Ligeiramente Grávida, To Grávida

Ligeiramente Grávida – Camila

No “Ligeiramente Grávida” de hoje recebemos um texto lindo da Camila, mãe do Gabriel de 11 anos e do Daniel de 4 anos. A Camila é publicitária de formação, mamãe por vocação e compartilha suas experiências no blog Baú de Menino.

A primeira gestação dela foi no susto, quando a Camila ainda estava na faculdade! Mas, depois de alguns dias anestesiada, foi só amor e alegria! Leiam esse relato!

Camila Pagamisse - Blog Baú de Menino 3

Quando estamos fazendo faculdade nosso foco é o mercado de trabalho, nossa carreira, enfim, focamos nossa vida em um possível sucesso profissional. Em 2003 estava nessa fase, me preparando para cursar o último ano da faculdade de Comunicação Social (meu sonho), e sabendo que o ano seria pauleira, pois os Trabalhos de Conclusão de Curso não são fáceis.

Estava namorando e por sorte morávamos na mesma cidade e estudávamos na mesma faculdade, em cursos diferentes. Foi quando um susto mudou nossas vidas! Foi em março que comecei a sentir dores abdominais fortes, pareciam cólicas intensas. Minha menstruação atrasou, ela nunca atrasava, e nesse momento veio na minha mente que algo poderia mudar…

Não queríamos acreditar, mas entre uma consulta e um exame, eis que nossa vida mudou!

Foram dias anestesiada! Mais precisamente uma semana… até conseguir assimilar o que estava acontecendo. Engraçado que no início você meio que desconfia da situação. Será? Mas não estou sentindo nada… Literalmente, porque não tive enjoos, nenhum desses desconfortos do início de gestação.

Começa a ficar real quando a barriguinha cresce e os jeans apertam, mas confesso que tive mais impressão de um “dei uma engordadinha”.  Mas acho que é gradual, do desconfiada fui para a fase “ops, não estou mais sozinha”. Nessa fase comecei a me preocupar com a alimentação, afinal de contas, meu filho, isso aí… você já reconhece que tem um filho, precisa ser bem alimentado.

Daí é um pulo para virar seu confidente, como conversei com minha barriga… e alisar então! Nota-se que o vínculo aumentou, né?

Nesse momento a corujice já está explícita, você já fala dos chutinhos e dos ultrassons lindos, no meu caso, sabia que o nariz seria lindo (e olha que a tecnologia há 12 anos não era assim essas coisas!).

No finalzinho da gestação já estava tomada pelas emoções hormonais, qualquer desenho já me fazia chorar (pior que continuo assim) e me apegava ao meu barrigão!

E assim passam os 9 meses de um contato intenso, participando de minhas angústias, frustrações e alegrias, e eu participando de todo o desenvolvimento dele, crescendo e mexendo (e como mexem).

A natureza é sábia, fazemos um cursinho básico de amor com duração de 9 meses (algumas fazem o curso um pouco mais rápido, mas o resultado é igual) para sabermos o quanto grande é o amor de uma mãe por um filho.

Ah, Gabriel cursou praticamente o último ano inteiro da faculdade, nasceu no dia 30 de novembro (internei no dia anterior, 9 horas de trabalho de parto e uma sessão de fotos para o TCC que não pude comparecer), mas no dia 12 de dezembro estava apresentando meu trabalho para a banca de professores. Sim, eu consegui!

E engana-se quem acha que aprendemos tudo no primeiro curso, o meu segundo intensivo de 9 meses também me ensinou muitas coisas novas, inclusive que amor de mãe não se divide, multiplica-se.

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