17.05.2017

Bronquiolite no bebê: O que é e como tratar meu filho?

Bebês, Saúde

Seu bebê já teve ou está com Bronquiolite? Com a chegada do outono chegam também as inúmeras viroses respiratórias tão comuns nessa época e que acometem adultos e, principalmente, bebês e crianças.

As emergências dos hospitais ficam cheias de crianças com sintomas de Bronquiolite. A doença, que ocorre em menores de 2 anos, é a principal causa de internação nessa idade, e é mais comum nas estações de outono e inverno.

Confiram todas as informações sobre o que é, quais os sintomas e tratamento da Bronquiolite nesse texto da nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri.

Pediatrician Doctor And Patient - Small Child

A Bronquiolite é uma doença que se caracteriza por obstrução inflamatória dos bronquíolos (pequenas vias aéreas) e é causada, principalmente, por um vírus chamado Vírus Sincicial Respiratório. Outros vírus também podem causar a doença como o Rinovírus, o Adenovírus, o Parainfluenza e o Metapneumovírus.

A transmissão do vírus se dá através de secreções respiratórias contaminadas que se propagam por tosse, espirro e através do contato. Portanto,  lugares fechados e confinados como creches, escolas, parquinhos fechados, facilitam a propagação do vírus.

Crianças que foram prematuras, que tiveram baixo peso ao nascer, portadores de doença pulmonar crônica, defeitos anatômicos das vias aéreas, doença cardíaca congênita, imunodeficiência e doenças neurológicas são mais suscetíveis.

Os sintomas clínicos se iniciam com secreção e obstrução nasal. Após um a três dias evoluem para tosse seca, febre baixa e desconforto respiratório. No terceiro a quarto dia há o pico da doença quando o estado geral da doença pode piorar muito apresentando falta de ar e tosse com chiado. Nem todos os casos são graves e muitos não evoluem com falta de ar podendo ser tratados em casa com as orientações do pediatra. Porém, nos casos graves onde há muito esforço respiratório, a internação é imprescindível para tratamento com medicamentoso, oxigenioterapia, hidratação venosa e fisioterapia respiratória. Alguns casos, precisam até de internação em UTI.

A doença tem um curso autolimitado e sua duração depende de fatores como o agente causador, a idade da criança e a existência de outras doenças associadas. Mas de maneira geral, o desconforto respiratório melhora em cinco dias e a tosse melhora com oito a quinze dias.

O tratamento da Bronquiolite é feito através de muita hidratação (se o bebê mamar peito, aumentar a oferta), elevar a cabeceira do berço ou da cama para a criança respirar melhor, inalação com soro fisiológico e lavagem das narinas com soro para soltar as secreções.

Uma adequada prevenção pode ser feita através da frequente lavagem das mãos do adulto e da criança, não compartilhar copos e talheres  em casa com as crianças e evitar lugares confinados.

A vacina da gripe é recomendada para mimetizar os casos de viroses comuns e, nos casos especiais, principalmente em prematuros, existem medicamentos feitos com anticorpos sintetizados em laboratório que protegem contra o Vírus Sincicial Respiratório, causador da doença.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409 (Leblon) 2430-7109 (Barra)
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

18.04.2017

Conheça os riscos da introdução de alimentos antes da hora

Bebês, Saúde

Quando devemos introduzir os alimentos na vida do bebê? A introdução alimentar é um momento muito importante e cheio de dúvidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses. E apenas depois dessa idade que outros alimentos passam a ser necessários.

Vejam as informações da nossa parceira nutricionista materno-infantil Dra. Bruna Albuquerque, da clinica Patricia Davidson, sobre os riscos de iniciar a introdução de novos alimentos antes da hora. Confiram!

Crying baby boy refusing to eat food from spoon with hands dirty

A introdução precoce de alimentos pode influenciar na duração do aleitamento materno, interferir na absorção de nutrientes do leite e aumentar o risco de reações alérgicas. O bebê possui imaturidade renal, hepática e do sistema imunológico, sua microbiota intestinal está se formando e as enzimas que atuam na digestão ainda tem produção insuficiente.

A partir do momento que são ofertados alimentos de forma precoce, principalmente quando existe uma predisposição genética, pode ocorrer inflamação da mucosa do intestino, levando a má absorção de nutrientes e predispondo a absorção dessas macromoléculas para a corrente sanguínea. O organismo reconhece isso como “corpo estranho” (antígenos).

Tal processo pode causar sobrecarga no sistema imune e no fígado, podem ocorrer manifestações alérgicas e formação de anticorpos contra os “corpos estranhos” ao que o organismo foi apresentado.

Alguns exemplos mais comuns de manifestações são: otite, refluxo, dermatite, bronquite, constipação, diarréia, alteração de sono etc.

Além disso o consumo de alimentos antes do tempo pode desencadear doenças crônicas não transmissíveis futuramente. Por isso, somente a partir do sexto mês devem ser oferecidos outros alimentos, com essa idade o bebê já consegue ficar sentadinho e sustentar o pescoço, isso facilita a aceitação dos alimentos ofertados em pedaços ou através da colher. A criança não apresenta mais o reflexo de protusão da língua, o que favorece a ingestão de alimentos semi sólidos, já possui maturidade fisiológica e neurológica e começa a erupção dos primeiros dentes, o que facilita a mastigação.

No que consiste a alimentação complementar? 

É definida como a oferta de outros alimentos ou líquidos à criança, em adição ao leite materno, que já não supre sozinho mais todas as necessidades do bebê.

Procure um Nutricionista para te auxiliar na elaboração de um plano alimentar individualizado para a introdução alimentar do seu filho.

 

Dra. Bruna Albuquerque é nutricionista materno-infantil da Clínica Patricia Davidson Haiat.
Consultório – (21) 2239.7200 / Rua Visconde de Pirajá, 572, 6° andar, Ipanema | Av. das Américas, 3.500, Toronto 2.000, Loja C, Barra da Tijuca / atendimento@patriciadavidson.com.br

16.03.2017

Febre Amarela: Saiba tudo sobre a vacina em bebês

Bebês, Saúde

Muitas mães estão preocupadas sem saber se vacinam ou não seus filhos com o surto de febre amarela que estamos tendo em alguns estados.

Conversamos com a pediatra Dra. Danielle Negri e ela nos passou todas as informações sobre idades e dosagem recomendada da vacina.

A vacina só está disponível na rede pública e pode ser feita apenas em crianças acima de 9 meses. Post super importante! Leiam as informações abaixo!

febre amarela bebes

Assim que começou o surto de Febre Amarela no interior do Espírito Santo e Minas Gerais, a procura por vacinas nos postos de saúde tem crescido muito.  Até o momento, já foram confirmados 230 casos da doença nos principais estados acometidos. Desta forma, o Ministério da Saúde tem disponibilizado doses extras da vacina para toda a população do país e não há motivo para pânico.

A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda causada por um arbovírus transmitido através do mosquito infectado. Extremamente letal, pode matar em até 50% dos casos nas formas mais graves da doença. Como não existe tratamento para a doença, a vacinação é a maneira mais eficaz de prevenção.

Praticamente todo o território brasileiro é considerado zona de risco para a febre amarela, já que noventa por cento é composto por matas. Apenas as regiões litorâneas não são consideradas zonas endêmicas. Desta forma, todos os pacientes que irão para essas áreas de risco, devem ser vacinados contra a febre amarela.

Assim como na Dengue, Zika e Chicungunha, medidas de prevenção devem ser aplicadas como o uso de repelentes, telas para mosquito, roupas compridas para se combater o vetor que no caso da forma urbana é o Aedes Aegypti.

A vacina é composta de vírus vivos atenuados e protege em cerca de 95% dos casos. É aplicada de forma subcutânea e, assim como as outras vacinas, pode dar algumas reações como dor local, vermelhidão, um pouco de inchaço, febre, dor no corpo e cefaleia até o sétimo dia da doença.

De acordo com o calendário vacinal, a vacina está recomendada para todas as pessoas que moram em zonas endêmicas e para aqueles que viajarão para as zonas endêmicas. A vacina deve ser feita no mínimo 10 dias antes da viagem.

Número de Doses Recomendadas:

Crianças entre 6 meses e 9 meses de idade incompletos – a vacinação está indicada somente em situações de emergência epidemiológica ou viagem para área de risco.

Crianças de 9 meses a 4 anos de idade – 1 dose aos 9 meses e outra aos 4 anos de idade. Se a criança não foi vacinada aos 9 meses de idade, deve tomar a vacina e o reforço com um intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Crianças a partir de 5 anos:

Que receberam duas doses da vacina – estão imunizadas e não precisam mais se vacinar.

Que receberam uma dose única da vacina – devem tomar o reforço ainda que sejam adultos.

Que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação – administrar a primeira dose da vacina e o reforço após 10 anos.

Grávidas – a vacina é contra-indicada

Lactantes de crianças com até 6 meses de idade –a vacinação é contra-indicada até a criança completar 6 meses de idade. Caso tenham tomado a vacina, a amamentação deve ser suspensa por 28 dias após a vacina.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409 (Leblon) 2430-7109 (Barra)
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

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