07.08.2017

A Cólica do Bebê

Bebês, Cuidados Diários, Saúde

Que mãe nunca sofreu com as dores de cólicas do filho nos primeiros meses de vida, né?! Conversamos com a Dra. Danielle Negri, que é pediatra e parceira do blog, e ela fez um texto suuuper interessante explicando tudo sobre cólicas pra gente!

Confiram abaixo:

crying newborn baby girl

A Cólica do Bebê

A cólica é um espasmo intestinal que causa muita dor no bebê. Ela é transitória e aparece geralmente na terceira semana de vida, acabando em torno do quarto mês, em uma criança saudável. A cólica pode durar até três horas por dia e, normalmente, acontece no final da tarde ou à noite. Além do choro, o bebê fica irritado e agitado.

As causas para as cólicas ainda não estão definidas. Algumas evidências apontam para uma imaturidade do intestino e do sistema nervoso central. Outras alegam que ocorra pela presença de ar em excesso no estômago ingerido durante as mamadas. Parte desse ar se desloca pelo intestino, criando uma distensão abdominal e consequente dor. O tipo de alimentação, a condição física do bebê, o cansaço ou ansiedade transmitida pelos pais, podem ser também outras causas.

Mas como saber se o choro é por cólica ou fome?

O bebê chora por diversas razões: fome, frio, sono, calor, dor, incômodos por fralda molhada ou apertada ou até porque quer aconchego e carinho. Com o tempo, a mãe vai aprendendo a identificar o motivo de choro do seu bebê. No entanto, a criança que chora por fome se acalma assim que mama. Isso não acontece quando o choro é por cólica.

O choro de cólica é estridente. O bebê fica irritado, inquieto, se contorce todo, fica com o rosto vermelho, faz caretas, encolhe as perninhas e se joga para trás.

O estresse e a tensão do ambiente podem deixar o bebê ainda mais agitado, acentuando a cólica. Com frequência as cólicas ocorrem ao fim do dia quando todos estão mais cansados. Se a mãe fica nervosa, o bebê sente essa ansiedade e insegurança, por isso a mãe tem que tentar ficar o mais tranquila possível e passar segurança para o seu bebê com muito amor e carinho.

É importante ficar atento para não confundir cólica por imaturidade intestinal ligada ao leite com as cólicas por gases que acontecem por distensão abdominal com consequente dor. O bebê pode engolir ar quando amamenta ou se alimenta. E quando isso ocorre aumentam as dores por gases. Assim, recomenda-se colocar o bebê bem inclinado para se alimentar, arrotar após as mamadas e colocá-lo para dormir de lado.

Como evitar as cólicas

Antes de mais nada, calma! A ansiedade da mãe não ajuda a acabar com a cólica, mas algumas ações podem amenizar a dor:

– um banho morno ajuda o bebê a relaxar;
– exercício com as perninhas do bebê, como “pedalar no ar” podem auxiliar a eliminar o excesso de gases;
– massagem na barriguinha do bebê, sempre no sentido horário, mobiliza os gases;
– compressas mornas na barriguinha com toalhas felpudas passadas a ferro têm efeito analgésico (teste antes o calor da toalha em sua própria face).
– um ambiente tranquilo e uma música suave ajudam a relaxar mãe e filho.
Porém, o mais importante é ter paciência para acalmar o bebê, aconchegando-o no colo, barriga com barriga, ou apoiado de bruços na extensão do antebraço dos pais.

Dica importante: Oferecer chá ao bebê não acaba com a cólica e pode prejudicar a amamentação. Remédios contra gases têm pouca eficácia, mas ajudam a melhorar um pouco a dor.

Relação entre cólica e dieta materna

A alimentação materna como possível causa da cólica ainda é controversa. A cólica pode ocorrer tanto em bebês amamentados no seio quanto naqueles amamentados com leite de vaca (fórmulas). Entretanto, existe a possibilidade de alguns alimentos (leite de vaca, soja, trigo, nozes) passarem para o leite materno e provocarem cólicas. No entanto, esses alimentos só devem ser retirados da dieta da mãe caso as cólicas estejam associadas a outros sintomas gastrintestinais que indiquem alergia alimentar, como a presença de rajas de sangue nas fezes do bebê.

Ao primeiro sinal de sangue nas fezes do bebê, seu pediatra deve ser consultado imediatamente.
E lembre-se, o ideal é prolongar ao máximo o aleitamento materno porque o leite de vaca tem alto poder de causar alergia.

A medida mais eficaz e importante para que se consiga passar por esse momento frágil e delicado que são os primeiros meses da vida da mãe com seu novo bebê é manter a calma e a  tranquilidade e ter em mente que as cólicas acontecem em um bebê saudável e que irão passar em poucos meses.

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista  – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

29.05.2017

Por que crianças com menos de 1 ano não devem beber suco?

Bebês, Saúde

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Por muitos anos o suco de frutas era a opção perfeita para a introdução alimentar dos bebês. Quem aqui não adorava tomar um suquinho quando era bebê, né? ;-) Eles seriam naturais e saudáveis! Mas, com o passar do tempo, estudos foram mostrando que os sucos naturais podem não ser tão saudáveis assim.

Na última semana, uma recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP) afirmou que crianças menores de 1 ano não devem tomar suco, sob risco de cáries e obesidade. E depois de um ano ainda devem ter quantidades regradas.

Segundo os médicos, não há benefício nutricional nenhum para o bebê ao ingerir um suco. O recomendado é que ele coma a fruta, que além das vitaminas, mantem as proteínas e fibras do alimento.

O pesquisador, pediatra e co-autor do comunicado da Academia Americana de Pediatria, Dr. Mel Heyman, reforçou “Os pais podem perceber o suco de frutas como saudável, mas não é um bom substituto para frutas frescas e embala apenas em mais açúcar e calorias”. E complementou “pequenas quantidades em moderação são boas para crianças mais velhas, mas são absolutamente desnecessárias para crianças com menos de um ano”.

A nova diretriz, que será publicada oficialmente em junho pela AAP, é diferente da que foi anteriormente publicada em 2001 e reafirmada em 2006, que previa o consumo de suco depois dos 6 meses.

Para crianças de 1 a 3 anos de idade, a ingestão deve ser limitada, no máximo, a 120 ml diários, para crianças de 4 a 6 anos de idade deve ser até 180 ml e dos 7 aos 18 anos já pode tomar 240 ml por dia, dentro da ingestão diária recomendada de 2 a 2 ½ porções de frutas por dia.

Para crianças de 2 a 3 anos, segundo orientação da AAP, não deve ser dado suco em garrafas ou copos de treinamento, que podem ser transportados facilmente, aumentando o consumo ao longo do dia. A exposição excessiva dos dentes aos carboidratos também pode levar à cárie dentária. Por isso, não deve ser dado suco na hora de dormir.

Resumindo, a fruta fresca é a melhor opção sempre para os nossos pequenos!

17.05.2017

Bronquiolite no bebê: O que é e como tratar meu filho?

Bebês, Saúde

Seu bebê já teve ou está com Bronquiolite? Com a chegada do outono chegam também as inúmeras viroses respiratórias tão comuns nessa época e que acometem adultos e, principalmente, bebês e crianças.

As emergências dos hospitais ficam cheias de crianças com sintomas de Bronquiolite. A doença, que ocorre em menores de 2 anos, é a principal causa de internação nessa idade, e é mais comum nas estações de outono e inverno.

Confiram todas as informações sobre o que é, quais os sintomas e tratamento da Bronquiolite nesse texto da nossa parceira pediatra Dra. Danielle Negri.

Pediatrician Doctor And Patient - Small Child

A Bronquiolite é uma doença que se caracteriza por obstrução inflamatória dos bronquíolos (pequenas vias aéreas) e é causada, principalmente, por um vírus chamado Vírus Sincicial Respiratório. Outros vírus também podem causar a doença como o Rinovírus, o Adenovírus, o Parainfluenza e o Metapneumovírus.

A transmissão do vírus se dá através de secreções respiratórias contaminadas que se propagam por tosse, espirro e através do contato. Portanto,  lugares fechados e confinados como creches, escolas, parquinhos fechados, facilitam a propagação do vírus.

Crianças que foram prematuras, que tiveram baixo peso ao nascer, portadores de doença pulmonar crônica, defeitos anatômicos das vias aéreas, doença cardíaca congênita, imunodeficiência e doenças neurológicas são mais suscetíveis.

Os sintomas clínicos se iniciam com secreção e obstrução nasal. Após um a três dias evoluem para tosse seca, febre baixa e desconforto respiratório. No terceiro a quarto dia há o pico da doença quando o estado geral da doença pode piorar muito apresentando falta de ar e tosse com chiado. Nem todos os casos são graves e muitos não evoluem com falta de ar podendo ser tratados em casa com as orientações do pediatra. Porém, nos casos graves onde há muito esforço respiratório, a internação é imprescindível para tratamento com medicamentoso, oxigenioterapia, hidratação venosa e fisioterapia respiratória. Alguns casos, precisam até de internação em UTI.

A doença tem um curso autolimitado e sua duração depende de fatores como o agente causador, a idade da criança e a existência de outras doenças associadas. Mas de maneira geral, o desconforto respiratório melhora em cinco dias e a tosse melhora com oito a quinze dias.

O tratamento da Bronquiolite é feito através de muita hidratação (se o bebê mamar peito, aumentar a oferta), elevar a cabeceira do berço ou da cama para a criança respirar melhor, inalação com soro fisiológico e lavagem das narinas com soro para soltar as secreções.

Uma adequada prevenção pode ser feita através da frequente lavagem das mãos do adulto e da criança, não compartilhar copos e talheres  em casa com as crianças e evitar lugares confinados.

A vacina da gripe é recomendada para mimetizar os casos de viroses comuns e, nos casos especiais, principalmente em prematuros, existem medicamentos feitos com anticorpos sintetizados em laboratório que protegem contra o Vírus Sincicial Respiratório, causador da doença.

 

Dra. Danielle Negri é Pediatra/Neonatologista – Médica Supervisora UTI Neonatal Perinatal Barra
Consultório – (21) 2512-8409 (Leblon) 2430-7109 (Barra)
dradani@daniellenegri.com.br – www.daniellenegri.com.br

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