26.09.2017

Você sabe o que é a doença Mão-pé-boca?

Bebês, Saúde

Muito comum em bebês e crianças pequenas, a doença chamada de Mão-pé-boca é causada por um vírus que costuma afetar principalmente a garganta.

Logo no início, a doença é parecida com uma virose comum, mas após 2 dias aproximadamente começam a surgir pontos avermelhados e lesões característicos da doença.

Confiram todas as informações da Dra. Danielle Negri, pediatra e parceira do blog, e saiba como proteger e tratar o seu filho.

A doença conhecida como mão-pé-boca ou síndrome mão-pé-boca é uma doença contagiosa causada por vírus, sendo os mais comuns o Coxsackie vírus A16 e o Enterovírus 71.

É uma virose benigna, que dura cerca de uma semana e desparece sem deixar sequelas. Aparece com mais frequência nos meses de outono e inverno em crianças menores de 5 anos.

A transmissão se dá através de gotículas de salivas contaminadas, contato com as secreções das feridas e também contato com as fezes de pacientes infectados. Portanto, deve-se evitar o contato com tosse, espirros e beijos de pessoas contaminadas, beber água no mesmo copo, apertar as mãos de pessoas infectadas, contatos com roupas, objetos e brinquedos também contaminados.

A infecção causa, classicamente, pequenas feridas na cavidade oral e erupções nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Os sintomas começam com dor de garganta, febre de 38o C , mal estar e falta de apetite. Dois dias depois, aparecem pontos avermelhados na boca que se transformam em bolhas e úlceras dolorosas tipo aftas. Um a dois dias depois, aparecem lesões bolhosas nas palmas das mãos e plantas dos pés, mas que também podem acometer tronco, braços, face e nádegas.

Mesmo após a cura da doença, o paciente pode continuar eliminando o vírus nas fezes por dias a semanas. Desta forma, o cuidado na troca de fraldas deve permanecer lavando-se bem as mãos após a troca.

A complicação mais comum da doença é a desidratação, uma vez que a criança deixa de ingerir líquidos e alimentos.

O diagnóstico é iminentemente clínico, porém, nos casos mais complicados pode-se fazer o exame das fezes para isolamento do vírus, assim como o exame das secreções das feridas e saliva.

A doença é auto-limitada. Desta forma, o tratamento destina-se ao alívio dos sintomas através do aumento da ingestão de líquidos, analgésicos para dor e anti-inflamatórios.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista  – Médica UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409 / 2430-7109
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

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2 Comentários
  1. De papo com a poli 04/10/2017 | 23:45

    Nossa, nunca tinha visto falar sobre essa doença, bem clara sua explicação.

    Beijos

    Responder
  2. De papo com a poli 04/10/2017 | 23:47

    Nossa, nunca tinha ouvido falar sobre essa doença, bem clara sua explicação.
    Beijos

    Responder
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