
Toda mãe de criança pequena, mais cedo ou mais tarde, é pega de surpresa por uma pergunta para a qual nenhum adulto está preparado. Vêm sem aviso, geralmente no momento mais inconveniente possível, e têm o poder de deixar qualquer pessoa sem resposta. Fazem parte do encanto, e do desafio, de conviver com uma mente que está descobrindo o mundo do zero.
Aqui vai uma pequena coletânea das perguntas impossíveis, e algumas ideias para sobreviver a elas com bom humor:
“Por que o céu é azul?”
A clássica das clássicas. Não tem problema nenhum responder “que pergunta boa, vamos descobrir juntos?”. Mostrar que adulto também não sabe tudo, e que dúvida é coisa boa, vale mais do que ter a resposta perfeita.
“De onde eu vim?”
A que faz o coração disparar. A saída costuma ser devolver a pergunta com calma, “o que você acha?”, para entender o que a criança realmente quer saber. Muitas vezes ela só quer ouvir que veio da sua barriga e que foi muito esperada.
“Por que eu não posso?”
Repetida em loop infinito. Aqui o segredo é ter um motivo de verdade, simples e honesto, em vez de um “porque sim”. Crianças aceitam melhor os limites quando entendem que existe uma razão por trás.
“A gente vai morrer?”
A pergunta que gela. Não precisa de aula nem de evasiva. Uma resposta curta, calma e verdadeira, no tamanho da idade dela, costuma bastar. O tom tranquilo ensina mais do que o conteúdo.
“Você vai me amar pra sempre?”
Essa, sim, tem resposta fácil. É a pergunta impossível mais simples de todas, e a única que se responde sem hesitar, com um abraço junto.
A verdade é que não existe roteiro pronto para as perguntas das crianças, e tudo bem. O que fica para elas não é a precisão da resposta, é a sensação de que perguntar é seguro, de que a curiosidade é bem-vinda e de que sempre vale a pena conversar com você. Sobreviver às perguntas impossíveis é, no fundo, manter esse canal aberto, mesmo quando a resposta é “não sei, mas adorei você ter perguntado”.
Compartilhe com quem
também vai gostar!











