de virar mamãe. Sempre sonhei em ter uma família igual as das propagandas de margarina! rs.

Fui na minha médica ginecologista e fiz exames para saber se eu estava preparada. A médica disse que sim e que eu poderia começar a tentar. Passaram 3 meses e nada, 9 meses e nada, então resolvi procurar a ajuda de uma médica especializada em infertilidade para que ela pudesse investigar e saber se havia algum problema comigo ou com o meu marido.

Fiz todos os exames que você pode imaginar, inclusive os mais invasivos. Os resultados eram sempre os mesmos: não havia problema algum comigo e meu marido. Mais aí a frustração só aumentava e a cada mês chorava muito sem entender porque não conseguia ser mãe.

Foi então que eu comecei a acreditar naquela frase que todo mundo diz pra gente quando queremos muito algo e não conseguimos: “Tudo tem a hora certa para acontecer, tudo é no tempo de Deus”.

Hoje acredito muito nisso pq em meio a minha aflição meu pai descobriu que estava com câncer e que seu caso era bem sério. Por conta da doença dele e por querer acompanhá-lo no tratamento, resolvi não pensar mais em ter um filho naquele momento. Eu não sabia o que viria pela frente e eu e meu marido mudamos o foco das nossas vidas.

Foi então que 3 meses depois eu descobri que estava grávida, e de gêmeos. Foi uma surpresa e não esperávamos. Nunca pensei que eu seria mãe de gêmeos mesmo tendo casos na família. A gente sempre acha que vai acontecer com os outros, né? Foi uma mistura de emoção com medo pq agora eu era responsável pela vida de dois bebês.

Fiquei receosa por não poder acompanhar meu pai no tratamento mas pensei que se a minha gravidez dupla veio naquela hora, é pq tinha que ser.

Meus filhos nascerem e conheceram o avô, que faleceu quando eles tinham 6 meses de vida. Hoje penso que Deus me deu a chance de apresentar meus filhos ao avô, de fazê-lo se sentir avô e dar-lhe uma alegria imensa no final de sua vida.

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