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8 coisas que a gente vai soltando quando entende que os filhos também precisam de uma mãe feliz

Tem uma frase que costuma pegar a gente de jeito: a de que os filhos não precisam de uma mãe perfeita, precisam de uma mãe inteira. E inteira inclui alegria, descanso, desejo, corpo, tempo. Uma parceira nossa colocou isso em oito pontos que parecem simples de ler e difíceis de viver. A gente trouxe cada um pra desdobrar aqui, com calma.

1. Se deixar sempre por último
A gente aprende cedo que colocar a própria vontade depois da da criança é sinônimo de bom cuidado. Só que “depois” costuma virar “nunca”. E uma casa onde a mãe nunca aparece na própria lista é uma casa onde ela vai sumindo aos poucos, sem barulho.

2. Chamar autocuidado de egoísmo
Existe uma vigilância interna que trata banho demorado, hora de silêncio ou consulta médica marcada como luxo. Autocuidado não compete com maternidade, sustenta ela. Uma mãe descansada não é uma mãe que ama menos.

3. Esperar sobrar tempo pra mim
Tempo livre não sobra, ele se abre quando alguém decide abrir. Esperar a rotina “dar uma folga” é esperar por algo que raramente chega sozinho. Às vezes é preciso escolher o tempo, não encontrá-lo.

4. Querer dar conta de tudo sozinha
Fazer tudo é, na prática, carregar tudo. E carga demais em uma pessoa só não é força, é isolamento disfarçado de competência. Pedir ajuda, dividir tarefa, dizer “não dou conta hoje” também é cuidado, com a família inteira.

5. Achar que cansaço eterno era maternidade
Cansaço no início faz parte. Cansaço que nunca passa é outra coisa, é sinal de que algo precisa mudar, não de que a mãe precisa aguentar mais. Reconhecer isso não é fraqueza, é ouvir o próprio corpo.

6. Cuidar de todos os check-ups menos do meu
A agenda de consulta dos filhos vem decorada, a da mãe às vezes nem existe. E adiar o próprio cuidado médico, ano após ano, é um hábito que se instala sem ninguém perceber. Marcar a própria consulta também é cuidar da família.

7. Comparar meu corpo com quem vive outra realidade
Corpo pós parto não segue cronograma de rede social. Comparar a própria recuperação com a de alguém que vive outro contexto, outro suporte, outra história, só acrescenta peso a um momento que já pede leveza.

8. Esquecer da mulher que existia antes da mãe
Antes do filho, tinha alguém ali, com gosto, com vontade, com nome próprio. Virar mãe amplia quem a gente é, não apaga quem a gente era. Lembrar dessa mulher de vez em quando também é lembrar do que faz a maternidade sustentável.

Nenhum desses pontos pede uma virada de chave da noite pro dia. Pede só que a gente comece a notar quando está se apagando um pouquinho, e escolha, aos poucos, voltar a aparecer.

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