02.01.2018

Que tal desacelerar a rotina do seu filho?

Bebês, Educação dos Pequenos, Mamães & Papais, Saúde

Little baby girl and her mother

Sai da escolinha, vai para a natação, sai da natação, vai para o balé, sai do balé, vai pra aula de música, depois aula de pintura e ai vai direto pro inglês. Ufaaa! A agenda do seu filho anda corrida e lotada? Você já ouviu falar em “Slow Parenting”?

O movimento “Slow Parenting”, que pode ser traduzido por “Pais Sem Pressa”, começou nos Estados Unidos e, simplificando, significa desacelerar a rotina dos pais para desacelerar a dos filhos.

Vivemos num mundo tão corrido, em que muitas vezes sentimos ansiedade para estimular e preparar nossos filhos para serem os melhores e mais inteligentes. E ainda tem a competição materna (enlouquecedora!!) com perguntas de outras mães do tipo: “Seu filho ainda não anda? Ahh não? O meu já anda há 1 mês!”. Mas qual é a vantagem disso? Pra que acelerar o desenvolvimento dos nossos filhos? Será que eles estão felizes?

Claro que achamos que devemos estimulá-los, mas tudo da medida certa. Sem querer antecipar fases, sem pressão em cima deles. É preciso respeitar o tempo de cada criança, encontrar o equilíbrio entre atividades importantes e o que elas realmente se sentem felizes em fazer.  E é exatamente isso que esse movimento “Slow Parenting” defende para uma melhor qualidade de vida.

Bebê precisa ser bebê, criança precisa ser criança. E nós, pais, precisamos entender isso para desacelerar e perceber que não temos que ficar o tempo todo criando brincadeiras e atividades para estimulá-los. Muitas vezes um ritmo acelerado pode trazer sérios problemas emocionais para os nossos filhos.

Com um novo ano que chega, esse é um momento importante para repensarmos o dia a dia. Talvez seja a hora de criamos nossos filhos com menos cobranças e mais valor para coisas pequenas da vida, como os passeios de bicicleta, as idas aos parquinhos e o cineminha no sofá. Vamos relaxar, ser felizes e deixar que eles curtam a infância do jeito que ela deve ser, de forma equilibrada, sem cobranças e obrigações. Concordam?

E lembrem-se: nenhuma atividade é mais importante do que estar junto deles! ;-)

Vejam os 10 princípios do movimento “Slow Parenting”:

1- Desligar todo tipo de tecnologia por pelo menos 1 hora por dia (mais é ainda melhor).

2- Ser pai e mãe, deixar de tentar ser o amigo do seu filho.

3- Cultivar a habilidade de observar seus filhos e outras crianças, e ser atento nessas observações. Perceber as diferenças de idades.

4- Casas são as primeiras escolas, pais os primeiros professores. Entenda os valores e a importância do seu papel.

5- O trabalho de uma criança é brincar.

6- Você deu a vida, mas você não é a vida do seu filho.

7- Ok dizer não. Estabeleça limites.

8- Menos é mais – criatividade muitas vezes nasce do tédio.

9- Entenda, respeite e honre sua comunidade – dentro e fora de casa.

10- Aprenda a cultivar espaços silenciosos durante o dia e tenha tempo pra esvaziar a mente.

23.10.2017

Catapora é coisa séria! 10 dicas importantes sobre a doença

Bebês, Saúde

Manchinhas vermelhas que coçam muito na cabeça, no corpo e no rosto dos nossos pequenos. Esses são os principais sinais que conhecemos da catapora (ou chamada de varicela). Mas também devemos ficar atentas a outros sintomas como: febre baixa, cansaço, perda de apetite e dor de cabeça.

Altamente transmissível, a catapora é comum na infância, por isso muita gente não tem ideia dos riscos e de que pode ser uma doença séria, especialmente em recém-nascidos.

Na semana passada, o Cheguei ao Mundo esteve no Evento #cataporaécoisaséria com um piquenique lindo na Lagoa (RJ) e ótima palestra da Dra. Evely Tanaka, médica especialista da GSK.

Aproveitamos para listar aqui pra vocês 10 pontos importantes que ela destacou na palestra, tanto para a prevenção como para os primeiros sinais da catapora.

Alguém aqui teve um pequeno com catapora ou já vacinou?

Confiram:

Dra. Evely Tanaka, médica da GSK

 

1- O contágio acontece por via respiratória, mas também através do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro e saliva ou por objetos contaminados pelo vírus.

2- Os sintomas da catapora, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio da doença.

3- Coçar as lesões pode favorecer infecções secundárias, que são as principais causas de internação. A complicação mais comum é a infecção da pele, em geral pela introdução de bactérias nos ferimentos através da coceira.

4- O risco é alto em contatos próximos e permanentes em ambientes fechados por mais de 1 hora, como em creches, escolas, enfermarias e salas de espera de consultórios.

5- A catapora pode gerar complicações em crianças, como: redução da função de órgãos internos (principalmente do sistema nervoso central, que é responsável pelos nossos sentidos e movimentos); infecções bacterianas na pele; sangramentos espontâneos e pneumonia bacteriana.

6- Em cerca de 10 a 20% de quem teve a doença, pode ocorrer a reativação do vírus levando ao aparecimento do herpes zóster (“cobreiro”).

7- No tratamento da catapora, em geral, são utilizados medicamentos específicos recomendados pelo médico para aliviar a dor de cabeça, baixar a febre e aliviar a coceira.

8- Os cuidados de higiene são muito importantes e devem ser feitos apenas com água e sabão. Para diminuir a coceira, o ideal é fazer compressa de água fria. As vesículas não devem ser coçadas e as crostas não devem ser retiradas.

9- A catapora pode ocorrer durante todo o ano, mas há aumento de casos no período que vai do fim do inverno até a primavera (agosto a novembro).

10- A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina contra varicela. A primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, mantendo o intervalo de três meses da dose anterior de tríplice viral + varicela ou de tetra viral. A vacina contra a varicela está contra indicada durante a gravidez.

26.09.2017

Você sabe o que é a doença Mão-pé-boca?

Bebês, Saúde

Muito comum em bebês e crianças pequenas, a doença chamada de Mão-pé-boca é causada por um vírus que costuma afetar principalmente a garganta.

Logo no início, a doença é parecida com uma virose comum, mas após 2 dias aproximadamente começam a surgir pontos avermelhados e lesões característicos da doença.

Confiram todas as informações da Dra. Danielle Negri, pediatra e parceira do blog, e saiba como proteger e tratar o seu filho.

A doença conhecida como mão-pé-boca ou síndrome mão-pé-boca é uma doença contagiosa causada por vírus, sendo os mais comuns o Coxsackie vírus A16 e o Enterovírus 71.

É uma virose benigna, que dura cerca de uma semana e desparece sem deixar sequelas. Aparece com mais frequência nos meses de outono e inverno em crianças menores de 5 anos.

A transmissão se dá através de gotículas de salivas contaminadas, contato com as secreções das feridas e também contato com as fezes de pacientes infectados. Portanto, deve-se evitar o contato com tosse, espirros e beijos de pessoas contaminadas, beber água no mesmo copo, apertar as mãos de pessoas infectadas, contatos com roupas, objetos e brinquedos também contaminados.

A infecção causa, classicamente, pequenas feridas na cavidade oral e erupções nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Os sintomas começam com dor de garganta, febre de 38o C , mal estar e falta de apetite. Dois dias depois, aparecem pontos avermelhados na boca que se transformam em bolhas e úlceras dolorosas tipo aftas. Um a dois dias depois, aparecem lesões bolhosas nas palmas das mãos e plantas dos pés, mas que também podem acometer tronco, braços, face e nádegas.

Mesmo após a cura da doença, o paciente pode continuar eliminando o vírus nas fezes por dias a semanas. Desta forma, o cuidado na troca de fraldas deve permanecer lavando-se bem as mãos após a troca.

A complicação mais comum da doença é a desidratação, uma vez que a criança deixa de ingerir líquidos e alimentos.

O diagnóstico é iminentemente clínico, porém, nos casos mais complicados pode-se fazer o exame das fezes para isolamento do vírus, assim como o exame das secreções das feridas e saliva.

A doença é auto-limitada. Desta forma, o tratamento destina-se ao alívio dos sintomas através do aumento da ingestão de líquidos, analgésicos para dor e anti-inflamatórios.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista  – Médica UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409 / 2430-7109
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

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