30.04.2016

H1N1: Saiba quais são os principais cuidados com bebês e grávidas

Bebês, Saúde, Saúde, To Grávida

Mais uma doença tem causado preocupação nas mães e nas grávidas: a gripe H1N1. Agora, além do zika vírus  (que precisamos viver de repelente!!) ainda temos o surto da gripe H1N1.  Mas o que isso significa? Como podemos nos proteger e aos nossos filhos? Qual é o tratamento?

Conversamos com a nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri e ela afirma que “a melhor maneira de prevenir a doença é vacinar!”.

Em alguns estados a vacinação já foi antecipada, mas, oficialmente, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe H1N1 tem início neste sábado (30) em todo o país e vai até 20 de maio.

Ainda não se vacinou ou vacinou seu pequeno? Vejam no post de hoje tudo o que você precisa saber sobre o H1N1.

Doctor Does Injection Child Vaccination Baby

Desde que o H1N1 teve seu primeiro surto no Brasil em 2009, vindo do México (a chamada Gripe Suína), o vírus ficou circulante por aqui nos meses de outono e inverno. O vírus, provavelmente, sofreu alguma mutação no último ano (como ocorre todo ano com os vírus da gripe) e não estávamos imunizados.

O H1N1 causa uma gripe mais forte que as habitual e circula entre humanos. Não se sabe ao certo porque o vírus chegou mais cedo este ano. Acredita-se que seja pelo contato com turistas que trouxeram o vírus, pela variabilidade do clima e pela baixa vacinação em 2014 e 2015.

FATORES DE RISCO

Os principais grupos de risco são crianças (de seis meses a cinco anos), pessoas a partir de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas como asmáticos e diabéticos, indígenas e profissionais da área de saúde.

A definição dos grupos prioritários para vacinação na rede pública segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A transmissão se dá através de secreções contaminadas que propagam o vírus através da tosse, fala e espirro, assim como através de objetos e superfícies contaminadas como mãos, brinquedos, talheres ou maçanetas.

SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas são os mesmos de uma gripe comum, porém mais fortes com febre alta, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, irritação nos olhos e ouvidos e dor muscular. Fique atento para não confundir com o resfriado leve onde os sintomas são coriza leve, espirros, um pouco de dor no corpo e, às vezes, tosse e febre baixa.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico pode ser feito pelo exame clínico e a confirmação é feito através do exame das secreções nasais ou de orofaringe para detecção do vírus.

PREVENÇÃO

A melhor maneira de prevenir a doença é VACINAR! A vacina não é 100% eficaz, mas oferece uma proteção de cerca de 60 a 90% dependendo da idade do indivíduo e da presença de outros fatores, como presença de doenças crônicas.

A proteção conferida pela vacina dura cerca de 8 meses e leva 2 a 3 semanas para começar a fazer efeito.

Caso a criança tenha já adquirido o vírus pelo H1N1, mesmo assim ela tem que vacinar porque quem foi infectado fica imunizado por um tempo, mas depois pode voltar a pegar a doença.

Hoje disponibilizamos de três vacinas:

– Trivalente: composta pelos vírus A (H1N1 e H3N2) e o vírus B (Brisbane). Pode ser feita à partir de 3 anos.

– Quadrivalente: composta pelos vírus A (H1N1 e H3N2) e dois tipos de vírus B (Brisbane e Phuket ). Pode ser feita à partir de 3 anos.

– Quadrivalente Júnior: Igual a quadrivalente normal, contudo pode ser feita para crianças à partir de 6 meses.

IMPORTANTE :
Se você tem um bebê com menos de 6 meses em casa, vacine-se e vacine a todos que cuidam ou lidam com seu bebê. Essa é a única e melhor forma de protegê-lo do H1N1.

O mesmo vale se seu filho, mesmo em idade maior, tiver contra-indicação de tomar a vacina.

A VACINA NÃO CAUSA REAÇÃO COMO “ESTADO GRIPAL”.

Além disso, evite levar as mãos à boca e nariz, aos olhos, lave sempre as mãos com sabão ou álcool e cubra a boca quando for tossir ou espirrar.

Evite lugares fechados e/ou com aglomeração de pessoas. Alguém pode estar incubando a doença ou em fase de melhora, mas ainda transmitindo a doença.

Se estiver com sintomas gripais, evite sair de casa. Se for essencial seu fora de casa, utilize máscara e também mantenha suas mãos muito limpas.

TRATAMENTO

Diferente do que se pensa existe tratamento. Ele é feito através da administração do antiviral chamado Oseltamivir (Tamiflu) para os casos muito graves ou que acometam os grupos de risco.

O mais importante é que não se instale o desespero. Deve-se seguir as recomendações de higiene e tomar a vacina o quanto antes, especialmente, os grupos de risco.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

16.12.2015

Como evitar a diástase na gravidez?

Saúde, To Grávida

A diástase do músculo da barriga é um problema muito comum após a gravidez.  Ela acontece quando há uma distensão dos músculos do abdômen e a mulher fica com um pequeno espaço separando os dois lados da musculatura. O problema ficou ainda mais conhecido depois que a Sandy contou em entrevista que após a gravidez do Theo descobriu a diástase.

Para quem está com diástase, é importante procurar o quanto antes um médico, pois há tratamento. E para as gravidinhas, algumas dicas podem ajudar a prevenir! Confiram quatro dicas que a nossa parceira ginecologista e obstetra, Dra. Viviane Monteiro, deu para uma matéria do jornal “O Globo” e achamos importante compartilhar aqui com vocês!

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  1. Andar e sentar de forma ereta. A dica é ainda mais importante para gravidas com mais de 35 anos ou que esperam gêmeos.
  2. Exercícios de baixo impacto ajudam a evitar como natação, pilates e caminhada (não usar esteira para não ter risco de queda). Exercícios que fortalecem o períneo também são recomendados. Não faça exercícios que exijam curvatura do tronco para trás ou que estiquem muito o abdômen.
  3. Faixas e cintas próprias para grávidas ajudam a firmar o abdômen e evitar a distensão do músculo.
  4. Tenha uma alimentação balanceada com o equilíbrio de proteínas para manter a qualidade da fibra muscular. Dietas com baixa ingestão de carnes podem aumentar as chances de diástase.  Consulte um nutricionista.

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(Imagem: “Fit to Be Us”)

Dra. Viviane Monteiro é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF.
Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

05.12.2015

8 dicas para uma maternidade mais tranquila

Bebês, Cuidados Diários, Saúde, To Grávida, Vida de Mãe

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Se tem uma palavra que ouvimos a todo momento quando estamos grávidas é: dica! É dica incrível pra lá, dica única pra cá… Os palpiteiros de plantão adoram uma dicazinha, né?! kkkkk

Já fiz um post aqui no Blog falando sobre isso, o “Por todo lado, uma dica de gravidez“.

Mas, verdade seja dita: também tem muuita dica boa dando sopa por ai! Fiz a minha seleção de oito dicas bacanas que me ajudaram muito a criar a Luisa de forma tranquila e feliz. Dicas foram legais pra mim, pro jeito que gosto de criar a minha filha e que também vou criar meu segundo filho. Acho legal compartilhar pois pode ajudar outras mães parecidas comigo, mas cada uma é cada uma! ;-)

1) MATERNIDADE SEM FRESCURA

Sempre falo que o bebê é um HD zerado e você que vai alimentando ele de informações. Portanto, quanto mais prática a maternidade for, melhor pro seu bebê e pra você!

2) ALIMENTOS NA TEMPERATURA AMBIENTE

Eu não esquentava muito a comida nem a mamadeira da Luisa, sempre deixei em temperatura ambiente. Com isso, ela não se acostumou a comer a comida quentona e eu podia levar em um recipiente pra qualquer lugar que ela comia tranquila.

3) QUARTO À MEIA LUZ

Nunca fui neurótica pelo silêncio absoluto da casa e pelo “breu” total no quarto. Tentei acostumar minha filha a dormir com um barulho normal, de “vida”. Na soneca do dia, por exemplo, deixava o quarto com a cortina um pouquinho aberta. Assim ela se acostumou a dormir com pequenos barulhos, meia luz e hoje dorme em qualquer lugar! Uma facilidade enorme!

4) MENOS É MAIS NO ENXOVAL

Não sou muito consumista e gosto de praticidade. Por isso, para o enxoval minha dica é focar em muitos bodys para o dia a dia e nas coisas básicas. Sapatinhos e roupinhas mais chiques são lindos, mas quase não usamos.

5) BANHO DE CHUVEIRO

O sucesso do banho aqui em casa era no chuveiro! Entramos no chuveiro 15 dias depois que a Luisa nasceu. Achamos mais prático e muito mais gostoso também. Durante muito tempo essa função do banho no chuveiro foi do pai, que tinha um momento exclusivo com a Luisa. Só precisa ter cuidado para deixar a água morninha e o jato não ser forte. Para quem que saber mais, tem um post meu completinho com mais dicas do Banho de Chuveiro.

6) NÃO OFEREÇA A OPÇÃO DO NÃO

Uma vez alguém me deu essa dica e gosto muito dela. Sempre procuro oferecer duas opções na hora de perguntar algo para a Luisa, por exemplo: “Você quer comer cenoura ou brócolis?” Assim ela fica sem ter a opção de responder que não quer comer, precisa escolher entre uma delas. Legal, né? E funciona!

7) FALE DE IGUAL PRA IGUAL

Gosto de conversar com a milha filha de igual pra igual, sem fazer voz de criança para falar com ela. Também sempre falo a verdade e respondo todas as perguntas de forma clara e sincera, sempre respeitando a idade e deixando ela segura para não se preocupar com assuntos que ainda não são apropriados.

8) CADA MÃE É ÚNICA

Não existe manual, portanto não se compare e nem critique outros pais. Num papo entre mães, só dê dicas se for solicitada! Ao receber dicas, absorva apenas as que considerar que podem ser legais para o seu estilo de ser mãe.

Fernanda Rodrigues
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