15.12.2016

Ligeiramente Grávida – Regiane

Ligeiramente Grávida, To Grávida

No “Ligeiramente Grávida” de hoje recebemos a Regiane, mãe do Luis Filippi e redatora no Gestação Bebê. Ela contou para gente como foi a decisão de engravidar, a emoção da confirmação da gravidez e toda sua experiência até o parto.

Confiram!

regiane_gestacaobebe

Meu sonho nunca foi ser mãe, mas depois que me tornei a titia da Maria Clara me apaixonei completamente por aquele pedacinho de gente, não conseguia pensar em outra coisa que não fosse ter um bebê.

Na época eu estava solteira, porém a vontade de ser mãe era tão grande que no momento não pensei tanto no futuro, apenas queria ter o meu bebê, então decidi engravidar. Quando vi os dois tracinhos no teste de farmácia eu me senti a mulher mais feliz do mundo, foi uma emoção inexplicável! Logo no dia seguinte corri para fazer o exame de sangue, no mesmo dia já vi que realmente estava grávida, a minha primeira reação foi contar para as pessoas mais especiais da minha vida.

Algumas pessoas não acreditaram, principalmente minha mãe, afinal eu resolvi engravidar de forma independente, seria mãe solteira, o que a colocaria no cargo de minha “assistente”, rs. Não foi fácil aceitar, mas logo ela amou a notícia, e enfim podíamos comemorar juntas! O primeiro passo foi procurar meu médico para acompanharmos nossa gestação da forma mais certinha, afinal, mamães de primeira viagem costumam ficar desesperadas com cada fase, e eu não seria diferente. Mil coisas passavam por minha mente: Será que eu vou ficar enjoada? Será que vou engordar muito? Será que vou ficar inchada? Qual nome escolher? São mais de mil perguntas que rondam a cabeça de uma gestante em menos de 1 semana de gravidez.

O primeiro ultrassom foi um momento muito especial, ouvir pela primeira vez o coração do meu bebê batendo foi algo que nunca vou esquecer. Pude sentir como é perfeito o dom da vida e entender o elo mais lindo que pode existir, ser mãe seria incrível! Ao longo dos meses acompanhar o crescimento e desenvolvimento dele me fez sentir cada dia mais ansiosa. Logo descobri que era um menino, ele começava a se mexer na minha barriga e eu nunca senti nada que fosse desconfortável ou me fizesse sentir dor. E foi assim até eu marcar meu parto, ao contrário do que a maioria das grávidas passam, eu não tive complicações. Nunca enjoei, não senti dor, engordei apenas12kg e pude trabalhar até o dia do meu parto.

Minha gestação foi muito tranquila e feliz, tive o prazer de aproveitar ao máximo cada fase da minha gravidez, e amei cada cuidado que recebi das pessoas a minha volta, cada carinho, cada presente, cada gesto de amor!

Hoje meu gatinho Luís Fillipi já tem 6 aninhos, e já me sinto preparada para uma próxima gestação, quero muito ser mãe outra vez. Sei que cada gravidez é de uma forma diferente, e em breve poderei contar uma nova experiência!luis_filippi

regiane

09.12.2016

Você já ouviu falar em “Mommyrexia”?

Saúde, To Grávida

Um assunto bem delicado para algumas mulheres que estão grávidas ou planejam ter um bebê é a profunda mudança que o corpo passa quando se está gerando uma criança.

A preocupação exagerada com o peso na gravidez e no pós parto oferecem muitos riscos para a saúde da mãe e do bebê. Conversamos com nossa parceira obstetra Dra. Viviane Monteiro que nos explicou que esse assunto está sendo estudado e tratado com cuidado pelos médicos e já foi apelidado de “mommyrexia”.

Pregnant Woman In A Park

Os ponteiros da balança sobem, a barriga cresce e os seios aumentam, isso para citar apenas algumas das transformações visíveis, sem contar com as alterações no campo emocional e as muitas variações hormonais presentes nesta fase da vida da mulher. Mas a questão é preocupante porque um número cada vez maior de mulheres passa a se preocupar excessivamente com o peso e fazer de tudo para manter a silhueta magérrima durante a gestação.

A tendência, apelidada lá fora de “mommyrexia”, o que quer dizer algo como “anorexia da mamãe”, tem se espalhado em parte com base na pressão que as mulheres sofrem para se manterem magras durante toda a vida.

As mulheres comuns, com rotinas que envolvem trabalho, cuidados com o bebê, com a casa e outros afazeres, e que conseguiram manter um ganho de peso considerado normal durante a gestação, se sentem inferiores porque dificilmente conseguem voltar ao peso de antes da gravidez em tão pouco tempo quanto as celebridades. A busca pela boa forma em uma época tão delicada é extremamente perigosa para a saúde da mãe e do bebê, acrescentando que esse tipo de preocupação afeta as gestantes de todas as classes.

Muitas mulheres restringem o consumo alimentar no final da gravidez, justamente quando o bebê precisa de nutrientes para manter o ganho de peso normal. As consequências de uma dieta de poucas calorias para a criança são bastante graves. Além do risco de mortalidade após o nascimento aumentar exponencialmente, aborto, má formação fetal, diabetes gestacional, hipertensão, depressão e complicações no parto podem ocorrer se a desnutrição for extrema.

A mulher precisa ter consciência de que o ganho de peso durante a gestação não só é necessário, como inevitável. A quantidade de quilos a mais vai depender do tipo físico de cada uma, pois o organismo necessita fazer vários ajustes para dar suporte ao ser humano que vai abrigar pelos próximos meses. Placenta, bebê e líquido amniótico ajudam a empurrar os ponteiros da balança para cima e aumentar o susto ao se pesar.

Cada vez mais parece que existe uma exigência pela magreza por parte das gestantes após o parto, o que faz com que muitas pacientes que nunca tiveram histórico de transtornos alimentares passem a viver uma espécie de obsessão. A melhor forma de a grávida aproveitar a gestação e garantir sua saúde e do bebê após o parto é ficar atenta aos nutrientes e não às calorias: alguns cuidados são importantes para se assegurar um adequado estado nutricional materno durante a gestação. Uma alimentação diversificada, rica em frutas e verduras, é a melhor escolha sempre. O consumo diário de calorias pode aumentar um pouco conforme a gravidez avança, mas nada de fast food. As refeições precisam ser pensadas e equilibradas, para que se nutra o corpo e não apenas se ingira calorias. Isso se reflete na saúde da mãe e é muito importante para a correta formação do feto.

 

Dra. Viviane Monteiro é ginecologista e obstetra – Especialista em Medicina Fetal, ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela CBR e mestre em Ciências Médicas UFF.
Consultório em Ipanema: (21) 2511-4478/ (21) 2259-6652

23.11.2016

Ligeiramente Grávida – Larissa

Ligeiramente Grávida, To Grávida

O “Ligeiramente Grávida” de hoje tem um texto lindo da Larissa, mãe da pequena e fofíssima Maria, de 4 meses.

A Larissa sonhava em ser mãe desde nova e engravidou logo nas primeiras tentativas. Na hora de contar para o marido, ela não aguentou a ansiedade. Tirou uma foto do teste e mandou por whatsapp. Muita emoção! Leiam!

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Sempre tive o sonho de ser mãe. Desde pequena, quando perguntada o que seria quando crescesse, minha resposta era: mãe. Mas eu sempre soube também que tinha que ser na hora certa, com a pessoa certa.

Casei em 2014 depois de um ano e meio de namoro. Mas nossa história é mais antiga. Namoramos em 2005 por 3 anos, ficamos 5 separados, mas nos reencontramos e veio a vontade de formarmos uma família. Ele, desde o início, já queria que eu parasse de tomar pílula, dizendo que engravidar demora e tal. Mas eu só quis parar quando estivéssemos prontos pra encarar essa aventura.

Um ano depois do casamento, em novembro, parei a pílula e fizemos uma viagem pra Europa. Detalhe: eu estava em meu período fértil, mas não é fácil engravidar, né? Vida que segue. A viagem foi maravilhosa, uma segunda lua-de-mel.

Já no Brasil, era uma quarta-feira e eu deveria ficar menstruada. Nada. Foi impossível não bater aquela ponta de esperança! No dia seguinte decidi que faria o teste de farmácia após o trabalho. No final do dia já comecei a segurar o xixi pra ficar “mais concentrado” e fazer o teste. Comprei. Cheguei em casa quase fazendo xixi nas calças. Nunca tinha feito teste de farmácia, comecei a ler a bula, mas eu estava tão nervosa e tão apertada, que não entendia nada do que lia! Sabe-se lá Deus como, mas eu consegui. Fiz xixi no potinho e quase que no mesmo segundo que coloquei o teste no xixi, a segunda linha apareceu. Era tão forte que não tinha como ter dúvidas!

Quase desmaiei de emoção. Eu não estava acreditando no que via! Precisava contar LOGO pro meu marido e dividir essa alegria com ele. Mas justo neste dia ele tinha saído com os amigos do trabalho. Liguei pra ele e ele ainda nem tinha chegado no bar. Inventei que estava passando mal, pedi pra ele voltar. Mas minha voz devia estar tão alegre que ele nem tchum, disse pra ligar pra minha mãe. Tentei esperar ele chegar, mas os 5 minutos de espera pareceram uma eternidade, ia ser impossível esperá-lo. Então resolvi apelar: tirei uma foto do teste e mandei por WhatsApp dizendo pra ele vir logo pra casa porque nós estávamos com saudade.

Ele me ligou imediatamente! Estava nervoso e sem entender direito o que eu estava querendo dizer. Quando confirmei que ele seria papai, choramos! Então, ao invés de ele voltar pra casa, eu fui encontrá-lo para comemorarmos a realização do nosso grande sonho!

No dia seguinte cedinho fiz o exame de sangue e confirmei a gravidez! Com 8 semanas fiz a sexagem fetal (para descobrir o sexo). Não quisemos chá de revelação porque queríamos que o momento fosse só nosso. Uma amiga imprimiu o resultado da internet e fomos almoçar em casa nesse dia para vermos juntos (imagina se eu aguentaria até a noite!). Quando abrimos o envelope, vimos que o que eu mais queria aconteceu: nossa menininha Maria estava a caminho!!!

Enjoei muuuuuito até a 16a semana (nem conseguia curtir muito). Mas passada essa fase, vivi a plenitude. Amava minha barriga (ai, que saudade), me sentia linda e plena!

Com 33 semanas comecei a ter muitas contrações. Meu médico me mandou ficar em casa de repouso e esse período parece que durou mais que a gestação inteira. Quando completei 37 semanas e 1 dia, as 6h da manhã acordei no susto fazendo xixi nas calças. Corri pro banheiro e continuava saindo, eu não conseguia prender. Aí caiu a ficha: a bolsa estourou, minha menininha queria nascer!

Corremos pra maternidade (depois de arrumar a minha mala que ainda não estava pronta). Ligamos para nossos pais e irmãos, mandamos milhões de WhatsApps para avisar aos amigos (santa tecnologia!) e às 9:11 nasceu o maior amor das nossas vidas. Nossa pequena Maria!

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