“Mamãe eu acho que estou…ligeiramente grávida!” Quem não gosta dessa música da Blitz?
Criamos esse espacinho para dividir esse momento tão emocionante, quando diferentes tipos de sentimento se apresentam, de forma às vezes não antes conhecida! Como contar para as pessoas mais próximas?
Como nesse assunto nada tem regra, queremos compartilhar diferentes histórias com vocês! Espero que gostem da história de hoje! :-)
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29 de Dezembro de 2008, um calor do cão, eu e mais alguns felizardos fomos sorteados para trabalhar na semana entre Natal e Réveillon.
Era uma semana bem morta, nada acontecia, aquela semana que você passa a tarde inteira fuçando a vida dos outros nas redes sociais, só esperando a hora de ir embora, sabe?!
No meio daquele marasmo todo, eu comecei a sentir umas mini cólicas espaçadas, um formigamento diferente…
Como eu já havia engravidado antes (essa parte eu pulo, pois foi uma gravidez que não vingou) comecei a me tocar que já tinha sentido aquela sensação antes. De repente, me deu um estalo e pensei: “Posso estar grávida!” Ao mesmo tempo em que achava que estava grávida, me vinha um pensamento: “Não viaja Maria Fernanda, você acabou de interromper a pílula, gravidez não é assim…”.
Fiquei nessa angústia até a hora do almoço, quando resolvi ir até o Rio Sul para trocar um presente do meu marido e tirar a prova com um teste de farmácia.
E para fazer o teste rsrsrsrs…
Não queria fazer ali no shopping, naquele banheiro enorme e nojento. Então comprei o teste e levei para o trabalho. Quando cheguei do almoço só havia uma alma perdida por lá. Aproveitei, peguei um copinho de plástico e me tranquei no banheiro.
TENSÃO MÁXIMA!!!!!!!!
De repente começaram a aparecer as 2 linhas que indicavam que eu estava grávida! Foi uma mistura de felicidade e incerteza, eu trancada ali naquele micro banheiro, mas sem poder divulgar a notícia. Não pensei duas vezes, peguei minhas coisas e corri pra escada pra ligar para minha mãe.
Ela atendeu o telefone quase desligando: “Filha não dá pra falar agora, tenho que descer. Tô de carona e ela já está aqui embaixo.”
Mais uma vez eu engasgada com aquela notícia, pensei: Tenho que fazer um exame de sangue pra ter a certeza. Peguei o telefone e liguei para uma grande amiga minha que eu sabia que podia confiar.
“Mari, acho que tô grávida, me pega aqui no trabalho e vamos fazer um exame de sangue comigo.” E lá fomos nós…
O exame saia no mesmo dia, mas aquela espera pareceu uma eternidade. Fomos no Bibi Lanches, fui ao cinema ver um filme que nem lembro o nome, vi a novela das 20h (ou seria 21h?), e nada do exame ficar pronto. Quando eram quase 23h, a Mari ligou mais uma vez para o laboratório, e finalmente a notícia:
SIIIIIMMMM, eu estava grávida!
Naquele momento parecia que eu ia explodir de tanta felicidade, eu queria muito engravidar de novo depois de tudo que eu passei com minha primeira gravidez. Aquela notícia era a realização de um sonho.
Mas o mais legal nessa minha história foi preparar tudo para dar a notícia para o meu marido, que mal estava esperando…
Fui encontrar ele no Baixo Gávea, ele estava tomando um chopp com uns amigos. Aí sentei na mesa e não falei nada. Quando acabou o chopp eu saquei da bolsa o resultado do exame, com um bilhetinho colado e disse pra ele: “Olha o que eu encomendei pra você”.
Quando ele abriu o bilhete, estava escrito: Parabéns, você vai ser papai! Ele não se conteve e já saiu ligando para toda a família pra dar a notícia. Ficamos muito felizes e comemoramos muito, afinal precisávamos dessa gravidez para retomar nossas vidas e o vazio que ficou da primeira gravidez que não foi para frente.
A partir daí posso dizer que minha vida começou e eu entendi o que é amar incondicionalmente. Maria Luiza está com 4 anos, linda, saudável e é o maior amor e alegria de nossas vidas.
Maria Fernanda Bertuccelli Magalhães, publicitária, mãe da Maria Luiza de 4 anos.
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