12.08.2015

Ligeiramente Grávida – Lu (Chata de Galocha)

Ligeiramente Grávida, To Grávida

Se você gosta de moda, gastronomia e internet, com certeza já deve conhecer a Lu Ferreira, do blog Chata de Galocha.

Há tempos que conhecemos o blog dela e, quando descobrimos que ela estava gravidinha, logo a convidamos para participar da coluna Ligeiramente Grávida. E não é que ela topou rapidinho! Respondeu nosso convite com um texto liiindo e gostoso de ler contando como se planejou para ser mãe, falando sobre a descoberta do sexo do bebê e os principais sintomas que está sentindo.

Obrigada por compartilhar sua história com a gente, Lu! Que venha a Beatriz com muita saúde e com vários lookinhos fofos do dia!

chata de galocha gravida

Apesar de nunca ter tido muito jeito com crianças – sou dessas que tentava interagir e não conseguia nada, pegava no colo e o bebê chorava, sabe? Sempre soube que um dia seria mãe. Esse nunca foi meu objetivo de vida, mas sempre desejei filhos e quando percebi que a vida estava nos eixos começamos a planejar. Eu e meu marido enumeramos tudo o que gostaríamos de fazer antes do primeiro bebê e saímos riscando a lista, o que foi ótimo porque finalmente realizamos vários projetos que íamos empurrando com a barriga, hehe! Não lembro da listinha toda, mas tinha coisas que eu sempre quis fazer e a vida ia adiando, tipo estudar fora, sabe? Era uma daquelas coisas que se eu não fizesse ia ficar pensando o resto da vida, e não que um filho impeça isso de acontecer, mas é bem mais simples quando a gente só tem que pensar na mudança de rotina de dois adultos independentes, né? No meio do ano passado já tínhamos riscado tudo e aí fui conversar com minha médica, fazer exames e etc. Em novembro parei de tomar a pílula e no início de abril fiz o exame que deu positivo. Foi até rápido, mas foram meses de muita ansiedade, hahah!

Descobri fazendo um teste de farmácia e na hora contei pro Leo – pensei em fazer alguma gracinha pra contar mas não consegui, não conseguia lidar com aquele positivo sozinha! Nós ficamos em choque, bobos, os dois. Fiz mais um exame no dia seguinte e na segunda-feira (descobri no final de uma sexta) fiz o de sangue pra confirmar. Mesmo sendo algo planejado é muito surreal ver aquilo acontecendo de verdade – sinceramente acho louco até hoje! Eu já tinha pensado sobre esse momento e preferi não contar pra ninguém, nem pra família. Queria um tempo pra processar as mudanças, ter a certeza que estava tudo bem e manter isso em segredo – eu tinha certeza que minha mãe contaria pra pelo menos algumas tias, hehe! Esperamos mais de um mês pra contar pra eles e escolhemos o dia das mães pra isso (eu mostro o momento no vídeo do Youtube – eu disse pra eles que estava filmando um vlog mas só queria mesmo registrar a descoberta!), quando eu estava completando 11 semanas.

Minha gravidez tem sido muito tranquila até aqui. Tenho tido vários sintomas e meu corpo é quase um relógio, porque tudo que falam que vai acontecer naquela semana acaba acontecendo! O apetite foi voltando no início do segundo trimestre, os chutes do bebê a partir da 17ª semana, a dificuldade de dormir mais ou menos na mesma época… Acabamos de descobrir o sexo (fiz minha primeira US com 13 semanas e só agora, com 22 fiz a segunda – as pessoas achavam que estávamos escondendo hahah!) e agora tudo parece mais concreto – chamamos nossa filha pelo nome (Beatriz!), já começo a pensar nos lookinhos do dia…

Até a metade da gravidez eu ficava achando que tudo era rápido demais – com cinco semanas já notei meu quadril mais largo (foi o que me fez fazer o teste!), em seguida os seios cresceram muito e todo dia olhava pra barriga e achava enorrrrme… Agora parece que está tudo devagar e a barriga não cresce, hahah! Parece que é aqui que a ansiedade começa, estou contando os dias para carregar minha bebê no colo =D

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29.07.2015

Ligeiramente Grávida – Monique

Ligeiramente Grávida, To Grávida

Nossa convidada do “Ligeiramente Grávida” de hoje é a querida Monique, mãe dos lindos gêmeos Edu e Théo. A Nique tem um blog onde compartilha suas experiencias da maternidade, o www.blogdanique.com.

Durante 9 meses ela tentou engravidar, fez diversos exames para identificar se tinha algum problema, mas nada foi diagnosticado. Só quando decidiu adiar um pouco o sonho da gravidez que veio a surpresa: estava grávida… e de gêmeos!

Nique, obrigada por compartilhar com a gente a sua linda história com os pequenos Edu e Théo! Confiram!

blog da nique_gêmeos

Eu estava casada há 3 anos e resolvi que era a hora de virar mamãe. Sempre sonhei em ter uma família igual as das propagandas de margarina! rs.

Fui na minha médica ginecologista e fiz exames para saber se eu estava preparada. A médica disse que sim e que eu poderia começar a tentar. Passaram 3 meses e nada, 9 meses e nada, então resolvi procurar a ajuda de uma médica especializada em infertilidade para que ela pudesse investigar e saber se havia algum problema comigo ou com o meu marido.

Fiz todos os exames que você pode imaginar, inclusive os mais invasivos. Os resultados eram sempre os mesmos: não havia problema algum comigo e meu marido. Mais aí a frustração só aumentava e a cada mês chorava muito sem entender porque não conseguia ser mãe.

Foi então que eu comecei a acreditar naquela frase que todo mundo diz pra gente quando queremos muito algo e não conseguimos: “Tudo tem a hora certa para acontecer, tudo é no tempo de Deus”.

Hoje acredito muito nisso pq em meio a minha aflição meu pai descobriu que estava com câncer e que seu caso era bem sério. Por conta da doença dele e por querer acompanhá-lo no tratamento, resolvi não pensar mais em ter um filho naquele momento. Eu não sabia o que viria pela frente e eu e meu marido mudamos o foco das nossas vidas.

Foi então que 3 meses depois eu descobri que estava grávida, e de gêmeos. Foi uma surpresa e não esperávamos. Nunca pensei que eu seria mãe de gêmeos mesmo tendo casos na família. A gente sempre acha que vai acontecer com os outros, né? Foi uma mistura de emoção com medo pq agora eu era responsável pela vida de dois bebês.

Fiquei receosa por não poder acompanhar meu pai no tratamento mas pensei que se a minha gravidez dupla veio naquela hora, é pq tinha que ser.

Meus filhos nascerem e conheceram o avô, que faleceu quando eles tinham 6 meses de vida. Hoje penso que Deus me deu a chance de apresentar meus filhos ao avô, de fazê-lo se sentir avô e dar-lhe uma alegria imensa no final de sua vida.

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22.06.2015

Ligeiramente Grávida – Camila

Ligeiramente Grávida, To Grávida

No “Ligeiramente Grávida” de hoje recebemos um texto lindo da Camila, mãe do Gabriel de 11 anos e do Daniel de 4 anos. A Camila é publicitária de formação, mamãe por vocação e compartilha suas experiências no blog Baú de Menino.

A primeira gestação dela foi no susto, quando a Camila ainda estava na faculdade! Mas, depois de alguns dias anestesiada, foi só amor e alegria! Leiam esse relato!

Camila Pagamisse - Blog Baú de Menino 3

Quando estamos fazendo faculdade nosso foco é o mercado de trabalho, nossa carreira, enfim, focamos nossa vida em um possível sucesso profissional. Em 2003 estava nessa fase, me preparando para cursar o último ano da faculdade de Comunicação Social (meu sonho), e sabendo que o ano seria pauleira, pois os Trabalhos de Conclusão de Curso não são fáceis.

Estava namorando e por sorte morávamos na mesma cidade e estudávamos na mesma faculdade, em cursos diferentes. Foi quando um susto mudou nossas vidas! Foi em março que comecei a sentir dores abdominais fortes, pareciam cólicas intensas. Minha menstruação atrasou, ela nunca atrasava, e nesse momento veio na minha mente que algo poderia mudar…

Não queríamos acreditar, mas entre uma consulta e um exame, eis que nossa vida mudou!

Foram dias anestesiada! Mais precisamente uma semana… até conseguir assimilar o que estava acontecendo. Engraçado que no início você meio que desconfia da situação. Será? Mas não estou sentindo nada… Literalmente, porque não tive enjoos, nenhum desses desconfortos do início de gestação.

Começa a ficar real quando a barriguinha cresce e os jeans apertam, mas confesso que tive mais impressão de um “dei uma engordadinha”.  Mas acho que é gradual, do desconfiada fui para a fase “ops, não estou mais sozinha”. Nessa fase comecei a me preocupar com a alimentação, afinal de contas, meu filho, isso aí… você já reconhece que tem um filho, precisa ser bem alimentado.

Daí é um pulo para virar seu confidente, como conversei com minha barriga… e alisar então! Nota-se que o vínculo aumentou, né?

Nesse momento a corujice já está explícita, você já fala dos chutinhos e dos ultrassons lindos, no meu caso, sabia que o nariz seria lindo (e olha que a tecnologia há 12 anos não era assim essas coisas!).

No finalzinho da gestação já estava tomada pelas emoções hormonais, qualquer desenho já me fazia chorar (pior que continuo assim) e me apegava ao meu barrigão!

E assim passam os 9 meses de um contato intenso, participando de minhas angústias, frustrações e alegrias, e eu participando de todo o desenvolvimento dele, crescendo e mexendo (e como mexem).

A natureza é sábia, fazemos um cursinho básico de amor com duração de 9 meses (algumas fazem o curso um pouco mais rápido, mas o resultado é igual) para sabermos o quanto grande é o amor de uma mãe por um filho.

Ah, Gabriel cursou praticamente o último ano inteiro da faculdade, nasceu no dia 30 de novembro (internei no dia anterior, 9 horas de trabalho de parto e uma sessão de fotos para o TCC que não pude comparecer), mas no dia 12 de dezembro estava apresentando meu trabalho para a banca de professores. Sim, eu consegui!

E engana-se quem acha que aprendemos tudo no primeiro curso, o meu segundo intensivo de 9 meses também me ensinou muitas coisas novas, inclusive que amor de mãe não se divide, multiplica-se.

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